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Serviços financeiros em risco: os ataques de DDoS estão maiores, mais longos e mais complexos, segundo uma pesquisa da Akamai

16 de Junho de 2026, 12:17

Os cibercriminosos agora visam os serviços financeiros mais do que qualquer outro setor para ataques de negação de serviço distribuída (DDoS) na web e em APIs (camadas 3 e 4), revela a Akamai (NASDAQ: AKAM) em seu relatório State of the Internet (SOTI) intitulado AI-Empowered Botnets and API Visibility Gaps: Attack Trends in Financial Services. As descobertas revelam uma mudança perigosa à medida que hacktivistas pró-Irã e bots impulsionados por IA usam táticas de DDoS para interromper serviços bancários online, sistemas de pagamento e aplicações críticas.

Impulsionada por infraestruturas alimentadas por IA, a duração média dos ataques globais de DDoS das camadas 3 e 4 direcionados ao setor de serviços financeiros aumentou 738% desde 2024. Isso mostra que, embora a transformação digital tenha permitido avanços como serviços bancários online e pagamentos em tempo real, ela também facilitou as invasões.

Algumas descobertas importantes do relatório:

  • Entre os líderes de serviços financeiros entrevistados no Estudo sobre o impacto da segurança de APIs de 2026, 96% relataram pelo menos um incidente com a segurança de APIs nos últimos 12 meses, o índice mais alto entre todos os setores.

  • Em 2025, 60% do total de ataques na web e 83% das incursões contra pontos de extremidade de APIs visaram serviços bancários.

  • Quase 80% das instituições financeiras enfrentaram ataques de ransomware nos últimos dois anos, mas menos da metade adotou tecnologias avançadas de segurança.

  • A atividade avançada de bots aumentou 147% no final de 2025 e, em um estudo de caso, impressionantes 96% de todo o tráfego de websites foram identificados como bots de scraping mal-intencionados.

  • Os métodos de ataques cibernéticos contra serviços financeiros variam significativamente de acordo com a região: a EMEA é o principal alvo de DDoS das camadas 3 e 4 (62%), a APAC é a mais visada por DDoS da camada 7 (52%) e, na América do Norte, os ataques na web são os mais predominantes (44%).

“Os cibercriminosos e hacktivistas continuam impulsionando os ataques de DDoS, transformando-os em uma ameaça constante, e os serviços financeiros estão na mira”, afirma Steve Winterfeld, CISO consultivo da Akamai. “Além disso, os dados mostram que as APIs são cada vez mais visadas, pois a IA não reduz os riscos de segurança tradicionais, ela os amplifica. Felizmente, as organizações de serviços financeiros podem aproveitar as estratégias de segurança e as práticas recomendadas detalhadas neste relatório.”

O relatório também mostra tendências baseadas em dados sobre atividades criminosas, a participação do CISO da FS-ISAC, um destaque de segurança sobre recursos MITRE, um destaque de nuvem sobre as diferenças entre arquiteturas de IA e estratégias práticas de mitigação de ataques de DNS e DDoS.

Já em seu 12º ano, os relatórios SOTI Security da Akamai continuam oferecendo insights críticos sobre tendências de cibersegurança e desempenho na web, extraídos de ataques observados na infraestrutura protetiva de cibersegurança da Akamai, que lida com uma parcela significativa do tráfego global da web.

Sobre a Akamai

A Akamai é a empresa de cibersegurança e computação em nuvem que potencializa e protege negócios online. Nossas soluções de segurança líderes de mercado, inteligência avançada contra ameaças e equipe de operações globais oferecem defesa em profundidade para garantir a segurança de dados e aplicações empresariais em todos os lugares. As abrangentes soluções de computação em nuvem da Akamai oferecem desempenho e acessibilidade na plataforma mais distribuída do mundo. Empresas globais confiam na Akamai para obter a confiabilidade, a escala e a experiência necessárias para expandir seus negócios com confiança. Saiba mais em akamai.com e akamai.com/blog, ou siga a Akamai Technologies no X e no LinkedIn.

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  • Cibersegurança: por que a proteção ainda é vista como despesa no setor financeiro? Redação
    O setor financeiro ocupa a segunda posição no ranking global de ataques cibernéticos, de acordo com um relatório da Verizon. O documento registrou 3.336 incidentes no segmento em 2025, com 927 resultando em vazamentos de dados confirmados. Na América Latina, foram 657 casos, sendo 413 com vazamentos. O cenário no Brasil acompanha a tendência, com o Banco Central reportando, somente em 2024, 12 incidentes de vazamentos de chaves Pix. Os números mostram a exposição de um segmento que lida com ativ
     

Cibersegurança: por que a proteção ainda é vista como despesa no setor financeiro?

8 de Dezembro de 2025, 11:37

O setor financeiro ocupa a segunda posição no ranking global de ataques cibernéticos, de acordo com um relatório da Verizon. O documento registrou 3.336 incidentes no segmento em 2025, com 927 resultando em vazamentos de dados confirmados. Na América Latina, foram 657 casos, sendo 413 com vazamentos. O cenário no Brasil acompanha a tendência, com o Banco Central reportando, somente em 2024, 12 incidentes de vazamentos de chaves Pix. Os números mostram a exposição de um segmento que lida com ativos e informações de clientes.

A recorrência dos ataques levanta uma questão sobre a abordagem da segurança pelas lideranças. A proteção dos sistemas e dados é vista por parte dos gestores como um centro de custo, não como um pilar para a sustentação do negócio. Essa visão ignora que o custo de um incidente de segurança é, em média, superior ao investimento preventivo. O relatório “Cost of a Data Breach” da IBM, de 2024, aponta que o prejuízo médio de um ataque no setor financeiro foi de US$ 6,08 milhões.

“A cibersegurança é tratada como uma despesa por empresas que ainda não têm um grau elevado de maturidade em segurança da informação. As companhias que já estão em um patamar mais elevado enxergam a cibersegurança como um investimento”, afirma Rodrigo Rocha, gerente de arquitetura de soluções da CG One, empresa de tecnologia focada em segurança da informação, proteção de redes e gerenciamento integrado de riscos.

A evolução dos riscos e os impactos nos negócios

Os riscos para as instituições financeiras abrangem desde ataques de negação de serviço (DDoS), que buscam a indisponibilidade de plataformas e o prejuízo de imagem, até o roubo de informações e o desvio de valores de contas de clientes. “Nos últimos anos, as táticas dos atacantes ganharam complexidade, com o desenvolvimento de ransomwares como LockBit e Conti, ataques à cadeia de suprimentos que comprometem plataformas de autenticação de fintechs, exploração de APIs e o uso de inteligência artificial generativa e deepfakes em ações de engenharia social”, explica Rocha.

Um ataque bem-sucedido pode resultar em perda de credibilidade junto a clientes e ao mercado, além de perdas financeiras diretas. Há também o impacto regulatório, com a possibilidade de aplicação de multas pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) em caso de descumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

A estratégia de defesa como caminho

Não existe uma única tecnologia que funcione como solução definitiva para a proteção do ecossistema financeiro. A eficácia da defesa está na implementação de um plano de médio e longo prazo, com o objetivo de elevar a maturidade em segurança da informação de forma contínua.

Para Rocha, as organizações podem utilizar frameworks de mercado para avaliar o nível de maturidade atual e traçar um plano de evolução. “A proteção de uma empresa, de qualquer segmento, depende da execução de um plano estruturado, com parceiros e soluções que ajudem nessa jornada”, finaliza o especialista da CG One.

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  • Dados em risco? Saiba como proteger suas APIs e evitar exposições críticas Redação
    Relatórios recentes revelam que as vulnerabilidades em APIs, as chamadas Interfaces de Programação de Aplicações, são responsáveis por uma parte significativa das falhas de segurança nos sistemas modernos. Um estudo da Akamai apontou que 84% dos profissionais de segurança enfrentaram incidentes relacionados a APIs entre 2023 e 2024, refletindo um aumento contínuo nos últimos três anos. Essa crescente dependência tem gerado diversas preocupações com segurança. As APIs desempenham um papel de extr
     

Dados em risco? Saiba como proteger suas APIs e evitar exposições críticas

6 de Dezembro de 2025, 11:34

Relatórios recentes revelam que as vulnerabilidades em APIs, as chamadas Interfaces de Programação de Aplicações, são responsáveis por uma parte significativa das falhas de segurança nos sistemas modernos. Um estudo da Akamai apontou que 84% dos profissionais de segurança enfrentaram incidentes relacionados a APIs entre 2023 e 2024, refletindo um aumento contínuo nos últimos três anos. Essa crescente dependência tem gerado diversas preocupações com segurança.

As APIs desempenham um papel de extrema relevância na comunicação entre sistemas e na troca de dados, sendo importantes para o funcionamento de aplicativos móveis, plataformas de e-commerce e serviços em nuvem. No entanto, a grande exposição dessas interfaces às redes aumenta o risco de ataques, sendo exemplos de ameaças comuns a autenticação e autorização fracas, a exposição de dados confidenciais e a falta de controle adequado de acesso.

De acordo com o Relatório sobre o Estado da Segurança de API de 2025 da Salt Security, a rápida expansão dos ecossistemas de API –  impulsionada pela migração para a nuvem, integração de plataformas e monetização de dados – está superando as medidas de segurança existentes, expondo as empresas a riscos ainda maiores. “Com a ampliação da interconexão de aplicações e serviços online, as APIs se tornaram alvos atrativos para cibercriminosos, tornando a proteção dessas interfaces cada vez mais estratégica para a segurança de dados”, comenta Rogerio Rutledge,  DPO da Runtalent, empresa referência em tecnologia e serviços digitais.

O executivo destaca que, para proteger as APIs e evitar que elas sejam exploradas por cibercriminosos, as empresas precisam adotar estratégias robustas de segurança. “É preciso entender que as APIs são portas abertas para os dados da organização. Assim, proteger essas interfaces exige uma abordagem proativa, que vai além da autenticação básica e da criptografia de dados. Monitorar e auditar as APIs em tempo real, implementar controles rigorosos de acesso e adotar práticas de codificação segura são medidas fundamentais para garantir a integridade e a confidencialidade das informações”, explica.

Entre as principais práticas recomendadas para fortalecer a segurança das APIs, Rutledge destaca:

  1. Autenticação e autorização fortes: Implementar autenticação multifatorial (MFA) e usar tokens de segurança como OAuth 2.0 para garantir que apenas usuários autorizados acessem as APIs.
  2. Validação e sanitização de entradas: Realizar a validação rigorosa de todas as entradas e saídas para evitar a injeção de códigos maliciosos.
  3. Uso de criptografia robusta: Garantir que todos os dados sensíveis, tanto em trânsito quanto em repouso, sejam criptografados com protocolos seguros como TLS e AES.
  4. Monitoramento e auditoria contínuos: Implementar sistemas de monitoramento em tempo real para detectar atividades suspeitas e realizar auditorias regulares para garantir que as APIs não apresentem vulnerabilidades.
  5. Testes de segurança regulares: Realizar testes de penetração e análise de vulnerabilidades nas APIs de forma contínua para identificar e corrigir falhas de segurança antes que possam ser exploradas.

O gestor ressalta que, com o aumento da dependência de APIs para o funcionamento de sistemas e serviços, as empresas precisam estar preparadas para os desafios crescentes de segurança que surgem nesse cenário. “O investimento em soluções eficazes de proteção é fundamental para proteger dados sensíveis e garantir a continuidade dos negócios. Negligenciar a proteção dessas interfaces pode expor organizações a prejuízos financeiros, danos à reputação e perdas irreversíveis de confiança. Portanto, adotar uma abordagem preventiva, automatizada e alinhada às melhores práticas do setor é o caminho mais seguro para manter a integridade dos sistemas e assegurar a resiliência digital das empresas”, finaliza o executivo.

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