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  • Brasil é o terceiro país que mais sofreu ataques de ransomwares em junho, aponta Cohesity Redação
    O Brasil foi o terceiro país que mais sofreu ataques com ransomwares em junho, registrando 23 casos. Os dados são da plataforma Ransomware.live, iniciativa de Julien Mousqueton, CISO da Cohesity, empresa líder em segurança de dados com IA. É a primeira vez que o Brasil aparece entre os dez países mais afetados desde o início da publicação de dados do site, em janeiro. A plataforma monitora e coleta dados de sites de vazamento de grupos de ransomware continuamente para identificar e listar novas
     

Brasil é o terceiro país que mais sofreu ataques de ransomwares em junho, aponta Cohesity

20 de Julho de 2026, 17:25

O Brasil foi o terceiro país que mais sofreu ataques com ransomwares em junho, registrando 23 casos. Os dados são da plataforma Ransomware.live, iniciativa de Julien Mousqueton, CISO da Cohesity, empresa líder em segurança de dados com IA. É a primeira vez que o Brasil aparece entre os dez países mais afetados desde o início da publicação de dados do site, em janeiro.

A plataforma monitora e coleta dados de sites de vazamento de grupos de ransomware continuamente para identificar e listar novas vítimas. Ransomwares são softwares maliciosos que bloqueiam o acesso de usuários ou organizações, exigindo pagamento de resgate para restauração, sob a ameaça de vazamento ou exclusão permanente.

O Brasil só aparece atrás de Estados Unidos, com 199 casos, e Alemanha, com 49. O Reino Unido vem logo após o Brasil, com 21, seguido de Índia e Canadá, ambos com 20. França (15), Itália (15), México (14) e Tailândia (13) completam o top 10.

“A emergência do Brasil, Índia e Tailândia como alvos recém identificados pode ser reflexo de uma estratégia deliberada de focar em jurisdições com menor maturidade na resposta a incidentes e na coordenação com forças de segurança”, avalia Gustavo Leite, vice-presidente da Cohesity para América Latina.

O número total de vítimas em junho, 708, representa uma redução de 10,5% em relação às 791 registradas em maio. “Apesar dessa diminuição mensal, o volume permanece historicamente elevado quando comparado aos doze meses anteriores, deixando claro o quão intenso e consistente é o atual cenário de ameaças”, aponta Leite.

Setores mais afetados

Em junho, o mercado B2B se manteve no topo dos alvos mais atingidos, registrando 123 vítimas — uma redução de 23,1% em comparação às 160 de maio. O setor de manufatura ficou na segunda colocação, com 83 ocorrências (queda de 19,4%), seguido por tecnologia, que somou 56 vítimas (recuo de 21,1%).

O segmento de saúde contabilizou 52 vítimas, registrando uma queda de 23,5% em relação às 68 do mês anterior. Na contramão, serviços ao consumidor foi o único a apresentar crescimento: uma alta discreta de 1,9%, passando de 52 para 53 vítimas. Já o setor de serviços financeiros teve um recuo de 26,5%, somando 25 vítimas, enquanto transporte/logística baixou 25,7%, chegando a 26 registros.

Números do site Ransomware.live são divulgados todos os meses pela Cohesity, que conta com a confiança de clientes em mais de 140 países, incluindo 70% da Fortune Global 500.

Ataques com ransomware nos últimos 12 meses:

  • Junho – 708
  • Maio – 791
  • Abril – 870
  • Março – 844
  • Fevereiro – 784
  • Janeiro – 702
  • Dezembro de 2025 – 882
  • Novembro de 2025- 717
  • Outubro de 2025 – 839
  • Setembro de 2025 – 598
  • Agosto de 2025 – 530
  • Julho de 2025 – 547

Setores com ransomwares mais afetados em junho:

  1. Mercado B2B – 123 (queda de 23.1% em relação a maio)
  2. Manufatura – 83 (queda de 19.4% em relação a maio)
  3. Tecnologia – 56 (queda de 21.1% em relação a maio)
  4. Serviços ao consumidor – 53 (aumento de 1.9% em relação a maio)
  5. Saúde – 52 (queda de 23.5% em relação a maio)
  6. Agricultura e produção de alimentos – 36 (queda de 7.7% em relação a maio)
  7. Construção – 27 (queda de 15.6% em relação a maio)
  8. Transportes/logísticas – 26 (queda de 25.7% em relação a maio)
  9. Serviços financeiros – 25 (queda de 26.5% em relação a maio)
  10.  Educação – 24 (queda de 14.3% em relação a maio)

Países mais afetados por ataques com ransomwares em junho:

  1. Estados Unidos – 199
  2. Alemanha – 49
  3. Brasil – 23
  4. Reino Unido – 21
  5. Índia – 20
  6. Canadá – 20
  7. França – 15
  8. Itália – 15
  9. México – 14
  10. Tailândia – 13

Relatório Executivo de Inteligência Cibernética – Vazamento de Dados do domínio gov.il pertence oficialmente ao Governo do Estado de Israel

O IDCiber Threat Intelligence Center, por meio do monitoramento contínuo de fontes abertas, fóruns clandestinos e canais especializados, identificou a divulgação de uma alegada base de dados associada ao domínio governamental www.gov.il, anunciada por um ator de ameaça em 22/06/2025. Segundo a publicação analisada, o grupo afirma ter explorado uma vulnerabilidade de API e obtido acesso não autorizado a informações de aproximadamente 268.938 registros de cidadãos, contendo dados pessoais diversos. As evidências observadas incluem amostras de registros supostamente extraídos da base comprometida e disponibilizados em plataforma pública de compartilhamento de conteúdo. Em conformidade com as melhores práticas de proteção à privacidade, os dados pessoais identificáveis (PII) presentes nas amostras foram anonimizados nesta análise, não sendo reproduzidos nomes, documentos, telefones, endereços, e-mails, identificadores ou quaisquer informações que permitam a identificação direta de indivíduos.

IDCiber Threat Intelligence Center
IDCiber Threat Intelligence Center

A análise preliminar indica que o conjunto de informações alegadamente exposto contém categorias de dados de elevada sensibilidade, incluindo dados cadastrais, informações demográficas, informações de contato, dados de localização e outros atributos pessoais. Caso a autenticidade e atualidade da base sejam confirmadas pelas autoridades competentes, o incidente poderá representar riscos significativos de fraude, engenharia social, campanhas de phishing direcionado, roubo de identidade, comprometimento de contas e outras atividades criminosas. O anúncio também demonstra intenção de monetização dos dados por parte do ator de ameaça, que disponibilizou canal de contato para potenciais interessados na aquisição do conteúdo.

Até o momento da análise, as evidências observadas permitem confirmar a existência de uma publicação reivindicando a violação e exibindo amostras de registros, porém a validação integral da autenticidade, integridade, abrangência e origem dos dados requer investigação técnica complementar pelas entidades responsáveis. Considerando o potencial impacto sobre cidadãos e organizações governamentais, recomenda-se a realização de procedimentos de resposta a incidentes, validação dos dados expostos, revisão dos controles de acesso, análise de vulnerabilidades em APIs, monitoramento reforçado de credenciais e comunicação adequada às partes potencialmente afetadas.

IDCiber Threat Intelligence Center
IDCiber Threat Intelligence Center
  • Classificação do incidente: Vazamento de Dados (Data Breach)
  • Organização alvo: Domínio governamental (www.gov.il)
  • Data da divulgação identificada: 22/06/2025
  • Volume alegado de impacto: 268.938 registros
  • Tipo de informação exposta: Dados pessoais e cadastrais (PII) – informações anonimizadas neste relatório
  • Severidade estimada: Alta
  • Status: Publicação identificada e em monitoramento

Fonte: IDCiber Threat Intelligence Center.

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  • A Quarta Onda: Inteligência Artificial, Segurança Nacional e a Nova Corrida Tecnológica Redação
    1. Introdução Alvin Toffler (1928-2016) foi um dos futuristas do século XX. Além de ensaios sobre avanços tecnológicos, escreveu o livro O Choque do Futuro, no ano de 1970. Em seu livro de maior sucesso, A Terceira Onda (1980), Toffler organizou a história da humanidade não por séculos ou dinastias, mas por grandes “ondas” que representaram momentos de mudanças tecnológicas e sociais. Para Toffler, uma “onda” ocorre quando uma nova tecnologia ou forma de produzir riqueza colide com a sociedade,
     

A Quarta Onda: Inteligência Artificial, Segurança Nacional e a Nova Corrida Tecnológica

3 de Julho de 2026, 08:59

1. Introdução

Alvin Toffler (1928-2016) foi um dos futuristas do século XX. Além de ensaios sobre avanços tecnológicos, escreveu o livro O Choque do Futuro, no ano de 1970.

Em seu livro de maior sucesso, A Terceira Onda (1980), Toffler organizou a história da humanidade não por séculos ou dinastias, mas por grandes “ondas” que representaram momentos de mudanças tecnológicas e sociais.

Para Toffler, uma “onda” ocorre quando uma nova tecnologia ou forma de produzir riqueza colide com a sociedade, transformando modelos econômicos, as relações interpessoais, a forma de produção cultural e até mesmo a maneira como vivemos. As três ondas que Toffler apresentou, resumidamente, foram:

1ª Onda: A Revolução Agrícola – Iniciada há cerca de 10 mil anos, representou a transição do nomadismo para o sedentarismo. Caracterizou-se pelo domínio da agricultura e do pastoreio, onde a terra era a principal fonte de riqueza e poder.

2ª Onda: A Revolução Industrial – iniciada no final do século XVIII (Inglaterra) e que dominou os séculos XIX e XX. Os motores da mudança foram: a máquina a vapor, os combustíveis fósseis e a produção em massa.

3ª Onda: A Era da Informação – emergiu na metade do século XX (década de 1950/1960), cujos motores da mudança foram: o computador, a internet, a biotecnologia.

Ao encerrarmos o primeiro quarto do século XXI, uma ferramenta tecnológica demonstra estar revolucionando o cotidiano da sociedade e, ao mesmo tempo, desafiando nada menos do que a própria inteligência humana: a Inteligência Artificial (IA).

Diante desse cenário, então, surge uma indagação: em que medida o comunicado emitido pelo Five Eyes sobre IA faz soar o alarme para uma quarta onda?

Seria o Mythos, da Anthropic, a corrente de vento que começa a agitar os “mares da tecnologia”, os mesmos que conectam as nações por meio de uma navegação entre bits e bytes?

2) A Inteligência e o alarme

Five Eyes significa a aliança existente entre as Agências de Inteligência dos seguintes países: Austrália, Canadá, Nova Zelândia, Reino Unido e Estados Unidos da América (EUA), e representa, em última instância, a extensão do antigo projeto Echelon (vide livro Contra & Inteligência, 2024, pág. 83).

Em 22/06/2026, agências de cibersegurança ligadas ao Five Eyes emitiram um comunicado conjunto que denotou ser um alerta quanto à rápida obsolescência dos recursos tradicionais de cibersegurança, indicando que o avanço dos modelos de IA de Fronteira pode reduzir significativamente a marcha do tempo em relação à validade de premissas que orientam a cibersegurança tradicional.

Segundo o Five Eyes, as alterações tecnológicas que anteriormente eram esperadas ao longo de anos poderão ocorrer em poucos meses, exigindo maior capacidade de adaptação por parte das organizações públicas e privadas.

Em síntese, Agências de Inteligência anunciaram que ferramentas de IA estão incorporando novas e mais potentes capacidades de encontrar e explorar vulnerabilidades, cada vez mais rapidamente. Ou seja, a marcha do tempo foi acelerada pela IA reduzindo a janela temporal entre o surgimento de uma vulnerabilidade e sua exploração prática.

O alerta baseia-se na rápida evolução dos modelos de IA, que demonstram capacidades para executar, com elevado grau de automação e velocidade, atividades que tradicionalmente exigiam equipes altamente especializadas. Entre elas destacam-se:

‒        o reconhecimento técnico de infraestruturas digitais, mediante o mapeamento automatizado de ativos físicos e serviços;

‒        a identificação e correlação de vulnerabilidades em softwares, sistemas operacionais e aplicações;

‒        a análise de grandes volumes de dados para identificação de padrões, anomalias e oportunidades de exploração; e

‒        a priorização de vetores de ataque e o apoio à tomada de decisão em operações defensivas ou ofensivas no domínio cibernético.

Tarefas que antes dependiam predominantemente de operadores dedicados passam a ser executadas com maior velocidade e escala por sistemas baseados em IA, que, entre outras capacidades, podem reduzir barreiras técnicas para agentes maliciosos, ampliando a velocidade, a automação e a complexidade das operações cibernéticas.

O cenário torna-se ainda mais complexo porque amplia a capacidade operacional tanto de grupos criminosos independentes ou de atores patrocinados por Estados, tornando os ataques mais frequentes, adaptáveis e difíceis de serem detectados.

Embora muitas das recomendações já integrem as boas práticas consolidadas da cibersegurança, tal como a sempre sugerida redução da superfície de ataque, o Five Eyes orienta para que as organizações adotem estratégias baseadas em resiliência operacional, partindo do pressuposto de que incidentes de segurança poderão ocorrer.

Entre as medidas sugeridas estão:

‒        incorporação da IA para as operações defensivas;

‒        modernização de infraestruturas legadas;

‒        cadência de patching;

‒        fortalecimento dos controles de acesso e a aplicação do princípio do menor privilégio; e

‒        aprimoramento das capacidades de detecção, contenção e resposta a incidentes.

O alerta também evidencia uma mudança na dinâmica da cibersegurança. Se, nas últimas décadas, a evolução das defesas ocorreu por meio de melhorias graduais, a IA tende a reduzir significativamente os ciclos de inovação, exigindo revisões mais frequentes das arquiteturas de segurança, dos processos de governança e das estratégias de gestão de riscos. Nesse contexto, a capacidade de adaptação contínua passa a ser um componente essencial da postura de segurança das organizações.

A terminologia IA de Fronteira tornou-se mundialmente reconhecida na Cúpula de Bletchley Park, em novembro de 2023, também conhecida como Artificial Intelligence Safety Summit. Segue-se a sua definição:

2.1 What do we mean by frontier AI models?

For the purposes of this paper, we define “frontier AI models” as highly capable foundation models2 that could exhibit sufficiently dangerous capabilities. Such harms could take the form of significant physical harm or the disruption of key societal functionson a global scale, resulting from intentional misuse or accident [25, 26]. It would be prudent to assume that next-generation foundation models could possess advanced enough capabilities to qualify as frontier AI models, given both the difficulty of predicting when sufficiently dangerous capabilities will arise and the already significant capabilities of today’s models.[1] (grifei)

3) Quem é Mythos 5?

O Mythos 5 é um modelo de IA de Fronteira desenvolvido pela empresa Anthropic, pertencendo à mesma linhagem e geração do Claude.

Enquanto o Claude Fable 5 é a versão comercial e distribuída para o público e empresas, o Claude Mythos 5, como “irmão gêmeo” do Fable 5, compartilha a mesma base de dados, porém com modificações especificamente para defesa técnica avançada.

O Mythos, como modelo de testes controlados, encontrava-se enclausurado dentro de uma sandbox, uma espécie de prisão digital. Ao operar fora dessa sandbox, em pouco tempo, o Mythos encontrou centenas de falhas em sistemas operacionais, tal como o OpenBSD, navegadores, vulnerabilidades zero-day em softwares, além de bugs no Linux, inconsistências essas antes desconhecidas pelas comunidades de cybersegurança.

Essas descobertas, segundo o governo norte-americano, foram entendidas como potencialmente graves à segurança nacional dos EUA, resultando, em 12/06/2025, na diretriz de controle de exportação do Departamento de Comércio dos EUA que exigiu a suspensão imediata do acesso aos dois modelos por qualquer cidadão estrangeiro, tanto fora quanto dentro dos EUA, incluindo os próprios funcionários estrangeiros da Anthropic.

Como consequência, a Anthropic informou que, diante da dificuldade operacional de verificar, em tempo real, a nacionalidade de todos os usuários, optou por desabilitar temporariamente os modelos para toda a sua base de clientes. Segundo a Anthropic, o governo norte-americano não apresentou detalhes técnicos sobre a preocupação de segurança. A empresa declarou entender que a decisão estaria relacionada à existência de um método capaz de contornar (“jailbreak”) determinadas salvaguardas do modelo Fable 5, permitindo sua utilização para identificar vulnerabilidades de softwares.

Segundo a Anthropic, o Mythos 5 estava restrito a um conjunto limitado de organizações participantes do programa Project Glasswing, voltado para defesa cibernética e proteção de infraestruturas críticas.

A preocupação do governo norte-americano, em relação ao Mythos, seria decorrente do alerta de pesquisadores da Amazon que usaram prompts para fazer o Fable 5 fornecer informações supostamente proibidas e que poderiam auxiliar ciberataques.

Em suma, a determinação de suspensão, segundo o governo dos EUA, se deve ao potencial do modelo para acelerar a identificação de vulnerabilidades em softwares complexos, fortalecendo atividades defensivas, como auditorias de segurança e identificação preventiva de falhas. Entretanto, o mesmo modelo poderia ser empregado para apoiar agentes maliciosos a conduzirem operações ofensivas.

4) Reflexões críticas para a cybersegurança

Embora o comunicado do Five Eyes não mencione diretamente a Anthropic ou o Mythos, ambos os episódios convergem para uma mesma preocupação estratégica: o rápido aumento das capacidades ofensivas e defensivas proporcionadas pelos modelos de IA de Fronteira.

A metáfora da “quarta onda” parece ganhar consistência justamente porque os elementos disruptivos dessa transformação não decorrem apenas da evolução tecnológica em si, mas da velocidade com que os modelos de IA de Fronteira passam a alterar o equilíbrio entre ataque e defesa no domínio cibernético, com consequência diretas nas relações socioeconômicas.

A principal mensagem do comunicado é que modelos cada vez mais avançados tendem a acelerar a descoberta de vulnerabilidades, reduzir barreiras técnicas para agentes maliciosos e encurtar significativamente o ciclo de eficácia das arquiteturas tradicionais de cibersegurança.

O caso Mythos 5 da Anthropic representa um exemplo concreto para esse cenário de evolução tecnológica. Ao que tudo indica, em vez de tratar o risco apenas sob uma perspectiva teórica, o governo norte-americano passou a considerar determinados modelos de IA como ativos estratégicos, submetendo-os a mecanismos de controle compatíveis com tecnologias sensíveis de interesse para a segurança nacional, não distante do próprio espectro militar.

Sob essa perspectiva, os dois episódios (Five Eyes e Anthropic) sinalizam uma possível mudança de paradigma. A IA deixa de ser percebida apenas como uma ferramenta de inovação tecnológica e passa a integrar, de forma crescente e dual (civil e militar), as agendas de segurança nacional, governança tecnológica e competição estratégica entre Estados.

Não por acaso, CEOs de gigantes tecnológicas como o Google, OpenAI e a Anthropic estiveram presentes na última reunião do G7, realizada na cidade francesa de Évian-les-Bains, em junho de 2026, coincidentemente dias antes do comunicado das Agências de Inteligência. A ocasião foi marcada por uma deliberação conjunta voltada para o estabelecimento de diretrizes de governança para a IA, com ênfase na proteção de menores em plataformas online.

5) Conclusão parcial

Na medida em que essa nova onda tecnológica ganha forma, a atuação das Agências de Inteligência com projeção global, como o Five Eyes, torna ainda mais relevante o acompanhamento desse fenômeno sob a perspectiva da Inteligência Estratégica e da Contrainteligência Corporativa.

Até recentemente, as preocupações relacionadas à espionagem empresarial concentravam-se na proteção de pessoas, documentos, sistemas e redes. A rápida evolução dos modelos de IA, contudo, introduz uma nova categoria de ativo estratégico: a própria capacidade computacional de acelerar a identificação de vulnerabilidades, de ampliar a produção de conhecimentos técnicos especializados e de influenciar diretamente a vantagem competitiva de Estados e organizações privadas.

Nesse contexto, observa-se também o fortalecimento do que a Bravus Consultoria cita como sendo o Complexo Industrial da Inteligência (vide Contra & Inteligência, 2024, p. 104), caracterizado pela crescente integração entre governos, empresas de tecnologia, universidades, centros de pesquisa e organizações de defesa na disputa por capacidades críticas na Atividade de Inteligência e agora, mais do que nunca, em IA.

Se Alvin Toffler identificou três grandes ondas de transformação da civilização, os acontecimentos recentes sugerem que a IA poderá representar a força motriz de uma quarta onda, cujos efeitos extrapolam o ambiente tecnológico para alcançar a geopolítica, a segurança nacional e, por conseguinte, a contrainteligência corporativa.

Se essa interpretação estiver correta, talvez o alerta do Five Eyes não deva ser compreendido apenas como mais um Relatório de Inteligência (RELINT) sobre cibersegurança, mas como um dos primeiros sinais institucionais de que a IA inaugura uma nova fronteira de competição estratégica entre Estados, empresas e organizações.

Luis Fernando Baptistella

Capitão de Mar e Guerra (Vet.)

Diretor da Bravus Consultoria || Consultor em Inteligência e Contrainteligência

Autor dos livros Contra & Inteligência 4.0 e Counter & Intelligence 4.0

Pós-graduado em Inteligência Estratégica

Fontes consultadas:

https://www.cisa.gov/news-events/news/five-eyes-cyber-security-agencies-statement

Eric Geller – https://www.cybersecuritydive.com/news/ai-cyberattacks-five-eyes-frontier-models-warning/823526/

Pieter Arntz – https://www.malwarebytes.com/blog/ai/2026/06/claude-fable-5-and-mythos-5-abruptly-disabled-after-us-gov-deems-them-too-clever?utm_source=iterable&utm_medium=email&utm_campaign=b2c_pro_oth_20260622_juneweeklynewsletter_v4_178177982315&utm_content=Claude_logo

Bloqueios da Anthropic vieram após alerta da Amazon – CISO Advisor

Professor Danilo Gato – @odanilogato

Nota de Esclarecimento: Embora este artigo de opinião seja fundamentado nas referências citadas, o conceito de Quarta Onda, com base em Alvin Toffler, no que tange à Atividade de Inteligência e à Cybersegurança, é uma tese autoral desenvolvida pelo autor através de pesquisas e estudos próprios. Os direitos sobre esta metodologia/abordagem específica são reservados.


[1] Disponível em https://arxiv.org/abs/2307.03718.

 

Fonte: https://www.linkedin.com/pulse/quarta-onda-intelig%25C3%25AAncia-artificial-seguran%25C3%25A7a-e-nova-baptistella-xloif/

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  • Sequestro de dados: 79% das empresas financeiras atacadas pagaram resgate a hackers Redação
    O setor financeiro global enfrenta uma crise sem precedentes na segurança digital, onde pagar o resgate de dados sequestrados virou a regra, não a exceção. Nos últimos 12 meses, 79% das instituições financeiras que sofreram ataques cibernéticos optaram por pagar os criminosos para recuperar seus sistemas. O dado alarmante faz parte de um novo estudo da Cohesity, empresa líder em segurança de dados com Inteligência Artificial, que ouviu 390 tomadores de decisão de TI e segurança em grandes corpor
     

Sequestro de dados: 79% das empresas financeiras atacadas pagaram resgate a hackers

2 de Julho de 2026, 07:00

O setor financeiro global enfrenta uma crise sem precedentes na segurança digital, onde pagar o resgate de dados sequestrados virou a regra, não a exceção. Nos últimos 12 meses, 79% das instituições financeiras que sofreram ataques cibernéticos optaram por pagar os criminosos para recuperar seus sistemas. O dado alarmante faz parte de um novo estudo da Cohesity, empresa líder em segurança de dados com Inteligência Artificial, que ouviu 390 tomadores de decisão de TI e segurança em grandes corporações da América do Sul, América do Norte, Europa e Ásia.

O levantamento traça um diagnóstico severo sobre a vulnerabilidade do mercado: 77% das empresas financeiras globais já foram vítimas de cibercriminosos, sendo que mais da metade (57%) foi alvo de investidas apenas no último ano. O impacto financeiro e reputacional é quase inevitável, com 87% das organizações registrando perdas diretas de receita e 93% enfrentando severas consequências regulatórias ou legais após as invasões.

Apesar do cenário de terra arrasada, a pesquisa revela uma desconexão preocupante entre a realidade dos ataques e a percepção de segurança das lideranças. O cenário atual exige uma mudança profunda de postura, já que as ameaças deixaram de ser eventos isolados para se tornarem uma constante no ambiente digital, com frequência e sofisticação cada vez maiores.

  • Confiança em alta: Mesmo com uma em cada quatro empresas sendo atacada repetidamente, 46% dos entrevistados afirmam ter total confiança em suas estratégias de resiliência.
  • O fator IA: A Inteligência Artificial surge como a grande aposta de defesa para 39% dos executivos, que acreditam que a tecnologia assumirá um papel central na detecção de ameaças e na tomada de decisões autônomas, otimizando a eficiência das equipes internas e do SOC (Security Operations Center) na resposta a incidentes.

A Estratégia da Sobrevivência: Organização Mínima Viável (MVC)

Diante do consenso de que é praticamente impossível blindar as empresas contra todos os tipos de ameaças, o mercado financeiro passou a adotar uma nova filosofia de sobrevivência: o conceito de Minimum Viable Company (MVC), ou Organização Mínima Viável.

Em vez de gastar energia e tempo tentando reerguer toda a infraestrutura tecnológica de uma só vez após um apagão cibernético, o foco da estratégia MVC muda drasticamente. A prioridade máxima passa a ser a recuperação estritamente essencial. O objetivo é colocar de pé a menor versão funcional possível da empresa, garantindo que o negócio continue operando (mesmo que de forma limitada ou sob condições degradadas) até que a crise seja totalmente controlada.

Medidas Práticas: O Caminho para a Resiliência

Para enfrentar o aumento dessas ameaças, viabilizar a estratégia de MVC e reduzir vulnerabilidades críticas, a Clavis Segurança da Informação destaca medidas prioritárias, com foco no SOC, voltadas à proteção e rápida recuperação do ambiente digital corporativo:

Treinamento de Colaboradores: A capacitação contínua transforma o elo mais fraco em defesa activa, reduzindo drasticamente a eficácia de ataques de phishing e engenharia social.

Controle de Identidade: A adoção de Autenticação Multifator (MFA) é a barreira mais eficiente para impedir que credenciais roubadas permitam o acesso indevido a dados sensíveis.

Monitoramento e Auditoria: O acompanhamento em tempo real permite detectar anomalias rapidamente, enquanto auditorias frequentes corrigem vulnerabilidades antes que sejam exploradas por criminosos.

Automação de Segurança: O uso de ferramentas automatizadas acelera a resposta a incidentes e reduz a janela de exposição de falhas críticas, que pode superar 55 dias.

Backup e Recuperação: Manter cópias de segurança isoladas e planos de recuperação testados garante a continuidade do negócio e protege a empresa contra extorsões digitais.

A segurança de redes corporativas consolida-se como um pilar indispensável para a estabilidade e o crescimento sustentável no mercado brasileiro. Com ameaças cada vez mais ágeis e onerosas, investir em um ecossistema que integre soluções tecnológicas, processos automatizados e conscientização humana deixa de ser uma demanda técnica para se tornar um diferencial competitivo estratégico.

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  • Ataques com ransomwares fizeram 791 vítimas em maio; mercado B2B é o mais visado, aponta Cohesity Redação
    Ataques com ransomwares fizeram 791 vítimas no mês de maio, numa leve diminuição de 9,1% em comparação aos 870 registrados em abril. Os dados são da plataforma Ransomware.live, iniciativa de Julien Mousqueton, especialista em cibersegurança e executivo da Cohesity, empresa líder em segurança de dados com IA. O site monitora e coleta dados de sites de vazamento de grupos de ransomware continuamente para identificar e listar novas vítimas. Ransomwares são softwares maliciosos que bloqueiam o acess
     

Ataques com ransomwares fizeram 791 vítimas em maio; mercado B2B é o mais visado, aponta Cohesity

1 de Julho de 2026, 21:32

Ataques com ransomwares fizeram 791 vítimas no mês de maio, numa leve diminuição de 9,1% em comparação aos 870 registrados em abril. Os dados são da plataforma Ransomware.live, iniciativa de Julien Mousqueton, especialista em cibersegurança e executivo da Cohesity, empresa líder em segurança de dados com IA.

O site monitora e coleta dados de sites de vazamento de grupos de ransomware continuamente para identificar e listar novas vítimas. Ransomwares são softwares maliciosos que bloqueiam o acesso de usuários ou organizações, exigindo pagamento de resgate para restauração, sob a ameaça de vazamento ou exclusão permanente.

Olhando para os últimos 12 meses, a atividade permanece substancialmente elevada. O número de maio está bem acima da faixa de 501 a 598 vista entre junho e setembro, e somente um pouco abaixo do pico recente de 882 em dezembro. “A queda de 9,1% em relação a abril é estatisticamente notável, mas não deve ser interpretada como evidência de uma queda sustentada”, analisa Gustavo Leite, vice-presidente da Cohesity para América Latina e Caribe.

Apesar desse recuo, o cenário de ameaças permaneceu dinâmico, diz. “Quatro grupos divulgaram suas primeiras vítimas em maio, e nove agentes novos apareceram em sites de vazamento. Isso sinaliza a fragmentação contínua do ecossistema de ‘ransomware-as-a-service’, quando desenvolvedores profissionais alugam ou vendem sua infraestrutura para outros hackers”.

Segundo Leite, o surgimento de nove atores em um mês reflete a fragmentação do ecossistema, onde afiliados mudam de nome ou se separam de grandes operações. Apesar desse influxo, 15 grupos antes ativos ficaram inativos em maio. “Embora novas operações surjam, muitas são efêmeras devido à pressão policial, dissolução interna ou mudança de identidade”, destaca.

Países e setores mais afetados

Os Estados Unidos seguiram como o país mais afetado, representando 309 das 791 vítimas (39,1%). O Reino Unido (49 vítimas) e a Alemanha (41 vítimas) ocuparam o segundo e o terceiro lugares, respectivamente. O Canadá (32), a Espanha (23) e o Japão (17), aparecem em seguida, antes de Austrália (20), México (16) e França (16).

O mercado B2B continuou sendo o mais visado, com 160 vítimas. O setor de manufatura registrou 103 casos, seguido pelos setores de tecnologia (71) e saúde (68). “O alto volume registrado constantemente no setor de saúde ressalta a persistente atratividade do setor para operadores de ransomware que buscam alvos com alto potencial de exploração”, diz o executivo.

O vice-presidente da Cohesity para América Latina e Caribe também chamou a atenção para os 39 casos no setor de agricultura e produção de alimentos. “Ataques a esse setor têm aumentado, numa tendência que merece atenção, dadas as implicações para a infraestrutura crítica das cadeias de suprimentos de alimentos”, disse. O setor de educação figurou pela primeira vez no ranking dos dez principais setores neste mês, com 28 vítimas.

Números do site Ransomware.live são divulgados todos os meses pela Cohesity, que conta com a confiança de clientes em mais de 140 países, incluindo 70% da Fortune Global 500.

Ataques com ransomware nos últimos 12 meses:

  • Maio – 791
  • Abril – 870
  • Março – 844
  • Fevereiro – 784
  • Janeiro – 702
  • Dezembro de 2025 – 882
  • Novembro – 717
  • Outubro – 839
  • Setembro – 598
  • Agosto – 530
  • Julho – 547
  • Junho – 501

Setores com ransomwares mais afetados em maio:

  1. Mercado B2B – 160
  2. Manufatura – 103
  3. Tecnologia – 71
  4. Saúde – 68
  5. Serviços ao consumidor – 52
  6. Agricultura e produção de alimentos – 39
  7. Transportes/logísticas – 35
  8. Serviços financeiros – 34
  9. Construção – 32
  10. Educação – 28

Países mais afetados por ataques com ransomwares em maio:

  1. Estados Unidos – 309
  2. Reino Unido – 49
  3. Alemanha – 41
  4. Canadá – 32
  5. Espanha – 23
  6. Austrália – 20
  7. Itália – 20
  8. Japão – 17
  9. França – 16
  10. México – 16
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  • Gen alerta sobre uma campanha sofisticada de falsas ofertas de emprego projetada para roubar credenciais Redação
    Os pesquisadores de ameaças da Gen (NASDAQ: GEN), líder global na promoção da liberdade digital por meio de um portfólio de marcas confiáveis que inclui Norton, Avast, LifeLock e MoneyLion, entre outras, identificaram uma sofisticada campanha de fraude que utiliza falsas ofertas de emprego e processos de recrutamento aparentemente legítimos para roubar credenciais de acesso dos usuários e obter informações sensíveis. Os criminosos exploram a reputação de organizações e marcas amplamente reconhec
     

Gen alerta sobre uma campanha sofisticada de falsas ofertas de emprego projetada para roubar credenciais

16 de Junho de 2026, 14:38

Os pesquisadores de ameaças da Gen (NASDAQ: GEN), líder global na promoção da liberdade digital por meio de um portfólio de marcas confiáveis que inclui Norton, Avast, LifeLock e MoneyLion, entre outras, identificaram uma sofisticada campanha de fraude que utiliza falsas ofertas de emprego e processos de recrutamento aparentemente legítimos para roubar credenciais de acesso dos usuários e obter informações sensíveis. Os criminosos exploram a reputação de organizações e marcas amplamente reconhecidas, assim como o interesse gerado por grandes acontecimentos internacionais, para dar maior credibilidade aos seus golpes.

Entre os exemplos analisados, foram encontrados sites que se passavam pela FIFA e por outras entidades e marcas vinculadas a um dos eventos esportivos mais aguardados de 2026. No entanto, os pesquisadores também observaram tentativas semelhantes que utilizavam a imagem de empresas reconhecidas de diferentes setores para gerar confiança nos usuários.

A investigação revelou que os criminosos não se limitam a publicar vagas falsas. Em muitos casos, eles constroem processos completos de contratação que incluem perfis falsos de recrutadores, alguns deles baseados em fotografias e informações de profissionais reais disponíveis publicamente em plataformas como o LinkedIn. Além disso, enviam convites de calendário e direcionam as vítimas para sites projetados para imitar páginas legítimas de recrutamento.

Os pesquisadores alertam que uma página de emprego com aparência profissional não garante que seja autêntica. Os cibercriminosos podem copiar logotipos, fotografias, descrições de vagas e até botões de login de sites legítimos para criar páginas fraudulentas altamente convincentes. Além disso, o uso de ferramentas de inteligência artificial facilitou a criação desse tipo de sites maliciosos, tornando-os cada vez mais difíceis de detectar.

Uma vez no site, os usuários são convidados a iniciar sessão por meio de opções conhecidas, como o acesso com o Google. No entanto, por trás dessas páginas há formulários criados para capturar credenciais e outras informações sensíveis. Os pesquisadores observaram que algumas campanhas rejeitavam contas pessoais e solicitavam especificamente contas corporativas, com o objetivo de obter acesso a sistemas internos, arquivos e outros recursos empresariais.

“A engenharia social tornou-se cada vez mais sofisticada. Os cibercriminosos já não dependem apenas de e-mails suspeitos ou mensagens mal redigidas; agora são capazes de replicar processos completos de recrutamento, inclusive com ajuda da IA, e aproveitar a confiança gerada por marcas e organizações reconhecidas. Isso transforma as falsas ofertas de emprego em uma ameaça especialmente perigosa, já que as vítimas acreditam estar diante de uma oportunidade profissional legítima quando, na realidade, estão entregando acesso a informações valiosas”, afirma Iskander Sanchez-Rola, Diretor Sênior de IA e Inovação na Norton.

Os pesquisadores também descobriram que, uma vez que uma página maliciosa é removida, os criminosos geralmente registram novos domínios para dar continuidade à campanha. Essa capacidade de adaptação dificulta a detecção e permite que as ameaças permaneçam ativas por mais tempo.

Desde 1º de maio de 2026, os produtos da Gen, incluindo Norton, bloquearam mais de 250 ataques relacionados a essas campanhas, embora os especialistas alertem que o alcance real pode ser maior devido à constante evolução das táticas utilizadas pelos cibercriminosos.

Para ajudar os usuários a identificar esse tipo de ameaça, os especialistas da Norton recomendam:

  • Desconfiar de ofertas de emprego inesperadas ou excessivamente atraentes.
  • Verificar se as vagas provêm de sites oficiais e prestar atenção ao endereço do site.
  • Confirmar a legitimidade dos recrutadores antes de fornecer informações pessoais.
  • Evitar inserir credenciais em páginas acessadas por links recebidos por e-mail ou aplicativos de mensagens.
  • Suspeitar de qualquer processo de recrutamento que solicite credenciais corporativas ou informações sensíveis em etapas iniciais.
  • Confirmar a existência da vaga diretamente nos canais oficiais da organização.
  • Utilizar ferramentas de cibersegurança, como o Norton 360 com Norton Scam Protection, que utiliza inteligência artificial para ajudar a detectar tentativas de phishing e sites fraudulentos antes que comprometam informações pessoais ou credenciais de acesso.

À medida que as campanhas de fraude evoluem, a combinação entre engenharia social e o uso indevido de marcas reconhecidas continua se tornando uma das ferramentas mais eficazes para os cibercriminosos. Manter uma postura crítica e verificar cada etapa do processo pode ajudar a diferenciar uma oportunidade legítima de uma fraude projetada para comprometer informações pessoais e corporativas.

Sobre a Gen

Gen (NASDAQ: GEN) é uma empresa global dedicada a impulsionar a Liberdade Digital por meio de suas marcas de consumo confiáveis, incluindo Norton, Avast, LifeLock, MoneyLion e outras. A família de marcas da Gen tem como base a oferta de segurança cibernética e empoderamento financeiro para as primeiras gerações digitais. Hoje, a Gen capacita as pessoas a viverem suas vidas digitais com segurança, privacidade e confiança para as gerações futuras. A Gen oferece produtos e serviços premiados em cibersegurança, privacidade online, proteção de identidade e bem-estar financeiro para quase 500 milhões de usuários em mais de 150 países. Saiba mais em GenDigital.com.

Sobre os Laboratórios de Ameaças da Gen

Os Laboratórios de Ameaças da Gen representam a equipe de pesquisa e tecnologia de Segurança Cibernética dentro da Gen, focada em descobrir e analisar as mais recentes ameaças digitais e golpes em todo o mundo. Com base em dados, pesquisa e experiência técnica, a equipe mapeia padrões e riscos que moldam um cenário de ameaças em constante evolução. Essas descobertas impulsionam tecnologias de segurança que protegem as pessoas em todo o portfólio de marcas confiáveis da Gen, incluindo Norton, Avast e LifeLock, entre outras.

Sobre a Norton

Norton é líder em cibersegurança e faz parte da Gen (NASDAQ: GEN), empresa global dedicada a promover a Liberdade Digital por meio de um portfólio de marcas confiáveis para o consumidor. A Norton capacita milhões de pessoas e famílias com proteção premiada para seus dispositivos, privacidade online e identidade digital. Os produtos e serviços da Norton são certificados por organizações independentes de testes, incluindo AV-TESTAV-Comparatives e SE Labs. A Norton também é membro fundadora da Coalition Against Stalkerware. Saiba mais em https://br.norton.com

Serviços financeiros em risco: os ataques de DDoS estão maiores, mais longos e mais complexos, segundo uma pesquisa da Akamai

16 de Junho de 2026, 12:17

Os cibercriminosos agora visam os serviços financeiros mais do que qualquer outro setor para ataques de negação de serviço distribuída (DDoS) na web e em APIs (camadas 3 e 4), revela a Akamai (NASDAQ: AKAM) em seu relatório State of the Internet (SOTI) intitulado AI-Empowered Botnets and API Visibility Gaps: Attack Trends in Financial Services. As descobertas revelam uma mudança perigosa à medida que hacktivistas pró-Irã e bots impulsionados por IA usam táticas de DDoS para interromper serviços bancários online, sistemas de pagamento e aplicações críticas.

Impulsionada por infraestruturas alimentadas por IA, a duração média dos ataques globais de DDoS das camadas 3 e 4 direcionados ao setor de serviços financeiros aumentou 738% desde 2024. Isso mostra que, embora a transformação digital tenha permitido avanços como serviços bancários online e pagamentos em tempo real, ela também facilitou as invasões.

Algumas descobertas importantes do relatório:

  • Entre os líderes de serviços financeiros entrevistados no Estudo sobre o impacto da segurança de APIs de 2026, 96% relataram pelo menos um incidente com a segurança de APIs nos últimos 12 meses, o índice mais alto entre todos os setores.

  • Em 2025, 60% do total de ataques na web e 83% das incursões contra pontos de extremidade de APIs visaram serviços bancários.

  • Quase 80% das instituições financeiras enfrentaram ataques de ransomware nos últimos dois anos, mas menos da metade adotou tecnologias avançadas de segurança.

  • A atividade avançada de bots aumentou 147% no final de 2025 e, em um estudo de caso, impressionantes 96% de todo o tráfego de websites foram identificados como bots de scraping mal-intencionados.

  • Os métodos de ataques cibernéticos contra serviços financeiros variam significativamente de acordo com a região: a EMEA é o principal alvo de DDoS das camadas 3 e 4 (62%), a APAC é a mais visada por DDoS da camada 7 (52%) e, na América do Norte, os ataques na web são os mais predominantes (44%).

“Os cibercriminosos e hacktivistas continuam impulsionando os ataques de DDoS, transformando-os em uma ameaça constante, e os serviços financeiros estão na mira”, afirma Steve Winterfeld, CISO consultivo da Akamai. “Além disso, os dados mostram que as APIs são cada vez mais visadas, pois a IA não reduz os riscos de segurança tradicionais, ela os amplifica. Felizmente, as organizações de serviços financeiros podem aproveitar as estratégias de segurança e as práticas recomendadas detalhadas neste relatório.”

O relatório também mostra tendências baseadas em dados sobre atividades criminosas, a participação do CISO da FS-ISAC, um destaque de segurança sobre recursos MITRE, um destaque de nuvem sobre as diferenças entre arquiteturas de IA e estratégias práticas de mitigação de ataques de DNS e DDoS.

Já em seu 12º ano, os relatórios SOTI Security da Akamai continuam oferecendo insights críticos sobre tendências de cibersegurança e desempenho na web, extraídos de ataques observados na infraestrutura protetiva de cibersegurança da Akamai, que lida com uma parcela significativa do tráfego global da web.

Sobre a Akamai

A Akamai é a empresa de cibersegurança e computação em nuvem que potencializa e protege negócios online. Nossas soluções de segurança líderes de mercado, inteligência avançada contra ameaças e equipe de operações globais oferecem defesa em profundidade para garantir a segurança de dados e aplicações empresariais em todos os lugares. As abrangentes soluções de computação em nuvem da Akamai oferecem desempenho e acessibilidade na plataforma mais distribuída do mundo. Empresas globais confiam na Akamai para obter a confiabilidade, a escala e a experiência necessárias para expandir seus negócios com confiança. Saiba mais em akamai.com e akamai.com/blog, ou siga a Akamai Technologies no X e no LinkedIn.

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  • Ataques cibernéticos colocam setor elétrico sob pressão e elevam alerta para infraestrutura crítica Redação
    O setor elétrico brasileiro enfrenta um cenário cada vez mais desafiador no campo da cibersegurança. Somente no primeiro semestre de 2025 foram registradas mais de 535 mil tentativas de ataques cibernéticos contra empresas do segmento, segundo dados da Energy Future. O avanço das ameaças ocorre em um momento em que o Brasil figura entre os países mais visados por malwares na América Latina, enquanto ataques de ransomware seguem crescendo globalmente. Para especialistas, o volume de ocorrências e
     

Ataques cibernéticos colocam setor elétrico sob pressão e elevam alerta para infraestrutura crítica

16 de Junho de 2026, 12:04

O setor elétrico brasileiro enfrenta um cenário cada vez mais desafiador no campo da cibersegurança. Somente no primeiro semestre de 2025 foram registradas mais de 535 mil tentativas de ataques cibernéticos contra empresas do segmento, segundo dados da Energy Future. O avanço das ameaças ocorre em um momento em que o Brasil figura entre os países mais visados por malwares na América Latina, enquanto ataques de ransomware seguem crescendo globalmente. Para especialistas, o volume de ocorrências expõe a vulnerabilidade de uma infraestrutura considerada essencial para o funcionamento da economia e dos serviços públicos.

Para Cláudio Calonge, CEO da Briskcom, empresa com mais de duas décadas de atuação em tecnologia e adequação regulatória para o setor elétrico, o aumento das tentativas de invasão demonstra que a proteção digital deixou de ser uma questão exclusivamente tecnológica e passou a ser um tema estratégico para a continuidade das operações. “A cibersegurança não é mais uma opção, mas uma exigência inegociável para garantir a continuidade e a segurança do fornecimento de energia. O setor precisa adotar uma postura preventiva e entender que a resiliência operacional depende diretamente da maturidade dos seus processos de proteção digital”, afirma.

O risco vai além da interrupção de sistemas. Estudos internacionais mostram que ataques de ransomware ao setor de energia podem gerar prejuízos milionários, considerando paralisação operacional, perda de produtividade, custos de recuperação e danos reputacionais. Em um ambiente cada vez mais conectado e dependente de dados, falhas de segurança podem afetar desde operações de geração e transmissão até processos críticos de monitoramento e tomada de decisão.

A preocupação não é apenas teórica. Em 2024, o Operador Nacional do Sistema Elétrico conseguiu bloquear aproximadamente 539 milhões de ataques cibernéticos, evidenciando a intensidade da atividade criminosa direcionada à infraestrutura energética. Ao mesmo tempo, relatórios recentes apontam que parte relevante dos agentes ainda opera com sistemas legados e enfrenta dificuldades para alcançar os níveis de adequação exigidos pelas normas do setor. O próprio Tribunal de Contas da União já alertou para vulnerabilidades regulatórias e de fiscalização, reforçando a necessidade de investimentos contínuos em proteção digital e gestão de riscos.

Nesse contexto, Calonge avalia que o principal desafio dos próximos anos será transformar a cibersegurança em uma cultura permanente dentro das organizações. Segundo ele, não basta investir em ferramentas se os processos não evoluírem na mesma velocidade das ameaças. “O setor elétrico precisa compreender que cada vulnerabilidade pode representar riscos que ultrapassam os limites de uma única empresa e impactam toda a cadeia de fornecimento de energia. As melhorias precisam ser implementadas com rigor técnico e visão de longo prazo para proteger não apenas os negócios, mas também a estabilidade de um serviço essencial para a sociedade”, conclui.

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  • Além do monitoramento: o novo papel do SOC na defesa cibernética Redação
    Neste ano, o Brasil sofreu mais de 315 bilhões de tentativas de ataque cibernético apenas no primeiro semestre — número que representa cerca de 84% de todo o tráfego malicioso registrado na América Latina no período, de acordo com um levantamento da Fortinet divulgado em agosto passado. Com adversários fazendo uso crescente de IA para conduzir campanhas de phishing, ataques DDoS e exploração de vulnerabilidades em ambientes híbridos e multicloud, líderes de segurança corporativa se veem diante d
     

Além do monitoramento: o novo papel do SOC na defesa cibernética

8 de Dezembro de 2025, 11:05

Neste ano, o Brasil sofreu mais de 315 bilhões de tentativas de ataque cibernético apenas no primeiro semestre — número que representa cerca de 84% de todo o tráfego malicioso registrado na América Latina no período, de acordo com um levantamento da Fortinet divulgado em agosto passado. Com adversários fazendo uso crescente de IA para conduzir campanhas de phishing, ataques DDoS e exploração de vulnerabilidades em ambientes híbridos e multicloud, líderes de segurança corporativa se veem diante de uma encruzilhada: manter o SOC (Security Operations Center) da forma como está ou apostar em novas tecnologias e formas de trabalho que respondam à nova realidade.

Grupos criminosos adotam táticas avançadas e combinam técnicas de Advanced Persistent Threat (APT) com ferramentas de IA para driblar as defesas tradicionais. Golpes que envolvem deepfakes ou phishing automatizado por IA tornam cada vez mais difícil distinguir o legítimo do malicioso. Ao mesmo tempo, a superfície de ataque das organizações se expandiu dramaticamente. Com ambientes de TI híbridos e multicloud, centenas de novos serviços e integrações são adicionados constantemente aos ecossistemas corporativos, abrindo brechas que muitas vezes são difíceis de monitorar.

O problema é que grande parte dos SOCs atuais foi concebida para um contexto em que as ameaças eram baseadas em assinatura e o volume de eventos era controlável. Hoje, porém, a multiplicação de fontes de telemetria, tais como endpoints, nuvens, APIs, identidades, dispositivos IoT e aplicações SaaS, faz com que o volume de logs cresça de forma exponencial.

Não se trata apenas de mais dados, mas de dados de naturezas distintas, com diferentes formatos, níveis de granularidade e relevância operacional. Ferramentas modernas de detecção e monitoramento, como EDRs, XDRs e soluções de observabilidade, coletam informações em tempo real e geram fluxos contínuos de telemetria que precisam ser correlacionados com ameaças conhecidas e comportamentos anômalos. Sem uma arquitetura de dados e automação adequadas, esse ecossistema torna-se difícil de orquestrar – e o SOC passa a lidar menos com ruído e mais com complexidade analítica. O desafio, portanto, deixou de ser filtrar falsos positivos e passou a ser transformar grandes volumes de logs em inteligência acionável com velocidade e contexto.

E, quando os adversários passam a empregar IA para criar malwares praticamente indetectáveis, um SOC calcado apenas em esforço humano não consegue escalar na mesma proporção do risco. O resultado é um descompasso perigoso entre a capacidade defensiva e a velocidade com que as ameaças modernas atuam, evidenciando que manter o status quo não é mais sustentável.

Uma das principais transformações em curso é a adoção do modelo de SOC as a Service, que redefine a forma como as empresas estruturam sua defesa cibernética. Diferente do modelo híbrido ou totalmente interno, o SOCaaS oferece monitoramento, detecção e resposta a incidentes 24×7 por meio de uma plataforma escalável e baseada em nuvem, administrada por especialistas em cibersegurança.

Esse formato elimina a necessidade de manter infraestrutura local pesada e reduz o tempo de implantação, ao mesmo tempo em que garante acesso contínuo a tecnologias e analistas altamente especializados.

Ao integrar telemetria proveniente de múltiplas camadas, o SOC as a Service consolida os eventos em um único datalake de análise, aplicando correlação e contextualização automatizadas com apoio de SOAR e machine learning. Assim, os alertas deixam de ser tratados de forma isolada e passam a compor narrativas completas de ataque, permitindo uma visão tática e antecipada das ameaças.

Essa automação nativa reduz drasticamente o tempo médio de detecção (MTTD) e o tempo médio de resposta (MTTR), pontos críticos para conter ataques modernos que podem se propagar em minutos.

Outro benefício do modelo é a atualização contínua da inteligência de ameaças. Fornecedores de SOCaaS normalmente operam com bases globais de threat intelligence, alimentadas por fontes de ciberinteligência regionais e internacionais.

Essa atualização constante amplia a visibilidade sobre novas campanhas maliciosas, técnicas de exploração e indicadores de comprometimento (IoCs), garantindo que o ambiente corporativo permaneça protegido mesmo diante de vetores inéditos. Ao mesmo tempo, as plataformas de SOCaaS modernas integram recursos de análise comportamental (UEBA) e aprendizado contínuo, permitindo identificar padrões anômalos e prevenir movimentos laterais antes que evoluam para incidentes graves.

Mais do que uma modernização tecnológica, a adoção de modelos de SOC as a Service representa um novo paradigma de defesa cibernética. O CISO que ainda vê o SOC apenas como um centro de monitoramento precisa agora encará-lo como um núcleo de inteligência e antecipação, sustentado por automação, correlação de dados e aprendizado de máquina.

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  • Ataques cibernéticos fazem 1,3 vítima por hora no mundo, segundo relatório da Apura Redação
    Os ataques de ransomware estão longe de desacelerar. No último ano, foram registradas 11.796 vítimas diretas desse tipo de ciberataque ao redor do mundo, 1,3 vítimas por hora, segundo dados do BTTng da Apura Cyber Intelligence, plataforma de inteligência em ameaças cibernéticas. O impacto vai além dos números: empresas paralisadas, serviços essenciais comprometidos e milhões de pessoas expostas a riscos iminentes. A onda de ataques abrange qualquer empresa de todos os segmentos, desde a saúde at
     

Ataques cibernéticos fazem 1,3 vítima por hora no mundo, segundo relatório da Apura

8 de Dezembro de 2025, 11:02

Os ataques de ransomware estão longe de desacelerar. No último ano, foram registradas 11.796 vítimas diretas desse tipo de ciberataque ao redor do mundo, 1,3 vítimas por hora, segundo dados do BTTng da Apura Cyber Intelligence, plataforma de inteligência em ameaças cibernéticas. O impacto vai além dos números: empresas paralisadas, serviços essenciais comprometidos e milhões de pessoas expostas a riscos iminentes.

A onda de ataques abrange qualquer empresa de todos os segmentos, desde a saúde até os serviços públicos. Em maio passado, a Ascension Healthcare, uma das maiores operadoras de saúde dos EUA, foi alvo de um ataque cibernético que comprometeu sistemas críticos, incluindo registros médicos e comunicação interna. Hospitais ficaram sem acesso a informações essenciais por semanas, forçando equipes a recorrerem a procedimentos manuais. “Isso gerou riscos reais, com erros relatados no Kansas e em Detroit, que poderiam ter resultado em graves consequências médicas”, explica Anchises Moraes, Especialista de Theat Intel da Apura.

A Ascension não divulgou oficialmente o grupo por trás do ataque, mas investigações apontam para o Black Basta. Sete dos vinte e cinco mil servidores foram comprometidos, e 5,6 milhões de indivíduos receberam notificações sobre o possível vazamento de dados.

No Brasil, a TOTVS foi alvo do grupo BlackByte, com relatos de que dados da empresa foram acessados. A companhia informou seus acionistas, garantindo a continuidade dos serviços, mas sem dissipar completamente a incerteza. Já a Sabesp sofreu um ataque do grupo RansomHouse, que não apenas roubou dados, mas também os publicou posteriormente.

O futuro dos ataques: alvos menores, impactos maiores

Se antes os criminosos miravam grandes corporações exigindo valores exorbitantes, a tendência é que ataques menores, porém em massa, ganhem força em todo o mundo, incluindo o Brasil. Pequenas e médias empresas se tornaram alvos fáceis, já que possuem menos recursos para segurança e maior propensão a pagar resgates. “Elas têm mais dificuldade em recuperar dados roubados ou encriptados, tornando-se presas ideais para esses criminosos”, alerta Anchises.

Outro ponto crítico é a ascensão da Internet das Coisas (IoT). O crescimento de dispositivos conectados, tanto em ambientes domésticos quanto industriais, expande a superfície de ataque. Botnets formadas por aparelhos desprotegidos alimentam ataques de negação de serviço (DDoS), enquanto falhas em sistemas industriais expõem infraestruturas críticas a riscos catastróficos.

“Quanto mais automatizado, maior a vulnerabilidade. Empresas que adotam tecnologia intensiva, como na Indústria 4.0, precisam investir tanto em proteção cibernética quanto na capacitação de seus colaboradores”, destaca o especialista.

A resposta global? O endurecimento das leis e a repressão ao pagamento de resgates. Nesse ambiente, governos e entidades reguladoras estão apertando o cerco. Leis mais rigorosas para setores críticos, como saúde, finanças e infraestrutura, estão sendo discutidas e aplicadas ao redor do mundo. Penalidades mais severas para empresas que negligenciarem a segurança cibernética também estão no radar.

“Infelizmente, muitas empresas só reagem quando o prejuízo financeiro se torna inegável. Com regulamentação mais dura e multas elevadas, elas serão forçadas a reforçar suas defesas”, conclui.

Outra tendência é o desestímulo ao pagamento de resgates. Algumas legislações já estão sendo elaboradas para coibir essa prática, retirando dos criminosos seu principal incentivo. Fiscalizações mais rigorosas e colaboração internacional também fazem parte do arsenal contra o ransomware.

Merece destaque a ação das forças da lei, que no ano passado foi sentido por grandes grupos de ransomware. Em fevereiro de 2024 foi anunciada a ‘Operação Cronos’ realizada de forma conjunta por agências de segurança de diversos países, incluindo o FBI, a Agência Nacional do Crime (NCA) do Reino Unido e a Europol, com o objetivo de desmantelar as atividades do grupo LockBit, um dos grupos mais ativos até então. Estima-se que o líder do grupo pode ter lucrado, sozinho, cerca de US$100 milhões.

“A guerra contra os cibercriminosos está longe de acabar. Mas empresas, governos e indivíduos precisam agir agora para que a próxima grande vítima não seja apenas mais uma estatística”, sublinha Anchises.

Sobre a Apura Cyber Intelligence, acesse: https://apura.com.br/

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  • Cibercriminosos adotam agentes de IA para lançar ataques autônomos e adaptáveis em 2025 Redação
    De acordo com um estudo publicado pelo Observatório Latino-Americano de Ameaças Digitais (OLAD) em 2025, 411 ataques cibernéticos e ameaças digitais direcionados a empresas e instituições na América Latina foram documentados durante o ano passado, incluindo infraestruturas críticas como alvos, espionagem e ransomware. À medida que os recursos de defesa de IA evoluem, o mesmo acontece com as estratégias e ferramentas de IA utilizadas pelos agentes de ameaças, criando um cenário de riscos em ráp
     

Cibercriminosos adotam agentes de IA para lançar ataques autônomos e adaptáveis em 2025

6 de Dezembro de 2025, 11:45

De acordo com um estudo publicado pelo Observatório Latino-Americano de Ameaças Digitais (OLAD) em 2025, 411 ataques cibernéticos e ameaças digitais direcionados a empresas e instituições na América Latina foram documentados durante o ano passado, incluindo infraestruturas críticas como alvos, espionagem e ransomware.

À medida que os recursos de defesa de IA evoluem, o mesmo acontece com as estratégias e ferramentas de IA utilizadas pelos agentes de ameaças, criando um cenário de riscos em rápida transformação que superam os métodos tradicionais de detecção e respostas. Nesse contexto, a nova pesquisa da Unit 42, equipe de inteligência de ameaças da Palo Alto Networks, intitulada Agentic AI Attack Framework, revelou como os criminosos estão começando a usar os agentes, uma evolução da inteligência artificial que vai além da geração de conteúdo a qual, ao contrário da generativa, que se concentra na criação de texto, imagens ou código, depende somente de agentes autônomos capazes de tomar decisões, adaptar ao ambiente e executar várias fases de um ataque cibernético sem intervenção humana direta.

O relatório detalha como esses agentes podem ser programados para executar tarefas como inspeção do sistema, escrever e-mails de phishing personalizados, evitar controles de segurança, manipular conversas em tempo real e remover rastros digitais. O mais preocupante é que eles podem aprender com os erros, ajustar o próprio comportamento e colaborar entre si, o que os torna uma ameaça muito mais dinâmica e difícil de conter.

Durante os testes, a Unit 42 simulou um ataque de ransomware, desde o comprometimento inicial até a exfiltração de dados, em apenas 25 minutos, usando IA em cada estágio da cadeia de ataque. Isso representou um aumento de 100 vezes na velocidade, totalmente impulsionado por IA.

Em contraste com os ciberataques tradicionais, que normalmente seguem padrões previsíveis e exigem intervenção humana em cada estágio, os ataques agênticos podem operar de forma contínua e adaptável. Isso significa que um único agente pode iniciar uma campanha de invasão, avaliar seu progresso, modificar sua estratégia em tempo real e escalar o ataque sem a necessidade de supervisão direta. Essa capacidade de ser autônomo representa um desafio para as equipes de cibersegurança, que precisam lidar com ameaças que não são apenas mais rápidas, como também mais inteligentes e persistentes.

Esses ataques cibernéticos podem ter consequências graves para as organizações. Por exemplo, um agente mal-intencionado pode enviar e-mails falsos altamente convincentes aos funcionários para roubar senhas, se infiltrar em sistemas internos e circular pela rede sem ser detectado. Isso leva ao roubo de informações confidenciais, como dados de clientes ou planos estratégicos, ou até mesmo ao sequestro de sistemas importantes por ransomware, paralisando as operações por dias. Além do impacto econômico, esses incidentes prejudicam a reputação da empresa, geram uma perda de confiança e podem levar a sanções legais se informações pessoais ou financeiras forem comprometidas.

Preparando-se para o imprevisível: como fortalecer a segurança organizacional

Nesse cenário, as organizações precisam de uma infraestrutura de segurança avançada e adaptável. Não é mais suficiente reagir a incidentes, agora é essencial antecipá-los por meio de monitoramento contínuo, análise inteligente de dados e automação dos principais processos.

A tendência à plataformização permite que as empresas reduzam a fragmentação tecnológica, melhorem a visibilidade do próprio ambiente digital e respondam mais rapidamente a qualquer tentativa de invasão. A Palo Alto Networks, por exemplo, está fazendo algo exatamente nesse sentido, desenvolvendo uma plataforma unificada de segurança de dados que abrangerá desde o desenvolvimento de código até ambientes de nuvem e centros de operações de segurança (SOCs). Essa iniciativa busca oferecer uma visão holística da segurança e facilitar o gerenciamento centralizado de ameaças, o que é essencial diante de um cenário de ataques cibernéticos cada vez mais sofisticados.

Além disso, a adoção de arquiteturas como o SASE (Secure Access Service Edge) fortalece a postura de segurança ao estender a proteção para além do perímetro tradicional. Essas tecnologias permitem controles granulares baseados em identidade, contexto e comportamento, o que é fundamental em um ambiente em que usuários, dispositivos e aplicativos estão distribuídos. Para as organizações brasileiras, investir nesse tipo de recurso representa uma melhoria técnica, bem como uma estratégia fundamental para garantir a continuidade operacional e a proteção de ativos essenciais contra ameaças cada vez mais automatizadas e persistentes.

O Brasil, com a crescente digitalização em setores-chave, como saúde, educação e serviços públicos, se torna um alvo atraente para essa ameaça emergente. A necessidade de fortalecer as capacidades de segurança cibernética no país é urgente, especialmente em face da adoção acelerada de tecnologias digitais em todos os níveis do governo e das empresas.

Diante desse cenário, especialistas da Palo Alto Networks recomendam que as organizações brasileiras implementem soluções de segurança que integrem recursos de detecção baseados em IA, bem como programas de conscientização e resposta a incidentes que considerem esse novo tipo de ameaças automatizadas.

A evolução dos ataques cibernéticos para esquemas mais autônomos e adaptáveis exige uma resposta igualmente inovadora. Somente por meio de estratégias proativas e colaborativas será possível mitigar os riscos apresentados por essa nova era de ataques alimentados pelos agentes de IA.

Sobre a Unit 42

A Unit 42 da Palo Alto Networks reúne pesquisadores de ameaças de renome mundial, respondentes de incidentes de elite e consultores de segurança especializados para criar uma organização orientada por inteligência e pronta para responder, apaixonada por ajudar a gerenciar o risco cibernético proativamente. Juntos, nossa equipe atua como seu consultor de confiança para ajudar a avaliar e testar controles de segurança contra as ameaças certas, transformar estratégias de segurança com uma abordagem informada sobre ameaças e responder a incidentes em tempo recorde para que você possa voltar aos negócios mais rapidamente. Visite paloaltonetworks.com/unit42.

Sobre a Palo Alto Networks

Como líder global em segurança cibernética, a Palo Alto Networks (NASDAQ: PANW) tem o compromisso de proteger nosso modo de vida digital por meio de inovação contínua. Com a confiança de organizações em todo o mundo, fornecemos soluções de segurança de ponta a ponta baseadas em IA em redes, nuvem, operações de segurança e IA, capacitadas pela inteligência e experiência em ameaças da Unit 42. Nosso foco na plataformização permite que as empresas simplifiquem a segurança em escala, garantindo que a proteção impulsione a inovação. Saiba mais em www.paloaltonetworks.com.

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  • Abrangência do grupo Scattered Spider acende alerta na América Latina, diz especialista Redação
    A expansão internacional do grupo de cibercriminosos conhecido como Scattered Spider acendeu um sinal de alerta entre empresas latino-americanas. Especialistas em segurança apontam que, embora não haja registros confirmados de ataques desse grupo no Brasil ou vizinhos até o momento, seu alcance global e métodos sofisticados representam um risco iminente para organizações na região. Com táticas de engenharia social elaboradas e capacidade de driblar defesas tradicionais, o Scattered Spider tem mi
     

Abrangência do grupo Scattered Spider acende alerta na América Latina, diz especialista

6 de Dezembro de 2025, 11:38

A expansão internacional do grupo de cibercriminosos conhecido como Scattered Spider acendeu um sinal de alerta entre empresas latino-americanas. Especialistas em segurança apontam que, embora não haja registros confirmados de ataques desse grupo no Brasil ou vizinhos até o momento, seu alcance global e métodos sofisticados representam um risco iminente para organizações na região.

Com táticas de engenharia social elaboradas e capacidade de driblar defesas tradicionais, o Scattered Spider tem mirado grandes empresas em diversos países. “A questão não é mais ‘se’ seremos atacados, mas de ‘quando’ e ‘como’, afirma Felipe Guimarães, Chief Information Security Officer da Solo Iron. “As táticas empregadas pelo grupo exploram fragilidades universais, presentes em empresas em todo o mundo – o que inclui as empresas latino-americanas”, pondera o especialista.

Um dos maiores riscos é que os setores visados pelo Scattered Spider no exterior também são pilares econômicos na América Latina. O grupo historicamente focou suas ações em empresas de telecomunicações, terceirização de processos de negócios (BPO) e grandes empresas de tecnologia – indústrias que possuem ampla presença na região. Nos últimos tempos, foi observado um aumento de interesse do grupo pelo setor financeiro global, o que inclui bancos e instituições presentes no Brasil e países vizinhos.

“Isso significa que companhias latino-americanas, seja diretamente ou através de filiais e parceiras, podem entrar na mira à medida que o Scattered Spider amplia seu raio de atuação. Mesmo empresas que não operam internacionalmente devem se precaver, pois os criminosos podem enxergar organizações locais como pontes de entrada para fornecedores ou clientes globais, ou simplesmente como alvos lucrativos por si sós, caso identifiquem falhas de segurança exploráveis”, pontua Guimarães.

Na mira das agências de inteligência

Relatórios do FBI e da Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA) dos EUA descrevem o Scattered Spider como “especialista em engenharia social”, empregando diversas técnicas para roubar credenciais e burlar autenticações.

Entre os métodos documentados estão phishing por e-mail e SMS (smishing), ataques de vishing (ligações telefônicas fraudulentas) em que os criminosos se passam por equipe de TI da própria empresa, e até esquemas elaborados de SIM swap – quando convencem operadoras de telefonia a transferir o número de celular de uma vítima para um chip sob controle deles. Essas táticas permitem interceptar códigos de autenticação multifator (MFA) enviados via SMS ou aplicativos, dando aos invasores as chaves para acessar sistemas internos.

Ainda segundo o especialista, o modelo de ataque do Scattered Spider pode inspirar quadrilhas locais. “As táticas de engenharia social eficazes tendem a se espalhar rapidamente nos submundos virtuais. Mesmo que o próprio grupo original não atue diretamente na América Latina, outros agentes maliciosos regionais podem adotar técnicas semelhantes – como push bombing de MFA ou golpes contra centrais de atendimento – ao verem o sucesso obtido lá fora”, explica Guimarães.

Alguns incidentes recentes no cenário latino-americano já envolveram vetores parecidos, como uso de ferramentas legítimas em ataques e exploração de credenciais vazadas, o que reforça a necessidade de vigilância. Em 2024, por exemplo, houve casos de gangues de ransomware operando na região que abusaram de softwares legítimos e brechas em procedimentos internos de empresas, aplicando práticas muito similares ao do Scattered Spider.

Estratégias de mitigação

Diante da crescente ameaça representada por grupos como o Scattered Spider, Guimarães recomenda a adoção de estratégias com foco especial em fortalecer métodos avançados de autenticação multifator (MFA), preferencialmente resistentes a phishing, como chaves físicas de segurança ou soluções baseadas em certificados digitais. Técnicas como MFA com validação numérica e a restrição do uso de SMS para autenticação são essenciais para reduzir o risco de engenharia social e ataques por fadiga de notificações, muito usados pelo grupo.

Além disso, a adoção de uma abordagem mais robusta em relação à gestão de identidades e acessos (IAM) é uma estratégia muito importante na contenção desse tipo de ameaça. “As identidades digitais estão se tornando uma nova superfície de ataque; por isso, é fundamental que as empresas implementem políticas rígidas de gestão de identidades, controle granular de acessos e monitoramento contínuo das atividades dos usuários”, destaca.

“Também é muito importante o controle rigoroso sobre ferramentas de acesso remoto e a implantação de monitoramento avançado. É recomendável que as organizações restrinjam o uso dessas ferramentas por meio de listas autorizadas e adotem sistemas robustos como EDR e DLP para identificar rapidamente atividades suspeitas”, finaliza o especialista.

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  • Como acontecem os golpes com reconhecimento facial e como se proteger Redação
    Tokens e senhas já não são os métodos favoritos para acessar dispositivos ou contas pessoais. Dando lugar às impressões digitais, reconhecimento facial e até à análise da voz, os sistemas biométricos representam a nova fronteira na autenticação de transações. Mais de 4,2 bilhões de dispositivos móveis já utilizam algum tipo de biometria ativa, segundo a Juniper Research, e a previsão é que, até o final de 2026, 57% de todas as transações digitais globais serão validadas por esses métodos. No Bra
     

Como acontecem os golpes com reconhecimento facial e como se proteger

3 de Dezembro de 2025, 13:05

Tokens e senhas já não são os métodos favoritos para acessar dispositivos ou contas pessoais. Dando lugar às impressões digitais, reconhecimento facial e até à análise da voz, os sistemas biométricos representam a nova fronteira na autenticação de transações.

Mais de 4,2 bilhões de dispositivos móveis já utilizam algum tipo de biometria ativa, segundo a Juniper Research, e a previsão é que, até o final de 2026, 57% de todas as transações digitais globais serão validadas por esses métodos. No Brasil, a adesão à tecnologia também já é uma realidade palpável. Uma pesquisa da Accenture mostra que 73% dos consumidores brasileiros se sentem mais seguros usando biometria do que os tradicionais códigos numéricos em aplicativos bancários e carteiras digitais.

E, infelizmente, isso também atrai a atenção dos criminosos cibernéticos. “Com o avanço das tecnologias biométricas, especialmente o reconhecimento facial, empresas e governos vêm reforçando sistemas de segurança com identificações automáticas de indivíduos. No entanto, esse movimento é acompanhado pelo cibercrime na busca por técnicas sofisticadas, alimentadas por Inteligência Artificial, capazes de burlar os sistemas de autenticação”, explica Anchises Moraes, Head de Threat Intelligencena Apura Cyber Intelligence S.A.

Segundo o especialista em cibersegurança, criminosos utilizam desde impressoras de alta resolução até softwares para falsificar características biométricas, desafiando a proteção tecnológica de aplicativos bancários, serviços públicos e plataformas financeiras.

Esses ataques podem ser classificados em cinco níveis de complexidade. O nível 1 utiliza fotos digitais de alta resolução, vídeos em HD e até máscaras de papel, enquanto o nível 2 se baseia em bonecos realistas e máscaras 3D de látex ou silicone. Já no nível 3, os fraudadores recorrem a artefatos ultra-realistas e cabeças de cera. O nível 4 envolve a alteração de mapas faciais 3D para enganar os servidores de autenticação quanto à “prova de vida”. O estágio mais avançado, nível 5, inclui a injeção digital de imagens e vídeos diretamente nos dispositivos, ou mesmo o uso de deepfakes altamente convincentes, levando sistemas a aceitar a fraude como se fosse atividade orgânica do usuário legítimo.

Fraudes com deepfake e uso de identidades digitais sintéticas têm crescido no Brasil. Relatórios, como o da Deloitte publicado pelo portal Infochannel, apontam que o prejuízo econômico com fraudes movidas por inteligência artificial pode chegar a R$ 4,5 bilhões até final de 2025. Crescimentos de mais de 800% no uso de deepfakes já foram observados.

Na China, um caso emblemático escancarou o potencial destrutivo desses golpes. Um empregado de uma estatal foi induzido a transferir US$ 622 mil (cerca de R$ 3,1 milhões) após conversar por vídeo com quem acreditava ser seu próprio CEO. O fraudador usou deepfake em tempo real para replicar a imagem e voz da liderança da empresa, produzindo uma situação de extrema urgência para forçar as transferências. O golpe usou vídeos públicos do executivo para criar o avatar, e golpes similares vêm sendo relatados desde então.

Anchises esclarece, portanto, que as empresas de cibersegurança têm apostado em múltiplas camadas de proteção para mitigar essas ameaças. Uma das principais estratégias é a adoção de sistemas multimodais: combina-se dados de vídeo, áudio, sensores de temperatura, profundidade e análise comportamental, dificultando a ação dos golpistas. Sistemas avançados também integram detecção de deepfakes em tempo real e biometria comportamental, que monitora detalhes como velocidade de digitação, pressão sobre o touchscreen e até a forma como o dispositivo é manuseado.

Outras táticas envolvem técnicas de desafio e resposta  dinâmico, com desafios imprevisíveis gerados por IA (como pedir para piscar apenas um olho ou falar informações contextuais não planejadas), e a junção de provas de vida (“liveness”) passivas com ativas – mixando análises automáticas de vídeo com interações em tempo real. Ademais, cresce o monitoramento sistemático de vazamentos: equipes especializadas vasculham a dark web e bases de dados abertas em busca de imagens e perfis reciclados em novas tentativas de fraude. Apesar da sofisticação dos ataques, a resposta das empresas também evolui, demonstrando que a guerra pela identidade digital está apenas começando.

“Por isso se faz fundamental o trabalho desenvolvido pela Apura em conjunto com outras empresas de cibersegurança, ao monitorar as redes em busca de possíveis ameaças e, quando, infelizmente, um ataque for bem-sucedido, avaliar minuciosamente todos os fatores envolvidos para desenvolver e aprimorar ainda mais as táticas defensivas contra cibercriminosos que querem explorar as vulnerabilidades do uso de biometrias”, finaliza o especialista da Apura Cyber Intelligence.

Sobre a Apura Cyber Intelligence, acesse: https://apura.com.br

https://www.identy.io/pt-br/fraudes-causadas-por-ia-podem-causar-prejuizos-economicos-de-cerca-de-r-45-bilhoes-ao-brasil-em-2025

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