Visualização normal

Antes de ontemBlog oficial da Kaspersky

Veja como funciona a verificação do número de telefone do Google e se você deve desativá-la | Blog oficial da Kaspersky

6 de Agosto de 2026, 09:00

A partir do ano passado, os usuários do Android passaram a ver a notificação do sistema “agora o número está verificado” com mais frequência. E, em alguns casos, as pessoas até encontram mensagens de texto misteriosas no seu histórico que nunca foram enviadas por elas.

Essas mensagens geralmente causam confusão e até ansiedade: será que um vírus infectou o telefone? Os gigantes da tecnologia estão espionando nossos números de telefone? Vamos detalhar como esse recurso funciona e quais riscos potenciais ele representa para sua privacidade.

Por que todas essas verificações do número de telefone?

A notificação é exibida sempre que o recurso de verificação do número de telefone do Google é acionado em seu dispositivo.

Sua principal função é garantir que o cartão SIM vinculado a um número de telefone específico esteja fisicamente dentro do telefone. Depois de verificado, esse número de telefone é vinculado automaticamente a todas as contas do Google ativas no dispositivo.

Existem vários serviços principais que dependem da verificação. Mais importante, ela impulsiona o Rich Communication Services (RCS), o padrão moderno para mensagens “avançadas” diretamente no aplicativo padrão de mensagens de texto. Parece um aplicativo de bate-papo popular, mas sem a necessidade de instalar nada extra. Ao contrário do iMessage, que está restrito ao ecossistema da Apple, o RCS funciona em smartphones compatíveis em várias plataformas, pois é um padrão do setor definido por operadoras e não por gigantes da tecnologia. Recentemente, tanto os usuários da Apple como os do Android passaram a trocar mensagens RCS. Para que esse recurso funcione no aplicativo Mensagens do Google, o Google precisa da confirmação contínua de que seu cartão SIM está ativo. Se você retirar o cartão SIM, os bate-papos RCS continuarão funcionando por cerca de oito dias antes de serem desativados automaticamente.

De acordo com o Google, a verificação do número de telefone também é usada para outras finalidades, como:

  • Segurança e recuperação da conta. Um número de telefone verificado permite logins rápidos em sua conta do Google, autenticação de dois fatores e recuperação fácil de senha.
  • Serviços de emergência e localização do dispositivo. Isso inclui Encontrar meu dispositivo, bloqueio remoto do telefone e compartilhamento da sua localização com equipes de emergência, inclusive por meio de mensagens via satélite no Pixel 9 e em outros smartphones modernos.
  • Melhor compartilhamento no Google. Esse recurso ajuda outras pessoas a encontrar você mais rapidamente no Google Meet ou no Duo, usar o Compartilhamento rápido para enviar arquivos e verificar se o número de telefone está vinculado ao seu perfil.

O Google também confirmou recentemente que esses dados são usados para combater golpes. A verificação ajuda a bloquear chamadas ou mensagens de texto de números falsos se o proprietário real do número e o destinatário estiverem usando dispositivos Android com números de telefone verificados.

Como o Google verifica números de telefone?

A tecnologia de verificação do número de telefone já existe no Android há algum tempo: o Google enviava mensagens SMS de teste desde 2019. No entanto, essa prática tornou-se bastante visível para a maioria dos usuários após uma atualização do sistema do Google em setembro de 2025. O processo foi incorporado mais profundamente no sistema operacional, com a verificação do número agora sendo executada por padrão durante a configuração inicial do telefone e re-executada com frequência em segundo plano.

Existem dois métodos técnicos principais para o processo de verificação. O recurso usado pelo dispositivo depende da operadora de celular e da versão do Android.

O método mais antigo depende de mensagens de texto ocultas. Em segundo plano, seu smartphone envia uma mensagem de texto técnica especializada para os servidores do Google. O sistema operacional intercepta essa mensagem antes mesmo que você a veja, por isso ela raramente aparece no aplicativo padrão de mensagens de texto. Entretanto, devido a falhas de software ou peculiaridades de personalização do Android, essas mensagens podem ser ocasionalmente vistas, surpreendendo os usuários. Elas normalmente são assim: “(sequência de letras e números) O Google está verificando novamente o número de telefone deste dispositivo”. O Google declara explicitamente na sua documentação de ajuda que a sua operadora pode aplicar tarifas-padrão de mensagens.

Nos últimos anos, a verificação direta da operadora (por meio de APIs da operadora) se tornou o principal método de verificação. Essa abordagem é mais moderna e segura do que as anteriores. O smartphone envia um token criptografado contendo identificadores do dispositivo e do cartão SIM para a operadora de celular, e a operadora responde com o número de telefone confirmado. Todo o processo leva apenas alguns segundos e é completamente despercebido pelo usuário. Tanto os gigantes globais de telecomunicações quanto os provedores menores se conectaram a essa rede de verificação. Notavelmente, os aplicativos de terceiros também podem acessar os resultados dessa verificação por meio da Verificação do número de telefone do Firebase, obtendo a confirmação da sua operadora de celular sobre qual número de telefone está ativo no dispositivo.

“Outros dados do dispositivo” e questões de privacidade

Em sua documentação oficial, o Google observa que os identificadores de dispositivo e os dados do cartão SIM podem ser coletados durante a verificação. Na prática, isso se refere a identificadores exclusivos para o cartão SIM e seu perfil de assinante (ICCID e IMSI), bem como identificadores de dispositivos técnicos necessários para executar redes móveis. O Google também declara explicitamente que não vende suas informações pessoais, incluindo seu número de telefone, a ninguém.

Naturalmente, o envio de identificadores exclusivos adicionais ao Google, especialmente considerando a escala de seus negócios de publicidade, sempre gera preocupação entre os usuários preocupados com a privacidade. Veja o que você deve considerar:

Coleta de metadados. Para executar o RCS, o Google troca dados com sua operadora de celular. Mesmo quando o conteúdo das mensagens RCS é criptografado, os metadados, como quem está enviando mensagens para quem e quando, ainda podem ser armazenados nos servidores de sua operadora e, em alguns casos, nos servidores do Google. Como os especialistas em segurança cibernética da Electronic Frontier Foundation apontam, se a privacidade for sua principal prioridade, é melhor usar aplicativos de mensagens criptografados dedicados.

Contas vinculadas. Se você tiver uma conta do Google pessoal e de trabalho (ou uma conta pessoal e familiar) configuradas no mesmo telefone, o número verificado será automaticamente vinculado a ambos os perfis. O sistema operacional não oferece ferramentas integradas para separar números de contas diferentes em um único dispositivo.

Vazamentos de números de telefone. Os aplicativos em seu dispositivo já podem acessar vários identificadores de usuário, incluindo seu número de telefone. Contudo, esse sistema de verificação facilita a vinculação de vários números de telefone a um usuário que tenha várias contas do Google. E, embora o Google afirme que nunca vende números de telefone, não se pode dizer o mesmo com confiança sobre desenvolvedores terceirizados pouco conhecidos do Android.

Ativado por padrão. O recurso é ativado de imediato, e a maioria dos usuários desconhece que o dispositivo se comunica silenciosamente com a operadora em segundo plano. Embora você possa desativar suas configurações do Google assim que perceber isso, não há garantia de que os dados já coletados serão realmente excluídos.

Desativando a verificação: por que e como

Para a maioria dos usuários, a verificação é realmente útil. Ela simplifica a recuperação da conta, torna mais fácil encontrar um telefone perdido, aciona recursos modernos de mensagens de texto e auxilia os serviços de emergência em situações em que cada segundo importa.

Porém, se quiser minimizar a quantidade de metadados enviados ao Google, operadoras de celular e outros corretores de dados, você poderá desativar o recurso manualmente. Veja como:

  1. Abra as configurações de seu smartphone Android.
  2. Toque em Google, selecione a conta na parte superior e mude para a guia Todos os serviços.
  3. Abaixo de Privacidade e segurança, toque em Verificação do número de telefone.
  4. Desative a verificação automática do número de telefone.

Se você também quiser desativar o Compartilhamento melhor no Google, vá para ConfiguraçõesGoogleGerenciar sua conta do GoogleInformações pessoaisInformações de contatoTelefone, selecione seu número e desative a configuração.

Se você tiver várias contas do Google em seu telefone, será necessário repetir essas etapas para cada uma delas. Infelizmente, a verificação às vezes é reativada de forma automática, e não há uma maneira confiável de evitar isso em telefones padrão de consumidores com software de fábrica.

Lembre-se de que desativar a verificação significa perder o acesso aos bate-papos RCS no Mensagens do Google, forçando você a recorrer ao SMS básico ou optar por aplicativos de mensagens alternativos e seguros. Você também não poderá usar esse número para a recuperação rápida da conta caso esqueça sua senha.

Para personalizar com cuidado suas configurações de privacidade em todos os seus dispositivos, independentemente do sistema operacional, navegador ou aplicativo, confira nossa ferramenta online gratuita, o Privacy Checker.

Tem curiosidade sobre outros riscos de privacidade que você talvez nem saiba que existem? Confira nossos outros artigos detalhados, aqui:

  • ✇Blog oficial da Kaspersky
  • Um estudo sobre a segurança de redes Wi-Fi no México | Blog oficial da Kaspersky GReAT
    A Copa do Mundo de 2026 é um dos eventos de futebol mais aguardados do ano. O torneio será sediado em três países: EUA, Canadá e México. Infelizmente, eventos desse porte atraem não apenas torcedores, mas também golpistas de todo o mundo. Já revelamos como os cibercriminosos estão se preparando para a Copa do Mundo e hoje estamos falando sobre segurança digital para os torcedores no México. O país sediará 13 partidas e receberá milhões de turistas. Eles ficarão hospedados em hotéis, assistirão a
     

Um estudo sobre a segurança de redes Wi-Fi no México | Blog oficial da Kaspersky

Por:GReAT
8 de Junho de 2026, 10:30

A Copa do Mundo de 2026 é um dos eventos de futebol mais aguardados do ano. O torneio será sediado em três países: EUA, Canadá e México. Infelizmente, eventos desse porte atraem não apenas torcedores, mas também golpistas de todo o mundo. Já revelamos como os cibercriminosos estão se preparando para a Copa do Mundo e hoje estamos falando sobre segurança digital para os torcedores no México.

O país sediará 13 partidas e receberá milhões de turistas. Eles ficarão hospedados em hotéis, assistirão a jogos, frequentarão restaurantes, transitarão por aeroportos e visitarão pontos turísticos populares, e em todos os lugares que forem, a tentação de se conectar a redes Wi-Fi públicas será grande.

Avaliamos mais de 84.500 (!) pontos de acesso Wi-Fi públicos na Cidade do México, em Guadalajara e em Monterrey, e temos muitas informações para compartilhar sobre a segurança deles. Alerta de spoiler: muitas redes ainda usam padrões de segurança desatualizados, então, você realmente não deve sair de férias sem proteção confiável e um eSIM.

O que foi testado e de que forma

Percorrer o México a pé à procura de pontos de acesso Wi-Fi públicos teria sido um pouco complicado, embora tenha sido exatamente isso que fizemos num estudo semelhante sobre a segurança de redes Wi-Fi em Paris. Você pode conferir os resultados desse estudo na postagem Como é a segurança das redes Wi-Fi em Paris?

Dessa vez, a missão era muito mais desafiadora: mapear o cenário de redes sem fio de três grandes metrópoles. Foi por isso que recorremos ao wardriving, ou seja, usamos um smartphone ou notebook para buscar e registrar redes sem fio de dentro de um veículo em movimento. Isso é parecido com o que seu telefone faz ao procurar redes Wi-Fi próximas constantemente. Porém, em vez de nos conectarmos a elas, apenas coletamos dados.

Todas as informações foram estritamente usadas para observação passiva e análise de infraestrutura. Os especialistas da Equipe de Pesquisa e Análise Global da Kaspersky (GReAT) coletaram apenas informações de serviço transmitidas publicamente. Não houve tentativas de autenticação, interceptação de tráfego, exploração de sistemas ou interação com as redes sem fio detectadas. Os pontos de acesso móveis implementados em carros e em dispositivos móveis foram excluídos da amostra.

Nosso principal alvo era a Cidade do México, a capital do país e uma das cidades com maior densidade demográfica da América Latina. Percorremos de carro alguns dos pontos turísticos mais populares da cidade: Estádio da Cidade do México, Aeroporto Internacional, Zócalo, Paseo de la Reforma, Colonia Roma, La Condesa, Polanco e Coyoacán.

Percorremos rotas semelhantes em Guadalajara e Monterrey: estádios, avenidas principais, aeroportos e bairros populares. Abaixo, é possível ver um mapa de calor das áreas que percorremos. As regiões em vermelho representam as áreas de maior densidade de pontos de acesso público, passando pelas regiões em amarelo e verde, até chegar nas azuis, que representam a concentração mais baixa.

Mapa de calor mostrando a localização de todos os pontos de acesso Wi-Fi encontrados na Cidade do México
Mapa de calor mostrando a localização de todos os pontos de acesso Wi-Fi encontrados em Guadalajara
Mapa de calor mostrando a localização de todos os pontos de acesso Wi-Fi encontrados em Monterrey

Usamos reconhecimento passivo por rádio para registrar 84.500 sinais e 69.500 identificadores de rede exclusivos nessas três cidades. A maioria dos sinais foi captada na Cidade do México (61,4%), seguida por Guadalajara (23,6%) e Monterrey (14,8%).

O que analisamos:

  • Identificadores de rede sem fio (SSIDs): os nomes que aparecem na lista de redes Wi-Fi disponíveis
  • Informações obtidas desses identificadores
  • Configurações padrão do roteador e como os ISPs implementam suas redes
  • Frequências usadas e características do sinal
  • Carga dos canais e uso do espectro de radiofrequência
  • Configurações de segurança das redes sem fio:
    • Redes abertas e inseguras
    • Redes com WPS ativado
    • Redes seguras (WPA2/WPA3) com WPS ativado

Você pode encontrar a versão completa do estudo no blog Securelist.

Nomes de pontos de acesso Wi-Fi públicos reveladores

Os nomes das redes (SSIDs) podem revelar muitas informações de forma involuntária sobre os fabricantes do hardware, ISPs e métodos de implementação, além de revelar se um ponto de acesso pertence a uma empresa ou a um usuário.

Cerca de 34% das redes Wi-Fi públicas registradas nem sequer alteraram seus nomes, mantendo os SSIDs originais dos fabricantes dos roteadores ou usando convenções de nomenclatura padrão dos seus ISPs. Essa pode ser uma informação bastante útil para atacantes, pois esse tipo de nome de rede permite que eles saibam qual ponto de acesso pertence a determinado provedor, qual hardware está sendo usado e a sua configuração padrão provável.

Outro fato preocupante é o grande número de redes Wi-Fi (mais de 30%) que usam o endereço MAC do ponto de acesso (BSSID) como nome da rede visível. Os primeiros bytes de um BSSID contêm um Identificador organizacional único (OUI) que revela quem é o fabricante do roteador. Essa é uma informação útil para pessoas mal-intencionadas: elas podem descobrir quem fabricou o hardware e testar vulnerabilidades específicas relativas aos modelos dessa marca.

O Wi-Fi do México está bem protegido?

Pode-se considerar que um ponto de acesso protegido com WPA2/WPA3 está mais ou menos seguro. Todos os outros mecanismos de autenticação produzem resultados muito mais fracos. Agrupamos as redes Wi-Fi públicas em quatro categorias:

  • Seguras (WPA2/WPA3)
  • Inseguras (abertas/WEP)
  • Fracas (WPA)
  • Indeterminadas

Os resultados obtidos nas três cidades são muito parecidos: cerca de 82% de todos os pontos de acesso analisados estão protegidos por padrões seguros. O protocolo WPA, que é inseguro e está desatualizado, quase não é utilizado. No entanto, mais de 10% dos pontos de acesso são completamente inseguros. Quem se conecta a essas redes corre o risco de ser vítima de interceptação de tráfego e vigilância oculta.

Mas a segurança não é avaliada apenas pelos protocolos WPA. Também verificamos a presença do WPS, o conhecido recurso que possibilita a conexão rápida a uma rede sem necessidade de senha e que é altamente vulnerável a ataques. Descobriu-se que o WPS está ativado em 47% dos pontos de acesso na Cidade do México (quase a metade), 43% em Guadalajara e 41% em Monterrey. Em média, 45% dos pontos de acesso são potencialmente vulneráveis a ataques relacionados ao WPS, o que representa um sacrifício à segurança em nome da conveniência.

Além disso, esse recurso permaneceu ativo com frequência até mesmo em redes WPA2/WPA3 aparentemente seguras (cerca de metade delas utilizava WPS). Isso mostra que, para que um ponto de acesso Wi-Fi seja considerado seguro, não basta ter WPA2/WPA3, pois recursos adicionais, como o WPS, ainda podem viabilizar ataques.

O que mais os turistas precisam saber

Os riscos digitais em uma viagem não se limitam apenas a redes Wi-Fi públicas, especialmente porque muitas pessoas estão migrando do Wi-Fi público para um eSIM. Ainda há muitas ameaças em lugares com grande movimentação de pessoas: carregadores USB públicos, códigos QR com links trocados, ataques por meio de NFC e Bluetooth e, é claro, táticas de engenharia social. Vamos nos aprofundar em cada um desses fatores.

Estações de carregamento. Os carregadores USB públicos também podem ser perigosos: pessoas mal-intencionadas podem obter acesso aos dados no seu dispositivo ou tentar instalar um malware. Detalhamos esses ataques na nossa postagem Roubo de dados durante o carregamento do smartphone.

Códigos QR perigosos. Os criminosos podem disseminar códigos QR contendo phishing em pontos turísticos populares. Os pretextos podem variar bastante; por exemplo, anúncios de “eventos” para torcedores de um time específico ou links que supostamente oferecem descontos ou exibem cardápios de restaurantes. Na realidade, qualquer código QR postado na rua pode ser considerado inseguro por padrão, e você não deve utilizar seu smartphone para lê-los, a menos que tenha um Analisador de ameaças de códigos QR instalado.

Transmissões, ingressos e bolões falsos. Em postagens anteriores, descrevemos casos em que pessoas mal-intencionadas estavam distribuindo malware por meio de aplicativos IPTV falsos para aproveitar da empolgação em torno da Copa do Mundo de 2026. Lembre-se, mesmo que você planeje assistir aos jogos em casa, ainda precisa ficar alerta e não confiar em qualquer site que anuncie transmissões gratuitas, ofereça bolões ou prometa pagamentos bastante generosos.

Ataques por NFC e Bluetooth. Deixar o Bluetooth ativado em locais com grande movimentação de pessoas também pode causar problemas: alguém pode tentar descobrir seu dispositivo, rastreá-lo ou fazer uma solicitação de pareamento indesejada. Os serviços NFC com pagamentos sem contato também oferecem riscos, especialmente com relação a pagamentos em locais suspeitos.

Como proteger a si mesmo e seus dispositivos

Apesar da prevalência de pontos de acesso Wi-Fi públicos WPA2/WPA3 seguros na Cidade do México, em Guadalajara e em Monterrey, nosso estudo mostra que as redes Wi-Fi públicas continuam vulneráveis. Também é importante lembrar que os invasores podem criar redes falsas (as chamadas gêmeas do mal) disfarçadas de redes Wi-Fi públicas legítimas em aeroportos, hotéis, cafeterias e pontos turísticos.

É quase impossível para um usuário comum dizer o quanto um ponto de acesso específico é seguro ao tentar se conectar a ele. É por isso que a opção mais segura é usar dados móveis para acessar a Internet, eliminando por completo a necessidade de Wi-Fi. Além disso, não há necessidade de pesquisar as leis locais, tarifas e outras informações relativas a redes móveis para cada país que você planeja visitar. Basta comprar um cartão eSIM global  on-line em dois cliques. Explicamos como facilitar todo esse processo na postagem Internet móvel com a Kaspersky eSIM Store.

Se você ainda planeja usar uma rede Wi-Fi pública, sempre use uma VPN para proteger seu dispositivo e dados ao se conectar a redes Wi-Fi desconhecidas e desprotegidas. Isso cria um túnel criptografado entre o seu dispositivo e o servidor VPN, impossibilitando a interceptação dos seus dados ao longo do caminho. Ainda não escolheu uma VPN? Experimente a Kaspersky Secure Connection, que está incluída nas assinaturas do Kaspersky Premium e do Kaspersky Plus.

Agora, se você ainda planeja participar da Copa do Mundo sem nenhuma solução de segurança cibernética, pelo menos siga estas regras básicas de higiene digital:

  • Não use carregadores USB públicos
  • Não envie informações confidenciais por conexões que não são seguras
  • Não faça login em contas bancárias, e-mail ou redes sociais por meio de redes Wi-Fi inseguras
  • Desative o Bluetooth e o NFC ao frequentar lugares com grande movimentação de pessoas
  • Não confie nos códigos QR postados na rua
  • Somente se conecte a um Wi-Fi público quando for absolutamente necessário

Leia também os seguintes artigos e garanta que torcer pelo seu time favorito não seja apenas emocionante, mas também seguro:

❌
❌