Visualização normal

Antes de ontemStream principal
  • ✇DCiber
  • Setor de Saúde é o segundo maior alvo de vazamentos de dados no mundo, aponta relatório da Verizon Redação
    Os números não deixam dúvidas: o setor da saúde segue como um dos alvos preferenciais dos cibercriminosos no mundo. Segundo o Data Breach Investigations Report (DBIR) 2025, divulgado pela Verizon no dia 23 de abril, foram mais de 1.700 incidentes de segurança registrados na área médica entre novembro de 2023 e outubro de 2024. Destes, um assustador volume de 1.542 resultou em vazamentos de dados, muitos expostos por cibercriminosos em sites e fóruns na Dark e Deep Web. O levantamento é considera
     

Setor de Saúde é o segundo maior alvo de vazamentos de dados no mundo, aponta relatório da Verizon

28 de Novembro de 2025, 12:42

Os números não deixam dúvidas: o setor da saúde segue como um dos alvos preferenciais dos cibercriminosos no mundo. Segundo o Data Breach Investigations Report (DBIR) 2025, divulgado pela Verizon no dia 23 de abril, foram mais de 1.700 incidentes de segurança registrados na área médica entre novembro de 2023 e outubro de 2024. Destes, um assustador volume de 1.542 resultou em vazamentos de dados, muitos expostos por cibercriminosos em sites e fóruns na Dark e Deep Web.

O levantamento é considerado uma das maiores referências globais sobre segurança digital. Neste ano, analisou mais de 22 mil incidentes, com 12.195 violações de dados confirmadas em organizações de 139 países.

A saúde ficou atrás apenas do setor industrial, que acumulou 1.607 violações no mesmo período. “Os dados médicos são altamente sensíveis e valiosos. Por isso, o setor virou uma espécie de mina de ouro para os cibercriminosos”, explica Anchises Moraes, especialista da Apura Cyber Intelligence, que pelo sétimo ano consecutivo é uma das colaboradoras do relatório, levando dados do cenário brasileiro para esse levantamento global.

Segundo o relatório, 45% das violações miraram dados médicos, enquanto 40% afetaram dados pessoais, como nomes, endereços e números de documentos.

Os principais caminhos para as violações continuam sendo os mesmos: intrusões, falhas humanas e erros diversos, responsáveis por 74% dos casos. Já sobre quem promove os ataques, a maioria vem de fora: 67% são atribuídos a agentes externos. Mas o risco interno também é alto: 30% dos incidentes foram causados por pessoas com acesso legítimo aos sistemas. Os parceiros, por sua vez, responderam por 4% das investidas.

A maioria das invasões teve motivações financeiras: 90% dos ataques buscaram lucro direto com extorsão ou venda de dados. Contudo, um dado chama a atenção: os ataques movidos por espionagem saltaram de 1% em 2023 para 16% em 2024, um crescimento que, segundo Moraes, é “expressivo e preocupante”.

“Esse é um dos grandes desafios: muitas vezes, quem está dentro da organização facilita ou executa o ataque”, alerta Moraes. Para ele, a resposta precisa ir além de barreiras tecnológicas. “É preciso investir em treinamento, conscientização e controles rigorosos.”

Outra mudança detectada pelo DBIR 2025: os ataques de ransomware e invasões sofisticadas superaram, pela primeira vez, os erros humanos como causa dos incidentes, que lideravam o ranking até 2023. A escalada preocupa, especialmente em hospitais, onde a indisponibilidade de sistemas por um ataque de ransomware pode comprometer o atendimento e colocar vidas em risco. A América Latina também figura no relatório com destaque: foram 657 incidentes na região, sendo 413 com vazamentos confirmados.

“Depois que um ataque acontece, o desespero toma conta, e isso dá ainda mais vantagem aos criminosos”, afirma Moraes. “Não basta ter rotinas de segurança, sistemas de proteção robustos e, principalmente, investir em educação protetiva cibernética para reduzir o risco de um ataque bem-sucedido”, destaca. “É fundamental investir em medidas preventivas e pró-ativas, como monitoramento de ameaças, e construir um sólido plano de resposta a incidentes, para minimizar o impacto e retomar rapidamente a operação caso o pior aconteça”.

O relatório completo pode ser acessado gratuitamente no site da Verizon: https://www.verizon.com/business/resources/reports/dbir/.

  • ✇DCiber
  • Empresas demoram em média 30 dias para solucionar brechas em segurança cibernética e só 54% conseguem Redação
    A engrenagem do cibercrime não para de evoluir, e 2025 chega com um alerta vermelho para líderes de tecnologia, segurança e governança digital. Lançado nesta quarta-feira (23), a nova edição do Data Breach Investigations Report (DBIR), da norte-americana Verizon, escancara um cenário em mutação: crescimento nos ataques com uso de inteligência artificial, exploração de falhas de dia zero nos dispositivos de borda e um fator humano que insiste em deixar a porta entreaberta para os criminosos. Nest
     

Empresas demoram em média 30 dias para solucionar brechas em segurança cibernética e só 54% conseguem

22 de Novembro de 2025, 13:37

A engrenagem do cibercrime não para de evoluir, e 2025 chega com um alerta vermelho para líderes de tecnologia, segurança e governança digital. Lançado nesta quarta-feira (23), a nova edição do Data Breach Investigations Report (DBIR), da norte-americana Verizon, escancara um cenário em mutação: crescimento nos ataques com uso de inteligência artificial, exploração de falhas de dia zero nos dispositivos de borda e um fator humano que insiste em deixar a porta entreaberta para os criminosos.

Neste ciclo, o relatório analisou 22.052 incidentes de segurança, dos quais 12.195 resultaram em violações de dados confirmadas, o maior volume já registrado em uma edição do estudo. O levantamento cobre o período entre 1º de novembro de 2023 e 31 de outubro de 2024, com participação de empresas de todos os portes e setores. E, mais uma vez, o Brasil marcou presença: pelo sétimo ano consecutivo, a Apura Cyber Intelligence contribuiu com sua análise sobre o cenário nacional de ameaças.

“Esse tipo de colaboração nos permite entender melhor o comportamento do cibercrime em diferentes regiões e estar no centro das discussões mais relevantes sobre cibersegurança no mundo”, afirma Sandro Süffert, fundador e CEO da Apura. “Essa troca internacional nos permite entender o que está acontecendo lá fora e ajustar nossas ações ao que faz sentido aqui – e vice-versa. Esse equilíbrio entre o panorama global e a realidade local é o que torna nossa atuação mais eficaz e diferenciada”.

Entre os dados mais preocupantes, está o aumento de violações causadas por abuso de credenciais (22%) e exploração de vulnerabilidades (20%), com destaque para o uso de exploits de dia zero em VPNs e dispositivos de borda. Esses equipamentos, aliás, estiveram no centro de 22% das falhas exploradas no ano passado, um grande salto comparado aos 3% do ano anterior.

Apesar dos esforços das empresas em aplicar correções de segurança em seus equipamentos, apenas 54% das falhas foram totalmente resolvidas, com um prazo médio de 32 dias para “fechar a porta”, tempo mais do que suficiente para os criminosos agirem.

O fator humano ainda aparece em 60% das violações. E as brechas se multiplicam na medida em que cresce o envolvimento de terceiros, agora presentes em 30% dos incidentes, o dobro do registrado no ciclo anterior. O uso compartilhado (e muitas vezes descuidado) de credenciais, especialmente em ambientes externos, segue sendo um calcanhar de Aquiles. Para se ter uma ideia, o estudo identificou que o tempo médio para remediar segredos vazados em repositórios GitHub foi de 94 dias.

Outro alerta grave: os malwares do tipo “infostealer”, focados no roubo de dados, aparecem com força. Segundo o DBIR, 30% dos dispositivos infectados por esse tipo de ameaça eram corporativos, sendo que quase metade dos sistemas comprometidos (46%) misturava credenciais pessoais e profissionais — uma combinação explosiva que cresce com políticas permissivas de BYOD (bring your own device), ainda comuns em muitas empresas.

No front do ransomware, o relatório detectou aumento de 37% nas ocorrências em relação ao ciclo anterior. O tipo de ataque esteve presente em 44% das violações analisadas. Ainda assim, os valores pagos aos extorsionistas caíram: de uma mediana de US$ 150 mil em 2023 para US$ 115 mil em 2024. A boa notícia? 64% das empresas vítimas optaram por não pagar o resgate.

Mas o impacto é desigual: entre grandes corporações, o ransomware apareceu em 39% das violações. Já nas pequenas e médias empresas, esse número sobe para 88%, o que reforça a realidade vulnerável do middle market.

Uma das grandes novidades do relatório foi a inclusão da inteligência artificial como vetor de ataque. O uso de GenAI (inteligência artificial generativa) por criminosos se tornou evidente em 2025, com o dobro de e-mails maliciosos usando textos sintéticos em comparação com dois anos atrás, segundo parceiros da Verizon.

Mas o perigo não está apenas no lado ofensivo. O relatório revela que 15% dos funcionários acessam ferramentas de IA generativa com frequência em dispositivos corporativos, muitas vezes com contas pessoais (72%) ou e-mails corporativos sem autenticação adequada (17%) — criando brechas para o vazamento de dados sensíveis para fora do ambiente empresarial.

“Há poucos anos, falar de inteligência artificial em ataques cibernéticos soaria como ficção. Hoje, criminosos usam GenAI para automatizar fraudes, escrever e-mails de phishing mais convincentes e até escalar ataques com uma velocidade inédita. Isso muda o jogo. E nos obriga a pensar em defesa com a mesma sofisticação e agilidade”, comenta Süffert.

O DBIR 2025 apresenta uma breve análise regional do cenário de ameaças e traz um recorte com o panorama dos ataques cibernéticos na América Latina. Dentre os 657 incidentes analisados na região, a maioria com divulgação de dados confirmada (413), os principais padrões de ataque foram a intrusão de sistemas, o uso de engenharia social e os ataques básicos a aplicações Web – ao todo eles representam 99% das violações. Praticamente todas as violações identificadas na região envolveram atores de ameaça externos e 1% envolveram parceiros. As principais motivações foram o ganho financeiro (84%) e a espionagem (27%), com comprometimento de dados internos (97%) e de segredos corporativos (27% dos casos).

Com mais de 150 páginas, o DBIR 2025 reafirma seu papel como o mapa da segurança cibernética global. O estudo deixa claro: a guerra digital continua, e os ataques estão mais rápidos, inteligentes e invisíveis. A boa notícia é que, com dados e colaboração internacional, também evoluem as defesas.

Ou como resumiu o CEO da Apura: “Relatórios como o DBIR não se limitam a contar o que já aconteceu. Eles acendem luzes sobre o que está por vir”, diz Sandro Süffert, CEO da Apura. “Em um ambiente onde o cibercrime evolui na velocidade da tecnologia, ter acesso a dados confiáveis e análises profundas deixou de ser um diferencial, virou questão de sobrevivência”.

Sobre a Apura Cyber Intelligence: https://apura.com.br/

O relatório Data Breach Investigations Report 2025 já está disponível para download. Acesse em: https://www.verizon.com/business/resources/reports/dbir/

❌
❌