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    Sinopse: O surgimento de malwares desenvolvidos com apoio de inteligência artificial marca uma ruptura no modelo tradicional de defesa cibernética. Casos como o VoidLink e a geração automatizada de zero-days revelam um cenário em que ataques aprendem, se adaptam e escalam em velocidade inédita. O caso requer análise urgente das implicações na governança dessa mudança e os caminhos que organizações públicas e privadas precisam adotar para se manterem resilientes. A inteligência artificial deixou
     

Inteligência Artificial Ofensiva e a Automação do Ataque: o desafio estratégico da próxima década

31 de Janeiro de 2026, 14:55

Sinopse: O surgimento de malwares desenvolvidos com apoio de inteligência artificial marca uma ruptura no modelo tradicional de defesa cibernética. Casos como o VoidLink e a geração automatizada de zero-days revelam um cenário em que ataques aprendem, se adaptam e escalam em velocidade inédita. O caso requer análise urgente das implicações na governança dessa mudança e os caminhos que organizações públicas e privadas precisam adotar para se manterem resilientes.

A inteligência artificial deixou de ser apenas um recurso de produtividade ou apoio à análise. Em 2025, ela passou a ocupar um papel central na cadeia ofensiva, alterando significamente a forma como ameaças são concebidas, distribuídas e mantidas ativas. Esse movimento representa um ponto de inflexão perigoso, pois o ataque cibernético está se tornando mais autônomo, adaptativo e menos previsível, desafiando pressupostos históricos da segurança da informação e cibernética.

O surgimento do malware VoidLink ilustra com clareza essa transição. Diferente de famílias tradicionais, baseadas em código relativamente estático, o VoidLink opera como um framework cloud-first, capaz de identificar se está sendo executado em ambientes Linux, contêineres Docker ou orquestradores, como Kubernetes. A partir dessa identificação, ele ajusta seu comportamento, seus módulos e até sua lógica. Essa capacidade de adaptação, impulsionada por código gerado ou refinado por IA, reduz drasticamente a eficácia de mecanismos clássicos de detecção baseados em assinaturas e indicadores fixos de comprometimento.

O modelo citado inaugura uma nova lógica operacional para os cibercriminosos, em vez de desenvolver manualmente múltiplas variantes de malware, a atual capacidade de automação, passa a gerar mutações contínuas, dificultando a criação de padrões confiáveis de detecção. O resultado é uma persistência prolongada com esforço humano mínimo, algo particularmente crítico em ambientes de nuvem e infraestrutura compartilhada, cada vez mais presentes tanto no setor privado quanto na administração pública.

Paralelamente, estudos recentes demonstram que modelos avançados de linguagem já são capazes de identificar falhas inéditas em componentes amplamente utilizados, como o interpretador QuickJS, e gerar exploits funcionais para vulnerabilidades ainda não catalogadas. A geração automática de zero-days representa um salto qualitativo na capacidade ofensiva. Não se trata apenas de acelerar a exploração de falhas conhecidas, mas de industrializar a descoberta e o uso de vulnerabilidades antes mesmo que a comunidade defensiva tenha consciência de sua existência.

Esse fenômeno indica que a IA alcançou um nível de compreensão semântica de baixo nível suficiente para navegar por estruturas complexas de software, contornar proteções modernas e explorar superfícies de ataque de forma sistemática. Para gestores de risco, isso significa que o tempo entre a introdução de uma vulnerabilidade e sua exploração ativa tende a se aproximar de zero.

No submundo digital, essa evolução já se materializa em modelos de negócio estruturados. A chamada AI-Malware-as-a-Service transforma capacidades avançadas em serviços comercializáveis, reduzindo a barreira de entrada para grupos menos sofisticados. Somam-se a isso iniciativas de Jailbreak-as-a-Service, nas quais fornecedores especializados mantêm e vendem prompts capazes de contornar salvaguardas de grandes modelos comerciais. O efeito prático é a transformação de ferramentas legítimas em fábricas de armas digitais sob demanda.

Diante desse cenário, torna-se evidente que a defesa cibernética precisa abandonar a dependência excessiva de controles estáticos. Ferramentas que operam exclusivamente com base em regras fixas e assinaturas não conseguem acompanhar ameaças que se reconfiguram continuamente. A tendência observada em fontes abertas e relatórios estratégicos aponta para uma migração consistente em direção à detecção baseada em comportamento e à análise contextual.

Soluções que incorporam análise comportamental de usuários, entidades e cargas de trabalho ganham relevância por sua capacidade de identificar desvios sutis em padrões operacionais, mesmo quando o código malicioso nunca foi visto antes. Em vez de perguntar “este artefato é conhecido?”, a defesa passa a questionar “este comportamento faz sentido neste contexto?”. Essa mudança de paradigma é particularmente relevante em ambientes críticos e altamente regulados.

Outra tendência clara é a consolidação de plataformas integradas de detecção e resposta, capazes de correlacionar sinais provenientes de endpoints, identidade, rede e nuvem. Essa abordagem reduz a fragmentação operacional e aumenta a velocidade de resposta, fator decisivo em um cenário em que ataques evoluem em tempo quase real. A automação defensiva deixa de ser um diferencial e passa a ser uma exigência mínima para manter a resiliência operacional.

O modelo de Zero Trust também se reforça como pilar estratégico. Em um ambiente onde a presença de malware avançado não pode ser descartada, assumir que nenhum usuário, dispositivo ou serviço é confiável por padrão reduz significativamente o impacto de movimentos laterais e escaladas de privilégio. Para organizações públicas, essa abordagem é especialmente relevante na proteção de infraestruturas críticas e serviços essenciais à sociedade.

No plano institucional, cresce a importância da governança e da coordenação. A defesa contra ameaças baseadas em IA não é apenas um desafio técnico, mas organizacional e regulatório. Entes públicos e privados precisam alinhar políticas de segurança, gestão de risco, proteção de dados e governança de IA, criando estruturas capazes de responder de forma coordenada a incidentes complexos e sistêmicos.

Para o setor público, esse desafio se amplia pela necessidade de cooperação interinstitucional e pela proteção de cadeias de suprimento digitais. A segurança cibernética passa a ser tratada como elemento de soberania e continuidade do Estado, exigindo investimentos em inteligência, capacitação e resposta integrada. No setor privado, a pressão se manifesta na forma de impacto financeiro, reputacional e regulatório, tornando a resiliência cibernética um tema de conselho de administração.

O caso VoidLink, nesse contexto, não deve ser visto apenas como mais um malware sofisticado. Ele funciona como um protótipo de uma nova era da guerra cibernética, na qual ataques são concebidos para aprender, se adaptar e escalar de forma autônoma. Ignorar esse sinal seria repetir erros históricos de subestimar mudanças estruturais na natureza das ameaças.

Conhecimento sobre o cenário presente e suas evoluções prováveis permite aos envolvidos na segurança cibernética definir as estratégias de defesa do futuro.

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  • A Borda da Escuridão: Vulnerabilidades de Edge Computing e IIoT como Desafios do Setor Elétrico Augusto Barros
    Sinopse: Uma análise técnica sobre como a descentralização do processamento em redes elétricas inteligentes (Smart Grids) cria novos vetores de ataque. O texto explora o risco da convergência IT/OT em subestações e a necessidade de uma arquitetura que objetive a resiliência e seja baseada em normas internacionais atualizadas e Zero Trust. A modernização das redes elétricas aos redor do mundo, impulsionada pela necessidade de eficiência energética e integração de fontes renováveis, forçou uma tr
     

A Borda da Escuridão: Vulnerabilidades de Edge Computing e IIoT como Desafios do Setor Elétrico

24 de Janeiro de 2026, 10:20

Sinopse: Uma análise técnica sobre como a descentralização do processamento em redes elétricas inteligentes (Smart Grids) cria novos vetores de ataque. O texto explora o risco da convergência IT/OT em subestações e a necessidade de uma arquitetura que objetive a resiliência e seja baseada em normas internacionais atualizadas e Zero Trust.

A modernização das redes elétricas aos redor do mundo, impulsionada pela necessidade de eficiência energética e integração de fontes renováveis, forçou uma transição rápida da infraestrutura centralizada para um modelo distribuído. Neste novo cenário, o Edge Computing (Computação de Borda) e a IIoT (Industrial Internet of Things) deixaram de ser tendências tecnológicas para se tornarem presença certa das Smart Grids. No setor elétrico, o processamento de dados na borda ocorre em dispositivos como IEDs (Intelligent Electronic Devices), medidores inteligentes (Smart Meters) e gateways de subestação. Essa arquitetura permite que decisões críticas de balanceamento de carga e proteção de rede sejam tomadas em milissegundos, sem a necessidade de enfrentar a latência de uma conexão com a nuvem. No entanto, essa mesma descentralização abriu uma “caixa de Pandora” de vulnerabilidades cibernéticas que ameaçam a continuidade do fornecimento de energia e a integridade física de ativos críticos.

A superfície de ataque no setor elétrico expandiu-se de forma exponencial com a Convergência IT/OT. Historicamente, as redes de tecnologia operacional das concessionárias eram isoladas, totalmente segregadas das redes de tecnologia da Informação, utilizando protocolos proprietários e comunicações seriais. Hoje, a necessidade de telemetria em tempo real e manutenção preditiva exige que o “chão de fábrica” das subestações e centros de distribuição se conecte às redes corporativas e, por consequência, vulnerabilidade podem expor essas redes à internet. O grande perigo reside no fato de que muitos desses sistemas de borda foram projetados para durar décadas, não possuindo o poder computacional necessário para suportar camadas modernas de segurança, como criptografia de ponta a ponta ou autenticação robusta. Estamos operando infraestruturas críticas do século XXI com protocolos e hardwares que, em sua essência, não foram concebidos com a filosofia de security by design.

Um dos pontos mais críticos dessa vulnerabilidade está na fragilidade dos Gateways Industriais e dos nós de computação de borda. No setor elétrico, esses dispositivos frequentemente traduzem protocolos industriais legados, como o DNP3 ou Modbus, para protocolos modernos como o IEC 61850 ou o MQTT, que alimentam sistemas de análise em nuvem. Muitas vezes, esses gateways possuem interfaces administrativas mal protegidas, firmwares desatualizados e serviços e portas desnecessários ativos. Para um atacante, comprometer um único gateway de subestação pode significar o controle sobre toda uma zona de proteção. A Movimentação Lateral torna-se, então, a maior arma do adversário: ele entra por um dispositivo IIoT de baixa segurança, como um sensor de temperatura de transformador, e “navega” pela rede de controle até atingir os sistemas SCADA (Supervisory Control and Data Acquisition) que gerenciam a automação como um todo.

Ao analisarmos a ferramenta MITRE ATT&CK for ICS, observamos que os ataques contra o setor elétrico evoluíram de simples sabotagem para operações sofisticadas de persistência. Vulnerabilidades do tipo Zero-Day em controladores lógicos programáveis (PLCs) e unidades terminais remotas (RTUs) são frequentemente exploradas para manipular o tráfego de rede. No contexto de Edge Computing, o risco é agravado pelo processamento distribuído: se a lógica de decisão está na borda, um código malicioso injetado em um nó periférico pode induzir o sistema a tomar decisões automáticas incorretas com repercussão e impacto em tod a rede, como o desligamento coordenado de geradores ou a desestabilização da frequência da rede, antes mesmo que os operadores humanos no Centro de Operação do Sistema (COS) percebam a anomalia.

A questão do Patch Management (Gestão de Patches) no setor elétrico é um desafio hercúleo que beira o impossível em certas circunstâncias. Diferente de um servidor de e-mail, um IED em uma subestação de transmissão não pode ser reiniciado arbitrariamente para a aplicação de uma atualização de segurança. A janela de manutenção é rara e o risco de uma atualização corromper a lógica de proteção do ativo é um desincentivo constante para as equipes de engenharia de automação. Isso resulta em um parque instalado de Dispositivos Legados que operam com falhas conhecidas e documentadas pela CISA e pelo SANS Institute há anos, mas que permanecem sem correção. Para os gestores públicos e executivos do setor, essa dívida técnica representa um risco sistêmico que pode ser explorado por grupos de ameaças persistentes avançadas (APTs) em momentos de tensão geopolítica.

Para mitigar esses riscos, a adoção de padrões internacionais como a ISA/IEC 62443 e as regulamentações de conformidade, como o NERC CIP (North American Electric Reliability Corporation Critical Infrastructure Protection), torna-se mandatória. A implementação de uma arquitetura de Microsegmentação é o primeiro passo crítico. No setor elétrico, isso significa criar zonas e conduítes que isolem estritamente o tráfego de controle do tráfego de monitoramento e de rede corporativa. Cada subestação deve ser tratada como uma ilha de confiança zero, onde cada comando enviado e cada dado recebido deve ser autenticado e verificado, independentemente de onde venha. O modelo de Zero Trust (Confiança Zero) remove a presunção de segurança baseada na rede física, exigindo identidade forte e autorização contínua para qualquer acesso aos ativos de borda.

Além da defesa digital, a Resiliência Operacional e a Segurança Física (Safety) devem ser integradas. No setor elétrico, um ataque cibernético bem-sucedido pode causar danos cinéticos irreversíveis. A manipulação de relés de proteção pode levar a avarias em transformadores de potência que podem levar meses para serem substituídos, causando apagões prolongados com impactos socioeconômicos devastadores. Portanto, a resiliência não se trata apenas de impedir a invasão, mas de garantir que, caso o perímetro seja rompido, o sistema seja capaz de operar em um estado degradado, mas seguro, mantendo as funções essenciais de proteção mecânica e elétrica.

A inteligência artificial aplicada à segurança de borda surge como uma aliada necessária. Dada a complexidade e o volume de dados gerados pelas Smart Grids, a detecção de intrusão baseada em assinaturas é insuficiente. Por isso, indica-se implementar sistemas de monitoramento que utilizem aprendizado de máquina para entender o comportamento normal de cada subestação, como os padrões de tráfego DNP3, as frequências de comando e os horários de telemetria. Qualquer desvio desse “perfil de linha de base” deve ser tratado como um incidente em potencial, permitindo uma resposta automática que isole o nó de borda comprometido antes que ele possa infectar o restante da rede elétrica.

Concluir a modernização do setor elétrico sem priorizar a cibersegurança da borda é construir um gigante bíblico com pés de barro. A eficiência prometida pelo Edge Computing e pela IIoT só será real se for acompanhada de uma governança estrita de ativos e de uma mudança cultural na integração entre TI e TO. Os gestores em todos os níveis precisam entender que a segurança cibernética é indissociável da segurança da operação. A proteção da rede elétrica depende de uma visão holística, que combine tecnologia de ponta, processos rigorosos de conformidade e a conscientização de que o próximo campo de batalha não será físico, mas digital e distribuído.

A resiliência continua sendo o grande desafio cibernético da atualidade.

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  • Ataques cibernéticos fazem 1,3 vítima por hora no mundo, segundo relatório da Apura Redação
    Os ataques de ransomware estão longe de desacelerar. No último ano, foram registradas 11.796 vítimas diretas desse tipo de ciberataque ao redor do mundo, 1,3 vítimas por hora, segundo dados do BTTng da Apura Cyber Intelligence, plataforma de inteligência em ameaças cibernéticas. O impacto vai além dos números: empresas paralisadas, serviços essenciais comprometidos e milhões de pessoas expostas a riscos iminentes. A onda de ataques abrange qualquer empresa de todos os segmentos, desde a saúde at
     

Ataques cibernéticos fazem 1,3 vítima por hora no mundo, segundo relatório da Apura

8 de Dezembro de 2025, 11:02

Os ataques de ransomware estão longe de desacelerar. No último ano, foram registradas 11.796 vítimas diretas desse tipo de ciberataque ao redor do mundo, 1,3 vítimas por hora, segundo dados do BTTng da Apura Cyber Intelligence, plataforma de inteligência em ameaças cibernéticas. O impacto vai além dos números: empresas paralisadas, serviços essenciais comprometidos e milhões de pessoas expostas a riscos iminentes.

A onda de ataques abrange qualquer empresa de todos os segmentos, desde a saúde até os serviços públicos. Em maio passado, a Ascension Healthcare, uma das maiores operadoras de saúde dos EUA, foi alvo de um ataque cibernético que comprometeu sistemas críticos, incluindo registros médicos e comunicação interna. Hospitais ficaram sem acesso a informações essenciais por semanas, forçando equipes a recorrerem a procedimentos manuais. “Isso gerou riscos reais, com erros relatados no Kansas e em Detroit, que poderiam ter resultado em graves consequências médicas”, explica Anchises Moraes, Especialista de Theat Intel da Apura.

A Ascension não divulgou oficialmente o grupo por trás do ataque, mas investigações apontam para o Black Basta. Sete dos vinte e cinco mil servidores foram comprometidos, e 5,6 milhões de indivíduos receberam notificações sobre o possível vazamento de dados.

No Brasil, a TOTVS foi alvo do grupo BlackByte, com relatos de que dados da empresa foram acessados. A companhia informou seus acionistas, garantindo a continuidade dos serviços, mas sem dissipar completamente a incerteza. Já a Sabesp sofreu um ataque do grupo RansomHouse, que não apenas roubou dados, mas também os publicou posteriormente.

O futuro dos ataques: alvos menores, impactos maiores

Se antes os criminosos miravam grandes corporações exigindo valores exorbitantes, a tendência é que ataques menores, porém em massa, ganhem força em todo o mundo, incluindo o Brasil. Pequenas e médias empresas se tornaram alvos fáceis, já que possuem menos recursos para segurança e maior propensão a pagar resgates. “Elas têm mais dificuldade em recuperar dados roubados ou encriptados, tornando-se presas ideais para esses criminosos”, alerta Anchises.

Outro ponto crítico é a ascensão da Internet das Coisas (IoT). O crescimento de dispositivos conectados, tanto em ambientes domésticos quanto industriais, expande a superfície de ataque. Botnets formadas por aparelhos desprotegidos alimentam ataques de negação de serviço (DDoS), enquanto falhas em sistemas industriais expõem infraestruturas críticas a riscos catastróficos.

“Quanto mais automatizado, maior a vulnerabilidade. Empresas que adotam tecnologia intensiva, como na Indústria 4.0, precisam investir tanto em proteção cibernética quanto na capacitação de seus colaboradores”, destaca o especialista.

A resposta global? O endurecimento das leis e a repressão ao pagamento de resgates. Nesse ambiente, governos e entidades reguladoras estão apertando o cerco. Leis mais rigorosas para setores críticos, como saúde, finanças e infraestrutura, estão sendo discutidas e aplicadas ao redor do mundo. Penalidades mais severas para empresas que negligenciarem a segurança cibernética também estão no radar.

“Infelizmente, muitas empresas só reagem quando o prejuízo financeiro se torna inegável. Com regulamentação mais dura e multas elevadas, elas serão forçadas a reforçar suas defesas”, conclui.

Outra tendência é o desestímulo ao pagamento de resgates. Algumas legislações já estão sendo elaboradas para coibir essa prática, retirando dos criminosos seu principal incentivo. Fiscalizações mais rigorosas e colaboração internacional também fazem parte do arsenal contra o ransomware.

Merece destaque a ação das forças da lei, que no ano passado foi sentido por grandes grupos de ransomware. Em fevereiro de 2024 foi anunciada a ‘Operação Cronos’ realizada de forma conjunta por agências de segurança de diversos países, incluindo o FBI, a Agência Nacional do Crime (NCA) do Reino Unido e a Europol, com o objetivo de desmantelar as atividades do grupo LockBit, um dos grupos mais ativos até então. Estima-se que o líder do grupo pode ter lucrado, sozinho, cerca de US$100 milhões.

“A guerra contra os cibercriminosos está longe de acabar. Mas empresas, governos e indivíduos precisam agir agora para que a próxima grande vítima não seja apenas mais uma estatística”, sublinha Anchises.

Sobre a Apura Cyber Intelligence, acesse: https://apura.com.br/

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  • Cibercriminosos adotam agentes de IA para lançar ataques autônomos e adaptáveis em 2025 Redação
    De acordo com um estudo publicado pelo Observatório Latino-Americano de Ameaças Digitais (OLAD) em 2025, 411 ataques cibernéticos e ameaças digitais direcionados a empresas e instituições na América Latina foram documentados durante o ano passado, incluindo infraestruturas críticas como alvos, espionagem e ransomware. À medida que os recursos de defesa de IA evoluem, o mesmo acontece com as estratégias e ferramentas de IA utilizadas pelos agentes de ameaças, criando um cenário de riscos em ráp
     

Cibercriminosos adotam agentes de IA para lançar ataques autônomos e adaptáveis em 2025

6 de Dezembro de 2025, 11:45

De acordo com um estudo publicado pelo Observatório Latino-Americano de Ameaças Digitais (OLAD) em 2025, 411 ataques cibernéticos e ameaças digitais direcionados a empresas e instituições na América Latina foram documentados durante o ano passado, incluindo infraestruturas críticas como alvos, espionagem e ransomware.

À medida que os recursos de defesa de IA evoluem, o mesmo acontece com as estratégias e ferramentas de IA utilizadas pelos agentes de ameaças, criando um cenário de riscos em rápida transformação que superam os métodos tradicionais de detecção e respostas. Nesse contexto, a nova pesquisa da Unit 42, equipe de inteligência de ameaças da Palo Alto Networks, intitulada Agentic AI Attack Framework, revelou como os criminosos estão começando a usar os agentes, uma evolução da inteligência artificial que vai além da geração de conteúdo a qual, ao contrário da generativa, que se concentra na criação de texto, imagens ou código, depende somente de agentes autônomos capazes de tomar decisões, adaptar ao ambiente e executar várias fases de um ataque cibernético sem intervenção humana direta.

O relatório detalha como esses agentes podem ser programados para executar tarefas como inspeção do sistema, escrever e-mails de phishing personalizados, evitar controles de segurança, manipular conversas em tempo real e remover rastros digitais. O mais preocupante é que eles podem aprender com os erros, ajustar o próprio comportamento e colaborar entre si, o que os torna uma ameaça muito mais dinâmica e difícil de conter.

Durante os testes, a Unit 42 simulou um ataque de ransomware, desde o comprometimento inicial até a exfiltração de dados, em apenas 25 minutos, usando IA em cada estágio da cadeia de ataque. Isso representou um aumento de 100 vezes na velocidade, totalmente impulsionado por IA.

Em contraste com os ciberataques tradicionais, que normalmente seguem padrões previsíveis e exigem intervenção humana em cada estágio, os ataques agênticos podem operar de forma contínua e adaptável. Isso significa que um único agente pode iniciar uma campanha de invasão, avaliar seu progresso, modificar sua estratégia em tempo real e escalar o ataque sem a necessidade de supervisão direta. Essa capacidade de ser autônomo representa um desafio para as equipes de cibersegurança, que precisam lidar com ameaças que não são apenas mais rápidas, como também mais inteligentes e persistentes.

Esses ataques cibernéticos podem ter consequências graves para as organizações. Por exemplo, um agente mal-intencionado pode enviar e-mails falsos altamente convincentes aos funcionários para roubar senhas, se infiltrar em sistemas internos e circular pela rede sem ser detectado. Isso leva ao roubo de informações confidenciais, como dados de clientes ou planos estratégicos, ou até mesmo ao sequestro de sistemas importantes por ransomware, paralisando as operações por dias. Além do impacto econômico, esses incidentes prejudicam a reputação da empresa, geram uma perda de confiança e podem levar a sanções legais se informações pessoais ou financeiras forem comprometidas.

Preparando-se para o imprevisível: como fortalecer a segurança organizacional

Nesse cenário, as organizações precisam de uma infraestrutura de segurança avançada e adaptável. Não é mais suficiente reagir a incidentes, agora é essencial antecipá-los por meio de monitoramento contínuo, análise inteligente de dados e automação dos principais processos.

A tendência à plataformização permite que as empresas reduzam a fragmentação tecnológica, melhorem a visibilidade do próprio ambiente digital e respondam mais rapidamente a qualquer tentativa de invasão. A Palo Alto Networks, por exemplo, está fazendo algo exatamente nesse sentido, desenvolvendo uma plataforma unificada de segurança de dados que abrangerá desde o desenvolvimento de código até ambientes de nuvem e centros de operações de segurança (SOCs). Essa iniciativa busca oferecer uma visão holística da segurança e facilitar o gerenciamento centralizado de ameaças, o que é essencial diante de um cenário de ataques cibernéticos cada vez mais sofisticados.

Além disso, a adoção de arquiteturas como o SASE (Secure Access Service Edge) fortalece a postura de segurança ao estender a proteção para além do perímetro tradicional. Essas tecnologias permitem controles granulares baseados em identidade, contexto e comportamento, o que é fundamental em um ambiente em que usuários, dispositivos e aplicativos estão distribuídos. Para as organizações brasileiras, investir nesse tipo de recurso representa uma melhoria técnica, bem como uma estratégia fundamental para garantir a continuidade operacional e a proteção de ativos essenciais contra ameaças cada vez mais automatizadas e persistentes.

O Brasil, com a crescente digitalização em setores-chave, como saúde, educação e serviços públicos, se torna um alvo atraente para essa ameaça emergente. A necessidade de fortalecer as capacidades de segurança cibernética no país é urgente, especialmente em face da adoção acelerada de tecnologias digitais em todos os níveis do governo e das empresas.

Diante desse cenário, especialistas da Palo Alto Networks recomendam que as organizações brasileiras implementem soluções de segurança que integrem recursos de detecção baseados em IA, bem como programas de conscientização e resposta a incidentes que considerem esse novo tipo de ameaças automatizadas.

A evolução dos ataques cibernéticos para esquemas mais autônomos e adaptáveis exige uma resposta igualmente inovadora. Somente por meio de estratégias proativas e colaborativas será possível mitigar os riscos apresentados por essa nova era de ataques alimentados pelos agentes de IA.

Sobre a Unit 42

A Unit 42 da Palo Alto Networks reúne pesquisadores de ameaças de renome mundial, respondentes de incidentes de elite e consultores de segurança especializados para criar uma organização orientada por inteligência e pronta para responder, apaixonada por ajudar a gerenciar o risco cibernético proativamente. Juntos, nossa equipe atua como seu consultor de confiança para ajudar a avaliar e testar controles de segurança contra as ameaças certas, transformar estratégias de segurança com uma abordagem informada sobre ameaças e responder a incidentes em tempo recorde para que você possa voltar aos negócios mais rapidamente. Visite paloaltonetworks.com/unit42.

Sobre a Palo Alto Networks

Como líder global em segurança cibernética, a Palo Alto Networks (NASDAQ: PANW) tem o compromisso de proteger nosso modo de vida digital por meio de inovação contínua. Com a confiança de organizações em todo o mundo, fornecemos soluções de segurança de ponta a ponta baseadas em IA em redes, nuvem, operações de segurança e IA, capacitadas pela inteligência e experiência em ameaças da Unit 42. Nosso foco na plataformização permite que as empresas simplifiquem a segurança em escala, garantindo que a proteção impulsione a inovação. Saiba mais em www.paloaltonetworks.com.

Relatório da Honeywell aponta que ataques de ransomware direcionados a operadores industriais aumentaram 46% no primeiro trimestre de 2025

6 de Dezembro de 2025, 11:42

Em uma onda crescente de ameaças cibernéticas sofisticadas contra o setor industrial, os ataques de ransomware aumentaram 46% do quarto trimestre de 2024 para o primeiro trimestre de 2025, de acordo com o novo Relatório de Ameaças à Segurança Cibernética de 2025 da Honeywell (Nasdaq: HON). A pesquisa também constatou que tanto malware quanto ransomware aumentaram significativamente nesse período, incluindo um aumento de 3.000% no uso de um trojan projetado para roubar credenciais de operadores industriais.

“Operações industriais em setores críticos como energia e manufatura devem evitar, tanto quanto possível, paradas não planejadas – e é exatamente por isso que são alvos tão atraentes para ransomware”, disse Paul Smith, diretor de Engenharia de Cibersegurança da Honeywell Operational Technology (OT), autor do relatório. “Esses invasores estão evoluindo rapidamente, utilizando kits de ransomware como serviço para comprometer as operações industriais que mantêm nossa economia em movimento.”

A Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA) dos Estados Unidos define incidentes como substanciais se eles permitirem acesso não autorizado, levando a paradas ou prejuízos operacionais significativos. Relatórios do setor mostram que paradas não planejadas, causadas por ataques de segurança cibernética e outros problemas, como falhas de equipamentos, custam às empresas da Fortune 500 aproximadamente US$ 1,5 trilhão anualmente, o que representa 11% de sua receita.

Para desenvolver o relatório, os pesquisadores da Honeywell analisaram mais de 250 bilhões de logs, 79 milhões de arquivos e 4.600 eventos de incidentes bloqueados em toda a base global de instalações da empresa, descobrindo:

  • Ransomware ainda em ascensão: 2.472 ataques potenciais de ransomware foram documentados no primeiro trimestre de 2025, o que representa 40% do total anual de 2024.
  • Trojans explorando acesso industrial: Um trojan perigoso direcionado a sistemas de TO – W32.Worm.Ramnit – foi responsável por 37% dos arquivos bloqueados pelo Secure Media Exchange (SMX) da Honeywell. Essa descoberta aponta para um aumento de 3.000% no número de trojans em comparação com o trimestre anterior.
  • Ameaças baseadas em USB persistem: 1.826 ameaças USB exclusivas foram detectadas via SMX no primeiro trimestre de 2025, com 124 ameaças nunca antes vistas – indicando um risco persistente via mídia externa e dispositivos USB. Isso se baseou em um aumento de 33% nas detecções de malware USB em 2023, após um aumento de 700% em relação ao ano anterior em 2022.

O relatório expandiu sua análise para incluir ameaças transmitidas por meio de hardware plug-in adicional – conhecido como Dispositivo de Interface Humana (HID) – incluindo mouses, cabos de carregamento para dispositivos móveis, laptops e outros periféricos frequentemente usados na atualização ou aplicação de patches de software para sistemas locais.

“Com ameaças cada vez mais significativas e regulamentações de relatórios da SEC atualizadas exigindo a divulgação de incidentes materiais de segurança cibernética, os operadores industriais devem agir de forma decisiva para mitigar o tempo de inatividade não planejado e os riscos dispendiosos, incluindo aqueles relacionados à segurança”, disse Smith. “Aproveitar a arquitetura Zero Trust e a IA para análise de segurança pode acelerar a detecção e permitir uma tomada de decisão mais inteligente e uma defesa proativa em um cenário digital cada vez mais complexo.”

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  • Abrangência do grupo Scattered Spider acende alerta na América Latina, diz especialista Redação
    A expansão internacional do grupo de cibercriminosos conhecido como Scattered Spider acendeu um sinal de alerta entre empresas latino-americanas. Especialistas em segurança apontam que, embora não haja registros confirmados de ataques desse grupo no Brasil ou vizinhos até o momento, seu alcance global e métodos sofisticados representam um risco iminente para organizações na região. Com táticas de engenharia social elaboradas e capacidade de driblar defesas tradicionais, o Scattered Spider tem mi
     

Abrangência do grupo Scattered Spider acende alerta na América Latina, diz especialista

6 de Dezembro de 2025, 11:38

A expansão internacional do grupo de cibercriminosos conhecido como Scattered Spider acendeu um sinal de alerta entre empresas latino-americanas. Especialistas em segurança apontam que, embora não haja registros confirmados de ataques desse grupo no Brasil ou vizinhos até o momento, seu alcance global e métodos sofisticados representam um risco iminente para organizações na região.

Com táticas de engenharia social elaboradas e capacidade de driblar defesas tradicionais, o Scattered Spider tem mirado grandes empresas em diversos países. “A questão não é mais ‘se’ seremos atacados, mas de ‘quando’ e ‘como’, afirma Felipe Guimarães, Chief Information Security Officer da Solo Iron. “As táticas empregadas pelo grupo exploram fragilidades universais, presentes em empresas em todo o mundo – o que inclui as empresas latino-americanas”, pondera o especialista.

Um dos maiores riscos é que os setores visados pelo Scattered Spider no exterior também são pilares econômicos na América Latina. O grupo historicamente focou suas ações em empresas de telecomunicações, terceirização de processos de negócios (BPO) e grandes empresas de tecnologia – indústrias que possuem ampla presença na região. Nos últimos tempos, foi observado um aumento de interesse do grupo pelo setor financeiro global, o que inclui bancos e instituições presentes no Brasil e países vizinhos.

“Isso significa que companhias latino-americanas, seja diretamente ou através de filiais e parceiras, podem entrar na mira à medida que o Scattered Spider amplia seu raio de atuação. Mesmo empresas que não operam internacionalmente devem se precaver, pois os criminosos podem enxergar organizações locais como pontes de entrada para fornecedores ou clientes globais, ou simplesmente como alvos lucrativos por si sós, caso identifiquem falhas de segurança exploráveis”, pontua Guimarães.

Na mira das agências de inteligência

Relatórios do FBI e da Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA) dos EUA descrevem o Scattered Spider como “especialista em engenharia social”, empregando diversas técnicas para roubar credenciais e burlar autenticações.

Entre os métodos documentados estão phishing por e-mail e SMS (smishing), ataques de vishing (ligações telefônicas fraudulentas) em que os criminosos se passam por equipe de TI da própria empresa, e até esquemas elaborados de SIM swap – quando convencem operadoras de telefonia a transferir o número de celular de uma vítima para um chip sob controle deles. Essas táticas permitem interceptar códigos de autenticação multifator (MFA) enviados via SMS ou aplicativos, dando aos invasores as chaves para acessar sistemas internos.

Ainda segundo o especialista, o modelo de ataque do Scattered Spider pode inspirar quadrilhas locais. “As táticas de engenharia social eficazes tendem a se espalhar rapidamente nos submundos virtuais. Mesmo que o próprio grupo original não atue diretamente na América Latina, outros agentes maliciosos regionais podem adotar técnicas semelhantes – como push bombing de MFA ou golpes contra centrais de atendimento – ao verem o sucesso obtido lá fora”, explica Guimarães.

Alguns incidentes recentes no cenário latino-americano já envolveram vetores parecidos, como uso de ferramentas legítimas em ataques e exploração de credenciais vazadas, o que reforça a necessidade de vigilância. Em 2024, por exemplo, houve casos de gangues de ransomware operando na região que abusaram de softwares legítimos e brechas em procedimentos internos de empresas, aplicando práticas muito similares ao do Scattered Spider.

Estratégias de mitigação

Diante da crescente ameaça representada por grupos como o Scattered Spider, Guimarães recomenda a adoção de estratégias com foco especial em fortalecer métodos avançados de autenticação multifator (MFA), preferencialmente resistentes a phishing, como chaves físicas de segurança ou soluções baseadas em certificados digitais. Técnicas como MFA com validação numérica e a restrição do uso de SMS para autenticação são essenciais para reduzir o risco de engenharia social e ataques por fadiga de notificações, muito usados pelo grupo.

Além disso, a adoção de uma abordagem mais robusta em relação à gestão de identidades e acessos (IAM) é uma estratégia muito importante na contenção desse tipo de ameaça. “As identidades digitais estão se tornando uma nova superfície de ataque; por isso, é fundamental que as empresas implementem políticas rígidas de gestão de identidades, controle granular de acessos e monitoramento contínuo das atividades dos usuários”, destaca.

“Também é muito importante o controle rigoroso sobre ferramentas de acesso remoto e a implantação de monitoramento avançado. É recomendável que as organizações restrinjam o uso dessas ferramentas por meio de listas autorizadas e adotem sistemas robustos como EDR e DLP para identificar rapidamente atividades suspeitas”, finaliza o especialista.

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  • Ataques de Phishing se sofisticam ao ponto de imitar comunicações internas e desafiam empresas Redação
    Com o avanço acelerado da inteligência artificial generativa e a naturalização do trabalho digital em escala global, o phishing ganhou novas formas e complexidade. Se antes os golpes se restringiam a e-mails genéricos com links suspeitos, hoje eles simulam comunicações internas com impressionante realismo. Para se ter uma ideia dessa transformação, de acordo com relatório da KnowBe4, somente no primeiro trimestre de 2025, 60,7% das simulações clicadas no primeiro trimestre de 2025 imitavam comun
     

Ataques de Phishing se sofisticam ao ponto de imitar comunicações internas e desafiam empresas

6 de Dezembro de 2025, 11:27

Com o avanço acelerado da inteligência artificial generativa e a naturalização do trabalho digital em escala global, o phishing ganhou novas formas e complexidade. Se antes os golpes se restringiam a e-mails genéricos com links suspeitos, hoje eles simulam comunicações internas com impressionante realismo. Para se ter uma ideia dessa transformação, de acordo com relatório da KnowBe4, somente no primeiro trimestre de 2025, 60,7% das simulações clicadas no primeiro trimestre de 2025 imitavam comunicações de equipes internas, sendo que 49,7% mencionavam diretamente o setor de Recursos Humanos.

A frequência desses ataques também revela o quanto esse tipo de ciberataque se consolidou como uma ameaça constante e altamente eficaz. Segundo dados da GreatHorn, mais da metade das organizações (57%) relata lidar com tentativas de phishing diariamente ou pelo menos uma vez por semana. Já a CSO Online aponta que 80% dos incidentes de segurança cibernética reportados atualmente têm origem nesse tipo de golpe.

Para Vinicius Gallafrio, CEO da MadeinWeb, empresa referência em soluções digitais e inteligência artificial, os ataques de phishing deixaram de ser óbvios e evoluíram para se camuflar nas práticas do dia a dia corporativo. ”Mesmo com o avanço de tecnologias de proteção, o fator humano segue como a principal porta de entrada para invasores, explorando, sobretudo, a rotina e a pressa das equipes. Esses golpes exploram a linguagem comum entre colegas, imitam padrões visuais internos e simulam urgências típicas de lideranças ou do RH. O desafio está em perceber o que parece legítimo, mas não é. Por isso, mais do que tecnologia, precisamos cultivar uma cultura de segurança entre os colaboradores”, comenta.

Diante desse novo cenário, identificar comportamentos suspeitos exige atenção a sinais cada vez mais sutis. O primeiro passo é observar mudanças no tom da mensagem: pedidos urgentes, tom de cobrança inesperado e linguagem excessivamente formal ou fora do padrão da empresa são indícios comuns.

Outra característica marcante dos golpes mais recentes é o uso de horários estratégicos para envio, como início da manhã, finais de expediente ou períodos de maior volume de trabalho. O objetivo é capturar a atenção em momentos de menor vigilância. Além disso, ferramentas corporativas como mensageiros internos e plataformas de colaboração passaram a ser usadas como canal de disseminação de phishing, imitando interações autênticas entre colegas e gestores.

Com isso, o papel das equipes de segurança da informação vai além da aplicação de políticas técnicas ou da adoção de ferramentas robustas. É preciso estabelecer uma vigilância coletiva e constante, onde cada colaborador se reconheça como elo fundamental da defesa corporativa. A identificação de padrões sutis de fraude, o questionamento de comunicações atípicas e o reporte ágil de atividades suspeitas devem fazer parte do cotidiano organizacional.

“Nenhuma tecnologia, por mais avançada que seja, substitui o olhar atento de um time bem preparado. O phishing de 2025 não engana pela técnica, mas pelo contexto, e é nisso que precisamos estar atentos. A segurança digital começa onde termina a automatização: no senso crítico humano, na colaboração e na capacidade de questionar o que parece normal demais para ser verdade”, conclui

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  • Como acontecem os golpes com reconhecimento facial e como se proteger Redação
    Tokens e senhas já não são os métodos favoritos para acessar dispositivos ou contas pessoais. Dando lugar às impressões digitais, reconhecimento facial e até à análise da voz, os sistemas biométricos representam a nova fronteira na autenticação de transações. Mais de 4,2 bilhões de dispositivos móveis já utilizam algum tipo de biometria ativa, segundo a Juniper Research, e a previsão é que, até o final de 2026, 57% de todas as transações digitais globais serão validadas por esses métodos. No Bra
     

Como acontecem os golpes com reconhecimento facial e como se proteger

3 de Dezembro de 2025, 13:05

Tokens e senhas já não são os métodos favoritos para acessar dispositivos ou contas pessoais. Dando lugar às impressões digitais, reconhecimento facial e até à análise da voz, os sistemas biométricos representam a nova fronteira na autenticação de transações.

Mais de 4,2 bilhões de dispositivos móveis já utilizam algum tipo de biometria ativa, segundo a Juniper Research, e a previsão é que, até o final de 2026, 57% de todas as transações digitais globais serão validadas por esses métodos. No Brasil, a adesão à tecnologia também já é uma realidade palpável. Uma pesquisa da Accenture mostra que 73% dos consumidores brasileiros se sentem mais seguros usando biometria do que os tradicionais códigos numéricos em aplicativos bancários e carteiras digitais.

E, infelizmente, isso também atrai a atenção dos criminosos cibernéticos. “Com o avanço das tecnologias biométricas, especialmente o reconhecimento facial, empresas e governos vêm reforçando sistemas de segurança com identificações automáticas de indivíduos. No entanto, esse movimento é acompanhado pelo cibercrime na busca por técnicas sofisticadas, alimentadas por Inteligência Artificial, capazes de burlar os sistemas de autenticação”, explica Anchises Moraes, Head de Threat Intelligencena Apura Cyber Intelligence S.A.

Segundo o especialista em cibersegurança, criminosos utilizam desde impressoras de alta resolução até softwares para falsificar características biométricas, desafiando a proteção tecnológica de aplicativos bancários, serviços públicos e plataformas financeiras.

Esses ataques podem ser classificados em cinco níveis de complexidade. O nível 1 utiliza fotos digitais de alta resolução, vídeos em HD e até máscaras de papel, enquanto o nível 2 se baseia em bonecos realistas e máscaras 3D de látex ou silicone. Já no nível 3, os fraudadores recorrem a artefatos ultra-realistas e cabeças de cera. O nível 4 envolve a alteração de mapas faciais 3D para enganar os servidores de autenticação quanto à “prova de vida”. O estágio mais avançado, nível 5, inclui a injeção digital de imagens e vídeos diretamente nos dispositivos, ou mesmo o uso de deepfakes altamente convincentes, levando sistemas a aceitar a fraude como se fosse atividade orgânica do usuário legítimo.

Fraudes com deepfake e uso de identidades digitais sintéticas têm crescido no Brasil. Relatórios, como o da Deloitte publicado pelo portal Infochannel, apontam que o prejuízo econômico com fraudes movidas por inteligência artificial pode chegar a R$ 4,5 bilhões até final de 2025. Crescimentos de mais de 800% no uso de deepfakes já foram observados.

Na China, um caso emblemático escancarou o potencial destrutivo desses golpes. Um empregado de uma estatal foi induzido a transferir US$ 622 mil (cerca de R$ 3,1 milhões) após conversar por vídeo com quem acreditava ser seu próprio CEO. O fraudador usou deepfake em tempo real para replicar a imagem e voz da liderança da empresa, produzindo uma situação de extrema urgência para forçar as transferências. O golpe usou vídeos públicos do executivo para criar o avatar, e golpes similares vêm sendo relatados desde então.

Anchises esclarece, portanto, que as empresas de cibersegurança têm apostado em múltiplas camadas de proteção para mitigar essas ameaças. Uma das principais estratégias é a adoção de sistemas multimodais: combina-se dados de vídeo, áudio, sensores de temperatura, profundidade e análise comportamental, dificultando a ação dos golpistas. Sistemas avançados também integram detecção de deepfakes em tempo real e biometria comportamental, que monitora detalhes como velocidade de digitação, pressão sobre o touchscreen e até a forma como o dispositivo é manuseado.

Outras táticas envolvem técnicas de desafio e resposta  dinâmico, com desafios imprevisíveis gerados por IA (como pedir para piscar apenas um olho ou falar informações contextuais não planejadas), e a junção de provas de vida (“liveness”) passivas com ativas – mixando análises automáticas de vídeo com interações em tempo real. Ademais, cresce o monitoramento sistemático de vazamentos: equipes especializadas vasculham a dark web e bases de dados abertas em busca de imagens e perfis reciclados em novas tentativas de fraude. Apesar da sofisticação dos ataques, a resposta das empresas também evolui, demonstrando que a guerra pela identidade digital está apenas começando.

“Por isso se faz fundamental o trabalho desenvolvido pela Apura em conjunto com outras empresas de cibersegurança, ao monitorar as redes em busca de possíveis ameaças e, quando, infelizmente, um ataque for bem-sucedido, avaliar minuciosamente todos os fatores envolvidos para desenvolver e aprimorar ainda mais as táticas defensivas contra cibercriminosos que querem explorar as vulnerabilidades do uso de biometrias”, finaliza o especialista da Apura Cyber Intelligence.

Sobre a Apura Cyber Intelligence, acesse: https://apura.com.br

https://www.identy.io/pt-br/fraudes-causadas-por-ia-podem-causar-prejuizos-economicos-de-cerca-de-r-45-bilhoes-ao-brasil-em-2025

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  • Golpes de investimento disparam no Brasil e mais de 4,5 milhões de domínios perigosos são bloqueados, alerta NordVPN Redação
    O Brasil, já vulnerável a fraudes digitais, enfrenta agora a sofisticada onda de golpes de investimento alimentados por IA e a NordVPN revela dados preocupantes para quem investe online O Brasil vive uma escalada sem precedentes de golpes de investimento, impulsionada pela combinação de inteligência artificial, vazamentos de dados e um ambiente financeiro cada vez mais digitalizado. Entre março e outubro de 2025, a ferramenta Threat Protection Pro, da NordVPN, bloqueou mais de 4,5 milhões de dom
     

Golpes de investimento disparam no Brasil e mais de 4,5 milhões de domínios perigosos são bloqueados, alerta NordVPN

3 de Dezembro de 2025, 12:50

O Brasil, já vulnerável a fraudes digitais, enfrenta agora a sofisticada onda de golpes de investimento alimentados por IA e a NordVPN revela dados preocupantes para quem investe online

O Brasil vive uma escalada sem precedentes de golpes de investimento, impulsionada pela combinação de inteligência artificial, vazamentos de dados e um ambiente financeiro cada vez mais digitalizado. Entre março e outubro de 2025, a ferramenta Threat Protection Pro™, da NordVPN, bloqueou mais de 4,5 milhões de domínios maliciosos ligados a fraudes, phishing, lojas falsas e tentativas de captura de informações sensíveis.

Esses números, já alarmantes em escala global, ganham contornos ainda mais críticos no Brasil, país que se tornou um terreno fértil para golpes digitais, especialmente aqueles que exploram promessas de alto retorno.

O avanço da fraude no país já é documentado por diversas pesquisas. Estimativas recentes mostram que o Brasil registrou mais de R$ 10 bilhões em perdas apenas no setor financeiro em 2024, e que um em cada três brasileiros foi alvo de golpe nos últimos 12 meses. A popularização do PIX, a rápida liquidação das transações e o uso disseminado de contas empresariais como intermediárias facilitam o trabalho dos criminosos, que conseguem finalizar golpes em poucas horas. Nesse cenário, os golpes de investimento aparecem como um dos maiores focos de expansão, especialmente porque exploram a urgência, a ansiedade financeira e o desconhecimento das vítimas.

De acordo com Marijus Briedis, CTO da NordVPN, os criminosos estão evoluindo em velocidade inédita. Em vez dos antigos e-mails mal escritos, surgem agora chamadas telefônicas com vozes sintéticas, vídeos hiper-realistas e páginas falsas de investimento criadas com IA que reproduzem layouts de instituições tradicionais.

Esse salto tecnológico faz com que golpes ganhem aparência de credibilidade e enganem até usuários experientes. A NordVPN destaca que, apenas em dois meses, mais de 120 mil páginas falsas tentaram se passar por grandes varejistas globais, o que ajuda a explicar o volume crescente de fraudes também no comércio eletrônico.

A situação se agrava porque muitos golpes começam com dados pessoais já comprometidos. Basta um e-mail, um telefone ou até um nome completo encontrado em bases vazadas para que os golpistas construam narrativas personalizadas, aumentando as chances de convencimento.

No Brasil, onde vazamentos massivos de dados são recorrentes e ainda há baixa cultura de proteção digital, a eficiência desses golpes cresce de forma preocupante. Tomas Sinicki, Managing Director da NordProtect, lembra que golpes de investimento têm crescido cerca de 25% ao ano e causaram perdas globais estimadas em US$ 5,7 bilhões apenas em 2024.

O alerta da NordVPN chega em um momento em que milhões de brasileiros estão migrando para investimentos digitais, de ações e renda fixa a criptoativos, plataformas de tokenização e investimentos alternativos. A empresa reforça que tecnologia de proteção, como VPNs, bloqueadores de domínios maliciosos e monitoramento de identidade, ajuda a reduzir riscos, mas que nenhum sistema é capaz de impedir golpes quando a abordagem é feita diretamente sobre a vítima. Nesse sentido, a conscientização segue sendo a primeira linha de defesa.

Para reduzir riscos, é fundamental adotar uma postura vigilante: desconfiar de ofertas que parecem “boas demais para ser verdade”, já que promessas de retorno alto, rápido e praticamente garantido costumam ser iscas; verificar cuidadosamente endereços e domínios, observando erros sutis no URL e pesquisando o histórico de empresas no Brasil; ativar a autenticação multifator em contas de investimento, bancárias ou de criptoativos; monitorar dados pessoais com ferramentas que alertam sobre vazamentos de e-mail, CPF ou telefone; desconfiar de ligações ou mensagens supostamente enviadas por instituições que solicitam informações ou pressionam por decisões imediatas, especialmente porque golpistas usam IA para imitar vozes e identidades; utilizar soluções de segurança como VPNs, bloqueadores de domínios maliciosos e antivírus, que já impediram milhões de acessos suspeitos; e, por fim, manter-se informado, pesquisando antes de investir, consultando especialistas e recorrendo a fontes oficiais como o Banco Central do Brasil ou a Autoridade Nacional de Proteção de Dados para reforçar a segurança digital e compartilhar boas práticas com pessoas próximas.

Sobre a NordVPN

A NordVPN é a provedora de serviços de VPN mais avançada do mundo, escolhida por milhões de usuários da internet em todo o mundo. O serviço oferece recursos como IP dedicado, VPN dupla e servidores Onion Over VPN, que ajudam a aumentar sua privacidade online sem rastreamento. Um dos principais recursos da NordVPN é o Threat Protection Pro™, uma ferramenta que bloqueia sites maliciosos, rastreadores e anúncios, além de verificar downloads em busca de malware. A mais recente criação da Nord Security, empresa controladora da NordVPN, é o Saily — um serviço global de eSIM. A marca é conhecida por sua facilidade de uso e oferece alguns dos melhores preços do mercado, abrangendo 165 localidades em 118 países. Para mais informações, visite https://nordvpn.com.

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  • Alerta sobre o aumento de smishing e vishing: ameaças de engenharia social móvel que afetam empresas e usuários Redação
    A Cyberint, empresa adquirida pela Check Point Software em agosto de 2024, detectou um aumento nas campanhas de phishing que utilizam técnicas de smishing (mensagens SMS maliciosas) e vishing (chamadas ou mensagens de voz fraudulentas) como vetores alternativos aos ataques por e-mail. Segundo dados do relatório do Anti-Phishing Working Group – APWG 2024, as campanhas de vishing cresceram 442% no segundo trimestre do ano passado, e o smishing segue em expansão desde o começo da década. Ambos os t
     

Alerta sobre o aumento de smishing e vishing: ameaças de engenharia social móvel que afetam empresas e usuários

3 de Dezembro de 2025, 12:43

Cyberint, empresa adquirida pela Check Point Software em agosto de 2024, detectou um aumento nas campanhas de phishing que utilizam técnicas de smishing (mensagens SMS maliciosas) e vishing (chamadas ou mensagens de voz fraudulentas) como vetores alternativos aos ataques por e-mail.

Segundo dados do relatório do Anti-Phishing Working Group – APWG 2024, as campanhas de vishing cresceram 442% no segundo trimestre do ano passado, e o smishing segue em expansão desde o começo da década. Ambos os tipos de ameaça exploram a confiança que os usuários depositam em seus dispositivos móveis, difíceis de proteger com ferramentas tradicionais de cibersegurança.

Imagem 1. Ataques de phishing registrados em 2024
Imagem 1. Ataques de phishing registrados em 2024

Por meio de chamadas que simulam ser de departamentos de suporte ou mensagens SMS que se passam por bancos, fornecedores ou executivos, os atacantes conseguem enganar as vítimas para obter credenciais ou instalar malware, e essas técnicas dificultam a detecção.

Principais alvos do smishing e do vishing

Os setores mais visados no mundo incluem SaaS/Webmail, redes sociais, finanças e varejo, segundo o mesmo relatório de phishing do AWPG. Dentro desse conjunto, o setor financeiro se destaca pelo valor dos dados que gerencia: obter acesso a contas bancárias representa um objetivo especialmente lucrativo para os criminosos.

Isso se comprova no Brasil, onde os principais golpes digitais apontados pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos) entre setembro de 2024 e março de 2025, indicam o smishing em quinto lugar e crescendo:

. Clonagem ou troca de cartão (40%)

. Golpe do WhatsApp, em que alguém se faz passar por um conhecido solicitando dinheiro (28%)

. Falsa central de atendimento (26%)

. Golpe do Pix (16%)

. Golpe via SMS (11%)

Imagem 2. Setores mais atacados no quarto trimestre de 2024
Imagem 2. Setores mais atacados no quarto trimestre de 2024

Por sua vez, o varejo tornou-se um alvo prioritário devido ao crescimento do comércio eletrônico e à quantidade de informações pessoais que os clientes compartilham com as marcas. Essa realidade facilita campanhas de falsificação de identidade, nas quais os cibercriminosos se fazem passar por lojas legítimas. Além disso, geralmente reforçam a credibilidade desses ataques usando contas falsas em redes sociais ou plataformas de e-mail, aumentando assim a eficácia do golpe.

Os Estados Unidos continuam sendo o país mais visado por campanhas de smishing e vishing, seguidos de outras economias desenvolvidas. Embora as técnicas estejam em constante evolução, os alvos geográficos permanecem relativamente estáveis. Entre os incidentes mais relevantes, destaca-se o uso de vishing pelo grupo Scattered Spider, que conseguiu acessar redes corporativas no Reino Unido e nos Estados Unidos ao se passar por funcionários em chamadas para serviços de suporte. Em alguns casos, também recorreram ao SIM swapping, reforçando a identidade falsa com a ajuda de colaboradores internos em empresas de telecomunicações.

IA e mensageria em massa: dois facilitadores da fraude

O surgimento de ferramentas como o Xanthorox AI, uma plataforma de ciberataques baseada em inteligência artificial construída do zero, permitiu que os criminosos cibernéticos automatizassem e ampliassem campanhas de engenharia social. Paralelamente, serviços de mensageria como Textedly ou ClickSend, embora legais, podem ser utilizados com fins maliciosos para enviar mensagens SMS ou chamadas em massa a custos muito baixos.

A Check Point Software destaca que as estratégias de proteção devem se concentrar em detectar e bloquear o smishing e o vishing o mais cedo possível, com práticas como:

  • Monitorar a dark web em busca de kits de phishing, domínios falsos e campanhas em redes como Telegram ou WhatsApp.
  • Simular ataques com IA para avaliar a resposta do SOC (Centro de Operações de Segurança).
  • Fortalecer a proteção de endpoints e limitar o acesso a dados sensíveis.
  • Conscientizar os funcionários sobre a verificação de chamadas e SMS suspeitos.
  • Eliminar credenciais desnecessárias em repositórios internos.
  • Manter atualizadas as capacidades de detecção por engano (threat deception) com assinaturas e modelos comportamentais adaptados a ataques assistidos por IA e entradas multimodais (voz, imagem, código).

Para os especialistas da Check Point Software, a sofisticação e escalabilidade que a IA e os serviços de mensageria em massa proporcionam fazem com que o smishing e o vishing representem uma ameaça real para empresas e consumidores. A chave para conter essas campanhas está em se antecipar a elas por meio de tecnologia, vigilância contínua e treinamento constante.

 

Sobre a Check Point Software Technologies Ltd.

Check Point Software Technologies Ltd é líder na proteção da confiança digital (digital trust), utilizando soluções de segurança cibernética com tecnologia de IA para proteger mais de 100.000 organizações em todo o mundo. Por meio de sua Plataforma Infinity e de um ecossistema aberto, a abordagem de prevenção em primeiro lugar da Check Point Software oferece eficácia de segurança líder do setor, reduzindo riscos. Empregando uma arquitetura de rede de malha (mesh) híbrida com SASE como núcleo, a Plataforma Infinity unifica o gerenciamento de ambientes locais, na nuvem e em ambientes de trabalho, oferecendo flexibilidade, simplicidade e escala para empresas e provedores de serviços.

©2025 Check Point Software Technologies Ltd. Todos os direitos reservados.

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  • Norton alerta sobre golpe de caridade circulando no Brasil Redação
    Uma nova investigação conduzida por especialistas da Norton, marca de segurança cibernética da Gen (NASDAQ: GEN), revela uma onda de golpes envolvendo doações que afetam centenas de pessoas no Brasil. Por meio das redes sociais, cibercriminosos estão disseminando sites falsos de doações com base em histórias reais retiradas de plataformas legítimas, com o objetivo de enganar as pessoas que apoiam ações de caridade e redirecionar fundos para contas fraudulentas. Norton alerta sobre golpe de cari
     

Norton alerta sobre golpe de caridade circulando no Brasil

28 de Novembro de 2025, 13:06

Uma nova investigação conduzida por especialistas da Norton, marca de segurança cibernética da Gen™ (NASDAQ: GEN), revela uma onda de golpes envolvendo doações que afetam centenas de pessoas no Brasil. Por meio das redes sociais, cibercriminosos estão disseminando sites falsos de doações com base em histórias reais retiradas de plataformas legítimas, com o objetivo de enganar as pessoas que apoiam ações de caridade e redirecionar fundos para contas fraudulentas.

Norton alerta sobre golpe de caridade circulando no Brasil
Norton alerta sobre golpe de caridade circulando no Brasil

Ao contrário de muitos outros ataques cibernéticos, este golpe não visa especificamente roubar dados pessoais ou bancários, mas sim desviar diretamente fundos destinados a causas humanitárias. Os golpistas usam perfis falsos ou contas comprometidas em plataformas como Facebook, Threads e Instagram para se infiltrar em comunidades locais. Primeiramente, eles republicam o conteúdo de outros usuários para ganhar credibilidade e, em seguida, compartilham links para sites falsos que imitam plataformas legítimas de arrecadação de fundos, como Vakinha.

Norton alerta sobre golpe de caridade circulando no Brasil
Norton alerta sobre golpe de caridade circulando no Brasil

Esses sites fraudulentos replicam descrições, imagens e até vídeos reais, exibindo comentários falsos de supostos doadores, além de efeitos visuais que simulam doações em tempo real. Assim que a vítima acessa o site e decide doar, ela é direcionada para uma página de pagamento com um código QR ou PIX. Após a conclusão do pagamento, uma mensagem de agradecimento é exibida, confirmando falsamente que a doação foi recebida pela causa pretendida.

Norton alerta sobre golpe de caridade circulando no Brasil
Norton alerta sobre golpe de caridade circulando no Brasil

É provável que muitas vítimas nunca percebam que enviaram dinheiro para golpistas. Ao mesmo tempo, as verdadeiras vítimas — aquelas que realmente precisam de apoio — nunca recebem os fundos.

“Esses tipos de campanhas são particularmente sofisticadas, porque imitam postagens e sites de doações reais, aproveitando a empatia e a disposição das pessoas em ajudar. Ao replicar o conteúdo legítimo e se espalhar por plataformas comuns, como as redes sociais, eles conseguem evitar suspeitas e receber transferências diretas sem precisar roubar informações pessoais”, diz Jakub Vávra, Analista de Operações de Ameaças na Gen.

A Norton detectou e bloqueou centenas de tentativas desse golpe no Brasil na última semana. A empresa continua monitorando ativamente essas campanhas, para proteger as pessoas na América Latina e em outras regiões.

Norton alerta sobre golpe de caridade circulando no Brasil
Norton alerta sobre golpe de caridade circulando no Brasil

Para se proteger contra esse tipo de ameaça, os especialistas da Norton recomendam:

  • Fazer doações apenas por meio de plataformas ou sites confiáveis, verificando tanto as causas quanto quem está por trás delas.
  • Conferir os endereços dos sites antes de clicar ou transferir dinheiro. Certifique-se de que a URL esteja correta e que o site é seguro (https).
  • Pesquisar a causa. Uma rápida busca na internet pelo nome da campanha ou da pessoa envolvida pode ajudar a confirmar a legitimidade.
  • Não ceder à pressão. Os golpistas costumam criar uma sensação de urgência emocional, para impedir que a pessoa pense criticamente.

Se você se deparar com uma campanha de doação suspeita, não faça nenhuma transferência de dinheiro. Em vez disso, verifique a legitimidade do site e use apenas plataformas confiáveis que validam tanto a causa quanto aqueles que estão envolvidos.  

Sobre a Norton 

Norton é líder em segurança cibernética e faz parte da Gen™ (NASDAQ: GEN), uma empresa global dedicada a promover a liberdade digital, com uma família de marcas nas quais os consumidores confiam. A Norton protege milhões de pessoas e seus familiares com proteção premiada para seus dispositivos, privacidade online e identidade digital. Os produtos e serviços da Norton são certificados por organizações de testes independentes, como AV-TEST, AV Comparatives e SE Labs. A Norton é membro fundador do Anti-Stalkerware Coalition. Para mais informações, visite: https://br.norton.com/.

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  • Vazamento global: Brasil lidera com mais de 7 bilhões de cookies roubados Redação
    Vazamento global: Brasil lidera com mais de 7 bilhões de cookies roubados Pesquisa da NordVPN revela que o Brasil ocupa o 1º lugar entre 235 países no vazamento de cookies, com mais de 7 bilhões de registros, dos quais 550 milhões ainda estão ativos  O Brasil desponta como o país com o maior volume de cookies vazados no mundo, conforme aponta nova pesquisa realizada pela NordVPN. De acordo com os dados, entre os quase 94 bilhões de cookies vazados encontrados na dark web, mais de 7 bilhões são o
     

Vazamento global: Brasil lidera com mais de 7 bilhões de cookies roubados

28 de Novembro de 2025, 12:47

Vazamento global: Brasil lidera com mais de 7 bilhões de cookies roubados

Pesquisa da NordVPN revela que o Brasil ocupa o 1º lugar entre 235 países no vazamento de cookies, com mais de 7 bilhões de registros, dos quais 550 milhões ainda estão ativos 

O Brasil desponta como o país com o maior volume de cookies vazados no mundo, conforme aponta nova pesquisa realizada pela NordVPN. De acordo com os dados, entre os quase 94 bilhões de cookies vazados encontrados na dark web, mais de 7 bilhões são originários de usuários brasileiros. O levantamento também revela que aproximadamente 550 milhões desses cookies ainda estão ativos e vinculados a atividades reais de usuários.

Apesar dos cookies serem vistos como úteis para melhorar experiências online, muitos não percebem que hackers podem explorá-los para roubar dados pessoais e acessar sistemas seguros. No contexto brasileiro, o volume de vazamentos é significativamente maior em relação aos demais países, com Índia, Indonésia, Estados Unidos e Vietnã, completando a lista dos cinco primeiros colocados.

Apesar de parecer inofensivos, os cookies vazados não contêm apenas informações triviais. Entre os dados expostos estão nomes completos, endereços de e-mail, senhas, cidades e até mesmo endereços físicos dos usuários. Portanto, esses dados podem ser utilizados por criminosos para cometer fraudes, roubo de identidade e invasões de contas online, colocando em risco a segurança digital de milhões de pessoas.

O especialista em cibersegurança da NordVPN, Adrianus Warmenhoven, alerta sobre os perigos dessa exposição. “Cookies podem parecer inofensivos, mas, nas mãos erradas, eles se tornam verdadeiras chaves digitais para nossas informações mais privadas.”, explica.

Número de cookies vazados em alta

A pesquisa revela que o número de cookies vazados subiu drasticamente nos últimos anos. Em 2024, eram 54 bilhões, enquanto em 2025 o número já ultrapassa os 94 bilhões — um aumento de 74%. Grande parte dos cookies vazados está relacionada a grandes plataformas, como Google (4,5 bilhões), YouTube (1,33 bilhões), Microsoft (1,1 bilhões) e Bing (1 bilhão).

O estudo também identificou que 38 tipos de malwares foram usados para roubar os cookies. O Redline lidera a lista, responsável por mais de 41,6 bilhões de vazamentos. Outros malwares, como Vidar (10 bilhões) e LummaC2 (9 bilhões), também contribuíram para a coleta de dados sensíveis.

O que são cookies e por que são importantes?

Os cookies são pequenos arquivos de texto que os sites armazenam no navegador do usuário para lembrar preferências, detalhes de login e comportamento de navegação. Esses arquivos desempenham um papel essencial na personalização da experiência online, permitindo que as páginas carreguem mais rapidamente e mantenham as configurações personalizadas do usuário.

Os cookies facilitam a navegação ao manter o usuário conectado, salvar itens no carrinho de compras e oferecer recomendações personalizadas com base no histórico de navegação. Sem eles, as interações online seriam menos práticas e personalizadas.

Tipos de cookies mais comuns:

  • Cookies de sessão: Expiram ao fechar o navegador e são usados para manter o usuário conectado durante a navegação.
  • Cookies persistentes: Permanecem no dispositivo após fechar o navegador, lembrando preferências e login em visitas futuras.
  • Cookies de rastreamento: Monitoram as atividades online para oferecer anúncios direcionados e entender o comportamento do usuário.

Embora sejam úteis, os cookies podem representar riscos se caírem nas mãos erradas. Hackers podem roubar esses arquivos para acessar contas pessoais sem precisar de login, já que muitos cookies contêm tokens de sessão que mantêm a conexão ativa.

Formas simples de proteger seus dados

Diante dos dados alarmantes, a NordVPN recomenda que os usuários devem adotar formas simples de proteção que podem ajudar a prevenir roubo de dados. “As pessoas costumam fechar o navegador, mas a sessão ainda está ativa. Limpar os dados do site ajuda a minimizar os riscos”, diz Warmenhoven.

  • Use senhas fortes e únicas para cada conta e ative a autenticação multifator (MFA).
  • Evite compartilhar informações pessoais e clicar em links suspeitos.
  • Mantenha seus dispositivos atualizados para bloquear malwares antes que comprometam seu sistema.
  • Limpe regularmente os dados do site para reduzir a chance de acesso não autorizado.
  • Verifique as configurações de privacidade das contas online para garantir que apenas serviços confiáveis possam acessar seus dados.

Metodologia

Os dados da pesquisa realizada entre 23 e 30 de abril foram compilados em parceria com pesquisadores independentes especializados em pesquisa de incidentes de segurança cibernética.

Os pesquisadores utilizaram dados coletados de canais do Telegram onde hackers anunciam quais informações roubadas estão disponíveis para venda. Isso levou a um conjunto de dados com informações sobre mais de 93,76 bilhões de cookies.

Os pesquisadores analisaram se os cookies estavam ativos ou inativos, qual malware foi usado para roubá-los, de qual país eles eram, bem como quais dados continham sobre a empresa que os criou, o sistema operacional do usuário e as categorias de palavras-chave atribuídas aos usuários.

A NordVPN não comprou cookies roubados nem acessou o conteúdo dos cookies, examinando apenas os tipos de dados contidos neles.

Sobre a NordVPN

A NordVPN é o provedor de serviços VPN mais avançado do planeta, usado por milhões de usuários de internet no mundo todo. A NordVPN fornece dupla criptografia VPN e Onion Over VPN, garantindo privacidade com rastreamento zero. Um dos principais recursos do produto é a Proteção Contra Ameaças, que bloqueia sites maliciosos, malware, rastreadores e anúncios maliciosos. É muito fácil de usar, oferece um dos melhores preços do mercado e possui mais de 6,2 mil servidores em 111 países. Para mais informações, acesse: nordvpn.com.

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  • Setor de Saúde é o segundo maior alvo de vazamentos de dados no mundo, aponta relatório da Verizon Redação
    Os números não deixam dúvidas: o setor da saúde segue como um dos alvos preferenciais dos cibercriminosos no mundo. Segundo o Data Breach Investigations Report (DBIR) 2025, divulgado pela Verizon no dia 23 de abril, foram mais de 1.700 incidentes de segurança registrados na área médica entre novembro de 2023 e outubro de 2024. Destes, um assustador volume de 1.542 resultou em vazamentos de dados, muitos expostos por cibercriminosos em sites e fóruns na Dark e Deep Web. O levantamento é considera
     

Setor de Saúde é o segundo maior alvo de vazamentos de dados no mundo, aponta relatório da Verizon

28 de Novembro de 2025, 12:42

Os números não deixam dúvidas: o setor da saúde segue como um dos alvos preferenciais dos cibercriminosos no mundo. Segundo o Data Breach Investigations Report (DBIR) 2025, divulgado pela Verizon no dia 23 de abril, foram mais de 1.700 incidentes de segurança registrados na área médica entre novembro de 2023 e outubro de 2024. Destes, um assustador volume de 1.542 resultou em vazamentos de dados, muitos expostos por cibercriminosos em sites e fóruns na Dark e Deep Web.

O levantamento é considerado uma das maiores referências globais sobre segurança digital. Neste ano, analisou mais de 22 mil incidentes, com 12.195 violações de dados confirmadas em organizações de 139 países.

A saúde ficou atrás apenas do setor industrial, que acumulou 1.607 violações no mesmo período. “Os dados médicos são altamente sensíveis e valiosos. Por isso, o setor virou uma espécie de mina de ouro para os cibercriminosos”, explica Anchises Moraes, especialista da Apura Cyber Intelligence, que pelo sétimo ano consecutivo é uma das colaboradoras do relatório, levando dados do cenário brasileiro para esse levantamento global.

Segundo o relatório, 45% das violações miraram dados médicos, enquanto 40% afetaram dados pessoais, como nomes, endereços e números de documentos.

Os principais caminhos para as violações continuam sendo os mesmos: intrusões, falhas humanas e erros diversos, responsáveis por 74% dos casos. Já sobre quem promove os ataques, a maioria vem de fora: 67% são atribuídos a agentes externos. Mas o risco interno também é alto: 30% dos incidentes foram causados por pessoas com acesso legítimo aos sistemas. Os parceiros, por sua vez, responderam por 4% das investidas.

A maioria das invasões teve motivações financeiras: 90% dos ataques buscaram lucro direto com extorsão ou venda de dados. Contudo, um dado chama a atenção: os ataques movidos por espionagem saltaram de 1% em 2023 para 16% em 2024, um crescimento que, segundo Moraes, é “expressivo e preocupante”.

“Esse é um dos grandes desafios: muitas vezes, quem está dentro da organização facilita ou executa o ataque”, alerta Moraes. Para ele, a resposta precisa ir além de barreiras tecnológicas. “É preciso investir em treinamento, conscientização e controles rigorosos.”

Outra mudança detectada pelo DBIR 2025: os ataques de ransomware e invasões sofisticadas superaram, pela primeira vez, os erros humanos como causa dos incidentes, que lideravam o ranking até 2023. A escalada preocupa, especialmente em hospitais, onde a indisponibilidade de sistemas por um ataque de ransomware pode comprometer o atendimento e colocar vidas em risco. A América Latina também figura no relatório com destaque: foram 657 incidentes na região, sendo 413 com vazamentos confirmados.

“Depois que um ataque acontece, o desespero toma conta, e isso dá ainda mais vantagem aos criminosos”, afirma Moraes. “Não basta ter rotinas de segurança, sistemas de proteção robustos e, principalmente, investir em educação protetiva cibernética para reduzir o risco de um ataque bem-sucedido”, destaca. “É fundamental investir em medidas preventivas e pró-ativas, como monitoramento de ameaças, e construir um sólido plano de resposta a incidentes, para minimizar o impacto e retomar rapidamente a operação caso o pior aconteça”.

O relatório completo pode ser acessado gratuitamente no site da Verizon: https://www.verizon.com/business/resources/reports/dbir/.

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  • Infostealers expõem empresas a riscos legais e sanções da LGPD Redação
    O vazamento de milhões de credenciais por malwares do tipo infostealer (programas que invadem dispositivos para roubar logins, senhas e dados sensíveis) evidencia não apenas uma falha tecnológica, mas também uma ameaça jurídica concreta para empresas. Sob a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), organizações que não implementam políticas preventivas, auditorias e controles rigorosos podem ser responsabilizadas civil e administrativamente, inclusive quando a falha ocorre via fornecedores ou parce
     

Infostealers expõem empresas a riscos legais e sanções da LGPD

28 de Novembro de 2025, 12:37

O vazamento de milhões de credenciais por malwares do tipo infostealer (programas que invadem dispositivos para roubar logins, senhas e dados sensíveis) evidencia não apenas uma falha tecnológica, mas também uma ameaça jurídica concreta para empresas. Sob a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), organizações que não implementam políticas preventivas, auditorias e controles rigorosos podem ser responsabilizadas civil e administrativamente, inclusive quando a falha ocorre via fornecedores ou parceiros.

Segundo o advogado especialista em tecnologia da informação e cibersegurança, Bruno Fuentes, a LGPD exige que empresas adotem medidas técnicas e administrativas adequadas para proteger dados pessoais. “Isso significa que não basta investir em tecnologia; é preciso demonstrar governança, auditoria e treinamento contínuo. Caso contrário, a empresa pode responder juridicamente, mesmo que o vazamento tenha origem por terceiros”, comenta.

Incidentes como este, segundo o advogado, mostram que conselhos e diretores precisam integrar a segurança de dados às decisões estratégicas da empresa. “Não agir pode gerar sanções e também comprometer contratos e relações comerciais”, alerta.

Segundo a legislação, incidentes de segurança devem ser notificados imediatamente à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e aos titulares dos dados afetados, sob risco de multas, bloqueio ou eliminação de dados. A falta de medidas preventivas ou de governança efetiva pode gerar ainda ações por danos materiais e morais.

Assis Neto, especialista em direito empresarial, destaca que além da proteção de dados, há uma dimensão societária. “Conselhos e sócios precisam garantir que contratos com fornecedores contenham cláusulas claras sobre responsabilidade, comunicação de incidentes e governança corporativa. Negligenciar esses aspectos expõe a empresa a sanções da ANPD, litígios e impactos reputacionais”, explica.

Para Neto, empresas familiares e grupos societários, em particular, devem tratar a governança corporativa de forma integrada com compliance e contratos estratégicos. “Falhas de controle podem gerar responsabilidade direta de administradores e comprometer a confiança entre sócios e investidores”, revela.

Para os juristas, proteção de dados não é apenas tecnologia, é estratégia jurídica e corporativa. Incidentes como os causados por infostealers demonstram que empresas que não alinham TI, jurídico e governança de fornecedores podem enfrentar sérias consequências legais e regulatórias.

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  • Golpes por SMS já causaram R$ 10,1 bilhões em prejuízos no Brasil Redação
    Se você já leu ou ouviu o termo “ataque cibernético” pode ter se perguntado como esse tipo de ataque acontece no mundo real e quais os reais impactos eles podem gerar, seja para as empresas que sofreram o golpe ou para as pessoas de maneira geral. Recentemente, a Apura Cyber Intelligence apresentou seu relatório sobre o panorama da cibersegurança no mundo no último ano, em que aborda uma série de incidentes que aconteceram durante o ano. O relatório mostra como os criminosos realizaram tais ataq
     

Golpes por SMS já causaram R$ 10,1 bilhões em prejuízos no Brasil

22 de Novembro de 2025, 13:52

Se você já leu ou ouviu o termo “ataque cibernético” pode ter se perguntado como esse tipo de ataque acontece no mundo real e quais os reais impactos eles podem gerar, seja para as empresas que sofreram o golpe ou para as pessoas de maneira geral.

Recentemente, a Apura Cyber Intelligence apresentou seu relatório sobre o panorama da cibersegurança no mundo no último ano, em que aborda uma série de incidentes que aconteceram durante o ano. O relatório mostra como os criminosos realizaram tais ataques e quais foram as consequências para as empresas e indivíduos atingidos. Além disso, o relatório também abordou uma série de operações realizadas por autoridades contra grupos cibercriminosos.

Marco Romer, Coordenador de Reports na Apura, explica que, cada vez que um ataque é deflagrado, empresas de cibersegurança como a Apura estudam o caso para poder entender onde houve falhas e, assim, desenvolver técnicas mais refinadas que aumentem a efetividade das medidas de seguranças contra esses tipos de ataques.

Alguns incidentes no Brasil e no mundo

Em um dos acontecimentos mais importantes de 2024 no setor de tecnologia, a Snowflake, renomada empresa de computação em nuvem, enfrentou um grave vazamento de dados. A Mandiant, empresa de segurança pertencente ao Google, identificou que aproximadamente 165 clientes potenciais da Snowflake, incluindo a Pure Storage, a Neiman Marcus e a AT&T, foram alvo de uma campanha coordenada de exploração de credenciais roubadas. O caso foi agravado por falhas na implementação de medidas de segurança essenciais, como a adoção de autenticação multifatorial, e pela reutilização de senhas antigas.

“A investigação conduzida pela Mandiant, identificou que a ação comprometeu dados de aproximadamente 110 milhões de clientes apenas da AT&T, abrangendo praticamente toda a base de usuários da operadora. O volume de informações expostas demonstra a extensão e a gravidade do incidente, evidenciando o potencial de alcance de ataques cibernéticos bem-sucedidos”, explica Romer. “Fica claro também, que o ataque a uma única empresa, neste caso a Snowflake, pode atingir várias outras, demonstrando a necessidade de a segurança cibernética ser pensada e estruturada ao longo de toda a cadeia de suprimentos”, acrescenta.

Outro incidente ocorreu com a Ascension Healthcare, uma das principais operadoras de saúde dos EUA, que enfrentou um ataque de ransomware que paralisou suas operações clínicas. O episódio, detectado em maio, interrompeu serviços importantes, como registros médicos eletrônicos, forçando os hospitais a recorrerem a métodos manuais, como notas manuscritas, o que aumentou os riscos de erros médicos. Em um caso angustiante, um enfermeiro no Kansas quase cometeu um grave erro de dosagem devido à confusão causada pela falta dos sistemas eletrônicos.

No Brasil, uma onda de o golpe por SMS, também conhecido como “smishing”, se destacou pela velocidade e alcance. Criminosos exploraram mensagens SMS para enganar milhares de pessoas. Entre as principais modalidades de fraude,  só neste ano, centenas de sites falsos foram criados para enganar vítimas por meio de falsas notificações de encomendas, avisos de valores a receber e alertas de cassação da CNH encheram as caixas de entrada dos brasileiros. As mensagens continham links que levavam a sites fraudulentos, semelhantes a portais de empresas de logística e órgãos governamentais, induzindo as vítimas a pagar supostas taxas por meio de boleto ou pagamento instantâneo.

Os golpes por SMS continuam a representar uma séria ameaça à segurança digital dos brasileiros em 2025. Segundo pesquisa da Norton divulgada em março, 54% das tentativas de fraude no país foram feitas por SMS, sendo que 43% das pessoas que receberam essas mensagens acabaram caindo no golpe. Mais alarmante: 77% dessas vítimas sofreram prejuízos financeiros, com perdas que vão de R$ 1,2 mil a até R$ 40 mil. De acordo com a Febraban, o total de perdas financeiras causadas por golpes no Brasil saltou de R$ 8,6 bilhões, em 2023, para R$ 10,1 bilhões em 2024 — um crescimento de 17%.

“Conseguimos identificar com o auxílio de nossa ferramenta de inteligência de ameaças e técnicas de investigação em fontes abertas que mais de 300 domínios falsos foram usados apenas em campanhas que simulavam comunicações dos Correios, ampliando significativamente o alcance e o impacto dos golpes”, diz o coordenador.

Em abril de 2024, o sistema financeiro do Governo Federal, conhecido como SIAFI, foi alvo de um ousado esquema de desvio de recursos. Criminosos conseguiram alterar dados bancários de um fornecedor, desviando R$ 3,5 milhões do Ministério da Gestão e Inovação. Para isso, utilizaram técnicas como phishing e certificados digitais falsos, aproveitando-se de credenciais de servidores públicos.

Operações contra grupos de cibercriminosos

No caso do SIAFI, a investigação da Polícia Federal revelou um esquema criminoso que desviava recursos destinados ao pagamento dos salários de servidores públicos, utilizando contas de “laranjas” para ocultar as transações. Esses recursos eram posteriormente convertidos em criptomoedas através de exchanges e instituições de pagamento especializadas.

Durante a operação, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária em diversos estados, incluindo Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e o Distrito Federal. Em resposta ao ocorrido, o Tesouro Nacional, responsável pelo SIAFI, implementou medidas adicionais de segurança, como a autenticação com múltiplos fatores (MFA) para usuários autorizados, visando reforçar a proteção do sistema e prevenir futuros incidentes.

Outras ações bem sucedidas implementadas pelas autoridades com a colaboração de empresas de cibersegurança foram realizadas em 2024. Operações nacionais e internacionais contra o cibercrime tiveram como foco o combate a grupos de ransomware e a grupos especializados em ataques DDoS.

A “Operação Cronos”, por exemplo, marcou um ponto de virada na luta contra o grupo LockBit, temido por sua série de ataques de ransomware desde 2019. As forças da lei dos EUA, do Reino Unido e da União Europeia conseguiram apreender domínios e revelar a identidade do líder do grupo, Dmitry Yuryevich Khoroshev. Vários afiliados foram presos, e a operação demonstrou a colaboração global necessária para combater o cibercrime.

Simultaneamente, a “Operação PowerOFF” desmantelou 27 serviços de aluguel de ataques DDoS em uma ação coordenada entre 15 países. Além de remover plataformas online usadas para fins maliciosos, a operação prendeu indivíduos-chave e responsabilizou centenas de usuários.

Outra vitória significativa ocorreu com a “Operação Magnus”, que focou nos malwares Redline e Meta Infostealer, dois dos mais utilizados para roubo de informações pessoais em todo o mundo. A polícia holandesa e o FBI apreenderam servidores e emitiram alertas globais, culminando na acusação do desenvolvedor russo Maxim Rudometov.

“As operações realizadas em 2024 reforçam a importância da cooperação internacional na luta contra o cibercrime, não só entre as nações, mas também do setor público com o privado. Se os criminosos evoluem em ousadia e táticas a cada ano, as forças da lei estão sempre empenhadas em provar que é só uma questão de tempo até que estes criminosos sejam inevitavelmente levados a encarar a justiça e a pagar por seus crimes”, ressalta Romer.

Sobre a Apura Cyber Intelligence, acesse: https://apura.com.br/

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  • Empresas demoram em média 30 dias para solucionar brechas em segurança cibernética e só 54% conseguem Redação
    A engrenagem do cibercrime não para de evoluir, e 2025 chega com um alerta vermelho para líderes de tecnologia, segurança e governança digital. Lançado nesta quarta-feira (23), a nova edição do Data Breach Investigations Report (DBIR), da norte-americana Verizon, escancara um cenário em mutação: crescimento nos ataques com uso de inteligência artificial, exploração de falhas de dia zero nos dispositivos de borda e um fator humano que insiste em deixar a porta entreaberta para os criminosos. Nest
     

Empresas demoram em média 30 dias para solucionar brechas em segurança cibernética e só 54% conseguem

22 de Novembro de 2025, 13:37

A engrenagem do cibercrime não para de evoluir, e 2025 chega com um alerta vermelho para líderes de tecnologia, segurança e governança digital. Lançado nesta quarta-feira (23), a nova edição do Data Breach Investigations Report (DBIR), da norte-americana Verizon, escancara um cenário em mutação: crescimento nos ataques com uso de inteligência artificial, exploração de falhas de dia zero nos dispositivos de borda e um fator humano que insiste em deixar a porta entreaberta para os criminosos.

Neste ciclo, o relatório analisou 22.052 incidentes de segurança, dos quais 12.195 resultaram em violações de dados confirmadas, o maior volume já registrado em uma edição do estudo. O levantamento cobre o período entre 1º de novembro de 2023 e 31 de outubro de 2024, com participação de empresas de todos os portes e setores. E, mais uma vez, o Brasil marcou presença: pelo sétimo ano consecutivo, a Apura Cyber Intelligence contribuiu com sua análise sobre o cenário nacional de ameaças.

“Esse tipo de colaboração nos permite entender melhor o comportamento do cibercrime em diferentes regiões e estar no centro das discussões mais relevantes sobre cibersegurança no mundo”, afirma Sandro Süffert, fundador e CEO da Apura. “Essa troca internacional nos permite entender o que está acontecendo lá fora e ajustar nossas ações ao que faz sentido aqui – e vice-versa. Esse equilíbrio entre o panorama global e a realidade local é o que torna nossa atuação mais eficaz e diferenciada”.

Entre os dados mais preocupantes, está o aumento de violações causadas por abuso de credenciais (22%) e exploração de vulnerabilidades (20%), com destaque para o uso de exploits de dia zero em VPNs e dispositivos de borda. Esses equipamentos, aliás, estiveram no centro de 22% das falhas exploradas no ano passado, um grande salto comparado aos 3% do ano anterior.

Apesar dos esforços das empresas em aplicar correções de segurança em seus equipamentos, apenas 54% das falhas foram totalmente resolvidas, com um prazo médio de 32 dias para “fechar a porta”, tempo mais do que suficiente para os criminosos agirem.

O fator humano ainda aparece em 60% das violações. E as brechas se multiplicam na medida em que cresce o envolvimento de terceiros, agora presentes em 30% dos incidentes, o dobro do registrado no ciclo anterior. O uso compartilhado (e muitas vezes descuidado) de credenciais, especialmente em ambientes externos, segue sendo um calcanhar de Aquiles. Para se ter uma ideia, o estudo identificou que o tempo médio para remediar segredos vazados em repositórios GitHub foi de 94 dias.

Outro alerta grave: os malwares do tipo “infostealer”, focados no roubo de dados, aparecem com força. Segundo o DBIR, 30% dos dispositivos infectados por esse tipo de ameaça eram corporativos, sendo que quase metade dos sistemas comprometidos (46%) misturava credenciais pessoais e profissionais — uma combinação explosiva que cresce com políticas permissivas de BYOD (bring your own device), ainda comuns em muitas empresas.

No front do ransomware, o relatório detectou aumento de 37% nas ocorrências em relação ao ciclo anterior. O tipo de ataque esteve presente em 44% das violações analisadas. Ainda assim, os valores pagos aos extorsionistas caíram: de uma mediana de US$ 150 mil em 2023 para US$ 115 mil em 2024. A boa notícia? 64% das empresas vítimas optaram por não pagar o resgate.

Mas o impacto é desigual: entre grandes corporações, o ransomware apareceu em 39% das violações. Já nas pequenas e médias empresas, esse número sobe para 88%, o que reforça a realidade vulnerável do middle market.

Uma das grandes novidades do relatório foi a inclusão da inteligência artificial como vetor de ataque. O uso de GenAI (inteligência artificial generativa) por criminosos se tornou evidente em 2025, com o dobro de e-mails maliciosos usando textos sintéticos em comparação com dois anos atrás, segundo parceiros da Verizon.

Mas o perigo não está apenas no lado ofensivo. O relatório revela que 15% dos funcionários acessam ferramentas de IA generativa com frequência em dispositivos corporativos, muitas vezes com contas pessoais (72%) ou e-mails corporativos sem autenticação adequada (17%) — criando brechas para o vazamento de dados sensíveis para fora do ambiente empresarial.

“Há poucos anos, falar de inteligência artificial em ataques cibernéticos soaria como ficção. Hoje, criminosos usam GenAI para automatizar fraudes, escrever e-mails de phishing mais convincentes e até escalar ataques com uma velocidade inédita. Isso muda o jogo. E nos obriga a pensar em defesa com a mesma sofisticação e agilidade”, comenta Süffert.

O DBIR 2025 apresenta uma breve análise regional do cenário de ameaças e traz um recorte com o panorama dos ataques cibernéticos na América Latina. Dentre os 657 incidentes analisados na região, a maioria com divulgação de dados confirmada (413), os principais padrões de ataque foram a intrusão de sistemas, o uso de engenharia social e os ataques básicos a aplicações Web – ao todo eles representam 99% das violações. Praticamente todas as violações identificadas na região envolveram atores de ameaça externos e 1% envolveram parceiros. As principais motivações foram o ganho financeiro (84%) e a espionagem (27%), com comprometimento de dados internos (97%) e de segredos corporativos (27% dos casos).

Com mais de 150 páginas, o DBIR 2025 reafirma seu papel como o mapa da segurança cibernética global. O estudo deixa claro: a guerra digital continua, e os ataques estão mais rápidos, inteligentes e invisíveis. A boa notícia é que, com dados e colaboração internacional, também evoluem as defesas.

Ou como resumiu o CEO da Apura: “Relatórios como o DBIR não se limitam a contar o que já aconteceu. Eles acendem luzes sobre o que está por vir”, diz Sandro Süffert, CEO da Apura. “Em um ambiente onde o cibercrime evolui na velocidade da tecnologia, ter acesso a dados confiáveis e análises profundas deixou de ser um diferencial, virou questão de sobrevivência”.

Sobre a Apura Cyber Intelligence: https://apura.com.br/

O relatório Data Breach Investigations Report 2025 já está disponível para download. Acesse em: https://www.verizon.com/business/resources/reports/dbir/

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  • A nova guerra invisível: como Estados-nação usam ciberataques e IA para moldar o poder global Redação
    Em um dos painéis mais aguardados do Cyber Security Summit 2025, o especialista Yuri Diógenes, PhD em Cybersecurity, professor da Universidade do Texas em Dallas e líder global de ciberdefesa na Microsoft, encerrou o evento com uma palestra contundente sobre o novo cenário dos conflitos internacionais. Sob o tema “Quando as Fronteiras Ficam Nebulosas: Ciberataques de Estados-Nação em Conflitos Modernos”, o especialista mostrou como o ciberespaço se consolidou como o quinto domínio da guerra mode
     

A nova guerra invisível: como Estados-nação usam ciberataques e IA para moldar o poder global

16 de Novembro de 2025, 13:31

Em um dos painéis mais aguardados do Cyber Security Summit 2025, o especialista Yuri Diógenes, PhD em Cybersecurity, professor da Universidade do Texas em Dallas e líder global de ciberdefesa na Microsoft, encerrou o evento com uma palestra contundente sobre o novo cenário dos conflitos internacionais. Sob o tema “Quando as Fronteiras Ficam Nebulosas: Ciberataques de Estados-Nação em Conflitos Modernos”, o especialista mostrou como o ciberespaço se consolidou como o quinto domínio da guerra moderna — ao lado da terra, do ar, do mar e do espaço — e advertiu que empresas e governos já estão sendo afetados diretamente por esse tipo de ataque.

“Quando há um embate entre Estados, o primeiro ataque não é mais militar, é cibernético. Ele vem em forma de campanhas de desinformação, ataques distribuídos e sabotagem digital. O ciberespaço se tornou a nova linha de frente dos conflitos modernos”, afirmou Diógenes.

Segundo levantamento da Microsoft apresentado durante a palestra, uma em cada três infraestruturas críticas no mundo já foi alvo de ataques conduzidos por grupos vinculados a Estados-nação. Desde 2020, o número desses incidentes cresceu mais de 200%, impulsionado por tensões políticas e disputas regionais. O especialista destacou que o Brasil também pode sofrer efeitos colaterais de ofensivas direcionadas a outros países, especialmente em cadeias globais de suprimento.

Ao apresentar exemplos da guerra Rússia-Ucrânia e de ataques recentes no Oriente Médio, Diógenes mostrou que os ataques digitais tornaram-se o primeiro passo das ofensivas militares. “Antes de tanques cruzarem fronteiras, já vemos ofensivas cibernéticas contra infraestruturas críticas e sistemas de defesa. É um playbook de guerra que combina poder cibernético e força cinética”, explicou.

Ele lembrou ainda que setores privados também são alvos frequentes, mesmo fora das zonas de conflito. “Quando um provedor de soluções é comprometido, todas as organizações que confiam naquela cadeia são vítimas em potencial. A infiltração em um elo estratégico pode causar efeitos em cascata na economia global”, destacou.

IA e desinformação: a nova face dos ataques

O pesquisador também alertou para o uso crescente da inteligência artificial (IA) em campanhas de desinformação e manipulação social. De acordo com ele, entre janeiro de 2024 e outubro de 2025 houve um crescimento exponencial de ataques que utilizam IA em alguma etapa da operação. “A IA vem sendo usada para criar desinformação em massa, explorando fontes que parecem confiáveis, veículos de comunicação, personalidades e até familiares. O resultado é um caos informacional difícil de conter”, afirmou.

Entre os exemplos citados, estão deepfakes hiper-realistas, clonagem de vozes e manipulação de vídeos e áudios para fraudes e disseminação de fake news. “O cidadão comum não tem ferramentas para diferenciar o real do falso. Isso aumenta a vulnerabilidade social e política das democracias”, alertou.

Ao encerrar sua apresentação, Diógenes reforçou que o risco cibernético é, hoje, uma extensão do risco geopolítico e da competitividade nacional, exigindo uma mudança na postura das lideranças empresariais. “Gerenciar risco cibernético é gerenciar a competitividade nacional. O que acontece na Europa ou no Oriente Médio pode afetar diretamente o mercado brasileiro. As empresas precisam estar preparadas para impactos indiretos e colaterais”, afirmou.

Para o especialista, o caminho passa por três pilares: visibilidade, colaboração e mentalidade estratégica. “Segurança não pode ser apenas um tema operacional. Precisa estar na mesa de decisão executiva. Quando os conflitos se espalham para o ciberespaço, a preparação define a resiliência”, concluiu.​

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  • Golpes cibernéticos mais comuns: como os delinquentes cibernéticos exploram cada etapa do Cyber Kill Chain Augusto Barros
    Nos últimos anos, o cenário de ameaças cibernéticas tem se tornado mais dinâmico, tanto em relação a novos crimes cibernéticos, quanto à complexidade de sua execução. Apesar dessas mudanças, uma aspecto não mudou tanto, de acordo com relatórios recentes (Verizon DBIR 2024, ENISA Threat Landscape 2024, FBI IC3 2024, CERT.br), as campanhas de engenharia social continuam entre as mais prevalentes, representando entre 25% e 35% de todos os incidentes reportados. Phishing, Business Email Compromise (
     

Golpes cibernéticos mais comuns: como os delinquentes cibernéticos exploram cada etapa do Cyber Kill Chain

13 de Setembro de 2025, 11:49

Nos últimos anos, o cenário de ameaças cibernéticas tem se tornado mais dinâmico, tanto em relação a novos crimes cibernéticos, quanto à complexidade de sua execução. Apesar dessas mudanças, uma aspecto não mudou tanto, de acordo com relatórios recentes (Verizon DBIR 2024, ENISA Threat Landscape 2024, FBI IC3 2024, CERT.br), as campanhas de engenharia social continuam entre as mais prevalentes, representando entre 25% e 35% de todos os incidentes reportados.

Phishing, Business Email Compromise (BEC), golpes de investimento e fraudes em e-commerce não apenas dominam as estatísticas de ocorrência, como também lideram em termos de prejuízos financeiros. Em paralelo, ameaças como ransomware, uso de credenciais roubadas e ataques à cadeia de suprimentos compõem um cenário de alto risco para organizações de todos os portes, especialmente as Pequenas e Médias Empresas (PMEs), que muitas vezes carecem de equipes de segurança preparadas e dedicadas.

Para compreender como os cibercriminosos estruturam seus ataques, é útil mapear suas estratégias no modelo Cyber Kill Chain, originalmente desenvolvido pela Lockheed Martin.

1. Reconhecimento (Reconnaissance)

Os atacantes coletam informações sobre suas vítimas antes de iniciar a ofensiva.

  • Táticas observadas: pesquisa em redes sociais para identificar cargos financeiros (alvo de BEC), coleta de e-mails corporativos em diretórios públicos, análise de hábitos de consumo online para fraudes de e-commerce.
  • Estratégia: aumentar a precisão da abordagem de engenharia social, tornando a comunicação mais convincente.

2. Armazenamento (Weaponization)

O criminoso cria a isca do ataque.

  • Táticas: elaboração de e-mails de phishing com logos corporativos falsos, criação de páginas clonadas, uso de malwares leves (infostealers) embarcados em arquivos, normalmente no formato PDFs.
  • Estratégia: preparar conteúdos que passam despercebidos por proteções básicas ou mal configuradas de e-mail e antivírus.

3. Entrega (Delivery)

A isca foi lançada e chega até a vítima.

  • Táticas: envio massivo de e-mails, mensagens SMS (“smishing”), ligações telefônicas (“vishing”), anúncios maliciosos em redes sociais.
  • Estratégia: maximizar alcance e explorar a pressa/curiosidade do usuário.

4. Exploração (Exploitation)

A vítima interage com a isca.

  • Táticas: Clique em links de phishing, inserção de credenciais em páginas falsas, execução de anexos infectados, resposta a pretextos financeiros (transferências).
  • Estratégia: Induzir a vítima a executar uma ação sem verificar a autenticidade.

5. Instalação (Installation)

O atacante estabelece presença no dispositivo ou sistema.

  • Táticas: instalação de trojans bancários, backdoors, ou criação de contas falsas em sistemas corporativos.
  • Estratégia: garantir persistência e acesso contínuo ao ambiente alvo.

6. Comando e Controle (C2)

O criminoso se comunica com o sistema comprometido.

  • Táticas: uso de servidores remotos para exfiltrar dados, comunicação por protocolos comuns (HTTPS/DNS) para evitar detecção.
  • Estratégia: manter controle oculto e discreto, dificultando a análise forense.

7. Ações sobre o Objetivo (Actions on Objectives)

O atacante realiza o objetivo final.

  • Táticas:
    • Fraudes financeiras (BEC, golpes de investimento).
    • Roubo de credenciais para venda em mercados clandestinos.
    • Criptografia de sistemas com ransomware.
    • Exfiltração de dados para extorsão.
  • Estratégia: monetizar o ataque rapidamente ou ampliar o impacto para extorsão futura.

“O modelo é muito útil, mas o Cyber Kill Chain tem limitações, particularmente quando pensamos nas movimentações laterais ou persistência avançada. Todavia, possui grandes virtudes, como a facilidade em reconstruir as ações do incidentes, o que auxilia na identificação da causa raiz e colabora muito para organizar ações de proteção e mitigação. Deve estar na cabeça de todo integrante da Equipe de Tratamento e Resposta a Incidentes” comentou Augusto Barros, Diretor de Inteligência do IDCiber.

A partir das observações apresentadas em cada etapa, percebe-se que muitas etapas da kill chain exploram fatores humanos, medidas de conscientização e processos simples têm enorme impacto:

  • Treinamentos regulares contra phishing e simulações internas, para reduzir cliques em links maliciosos.
  • Políticas de dupla verificação em transferências financeiras para mitigar fraudes BEC.
  • Campanhas de conscientização sobre golpes de investimento e romance, alertando colaboradores para sinais de fraude.
  • Uso de autenticação multifator robusta, de preferência com tokens físicos, para reduzir comprometimento de credenciais.
  • Backups testados e segmentados, prevenindo perdas críticas e favorecendo a recuperação pós-incidente.

A análise estatística mostra que a engenharia social permanece o vetor mais explorado pelos atacantes em 2024, não apenas pela simplicidade técnica, mas pelo alto índice de sucesso em contextos corporativos e até mesmo com pessoas físicas.

Ao mapear os golpes virtuais no Cyber Kill Chain, fica claro que a etapa crítica está entre o reconhecimento e a exploração, onde a manipulação psicológica encontra brechas na rotina e na cultura organizacional.

Para PMEs, investir em conscientização, cultura cibernética e políticas de validação de processos é, hoje, a forma mais custo-efetiva de reduzir o risco cibernético e proteger ativos críticos.

 

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    A escalada de tensões entre Irã e Israel ganha um novo e perigoso capítulo no ciberespaço. Um relatório divulgado pela Check Point Research revela que o grupo de ciberespionagem iraniano conhecido como Educated Manticore, com ligações diretas ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC-IO), intensificou campanhas direcionadas contra acadêmicos, jornalistas e especialistas de tecnologia israelenses. Alvos: Especialistas e Acadêmicos de Prestígio De acordo com a investigação, o Educated Manti
     

Educated Manticore no Irã Tem Como Alvo os Principais Acadêmicos de Tecnologia

27 de Junho de 2025, 11:31

A escalada de tensões entre Irã e Israel ganha um novo e perigoso capítulo no ciberespaço. Um relatório divulgado pela Check Point Research revela que o grupo de ciberespionagem iraniano conhecido como Educated Manticore, com ligações diretas ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC-IO), intensificou campanhas direcionadas contra acadêmicos, jornalistas e especialistas de tecnologia israelenses.

Alvos: Especialistas e Acadêmicos de Prestígio

De acordo com a investigação, o Educated Manticore concentrou esforços em atacar profissionais de alto nível, incluindo professores de ciência da computação de universidades renomadas de Israel, pesquisadores de cibersegurança e jornalistas. As ações, sofisticadas e cuidadosamente planejadas, fazem parte de uma ofensiva de espionagem digital que visa obter acesso indevido a contas de e-mail e outros serviços críticos.

Os invasores se passam por pesquisadores, executivos ou analistas de empresas de cibersegurança fictícias, estabelecendo contato inicial por e-mail ou até mesmo por mensagens no WhatsApp. Com uma comunicação polida, bem estruturada e aparentemente legítima — muitas vezes auxiliada por inteligência artificial —, os criminosos buscam conquistar a confiança das vítimas e direcioná-las para links maliciosos.

Phishing Personalizado e Engenharia Social Avançada

Uma vez estabelecido o contato, os alvos são conduzidos para falsas páginas de login do Gmail, Outlook ou Yahoo, desenvolvidas com tecnologia moderna baseada em Single Page Applications (SPA) usando React. Essas páginas simulam com precisão o fluxo de autenticação de grandes provedores de e-mail, incluindo etapas de autenticação multifator (2FA), captura de senhas e códigos de verificação.

Além disso, o kit de phishing desenvolvido pelo grupo conta com keyloggers ocultos, capazes de registrar todas as teclas digitadas, mesmo que o usuário não finalize o processo. As informações são transmitidas em tempo real para os servidores dos atacantes, potencializando o roubo de credenciais e comprometendo ainda mais as contas das vítimas.

Um aspecto que chamou atenção dos analistas foi o uso de convites falsos do Google Meet, hospedados no próprio serviço Google Sites, o que dá uma aparência ainda mais legítima às páginas maliciosas. Ao clicarem nas imagens desses convites, as vítimas são redirecionadas a sites sob o controle dos atacantes.

Infraestrutura Robusta e Expansão da Campanha

A infraestrutura da Educated Manticore é ampla e bem estruturada. Desde janeiro de 2025, o grupo registrou mais de 130 domínios diferentes — muitos relacionados a temas como tecnologia, comunicação e educação —, utilizados para hospedar as páginas de phishing e gerenciar as operações clandestinas. A maioria desses domínios foi registrada através do provedor NameCheap.

Os especialistas também identificaram uma sobreposição significativa com outra célula de operações, conhecida como GreenCharlie, o que sugere uma possível ramificação ou subgrupo da Educated Manticore atuando de forma coordenada.

Entre os domínios maliciosos monitorados estão sendly-ink[.]shop, idea-home[.]online, live-meet[.]info, bestshopu[.]online, entre muitos outros. Além disso, diversos endereços IP associados à operação foram mapeados, fortalecendo as evidências de uma infraestrutura técnica bem organizada.

Ameaça Persistente e Alerta Global

Apesar da crescente exposição e dos esforços da comunidade de segurança cibernética, o Educated Manticore segue atuando com rapidez e agressividade, demonstrando grande capacidade de adaptação e evasão. A campanha atual, ao explorar o contexto geopolítico e acadêmico, representa uma ameaça grave à integridade das instituições israelenses e ao ecossistema global de cibersegurança.

“Esses ataques evidenciam como o ciberespaço se tornou um dos principais campos de batalha no atual conflito Irã-Israel”, alertam os pesquisadores da Check Point. A expectativa é de que o grupo continue investindo em táticas de roubo de identidade e coleta de informações, principalmente de indivíduos envolvidos em ambientes acadêmicos, científicos e tecnológicos estratégicos.

Indicadores de Comprometimento (IOCs)

A Check Point Research divulgou uma lista de domínios e endereços IP associados à infraestrutura maliciosa do Educated Manticore. Profissionais e empresas de tecnologia são fortemente aconselhados a implementar medidas de monitoramento e bloqueio desses indicadores em suas redes.

Entre os principais IOCs identificados estão:

Endereços IP:

  • 185.130.226[.]71

  • 45.12.2[.]158

  • 45.143.166[.]230

  • 91.222.173[.]141

  • 194.11.226[.]9

Domínios Notórios:

  • sendly-ink[.]shop

  • idea-home[.]online

  • live-meet[.]info

  • bestshopu[.]online

  • live-message[.]online

A lista completa de domínios e IPs está disponível no relatório técnico da Check Point.

Conclusão

O caso do Educated Manticore reforça o papel crítico da cibersegurança no cenário geopolítico atual. A sofisticação técnica, combinada a uma estratégia agressiva de engenharia social, demonstra que grupos apoiados por Estados seguem explorando vulnerabilidades humanas e tecnológicas para alcançar seus objetivos de espionagem.

Especialistas recomendam vigilância redobrada, treinamentos contínuos de conscientização e o uso de autenticação forte e verificada, especialmente entre profissionais que atuam em áreas sensíveis de tecnologia e pesquisa.

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