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  • Brasil é o terceiro país que mais sofreu ataques de ransomwares em junho, aponta Cohesity Redação
    O Brasil foi o terceiro país que mais sofreu ataques com ransomwares em junho, registrando 23 casos. Os dados são da plataforma Ransomware.live, iniciativa de Julien Mousqueton, CISO da Cohesity, empresa líder em segurança de dados com IA. É a primeira vez que o Brasil aparece entre os dez países mais afetados desde o início da publicação de dados do site, em janeiro. A plataforma monitora e coleta dados de sites de vazamento de grupos de ransomware continuamente para identificar e listar novas
     

Brasil é o terceiro país que mais sofreu ataques de ransomwares em junho, aponta Cohesity

20 de Julho de 2026, 17:25

O Brasil foi o terceiro país que mais sofreu ataques com ransomwares em junho, registrando 23 casos. Os dados são da plataforma Ransomware.live, iniciativa de Julien Mousqueton, CISO da Cohesity, empresa líder em segurança de dados com IA. É a primeira vez que o Brasil aparece entre os dez países mais afetados desde o início da publicação de dados do site, em janeiro.

A plataforma monitora e coleta dados de sites de vazamento de grupos de ransomware continuamente para identificar e listar novas vítimas. Ransomwares são softwares maliciosos que bloqueiam o acesso de usuários ou organizações, exigindo pagamento de resgate para restauração, sob a ameaça de vazamento ou exclusão permanente.

O Brasil só aparece atrás de Estados Unidos, com 199 casos, e Alemanha, com 49. O Reino Unido vem logo após o Brasil, com 21, seguido de Índia e Canadá, ambos com 20. França (15), Itália (15), México (14) e Tailândia (13) completam o top 10.

“A emergência do Brasil, Índia e Tailândia como alvos recém identificados pode ser reflexo de uma estratégia deliberada de focar em jurisdições com menor maturidade na resposta a incidentes e na coordenação com forças de segurança”, avalia Gustavo Leite, vice-presidente da Cohesity para América Latina.

O número total de vítimas em junho, 708, representa uma redução de 10,5% em relação às 791 registradas em maio. “Apesar dessa diminuição mensal, o volume permanece historicamente elevado quando comparado aos doze meses anteriores, deixando claro o quão intenso e consistente é o atual cenário de ameaças”, aponta Leite.

Setores mais afetados

Em junho, o mercado B2B se manteve no topo dos alvos mais atingidos, registrando 123 vítimas — uma redução de 23,1% em comparação às 160 de maio. O setor de manufatura ficou na segunda colocação, com 83 ocorrências (queda de 19,4%), seguido por tecnologia, que somou 56 vítimas (recuo de 21,1%).

O segmento de saúde contabilizou 52 vítimas, registrando uma queda de 23,5% em relação às 68 do mês anterior. Na contramão, serviços ao consumidor foi o único a apresentar crescimento: uma alta discreta de 1,9%, passando de 52 para 53 vítimas. Já o setor de serviços financeiros teve um recuo de 26,5%, somando 25 vítimas, enquanto transporte/logística baixou 25,7%, chegando a 26 registros.

Números do site Ransomware.live são divulgados todos os meses pela Cohesity, que conta com a confiança de clientes em mais de 140 países, incluindo 70% da Fortune Global 500.

Ataques com ransomware nos últimos 12 meses:

  • Junho – 708
  • Maio – 791
  • Abril – 870
  • Março – 844
  • Fevereiro – 784
  • Janeiro – 702
  • Dezembro de 2025 – 882
  • Novembro de 2025- 717
  • Outubro de 2025 – 839
  • Setembro de 2025 – 598
  • Agosto de 2025 – 530
  • Julho de 2025 – 547

Setores com ransomwares mais afetados em junho:

  1. Mercado B2B – 123 (queda de 23.1% em relação a maio)
  2. Manufatura – 83 (queda de 19.4% em relação a maio)
  3. Tecnologia – 56 (queda de 21.1% em relação a maio)
  4. Serviços ao consumidor – 53 (aumento de 1.9% em relação a maio)
  5. Saúde – 52 (queda de 23.5% em relação a maio)
  6. Agricultura e produção de alimentos – 36 (queda de 7.7% em relação a maio)
  7. Construção – 27 (queda de 15.6% em relação a maio)
  8. Transportes/logísticas – 26 (queda de 25.7% em relação a maio)
  9. Serviços financeiros – 25 (queda de 26.5% em relação a maio)
  10.  Educação – 24 (queda de 14.3% em relação a maio)

Países mais afetados por ataques com ransomwares em junho:

  1. Estados Unidos – 199
  2. Alemanha – 49
  3. Brasil – 23
  4. Reino Unido – 21
  5. Índia – 20
  6. Canadá – 20
  7. França – 15
  8. Itália – 15
  9. México – 14
  10. Tailândia – 13

Relatório Executivo de Inteligência Cibernética – Vazamento de Dados do domínio gov.il pertence oficialmente ao Governo do Estado de Israel

O IDCiber Threat Intelligence Center, por meio do monitoramento contínuo de fontes abertas, fóruns clandestinos e canais especializados, identificou a divulgação de uma alegada base de dados associada ao domínio governamental www.gov.il, anunciada por um ator de ameaça em 22/06/2025. Segundo a publicação analisada, o grupo afirma ter explorado uma vulnerabilidade de API e obtido acesso não autorizado a informações de aproximadamente 268.938 registros de cidadãos, contendo dados pessoais diversos. As evidências observadas incluem amostras de registros supostamente extraídos da base comprometida e disponibilizados em plataforma pública de compartilhamento de conteúdo. Em conformidade com as melhores práticas de proteção à privacidade, os dados pessoais identificáveis (PII) presentes nas amostras foram anonimizados nesta análise, não sendo reproduzidos nomes, documentos, telefones, endereços, e-mails, identificadores ou quaisquer informações que permitam a identificação direta de indivíduos.

IDCiber Threat Intelligence Center
IDCiber Threat Intelligence Center

A análise preliminar indica que o conjunto de informações alegadamente exposto contém categorias de dados de elevada sensibilidade, incluindo dados cadastrais, informações demográficas, informações de contato, dados de localização e outros atributos pessoais. Caso a autenticidade e atualidade da base sejam confirmadas pelas autoridades competentes, o incidente poderá representar riscos significativos de fraude, engenharia social, campanhas de phishing direcionado, roubo de identidade, comprometimento de contas e outras atividades criminosas. O anúncio também demonstra intenção de monetização dos dados por parte do ator de ameaça, que disponibilizou canal de contato para potenciais interessados na aquisição do conteúdo.

Até o momento da análise, as evidências observadas permitem confirmar a existência de uma publicação reivindicando a violação e exibindo amostras de registros, porém a validação integral da autenticidade, integridade, abrangência e origem dos dados requer investigação técnica complementar pelas entidades responsáveis. Considerando o potencial impacto sobre cidadãos e organizações governamentais, recomenda-se a realização de procedimentos de resposta a incidentes, validação dos dados expostos, revisão dos controles de acesso, análise de vulnerabilidades em APIs, monitoramento reforçado de credenciais e comunicação adequada às partes potencialmente afetadas.

IDCiber Threat Intelligence Center
IDCiber Threat Intelligence Center
  • Classificação do incidente: Vazamento de Dados (Data Breach)
  • Organização alvo: Domínio governamental (www.gov.il)
  • Data da divulgação identificada: 22/06/2025
  • Volume alegado de impacto: 268.938 registros
  • Tipo de informação exposta: Dados pessoais e cadastrais (PII) – informações anonimizadas neste relatório
  • Severidade estimada: Alta
  • Status: Publicação identificada e em monitoramento

Fonte: IDCiber Threat Intelligence Center.

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  • Ataques com ransomwares fizeram 791 vítimas em maio; mercado B2B é o mais visado, aponta Cohesity Redação
    Ataques com ransomwares fizeram 791 vítimas no mês de maio, numa leve diminuição de 9,1% em comparação aos 870 registrados em abril. Os dados são da plataforma Ransomware.live, iniciativa de Julien Mousqueton, especialista em cibersegurança e executivo da Cohesity, empresa líder em segurança de dados com IA. O site monitora e coleta dados de sites de vazamento de grupos de ransomware continuamente para identificar e listar novas vítimas. Ransomwares são softwares maliciosos que bloqueiam o acess
     

Ataques com ransomwares fizeram 791 vítimas em maio; mercado B2B é o mais visado, aponta Cohesity

1 de Julho de 2026, 21:32

Ataques com ransomwares fizeram 791 vítimas no mês de maio, numa leve diminuição de 9,1% em comparação aos 870 registrados em abril. Os dados são da plataforma Ransomware.live, iniciativa de Julien Mousqueton, especialista em cibersegurança e executivo da Cohesity, empresa líder em segurança de dados com IA.

O site monitora e coleta dados de sites de vazamento de grupos de ransomware continuamente para identificar e listar novas vítimas. Ransomwares são softwares maliciosos que bloqueiam o acesso de usuários ou organizações, exigindo pagamento de resgate para restauração, sob a ameaça de vazamento ou exclusão permanente.

Olhando para os últimos 12 meses, a atividade permanece substancialmente elevada. O número de maio está bem acima da faixa de 501 a 598 vista entre junho e setembro, e somente um pouco abaixo do pico recente de 882 em dezembro. “A queda de 9,1% em relação a abril é estatisticamente notável, mas não deve ser interpretada como evidência de uma queda sustentada”, analisa Gustavo Leite, vice-presidente da Cohesity para América Latina e Caribe.

Apesar desse recuo, o cenário de ameaças permaneceu dinâmico, diz. “Quatro grupos divulgaram suas primeiras vítimas em maio, e nove agentes novos apareceram em sites de vazamento. Isso sinaliza a fragmentação contínua do ecossistema de ‘ransomware-as-a-service’, quando desenvolvedores profissionais alugam ou vendem sua infraestrutura para outros hackers”.

Segundo Leite, o surgimento de nove atores em um mês reflete a fragmentação do ecossistema, onde afiliados mudam de nome ou se separam de grandes operações. Apesar desse influxo, 15 grupos antes ativos ficaram inativos em maio. “Embora novas operações surjam, muitas são efêmeras devido à pressão policial, dissolução interna ou mudança de identidade”, destaca.

Países e setores mais afetados

Os Estados Unidos seguiram como o país mais afetado, representando 309 das 791 vítimas (39,1%). O Reino Unido (49 vítimas) e a Alemanha (41 vítimas) ocuparam o segundo e o terceiro lugares, respectivamente. O Canadá (32), a Espanha (23) e o Japão (17), aparecem em seguida, antes de Austrália (20), México (16) e França (16).

O mercado B2B continuou sendo o mais visado, com 160 vítimas. O setor de manufatura registrou 103 casos, seguido pelos setores de tecnologia (71) e saúde (68). “O alto volume registrado constantemente no setor de saúde ressalta a persistente atratividade do setor para operadores de ransomware que buscam alvos com alto potencial de exploração”, diz o executivo.

O vice-presidente da Cohesity para América Latina e Caribe também chamou a atenção para os 39 casos no setor de agricultura e produção de alimentos. “Ataques a esse setor têm aumentado, numa tendência que merece atenção, dadas as implicações para a infraestrutura crítica das cadeias de suprimentos de alimentos”, disse. O setor de educação figurou pela primeira vez no ranking dos dez principais setores neste mês, com 28 vítimas.

Números do site Ransomware.live são divulgados todos os meses pela Cohesity, que conta com a confiança de clientes em mais de 140 países, incluindo 70% da Fortune Global 500.

Ataques com ransomware nos últimos 12 meses:

  • Maio – 791
  • Abril – 870
  • Março – 844
  • Fevereiro – 784
  • Janeiro – 702
  • Dezembro de 2025 – 882
  • Novembro – 717
  • Outubro – 839
  • Setembro – 598
  • Agosto – 530
  • Julho – 547
  • Junho – 501

Setores com ransomwares mais afetados em maio:

  1. Mercado B2B – 160
  2. Manufatura – 103
  3. Tecnologia – 71
  4. Saúde – 68
  5. Serviços ao consumidor – 52
  6. Agricultura e produção de alimentos – 39
  7. Transportes/logísticas – 35
  8. Serviços financeiros – 34
  9. Construção – 32
  10. Educação – 28

Países mais afetados por ataques com ransomwares em maio:

  1. Estados Unidos – 309
  2. Reino Unido – 49
  3. Alemanha – 41
  4. Canadá – 32
  5. Espanha – 23
  6. Austrália – 20
  7. Itália – 20
  8. Japão – 17
  9. França – 16
  10. México – 16

Serviços financeiros em risco: os ataques de DDoS estão maiores, mais longos e mais complexos, segundo uma pesquisa da Akamai

16 de Junho de 2026, 12:17

Os cibercriminosos agora visam os serviços financeiros mais do que qualquer outro setor para ataques de negação de serviço distribuída (DDoS) na web e em APIs (camadas 3 e 4), revela a Akamai (NASDAQ: AKAM) em seu relatório State of the Internet (SOTI) intitulado AI-Empowered Botnets and API Visibility Gaps: Attack Trends in Financial Services. As descobertas revelam uma mudança perigosa à medida que hacktivistas pró-Irã e bots impulsionados por IA usam táticas de DDoS para interromper serviços bancários online, sistemas de pagamento e aplicações críticas.

Impulsionada por infraestruturas alimentadas por IA, a duração média dos ataques globais de DDoS das camadas 3 e 4 direcionados ao setor de serviços financeiros aumentou 738% desde 2024. Isso mostra que, embora a transformação digital tenha permitido avanços como serviços bancários online e pagamentos em tempo real, ela também facilitou as invasões.

Algumas descobertas importantes do relatório:

  • Entre os líderes de serviços financeiros entrevistados no Estudo sobre o impacto da segurança de APIs de 2026, 96% relataram pelo menos um incidente com a segurança de APIs nos últimos 12 meses, o índice mais alto entre todos os setores.

  • Em 2025, 60% do total de ataques na web e 83% das incursões contra pontos de extremidade de APIs visaram serviços bancários.

  • Quase 80% das instituições financeiras enfrentaram ataques de ransomware nos últimos dois anos, mas menos da metade adotou tecnologias avançadas de segurança.

  • A atividade avançada de bots aumentou 147% no final de 2025 e, em um estudo de caso, impressionantes 96% de todo o tráfego de websites foram identificados como bots de scraping mal-intencionados.

  • Os métodos de ataques cibernéticos contra serviços financeiros variam significativamente de acordo com a região: a EMEA é o principal alvo de DDoS das camadas 3 e 4 (62%), a APAC é a mais visada por DDoS da camada 7 (52%) e, na América do Norte, os ataques na web são os mais predominantes (44%).

“Os cibercriminosos e hacktivistas continuam impulsionando os ataques de DDoS, transformando-os em uma ameaça constante, e os serviços financeiros estão na mira”, afirma Steve Winterfeld, CISO consultivo da Akamai. “Além disso, os dados mostram que as APIs são cada vez mais visadas, pois a IA não reduz os riscos de segurança tradicionais, ela os amplifica. Felizmente, as organizações de serviços financeiros podem aproveitar as estratégias de segurança e as práticas recomendadas detalhadas neste relatório.”

O relatório também mostra tendências baseadas em dados sobre atividades criminosas, a participação do CISO da FS-ISAC, um destaque de segurança sobre recursos MITRE, um destaque de nuvem sobre as diferenças entre arquiteturas de IA e estratégias práticas de mitigação de ataques de DNS e DDoS.

Já em seu 12º ano, os relatórios SOTI Security da Akamai continuam oferecendo insights críticos sobre tendências de cibersegurança e desempenho na web, extraídos de ataques observados na infraestrutura protetiva de cibersegurança da Akamai, que lida com uma parcela significativa do tráfego global da web.

Sobre a Akamai

A Akamai é a empresa de cibersegurança e computação em nuvem que potencializa e protege negócios online. Nossas soluções de segurança líderes de mercado, inteligência avançada contra ameaças e equipe de operações globais oferecem defesa em profundidade para garantir a segurança de dados e aplicações empresariais em todos os lugares. As abrangentes soluções de computação em nuvem da Akamai oferecem desempenho e acessibilidade na plataforma mais distribuída do mundo. Empresas globais confiam na Akamai para obter a confiabilidade, a escala e a experiência necessárias para expandir seus negócios com confiança. Saiba mais em akamai.com e akamai.com/blog, ou siga a Akamai Technologies no X e no LinkedIn.

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  • Além do monitoramento: o novo papel do SOC na defesa cibernética Redação
    Neste ano, o Brasil sofreu mais de 315 bilhões de tentativas de ataque cibernético apenas no primeiro semestre — número que representa cerca de 84% de todo o tráfego malicioso registrado na América Latina no período, de acordo com um levantamento da Fortinet divulgado em agosto passado. Com adversários fazendo uso crescente de IA para conduzir campanhas de phishing, ataques DDoS e exploração de vulnerabilidades em ambientes híbridos e multicloud, líderes de segurança corporativa se veem diante d
     

Além do monitoramento: o novo papel do SOC na defesa cibernética

8 de Dezembro de 2025, 11:05

Neste ano, o Brasil sofreu mais de 315 bilhões de tentativas de ataque cibernético apenas no primeiro semestre — número que representa cerca de 84% de todo o tráfego malicioso registrado na América Latina no período, de acordo com um levantamento da Fortinet divulgado em agosto passado. Com adversários fazendo uso crescente de IA para conduzir campanhas de phishing, ataques DDoS e exploração de vulnerabilidades em ambientes híbridos e multicloud, líderes de segurança corporativa se veem diante de uma encruzilhada: manter o SOC (Security Operations Center) da forma como está ou apostar em novas tecnologias e formas de trabalho que respondam à nova realidade.

Grupos criminosos adotam táticas avançadas e combinam técnicas de Advanced Persistent Threat (APT) com ferramentas de IA para driblar as defesas tradicionais. Golpes que envolvem deepfakes ou phishing automatizado por IA tornam cada vez mais difícil distinguir o legítimo do malicioso. Ao mesmo tempo, a superfície de ataque das organizações se expandiu dramaticamente. Com ambientes de TI híbridos e multicloud, centenas de novos serviços e integrações são adicionados constantemente aos ecossistemas corporativos, abrindo brechas que muitas vezes são difíceis de monitorar.

O problema é que grande parte dos SOCs atuais foi concebida para um contexto em que as ameaças eram baseadas em assinatura e o volume de eventos era controlável. Hoje, porém, a multiplicação de fontes de telemetria, tais como endpoints, nuvens, APIs, identidades, dispositivos IoT e aplicações SaaS, faz com que o volume de logs cresça de forma exponencial.

Não se trata apenas de mais dados, mas de dados de naturezas distintas, com diferentes formatos, níveis de granularidade e relevância operacional. Ferramentas modernas de detecção e monitoramento, como EDRs, XDRs e soluções de observabilidade, coletam informações em tempo real e geram fluxos contínuos de telemetria que precisam ser correlacionados com ameaças conhecidas e comportamentos anômalos. Sem uma arquitetura de dados e automação adequadas, esse ecossistema torna-se difícil de orquestrar – e o SOC passa a lidar menos com ruído e mais com complexidade analítica. O desafio, portanto, deixou de ser filtrar falsos positivos e passou a ser transformar grandes volumes de logs em inteligência acionável com velocidade e contexto.

E, quando os adversários passam a empregar IA para criar malwares praticamente indetectáveis, um SOC calcado apenas em esforço humano não consegue escalar na mesma proporção do risco. O resultado é um descompasso perigoso entre a capacidade defensiva e a velocidade com que as ameaças modernas atuam, evidenciando que manter o status quo não é mais sustentável.

Uma das principais transformações em curso é a adoção do modelo de SOC as a Service, que redefine a forma como as empresas estruturam sua defesa cibernética. Diferente do modelo híbrido ou totalmente interno, o SOCaaS oferece monitoramento, detecção e resposta a incidentes 24×7 por meio de uma plataforma escalável e baseada em nuvem, administrada por especialistas em cibersegurança.

Esse formato elimina a necessidade de manter infraestrutura local pesada e reduz o tempo de implantação, ao mesmo tempo em que garante acesso contínuo a tecnologias e analistas altamente especializados.

Ao integrar telemetria proveniente de múltiplas camadas, o SOC as a Service consolida os eventos em um único datalake de análise, aplicando correlação e contextualização automatizadas com apoio de SOAR e machine learning. Assim, os alertas deixam de ser tratados de forma isolada e passam a compor narrativas completas de ataque, permitindo uma visão tática e antecipada das ameaças.

Essa automação nativa reduz drasticamente o tempo médio de detecção (MTTD) e o tempo médio de resposta (MTTR), pontos críticos para conter ataques modernos que podem se propagar em minutos.

Outro benefício do modelo é a atualização contínua da inteligência de ameaças. Fornecedores de SOCaaS normalmente operam com bases globais de threat intelligence, alimentadas por fontes de ciberinteligência regionais e internacionais.

Essa atualização constante amplia a visibilidade sobre novas campanhas maliciosas, técnicas de exploração e indicadores de comprometimento (IoCs), garantindo que o ambiente corporativo permaneça protegido mesmo diante de vetores inéditos. Ao mesmo tempo, as plataformas de SOCaaS modernas integram recursos de análise comportamental (UEBA) e aprendizado contínuo, permitindo identificar padrões anômalos e prevenir movimentos laterais antes que evoluam para incidentes graves.

Mais do que uma modernização tecnológica, a adoção de modelos de SOC as a Service representa um novo paradigma de defesa cibernética. O CISO que ainda vê o SOC apenas como um centro de monitoramento precisa agora encará-lo como um núcleo de inteligência e antecipação, sustentado por automação, correlação de dados e aprendizado de máquina.

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  • Ataques cibernéticos fazem 1,3 vítima por hora no mundo, segundo relatório da Apura Redação
    Os ataques de ransomware estão longe de desacelerar. No último ano, foram registradas 11.796 vítimas diretas desse tipo de ciberataque ao redor do mundo, 1,3 vítimas por hora, segundo dados do BTTng da Apura Cyber Intelligence, plataforma de inteligência em ameaças cibernéticas. O impacto vai além dos números: empresas paralisadas, serviços essenciais comprometidos e milhões de pessoas expostas a riscos iminentes. A onda de ataques abrange qualquer empresa de todos os segmentos, desde a saúde at
     

Ataques cibernéticos fazem 1,3 vítima por hora no mundo, segundo relatório da Apura

8 de Dezembro de 2025, 11:02

Os ataques de ransomware estão longe de desacelerar. No último ano, foram registradas 11.796 vítimas diretas desse tipo de ciberataque ao redor do mundo, 1,3 vítimas por hora, segundo dados do BTTng da Apura Cyber Intelligence, plataforma de inteligência em ameaças cibernéticas. O impacto vai além dos números: empresas paralisadas, serviços essenciais comprometidos e milhões de pessoas expostas a riscos iminentes.

A onda de ataques abrange qualquer empresa de todos os segmentos, desde a saúde até os serviços públicos. Em maio passado, a Ascension Healthcare, uma das maiores operadoras de saúde dos EUA, foi alvo de um ataque cibernético que comprometeu sistemas críticos, incluindo registros médicos e comunicação interna. Hospitais ficaram sem acesso a informações essenciais por semanas, forçando equipes a recorrerem a procedimentos manuais. “Isso gerou riscos reais, com erros relatados no Kansas e em Detroit, que poderiam ter resultado em graves consequências médicas”, explica Anchises Moraes, Especialista de Theat Intel da Apura.

A Ascension não divulgou oficialmente o grupo por trás do ataque, mas investigações apontam para o Black Basta. Sete dos vinte e cinco mil servidores foram comprometidos, e 5,6 milhões de indivíduos receberam notificações sobre o possível vazamento de dados.

No Brasil, a TOTVS foi alvo do grupo BlackByte, com relatos de que dados da empresa foram acessados. A companhia informou seus acionistas, garantindo a continuidade dos serviços, mas sem dissipar completamente a incerteza. Já a Sabesp sofreu um ataque do grupo RansomHouse, que não apenas roubou dados, mas também os publicou posteriormente.

O futuro dos ataques: alvos menores, impactos maiores

Se antes os criminosos miravam grandes corporações exigindo valores exorbitantes, a tendência é que ataques menores, porém em massa, ganhem força em todo o mundo, incluindo o Brasil. Pequenas e médias empresas se tornaram alvos fáceis, já que possuem menos recursos para segurança e maior propensão a pagar resgates. “Elas têm mais dificuldade em recuperar dados roubados ou encriptados, tornando-se presas ideais para esses criminosos”, alerta Anchises.

Outro ponto crítico é a ascensão da Internet das Coisas (IoT). O crescimento de dispositivos conectados, tanto em ambientes domésticos quanto industriais, expande a superfície de ataque. Botnets formadas por aparelhos desprotegidos alimentam ataques de negação de serviço (DDoS), enquanto falhas em sistemas industriais expõem infraestruturas críticas a riscos catastróficos.

“Quanto mais automatizado, maior a vulnerabilidade. Empresas que adotam tecnologia intensiva, como na Indústria 4.0, precisam investir tanto em proteção cibernética quanto na capacitação de seus colaboradores”, destaca o especialista.

A resposta global? O endurecimento das leis e a repressão ao pagamento de resgates. Nesse ambiente, governos e entidades reguladoras estão apertando o cerco. Leis mais rigorosas para setores críticos, como saúde, finanças e infraestrutura, estão sendo discutidas e aplicadas ao redor do mundo. Penalidades mais severas para empresas que negligenciarem a segurança cibernética também estão no radar.

“Infelizmente, muitas empresas só reagem quando o prejuízo financeiro se torna inegável. Com regulamentação mais dura e multas elevadas, elas serão forçadas a reforçar suas defesas”, conclui.

Outra tendência é o desestímulo ao pagamento de resgates. Algumas legislações já estão sendo elaboradas para coibir essa prática, retirando dos criminosos seu principal incentivo. Fiscalizações mais rigorosas e colaboração internacional também fazem parte do arsenal contra o ransomware.

Merece destaque a ação das forças da lei, que no ano passado foi sentido por grandes grupos de ransomware. Em fevereiro de 2024 foi anunciada a ‘Operação Cronos’ realizada de forma conjunta por agências de segurança de diversos países, incluindo o FBI, a Agência Nacional do Crime (NCA) do Reino Unido e a Europol, com o objetivo de desmantelar as atividades do grupo LockBit, um dos grupos mais ativos até então. Estima-se que o líder do grupo pode ter lucrado, sozinho, cerca de US$100 milhões.

“A guerra contra os cibercriminosos está longe de acabar. Mas empresas, governos e indivíduos precisam agir agora para que a próxima grande vítima não seja apenas mais uma estatística”, sublinha Anchises.

Sobre a Apura Cyber Intelligence, acesse: https://apura.com.br/

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  • Cibercriminosos adotam agentes de IA para lançar ataques autônomos e adaptáveis em 2025 Redação
    De acordo com um estudo publicado pelo Observatório Latino-Americano de Ameaças Digitais (OLAD) em 2025, 411 ataques cibernéticos e ameaças digitais direcionados a empresas e instituições na América Latina foram documentados durante o ano passado, incluindo infraestruturas críticas como alvos, espionagem e ransomware. À medida que os recursos de defesa de IA evoluem, o mesmo acontece com as estratégias e ferramentas de IA utilizadas pelos agentes de ameaças, criando um cenário de riscos em ráp
     

Cibercriminosos adotam agentes de IA para lançar ataques autônomos e adaptáveis em 2025

6 de Dezembro de 2025, 11:45

De acordo com um estudo publicado pelo Observatório Latino-Americano de Ameaças Digitais (OLAD) em 2025, 411 ataques cibernéticos e ameaças digitais direcionados a empresas e instituições na América Latina foram documentados durante o ano passado, incluindo infraestruturas críticas como alvos, espionagem e ransomware.

À medida que os recursos de defesa de IA evoluem, o mesmo acontece com as estratégias e ferramentas de IA utilizadas pelos agentes de ameaças, criando um cenário de riscos em rápida transformação que superam os métodos tradicionais de detecção e respostas. Nesse contexto, a nova pesquisa da Unit 42, equipe de inteligência de ameaças da Palo Alto Networks, intitulada Agentic AI Attack Framework, revelou como os criminosos estão começando a usar os agentes, uma evolução da inteligência artificial que vai além da geração de conteúdo a qual, ao contrário da generativa, que se concentra na criação de texto, imagens ou código, depende somente de agentes autônomos capazes de tomar decisões, adaptar ao ambiente e executar várias fases de um ataque cibernético sem intervenção humana direta.

O relatório detalha como esses agentes podem ser programados para executar tarefas como inspeção do sistema, escrever e-mails de phishing personalizados, evitar controles de segurança, manipular conversas em tempo real e remover rastros digitais. O mais preocupante é que eles podem aprender com os erros, ajustar o próprio comportamento e colaborar entre si, o que os torna uma ameaça muito mais dinâmica e difícil de conter.

Durante os testes, a Unit 42 simulou um ataque de ransomware, desde o comprometimento inicial até a exfiltração de dados, em apenas 25 minutos, usando IA em cada estágio da cadeia de ataque. Isso representou um aumento de 100 vezes na velocidade, totalmente impulsionado por IA.

Em contraste com os ciberataques tradicionais, que normalmente seguem padrões previsíveis e exigem intervenção humana em cada estágio, os ataques agênticos podem operar de forma contínua e adaptável. Isso significa que um único agente pode iniciar uma campanha de invasão, avaliar seu progresso, modificar sua estratégia em tempo real e escalar o ataque sem a necessidade de supervisão direta. Essa capacidade de ser autônomo representa um desafio para as equipes de cibersegurança, que precisam lidar com ameaças que não são apenas mais rápidas, como também mais inteligentes e persistentes.

Esses ataques cibernéticos podem ter consequências graves para as organizações. Por exemplo, um agente mal-intencionado pode enviar e-mails falsos altamente convincentes aos funcionários para roubar senhas, se infiltrar em sistemas internos e circular pela rede sem ser detectado. Isso leva ao roubo de informações confidenciais, como dados de clientes ou planos estratégicos, ou até mesmo ao sequestro de sistemas importantes por ransomware, paralisando as operações por dias. Além do impacto econômico, esses incidentes prejudicam a reputação da empresa, geram uma perda de confiança e podem levar a sanções legais se informações pessoais ou financeiras forem comprometidas.

Preparando-se para o imprevisível: como fortalecer a segurança organizacional

Nesse cenário, as organizações precisam de uma infraestrutura de segurança avançada e adaptável. Não é mais suficiente reagir a incidentes, agora é essencial antecipá-los por meio de monitoramento contínuo, análise inteligente de dados e automação dos principais processos.

A tendência à plataformização permite que as empresas reduzam a fragmentação tecnológica, melhorem a visibilidade do próprio ambiente digital e respondam mais rapidamente a qualquer tentativa de invasão. A Palo Alto Networks, por exemplo, está fazendo algo exatamente nesse sentido, desenvolvendo uma plataforma unificada de segurança de dados que abrangerá desde o desenvolvimento de código até ambientes de nuvem e centros de operações de segurança (SOCs). Essa iniciativa busca oferecer uma visão holística da segurança e facilitar o gerenciamento centralizado de ameaças, o que é essencial diante de um cenário de ataques cibernéticos cada vez mais sofisticados.

Além disso, a adoção de arquiteturas como o SASE (Secure Access Service Edge) fortalece a postura de segurança ao estender a proteção para além do perímetro tradicional. Essas tecnologias permitem controles granulares baseados em identidade, contexto e comportamento, o que é fundamental em um ambiente em que usuários, dispositivos e aplicativos estão distribuídos. Para as organizações brasileiras, investir nesse tipo de recurso representa uma melhoria técnica, bem como uma estratégia fundamental para garantir a continuidade operacional e a proteção de ativos essenciais contra ameaças cada vez mais automatizadas e persistentes.

O Brasil, com a crescente digitalização em setores-chave, como saúde, educação e serviços públicos, se torna um alvo atraente para essa ameaça emergente. A necessidade de fortalecer as capacidades de segurança cibernética no país é urgente, especialmente em face da adoção acelerada de tecnologias digitais em todos os níveis do governo e das empresas.

Diante desse cenário, especialistas da Palo Alto Networks recomendam que as organizações brasileiras implementem soluções de segurança que integrem recursos de detecção baseados em IA, bem como programas de conscientização e resposta a incidentes que considerem esse novo tipo de ameaças automatizadas.

A evolução dos ataques cibernéticos para esquemas mais autônomos e adaptáveis exige uma resposta igualmente inovadora. Somente por meio de estratégias proativas e colaborativas será possível mitigar os riscos apresentados por essa nova era de ataques alimentados pelos agentes de IA.

Sobre a Unit 42

A Unit 42 da Palo Alto Networks reúne pesquisadores de ameaças de renome mundial, respondentes de incidentes de elite e consultores de segurança especializados para criar uma organização orientada por inteligência e pronta para responder, apaixonada por ajudar a gerenciar o risco cibernético proativamente. Juntos, nossa equipe atua como seu consultor de confiança para ajudar a avaliar e testar controles de segurança contra as ameaças certas, transformar estratégias de segurança com uma abordagem informada sobre ameaças e responder a incidentes em tempo recorde para que você possa voltar aos negócios mais rapidamente. Visite paloaltonetworks.com/unit42.

Sobre a Palo Alto Networks

Como líder global em segurança cibernética, a Palo Alto Networks (NASDAQ: PANW) tem o compromisso de proteger nosso modo de vida digital por meio de inovação contínua. Com a confiança de organizações em todo o mundo, fornecemos soluções de segurança de ponta a ponta baseadas em IA em redes, nuvem, operações de segurança e IA, capacitadas pela inteligência e experiência em ameaças da Unit 42. Nosso foco na plataformização permite que as empresas simplifiquem a segurança em escala, garantindo que a proteção impulsione a inovação. Saiba mais em www.paloaltonetworks.com.

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  • Abrangência do grupo Scattered Spider acende alerta na América Latina, diz especialista Redação
    A expansão internacional do grupo de cibercriminosos conhecido como Scattered Spider acendeu um sinal de alerta entre empresas latino-americanas. Especialistas em segurança apontam que, embora não haja registros confirmados de ataques desse grupo no Brasil ou vizinhos até o momento, seu alcance global e métodos sofisticados representam um risco iminente para organizações na região. Com táticas de engenharia social elaboradas e capacidade de driblar defesas tradicionais, o Scattered Spider tem mi
     

Abrangência do grupo Scattered Spider acende alerta na América Latina, diz especialista

6 de Dezembro de 2025, 11:38

A expansão internacional do grupo de cibercriminosos conhecido como Scattered Spider acendeu um sinal de alerta entre empresas latino-americanas. Especialistas em segurança apontam que, embora não haja registros confirmados de ataques desse grupo no Brasil ou vizinhos até o momento, seu alcance global e métodos sofisticados representam um risco iminente para organizações na região.

Com táticas de engenharia social elaboradas e capacidade de driblar defesas tradicionais, o Scattered Spider tem mirado grandes empresas em diversos países. “A questão não é mais ‘se’ seremos atacados, mas de ‘quando’ e ‘como’, afirma Felipe Guimarães, Chief Information Security Officer da Solo Iron. “As táticas empregadas pelo grupo exploram fragilidades universais, presentes em empresas em todo o mundo – o que inclui as empresas latino-americanas”, pondera o especialista.

Um dos maiores riscos é que os setores visados pelo Scattered Spider no exterior também são pilares econômicos na América Latina. O grupo historicamente focou suas ações em empresas de telecomunicações, terceirização de processos de negócios (BPO) e grandes empresas de tecnologia – indústrias que possuem ampla presença na região. Nos últimos tempos, foi observado um aumento de interesse do grupo pelo setor financeiro global, o que inclui bancos e instituições presentes no Brasil e países vizinhos.

“Isso significa que companhias latino-americanas, seja diretamente ou através de filiais e parceiras, podem entrar na mira à medida que o Scattered Spider amplia seu raio de atuação. Mesmo empresas que não operam internacionalmente devem se precaver, pois os criminosos podem enxergar organizações locais como pontes de entrada para fornecedores ou clientes globais, ou simplesmente como alvos lucrativos por si sós, caso identifiquem falhas de segurança exploráveis”, pontua Guimarães.

Na mira das agências de inteligência

Relatórios do FBI e da Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA) dos EUA descrevem o Scattered Spider como “especialista em engenharia social”, empregando diversas técnicas para roubar credenciais e burlar autenticações.

Entre os métodos documentados estão phishing por e-mail e SMS (smishing), ataques de vishing (ligações telefônicas fraudulentas) em que os criminosos se passam por equipe de TI da própria empresa, e até esquemas elaborados de SIM swap – quando convencem operadoras de telefonia a transferir o número de celular de uma vítima para um chip sob controle deles. Essas táticas permitem interceptar códigos de autenticação multifator (MFA) enviados via SMS ou aplicativos, dando aos invasores as chaves para acessar sistemas internos.

Ainda segundo o especialista, o modelo de ataque do Scattered Spider pode inspirar quadrilhas locais. “As táticas de engenharia social eficazes tendem a se espalhar rapidamente nos submundos virtuais. Mesmo que o próprio grupo original não atue diretamente na América Latina, outros agentes maliciosos regionais podem adotar técnicas semelhantes – como push bombing de MFA ou golpes contra centrais de atendimento – ao verem o sucesso obtido lá fora”, explica Guimarães.

Alguns incidentes recentes no cenário latino-americano já envolveram vetores parecidos, como uso de ferramentas legítimas em ataques e exploração de credenciais vazadas, o que reforça a necessidade de vigilância. Em 2024, por exemplo, houve casos de gangues de ransomware operando na região que abusaram de softwares legítimos e brechas em procedimentos internos de empresas, aplicando práticas muito similares ao do Scattered Spider.

Estratégias de mitigação

Diante da crescente ameaça representada por grupos como o Scattered Spider, Guimarães recomenda a adoção de estratégias com foco especial em fortalecer métodos avançados de autenticação multifator (MFA), preferencialmente resistentes a phishing, como chaves físicas de segurança ou soluções baseadas em certificados digitais. Técnicas como MFA com validação numérica e a restrição do uso de SMS para autenticação são essenciais para reduzir o risco de engenharia social e ataques por fadiga de notificações, muito usados pelo grupo.

Além disso, a adoção de uma abordagem mais robusta em relação à gestão de identidades e acessos (IAM) é uma estratégia muito importante na contenção desse tipo de ameaça. “As identidades digitais estão se tornando uma nova superfície de ataque; por isso, é fundamental que as empresas implementem políticas rígidas de gestão de identidades, controle granular de acessos e monitoramento contínuo das atividades dos usuários”, destaca.

“Também é muito importante o controle rigoroso sobre ferramentas de acesso remoto e a implantação de monitoramento avançado. É recomendável que as organizações restrinjam o uso dessas ferramentas por meio de listas autorizadas e adotem sistemas robustos como EDR e DLP para identificar rapidamente atividades suspeitas”, finaliza o especialista.

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