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    Seu telefone toca, você atende e diz “alô”. Do outro lado: silêncio total. Ninguém responde e a chamada é encerrada abruptamente. Se você ainda não usa [placeholder WhoCalls]bloqueadores de chamadas de spam[/placeholder], é quase certo que já tenha se deparado com essa situação. Na maioria dos casos, trata-se de chamadas de golpistas. Hoje, explicamos por que essas chamadas acontecem, o que os autores da chamada querem de você e como se proteger. O mais importante é que vamos analisar se você re
     

Por que pessoas (e robôs) ligam, mas ficam em silêncio? | Blog oficial da Kaspersky

12 de Agosto de 2026, 09:00

Seu telefone toca, você atende e diz “alô”. Do outro lado: silêncio total. Ninguém responde e a chamada é encerrada abruptamente. Se você ainda não usa [placeholder WhoCalls]bloqueadores de chamadas de spam[/placeholder], é quase certo que já tenha se deparado com essa situação.

Na maioria dos casos, trata-se de chamadas de golpistas. Hoje, explicamos por que essas chamadas acontecem, o que os autores da chamada querem de você e como se proteger. O mais importante é que vamos analisar se você realmente precisa se preocupar em se proteger contra esse tipo de ligação.

Quem está ligando?

Não são apenas golpistas do outro lado da linha: robôs, operadores legítimos de centrais de atendimento e pessoas comuns também fazem essas ligações. Vamos analisar cada tipo de ligação, do cenário menos preocupante ao mais arriscado para a sua segurança.

Pessoas reais

O cenário mais inofensivo é quando uma pessoa de fato ligou para você, mas o microfone dela está com algum problema. Talvez ela tenha silenciado a chamada por acidente com o ouvido ou o smartphone dela está conectado a um fone de ouvido Bluetooth, alto-falante ou sistema do carro que não está capturando sua voz. Falhas da operadora também podem silenciar o autor da chamada. A pessoa que faz a ligação pode nem perceber que há um problema; até onde ela sabe, ela está falando, mas ninguém pode ouvi-la. Nesses casos, você geralmente reconhece o número de telefone de quem liga.

Se a chamada for feita por um número desconhecido, ainda não há necessidade de entrar em pânico, embora a lista de pessoas que podem estar ligando fique muito maior.

Outra possibilidade legítima é um operador de uma central de atendimento que simplesmente não conseguiu colocar ou conectar o headset a tempo. Os sistemas das centrais de atendimento são projetados para discar números mais rápido do que os operadores conseguem se preparar. O sistema tentou encaminhar a chamada para um humano, mas nenhum operador estava disponível. É por isso que às vezes leva alguns segundos antes de você ouvir uma única palavra, podendo até mesmo ouvir tons de discagem como se fosse você quem estivesse fazendo a chamada.

Robô ou IA

Silêncio na linha é um sinal comum de chamadas feitas por robôs. Eles testam se um número de telefone está ativo e, se estiver, repassam a chamada para um humano, o que significa que um representante de vendas real (ou um golpista) ligará de volta para você nos próximos dias. Vale a pena notar que os golpistas não são os únicos que fazem chamadas com esse fim. Centrais de atendimento legítimas usam exatamente as mesmas ferramentas para reduzir a carga de trabalho dos seus operadores humanos.

Um agente de IA também pode estar por trás da chamada silenciosa. Para a pessoa que atende, não há diferença prática: a chamada parece idêntica a uma feita por um bot padrão. No entanto, a IA pode fazer mais do que apenas discar números automaticamente: ela pode analisar sua resposta e usar esses dados para decidir se seu número está ativo e se a chamada pode ser encaminhada a um humano para acompanhamento.

Golpistas

Agora vamos analisar a ameaça real. Talvez um dos tipos de chamadas silenciosas mais perigosas e desagradáveis sejam as feitas por um golpista. Uma ligação rápida e silenciosa como essa pode, na verdade, ser o primeiro passo de um golpe longo e elaborado, com histórias envolvendo empréstimos, órgãos do governo, outros golpistas e até autoridades policiais.

Empresas de cobrança também podem fazer esse tipo de ligação e permanecer em silêncio. Seu número pode acabar no radar deles se você, sua família ou alguém próximo tiver dívidas pendentes. Nesses casos, uma chamada silenciosa pode ser usada como uma tática de pressão psicológica.

Uma técnica semelhante é usada em casos de perseguição. Embora as ligações silenciosas, por si só, não causem danos diretos, elas podem ser usadas para gerar ansiedade, criar a sensação de que você está sendo observado o tempo todo e provocar desgaste emocional contínuo.

Por que as pessoas ligam e ficam em silêncio?

Quando você atende uma ligação, é provável que diga um rápido “Alô?” ou “Oi.” Isso é tudo o que a outra parte precisa para coletar uma grande quantidade de dados. Embora essas informações fossem difíceis de processar, o desenvolvimento da inteligência artificial tornou a tarefa muito mais fácil. Vejamos o que alguém pode descobrir sobre você ao falar apenas uma palavra:

  • Região, sotaque e localização. Os golpistas são sofisticados e astutos. Eles geralmente adaptam suas táticas a uma região, visando residentes de países específicos ou até mesmo de regiões próximas. Isso é muito relevante em países como a Índia ou a África do Sul, que têm 22 e 11 idiomas oficiais, respectivamente.
  • Idade e gênero aproximados. Embora uma pessoa possa facilmente confundir a voz de um adolescente com a de uma jovem ou estimar a idade de alguém de forma incorreta, a IA é muito mais eficiente em identificar nuances sutis da voz. Saber sua idade e gênero ajuda os golpistas a aprimorar suas estratégias para futuros ataques de engenharia social.
  • Horários em que você está disponível. Se você atende o telefone pela manhã, à tarde ou tarde da noite, os golpistas podem programar a ligação de acompanhamento para o período exato em que você tem maior probabilidade de atender.
  • Probabilidade de um ataque ser bem-sucedido. A IA pode avaliar automaticamente o valor potencial de um alvo. Por exemplo, se alguém atender rápido, falar com calma e não ignorar chamadas de números desconhecidos, é provável que essa pessoa receba uma prioridade mais alta para receber chamadas de acompanhamento por golpistas humanos.

A resposta da pergunta anterior “por que as pessoas ligam e ficam em silêncio” é coletar dados biométricos. Apenas alguns segundos de áudio gravado podem ajudar os cibercriminosos a criar um deepfake de voz. Embora uma ou duas palavras possam não produzir um clone convincente por si só, os golpistas juntam gravações de várias chamadas silenciosas para criar uma réplica confiável.

Essa tecnologia já está sendo usada em golpes do mundo real. Ao se passar por um parente, colega ou chefe, os golpistas podem solicitar que você envie dinheiro com urgência, compartilhe um código de autenticação de dois fatores para serviços governamentais ou conclua alguma outra solicitação que pareça não ter importância. Quanto mais realista for o deepfake, mais difícil é identificar o golpe, especialmente quando acompanhado de uma história convincente.

O que fazer ao receber uma chamada silenciosa?

Se você atender uma chamada, disser algumas palavras e desligar, não há necessidade de entrar em pânico. No entanto, essa breve interação pode confirmar aos golpistas que seu número está ativo e que você atenderá chamadas de números desconhecidos. Como resultado, seu número de telefone pode acabar em listas de alvos de futuras campanhas de spam ou golpes. Dito isso, é importante lembrar que uma única chamada silenciosa não representa uma ameaça imediata à segurança.

Ainda assim, é muito melhor se essas chamadas silenciosas nunca chegarem até você. É aí que os bloqueadores de chamadas como o WhoCalls podem salvar o dia. Trata-se de um aplicativo inteligente de identificação de chamadas que contém um enorme banco de dados de números conhecidos de fraudes e spam. É assim que funciona: você instala o aplicativo, concede as permissões necessárias e está tudo pronto! Além disso, é possível personalizar suas configurações de filtragem: bloquear chamadas recebidas de aplicativos de mensagens, escolher quais categorias de chamadas indesejadas rejeitar automaticamente e adaptar outras configurações de proteção às suas necessidades.

Veja adiante algumas dicas para ajudar você a manter a calma e evitar cair em golpes caso essas chamadas silenciosas acabem se tornando um problema:

  • Não atenda chamadas de números desconhecidos ou ocultos. Uma dica útil: se alguém realmente precisar entrar em contato com você, encontrará outra maneira de fazer isso ou continuará ligando do mesmo número em outros momentos. Os golpistas quase sempre utilizam números diferentes, enquanto os bots automatizados operam em uma programação rígida, como ligar todos os dias às 8h05.
  • Não se apresse para ligar de volta. Os golpistas geralmente contam com a curiosidade das vítimas para retornar ligações de números desconhecidos. Além disso, retornar a ligação pode resultar em cobranças se for um número de tarifa premium.
  • Não fale primeiro. Aguarde até que alguém do outro lado da linha inicie a conversa. Se você ouvir um ruído abafado ou silêncio, desligue e não perca seu tempo, pois é provável que se trate de um golpe.
  • Bloqueie números desconhecidos, mesmo após o término da chamada. Se você atendeu a ligação e percebeu que ela era suspeita, é melhor bloquear o número imediatamente. Para fazer isso, você pode usar aplicativos de bloqueio de chamadas ou os recursos presentes na maioria dos smartphones modernos.
  • Não compartilhe seu número em todos os lugares. Sites de phishing, páginas da Web que saem do ar de repente e brindes suspeitos geralmente existem apenas para coletar seus dados pessoais. Ao preencher formulários online, é preferível usar um número temporário ou secundário.
  • Obtenha um número de telefone secundário. Use números diferentes dependendo da ocasião. Compartilhe seu número principal com familiares, amigos e colegas de trabalho e use o número secundário para entregas, marketplaces online e para preencher formulários gerais na Web.

Postagens adicionais sobre golpistas e deepfakes:

Por que os CAPTCHAs estão prestes a desaparecer: como a IA transformou o teste “prove que você é humano” | Blog oficial da Kaspersky

14 de Julho de 2026, 10:00

Os CAPTCHAs, como os conhecemos, surgiram em nossas telas há 26 anos. Embora tenham evoluído bastante desde então, os CAPTCHAs sempre seguiram o mesmo princípio: apresentar uma tarefa que um humano resolve em segundos, mas um computador não.

Tudo começou com texto distorcido, problemas de matemática e clipes de áudio curtos. Então veio a era de identificar hidrantes, semáforos e motocicletas, uma fase que parecia durar para sempre. Mas descobriu-se que os LLMs modernos conseguem resolver esses quebra-cabeças visuais muito mais rápido e com mais precisão do que qualquer humano jamais conseguiria.

Veja como esses testes de “você é humano?” mudaram e o que isso significa para a sua segurança.

O fim da era de clicar em imagens

Em 2007, o Google lançou o reCAPTCHA. Oito anos depois, passou a pedir que os usuários selecionassem todas as imagens que correspondessem a um determinado prompt. Assim, milhões de usuários da Internet se tornaram, sem perceber, especialistas em identificar semáforos, bicicletas, telhados, pontes e hidrantes. É claro que os bots de IA já aprenderam há muito tempo a decifrar esses quebra-cabeças.

Por isso, em junho de 2026, o Google começou a testar uma forma totalmente nova de verificar se você é humano. Em vez de imagens, alguns usuários agora são solicitados a gravar um vídeo curto mostrando gestos com as mãos. Os algoritmos analisam a filmagem, rastreando 21 pontos-chave nas articulações das mãos e dos dedos. Com base no movimento da sua mão, o sistema consegue identificar se você é um ser humano de verdade ou um bot. Passar por esse novo tipo de CAPTCHA significa conceder acesso à câmera, algo que chama a atenção de quem se preocupa com segurança e privacidade. Além disso, pesquisadores de segurança afirmam já ter descoberto uma brecha no CAPTCHA experimental do Google baseado em gestos com as mãos, demonstrando que basta uma foto de uma mão para enganá-lo.

Ainda assim, o Google insiste que esses vídeos nunca são vinculados à sua identidade pessoal e nenhum áudio é gravado. A política de segurança deles também afirma que o Google exclui todos os dados assim que a verificação é concluída. Como sempre, confiar ou não no Google é uma decisão que cabe só a você. Gostaríamos apenas de indicar nossa postagem, “É seguro tirar uma selfie com um documento de identidade?“, que detalha os riscos da verificação biométrica usando fotos de passaporte como exemplo.

Quais são as alternativas para o reCAPTCHA?

Embora o reCAPTCHA do Google ainda seja a principal referência para bloquear bots, a IA está forçando o mundo a se adaptar, e os CAPTCHAs tradicionais estão ficando no passado. Veja um breve resumo de outros serviços e métodos de bloqueio de bots, do ponto de vista da segurança.

Sistemas de análise de comportamento

Uma das formas mais avançadas de proteger um site contra enxames de bots é um sistema de análise comportamental. Esse método avalia automaticamente cada visitante, rastreando movimentos do mouse, padrões de cliques e impressões digitais, para detectar comportamento humano. Mas essa também não é uma solução infalível contra bots: os operadores podem simplesmente treiná-los para imitar padrões de comportamento naturais, permitindo que os bots contornem esse tipo de defesa.

Para os usuários, isso não é exatamente uma boa notícia quando se trata de privacidade. Afinal, ninguém quer que todos os sites na Internet coletem as especificações de seus dispositivos e rastreiem como eles se comportam. Ainda assim, também não podemos chamar isso de vigilância em larga escala, já que a maioria desses sistemas não tenta descobrir quem você realmente é, e seus criadores prometem não armazenar seus dados ou usá-los para fins de marketing. O objetivo principal aqui é, estritamente, descobrir quem acabou de acessar a página: um humano ou um bot.

Turnstile e hCaptcha

Outro grande concorrente do reCAPTCHA é o Cloudflare Turnstile. Ele realiza a verificação de duas maneiras: completamente em segundo plano ou por meio de uma ação mínima do usuário. Você não precisa fazer nada ou apenas marca a caixa de seleção “Eu não sou um robô”. O principal risco para os usuários aqui está relacionado à engenharia social. Os hackers costumam usar os CAPTCHAs com aparência legítima em sites de phishing. Isso faz com que os usuários tenham uma falsa sensação de segurança e impede que os verificadores de segurança identifiquem páginas maliciosas.

Depois, há o hCaptcha, um serviço com forte foco em segurança que, ao contrário do reCAPTCHA e do Turnstile, não pertence a uma gigante da tecnologia.

Chaves de acesso

De modo geral, todos os métodos e serviços mencionados até agora seguem o mesmo esquema: coletam os seus dados, às vezes os armazenam e os usam para outros fins. A principal mudança agora é que eles exigem menos esforço de sua parte. Você não precisa procurar por hidrantes ou acenar com a mão para uma câmera. Mas você pode ir além e eliminar completamente os CAPTCHAs se um site for compatível com chaves de acesso.

Nesta configuração, você não faz login com uma senha; em vez disso, usa chaves criptográficas ativadas por biometria ou um PIN, o que geralmente torna desnecessária uma verificação extra para “provar que você é humano”. Detalhamos o que são exatamente as chaves de acesso, onde funcionam e como usar essa tecnologia na nossa postagem Chaves de acesso em 2025: seu guia completo para login sem senha. Se você quiser armazenar suas chaves de acesso e garantir que elas funcionem perfeitamente em todos os seus dispositivos, nosso gerenciador de senhas resolve isso para você.

Infelizmente, as chaves de acesso não funcionam em situações em que você deseja permanecer anônimo e navegar sem criar uma conta. Por conta disso, elas não conseguem substituir os CAPTCHAs completamente, mas ainda assim facilitam bastante a vida da grande maioria dos usuários.

Como proteger sua privacidade

Do ponto de vista do usuário, não faz muita diferença qual método de proteção contra bots um site decide usar. Sejamos sinceros: você provavelmente não vai sair de uma página só porque ela usa reCAPTCHA ou um sistema de análise comportamental. Além disso, quando se trata de sistemas que funcionam silenciosamente em segundo plano, dificilmente dá para saber que tipo de dados eles coletaram sobre você e seu dispositivo. Mas isso não significa que sua privacidade esteja perdida.

Nossos aplicativos Kaspersky Standard, Kaspersky Plus e Kaspersky Premium para Windows e macOS incluem Navegação privada. O recurso impede que sites de terceiros rastreiem sua atividade online em tempo real. Para privacidade móvel, você pode contar com a Privacidade social (Android , iOS). Além disso, os dispositivos Android com a versão 9 ou posterior incluem o recurso Quem está me espionando disponível em regiões selecionadas. Essa ferramenta detecta stalkerware, verifica tags de rastreamento ocultas e revisa permissões de aplicativos que facilitam a espionagem.

Por fim, nosso gerenciador de senhasprotege você quando um site de phishing usa um CAPTCHA verdadeiro para parecer legítimo, o Kaspersky Password Manager não permitirá o preenchimento automático de nome de usuário e senha na página. Veja o que mais você pode fazer para manter seus dados privados:

  • Não insira seus dados em um site só porque ele está protegido por um CAPTCHA. Há muito tempo, golpistas usam reCAPTCHAs, hCaptchas e Turnstiles verdadeiros em páginas de phishing para conquistar a confiança.
  • Prefira utilizar chaves de acesso sempre que possível. Elas não funcionam em sites de phishing e reduzem bastante o risco dos dados e padrões de comportamento serem capturados.

Reunimos uma lista essencial de outras tecnologias que estão prestes a desaparecer:

Veja como os hackers usam scripts do PowerShell para roubar contas do Telegram | Blog oficial da Kaspersky

3 de Julho de 2026, 09:00

Existem dezenas de maneiras de invadir uma conta do Telegram. Revelamos com frequência casos de phishing nos Miniaplicativos do Telegram, golpes usando bots, presentes e brindes, além de muitas outras táticas. Hoje, estamos analisando outro método de sequestro de conta: um método baseado em um script do PowerShell.

O script enganoso, chamado de “Atualização de telemetria do Windows”, na verdade serve como uma ferramenta para sequestrar sessões do Telegram. Ele coleta dados de computadores completamente indefesos e os envia aos invasores por meio de um bot do Telegram.

Um script malicioso contendo um malware de roubo de dados

Os cibercriminosos costumam usar scripts do PowerShell para baixar malware e coletar dados de forma oculta. Desta vez, os pesquisadores descobriram um script no Pastebin disfarçado de atualização comum do Windows. Na realidade, trata-se de um infostealer projetado para sequestrar dados de sessão do Telegram para Windows e permitir que hackers assumam o controle de contas sem senha nem código de verificação.

Mas, afinal, o que é um script do PowerShell? Pense nisso como um arquivo de texto repleto de comandos para um computador Windows. Em vez de uma pessoa gastar tempo clicando e executando tarefas manualmente, o computador segue essas instruções para fazer tudo automaticamente em questão de segundos.

Esse script do PowerShell rouba dados de sessão do Telegram para Windows, permitindo que hackers invadam contas sem usar uma senha nem códigos de verificação

Os pesquisadores logo identificaram um token de bot do Telegram e um ID de chat na parte superior do script, além de várias referências à pasta tdata. Essa pasta é onde o Telegram para Windows mantém as chaves de autorização usadas para fazer login dos usuários nos seus servidores. Se esses dados forem capturados por invasores, será possível acessar a conta do Telegram da vítima sem precisar de uma senha nem de um código de verificação. Os invasores, então, mantêm o acesso até que a vítima verifique suas sessões ativas no aplicativo e encerre manualmente as sessões suspeitas.

Como o malware de roubo de dados funciona

O malware chega ao computador da vítima disfarçado de script do PowerShell de atualização da telemetria do Windows. Assim que é executado, esse script reúne informações básicas do sistema: nome de usuário, nome do host e endereço IP público. Em seguida, ele verifica se o Telegram Desktop está instalado. Se estiver, o script força o encerramento do aplicativo para desbloquear os arquivos do Telegram para edição.

A partir daí, o resto é simples: o script compacta todo o conteúdo da pasta tdata em um diretório temporário, encaminha o arquivo compactado para os invasores e, então, exclui o arquivo do computador para ocultar seus rastros.

A boa notícia é que é provável que o malware de roubo de dados ainda não tenha comprometido nenhuma conta, pois não foram encontradas provas de transferências reais de dados. Parece que os pesquisadores detectaram esse script malicioso do PowerShell enquanto ele ainda estava na fase de teste do protótipo.

Outro sinal de alerta é seu nome bem suspeito. Os cibercriminosos normalmente usam nomes neutros para ocultar seus bots e aplicativos. Mas, nesse caso, quando os pesquisadores o identificaram, o bot estava sendo executado sob o nome aleatório afhbhfsdvfh_bot com uma descrição bastante honesta: Atacante do Telegram. Os pesquisadores observaram que, embora o bot provavelmente tenha sido submetido a testes funcionais, ele ainda não havia sido implementado em escala, o que explica o nome aleatório.

Como se defender contra scripts do PowerShell

A defesa contra esse malware de roubo de dados sem nome requer uma abordagem de segurança em camadas. Em primeiro lugar, é preciso entender como um script do PowerShell vai parar no seu PC. Isso geralmente ocorre por meio de anexos de e-mail maliciosos, vulnerabilidades de software, aplicativos infectados ou truques de engenharia social. É por isso que recomendamos a instalação de um pacote de segurança robusto no seu dispositivo e extrema cautela ao clicar em links e baixar arquivos.

  • Tome cuidado com os downloads. Sempre verifique os sites que você usa para baixar arquivos. Opte por fontes oficiais e confiáveis. E lembre-se de que os canais do Telegram e do Discord, bem como sites duvidosos e criados apenas para golpes, definitivamente não se encaixam nessa descrição.
  • Cuidado com links e anexos de e-mail. Lembre-se de que o e-mail continua sendo o método de entrega de malware favorito dos cibercriminosos. Os cibercriminosos podem enviar um script do PowerShell diretamente para sua caixa de entrada como anexo ou induzir você a clicar em um link que aciona um download automático.
  • Mantenha seus aplicativos e SO atualizados. As vulnerabilidades de software podem surgir a qualquer momento, mas as correções geralmente são disponibilizadas rapidamente. Recomendamos instalar atualizações assim que elas forem disponibilizadas. Para facilitar as coisas, basta ativar as atualizações automáticas sempre que possível.

Instale o Kaspersky Premium em cada dispositivo onde você usa o Telegram. Nossa solução de segurança bloqueia malwares, anexos maliciosos, spam, tentativas de phishing e sites suspeitos. A assinatura do Kaspersky Premium inclui um gerenciador de senhas. Ele gera senhas fortes e exclusivas e as armazena com segurança, impede que você insira suas credenciais em sites falsos e é útil para aumentar a segurança do Telegram, que abordaremos a seguir.

Como proteger sua conta do Telegram

Para proteger sua conta do Telegram contra esses tipos de golpes de sequestro, recomendamos o seguinte:

  • Monitore regularmente sua atividade no Telegram. Os hackers costumam roubar contas para o envio em massa de spam e para aplicar golpes. É uma boa ideia verificar seu histórico de conversas de vez em quando para verificar se não apareceram novas conversas ou mensagens que você não enviou.
  • Encerre sessões não reconhecidas imediatamente. Se você suspeitar que foi vítima desse infostealer ou de qualquer outro ataque cibernético, encerre todas as outras sessões do Telegram o mais rápido possível acessando ConfiguraçõesDispositivosEncerrar todas as outras sessões.

Se sua conta do Telegram já foi invadida, você tem 24 horas para expulsar os invasores encerrando as sessões deles. Explicamos por que essa regra existe e mapeamos todas as formas possíveis de recuperar sua conta no nosso guia detalhado: O que fazer se sua conta do Telegram for hackeada?

Mas é essencial reforçar a segurança da sua conta. Primeiro, configure uma senha na nuvem acessando ConfiguraçõesPrivacidade e segurançaVerificação em duas etapas. Uma senha comum não é suficiente; ela deve ser exclusiva e difícil de comprometer. Recomendamos ler nossa postagem sobre o assunto: Como criar uma senha inesquecível.

Melhor ainda, opte por chaves de acesso: uma tecnologia que não requer o uso de senhas e oferece proteção avançada contra vazamentos e phishing. Para configurar esse método de login, vá para ConfiguraçõesPrivacidade e segurançaChaves de acesso. A maneira mais fácil de gerenciar suas chaves de acesso é com o Kaspersky Password Manager. Nosso aplicativo multiplataforma garante que você possa fazer login no Telegram usando suas chaves de acesso salvas, esteja no Windows, Android, iOS ou macOS.

Para saber mais sobre como os cibercriminosos podem invadir sua conta do Telegram e como protegê-la, confira nossas outras postagens:

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