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    Dois acontecimentos recentes acenderam um alerta global sobre a evolução das fraudes digitais e a profissionalização do crime cibernético. De um lado, pesquisadores da Cybernews identificaram uma base exposta contendo aproximadamente 24 bilhões de registros de credenciais, incluindo e-mails, nomes de usuário, senhas em texto claro e URLs de acesso. De outro, o governo da Índia bloqueou temporariamente o Telegram após suspeitas de que grupos organizados estariam utilizando a plataforma para tenta
     

Megavazamento de 24 bilhões de credenciais e bloqueio do Telegram na Índia expõem nova fase do crime digital

1 de Julho de 2026, 21:37

Dois acontecimentos recentes acenderam um alerta global sobre a evolução das fraudes digitais e a profissionalização do crime cibernético. De um lado, pesquisadores da Cybernews identificaram uma base exposta contendo aproximadamente 24 bilhões de registros de credenciais, incluindo e-mails, nomes de usuário, senhas em texto claro e URLs de acesso. De outro, o governo da Índia bloqueou temporariamente o Telegram após suspeitas de que grupos organizados estariam utilizando a plataforma para tentar fraudar candidatos do NEET 2026, principal exame nacional de admissão para cursos de medicina do país. Para a LC SECconsultoria especializada em cibersegurança e compliance, os dois episódios evidenciam a crescente profissionalização do crime digital.

Segundo informações divulgadas pela Cybernews, a base reúne dados provenientes de diferentes fontes, incluindo infostealers, compilações de vazamentos anteriores e outras exposições digitais acumuladas ao longo dos anos. Embora ainda não seja possível determinar quantos registros são duplicados ou quantas pessoas únicas foram afetadas, a consolidação desse volume de informações em um único conjunto amplia significativamente o potencial para ataques de tomada de contas, fraudes financeiras e invasões corporativas.

Na Índia, o caso envolvendo o Telegram também chamou a atenção pela escala da operação, pois, segundo informações divulgadas pela Reuters, o bloqueio temporário da plataforma ocorreu após autoridades apontarem que grupos organizados teriam utilizado o aplicativo para coordenar tentativas de fraude relacionadas ao exame NEET 2026. O episódio ganhou repercussão nacional após o cancelamento dos resultados de cerca de 2,3 milhões de estudantes em meio a investigações sobre possível vazamento de questões e irregularidades no processo seletivo.

Embora distintos, os dois casos compartilham um elemento importante: a utilização de plataformas digitais como parte da infraestrutura que sustenta operações criminosas. Ao rastrear a origem dos dados presentes na base identificada pela Cybernews, os pesquisadores encontraram 36 fontes distintas de informação. Segundo a investigação, grande parte delas estaria associada a canais do Telegram utilizados para compartilhamento de credenciais roubadas, dados obtidos em violações de segurança e materiais relacionados a atividades ilícitas.

“O aspecto mais relevante desses casos é que eles mostram como o crime digital funciona atualmente. Não estamos falando apenas de vazamentos ou de uma plataforma específica, mas de um ecossistema onde dados roubados são coletados, organizados, compartilhados e utilizados por diferentes grupos criminosos. O Telegram aparece nesse contexto como um dos canais identificados para circulação dessas informações, evidenciando como plataformas digitais podem ser incorporadas à cadeia operacional das fraudes”, afirma Luiz Cláudio, CEO e fundador da LC SEC.

O cenário acompanha uma tendência observada globalmente pelo relatório Microsoft Digital Defense de 2025, que aponta que mais de 97% dos ataques contra identidade são baseados em senhas e que esse tipo de ameaça cresceu 32% no primeiro semestre de 2025. O relatório também destaca que mecanismos de autenticação multifator resistentes a phishing são capazes de bloquear mais de 99% desses ataques.

Na avaliação do especialista, o foco das organizações não deve estar apenas na proteção de sistemas, mas também na gestão da identidade digital. “Quando credenciais comprometidas passam a circular livremente, os criminosos conseguem assumir contas legítimas, acessar ambientes corporativos e utilizar essas informações para ataques mais sofisticados. A identidade digital se tornou um dos ativos mais valiosos e mais visados do ambiente corporativo”, explica Luiz Claudio.

Diante desse cenário, a LC SEC recomenda que empresas revisem suas políticas de autenticação, ampliem o uso de autenticação multifator (MFA), fortaleçam processos de validação de identidade e monitorem continuamente credenciais expostas. A adoção de estratégias de Threat Intelligence, avaliações periódicas de acessos privilegiados e programas permanentes de conscientização também são medidas importantes para reduzir riscos e antecipar movimentos de grupos criminosos.

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    Acessando o Telegram Sem uma Conta: O Que é Possível Ver PublicamenteIntroduçãoMuitas pessoas acreditam que é necessário criar uma conta, fornecer um número de telefone e instalar o aplicativo para visualizar conteúdos do Telegram. Na prática, uma grande quantidade de informações disponibilizadas em canais públicos pode ser acessada diretamente pela web, sem cadastro e sem interação com a plataforma.Para investigadores OSINT, jornalistas, pesquisadores e profissionais de segurança da informação,
     

Acessando o Telegram Sem uma Conta



Acessando o Telegram Sem uma Conta: O Que é Possível Ver Publicamente

Introdução

Muitas pessoas acreditam que é necessário criar uma conta, fornecer um número de telefone e instalar o aplicativo para visualizar conteúdos do Telegram. Na prática, uma grande quantidade de informações disponibilizadas em canais públicos pode ser acessada diretamente pela web, sem cadastro e sem interação com a plataforma.

Para investigadores OSINT, jornalistas, pesquisadores e profissionais de segurança da informação, compreender o que está exposto publicamente no Telegram é fundamental para avaliar riscos, preservar evidências digitais e realizar pesquisas abertas de forma ética e legal.


Como Funciona o Acesso Público

Canais públicos do Telegram possuem um identificador público (username). Quando um canal é configurado como público, parte de seu conteúdo pode ser acessada diretamente pelo navegador.

O formato normalmente utilizado é:

https://t.me/NomeDoCanal

Exemplo:

https://t.me/telegram

Ao acessar esse endereço, o Telegram exibe uma página de visualização contendo:

  • Nome do canal;

  • Foto de perfil;

  • Descrição;

  • Quantidade aproximada de inscritos;

  • Publicações recentes.

Em muitos casos, não é necessário efetuar login.


Utilizando a Versão Web de Pré-Visualização

Uma alternativa frequentemente utilizada é:

https://t.me/s/NomeDoCanal

O parâmetro /s/ abre uma versão navegável do canal diretamente pelo navegador.

Exemplo:

https://t.me/s/telegram

Nessa visualização é possível:

  • Ler mensagens públicas;

  • Visualizar imagens;

  • Acessar vídeos;

  • Consultar publicações antigas;

  • Copiar links para preservação de evidências.


Navegando pelo Histórico do Canal

Após abrir um canal público utilizando o formato:

https://t.me/s/NomeDoCanal

basta rolar a página para carregar mensagens mais antigas.

Dependendo da quantidade de conteúdo disponível, é possível acessar meses ou até anos de publicações sem possuir uma conta cadastrada.

Durante uma investigação OSINT recomenda-se registrar:

  • Data da coleta;

  • URL do canal;

  • URL específica da mensagem;

  • Capturas de tela;

  • Hash dos arquivos baixados.


Pesquisando Conteúdo de um Canal Sem Conta

Os mecanismos de busca indexam uma parte dos canais públicos do Telegram.

Exemplos de pesquisas:

site:t.me/s "palavra-chave"

ou

site:t.me "palavra-chave"

Também é possível pesquisar diretamente por:

site:t.me/s NomeDoCanal

Essas consultas podem revelar:

  • Publicações antigas;

  • Arquivos compartilhados;

  • Anúncios;

  • Mensagens específicas indexadas.


O Que um Grupo Público Expõe

Grupos públicos funcionam de forma diferente dos canais.

Dependendo das configurações adotadas pelos administradores, um visitante pode visualizar:

  • Nome do grupo;

  • Descrição;

  • Mensagens recentes;

  • Arquivos compartilhados;

  • Histórico parcial.

Entretanto, algumas informações podem permanecer restritas aos membros.

É importante lembrar que administradores podem alterar as configurações de privacidade a qualquer momento.


Preservação de Evidências

Ao identificar conteúdo relevante para uma investigação, recomenda-se:

1. Captura de Tela

Ferramentas úteis:

  • FireShot;

  • GoFullPage;

  • ShareX;

  • Snagit.

2. Salvar Arquivos Originais

Sempre que possível:

  • Baixe imagens;

  • Baixe vídeos;

  • Preserve documentos.

3. Gerar Hash

Após o download:

Windows:

Get-FileHash arquivo.pdf -Algorithm SHA256

Linux:

sha256sum arquivo.pdf

macOS:

shasum -a 256 arquivo.pdf

O hash auxilia na demonstração de integridade da evidência digital.


Cuidados de Segurança Operacional (OPSEC)

Mesmo sem utilizar uma conta Telegram, alguns cuidados continuam importantes:

Utilize Navegador Atualizado

Evite acessar conteúdos desconhecidos em navegadores desatualizados.

Considere Ambiente Isolado

Para pesquisas sensíveis:

  • Máquina virtual;

  • Sandbox;

  • Sistema operacional dedicado.

Atenção a Downloads

Arquivos compartilhados em canais públicos podem conter:

  • Malware;

  • Scripts maliciosos;

  • Documentos adulterados.

Nunca execute arquivos sem análise prévia.

Registre Metadados

Anote:

  • Data;

  • Horário;

  • URL;

  • Método de coleta;

  • Ferramentas utilizadas.


Limitações

Nem todo conteúdo do Telegram é público.

Não é possível acessar sem autorização:

  • Grupos privados;

  • Canais privados;

  • Conversas privadas;

  • Conteúdo protegido por convite.

A coleta deve respeitar a legislação vigente, termos de uso da plataforma e princípios éticos de investigação digital.


Conclusão

O Telegram disponibiliza uma quantidade significativa de conteúdo na internet aberta por meio de seus canais públicos. Para profissionais de OSINT, investigação defensiva e inteligência digital, compreender essas possibilidades amplia a capacidade de coleta de informações sem a necessidade de interação direta com os alvos observados.

Contudo, a facilidade de acesso não elimina a necessidade de boas práticas de preservação de evidências, documentação da coleta e cuidados de segurança operacional durante a navegação.



 

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