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Como as novas vulnerabilidades do PHP colocam usuários domésticos e seus dispositivos em risco

23 de Outubro de 2026, 13:12

Em 21 de outubro, duas vulnerabilidades críticas foram divulgadas no PHP, a linguagem de script usada por muitos sites e serviços online: CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619. Os invasores podem explorá-las para executar comandos remotamente em qualquer servidor que execute PHP, sem necessidade de autenticação. O exploit foi batizado de PHP2Shell.

A equipe de segurança do PHP anunciou uma atualização emergencial em 20 de outubro e lançou os patches que corrigem as vulnerabilidades já no dia seguinte.

Anteriormente, abordamos os detalhes técnicos dessas vulnerabilidades e explicamos o que empresas e administradores de servidores devem fazer. Talvez você tenha ignorado tranquilamente essa notícia por não administrar nenhum servidor — mas, infelizmente, o problema não se limita às empresas.

Quase 70% dos sites usam PHP, incluindo serviços que utilizamos todos os dias: wikis, lojas online, dispositivos inteligentes com interfaces web, sistemas domésticos de armazenamento conectado à rede (NAS), controladores de casa inteligente e muito mais.

Hoje, explicamos como essas vulnerabilidades podem afetar você pessoalmente e o que fazer para reduzir os riscos.

Como as vulnerabilidades podem afetar usuários domésticos

Roubo de contas e dados pessoais

A vulnerabilidade permite que um invasor roube tokens de autenticação da memória do servidor. Esses tokens funcionam basicamente como passes eletrônicos, informando ao site que o usuário já fez login. Como resultado, um invasor pode conseguir acessar a conta de outra pessoa sem inserir uma senha nem um código de autenticação de dois fatores, colocando em risco mensagens, documentos, endereços de entrega, históricos de pedidos e outras informações confidenciais.

Perda de arquivos em dispositivos domésticos

Se você tem em casa um sistema de armazenamento conectado à rede (NAS) ou um sistema de videovigilância que usa uma versão vulnerável do PHP, ele também pode estar em risco. Dependendo do nível de acesso obtido, os invasores podem conseguir copiar, excluir ou criptografar os arquivos aos quais tiverem acesso.

Infecção por malware

Se um invasor obtiver acesso a um site vulnerável, poderá usá-lo praticamente da maneira que quiser: enganar visitantes para que baixem um arquivo malicioso ou cliquem em um link de phishing, exibir instruções perigosas, substituir formulários de pagamento ou páginas de login por versões maliciosas — e a lista continua. Como resultado, alguém que visite um site legítimo pode não apenas perder o acesso à própria conta, mas também perder dinheiro ou infectar acidentalmente o dispositivo com malware.

A seguir, apresentamos exemplos de serviços diretamente afetados pelas vulnerabilidades.

Quais serviços são afetados pelas vulnerabilidades do PHP

Jeedom

Jeedom é uma plataforma de casa inteligente que permite controlar iluminação, sensores, aquecimento, persianas e dispositivos IoT domésticos. Os invasores podem explorar isso de várias maneiras: desativar o alarme, acompanhar quando o morador está fora de casa, acessar as imagens do vídeo porteiro e muito mais.

Os desenvolvedores confirmaram que a nova vulnerabilidade afeta o aplicativo e já lançaram uma atualização emergencial, o Jeedom 4.6.2. Os usuários precisam executar a atualização duas vezes para que ela funcione. Segundo os desenvolvedores, uma versão totalmente corrigida para usuários domésticos será lançada nos próximos dias.

Sites que usamos todos os dias

Como mencionado acima, o PHP é usado por aproximadamente 70% dos sites. Isso não significa que todos eles sejam vulneráveis: tudo depende da versão do PHP em uso e de os responsáveis pelo site já terem feito a atualização. Muitos sites governamentais na Europa já suspenderam suas operações por causa da nova vulnerabilidade.

Infelizmente, um site pode continuar vulnerável mesmo que pareça estar funcionando normalmente. Um invasor pode conseguir assumir o controle de qualquer site legítimo cujo servidor ainda não tenha recebido o patch. Ele pode falsificar páginas de pagamento ou login, hospedar arquivos maliciosos ou convencer usuários a baixar uma “atualização urgente” que, na verdade, é malware.

Usuários comuns não têm uma maneira confiável de verificar se essas instruções ou arquivos são seguros. Por isso, use uma proteção confiável contra phishing e malware. Se você suspeitar que seus dados podem ter sido roubados, verifique as sessões ativas nas configurações da sua conta. Caso encontre alguma atividade suspeita ou dispositivos que não reconheça, encerre todas as sessões ativas e altere sua senha. Use um gerenciador de senhas — ele pode gerar uma senha realmente forte e exclusiva, que você não precisará memorizar.

Videogames

Más notícias para os gamers: alguns videogames cujos servidores usam PHP também estão em risco. Se você não quer que invasores assumam o controle de suas contas, altere as senhas das suas plataformas, lojas e contas de jogos.

Para ganhar tempo para realizar as atualizações, alguns desenvolvedores tiraram seus serviços do ar temporariamente. Final Fantasy XIV, Pokemon Champions, jogos da Bandai Namco Entertainment, Uma Musume: Pretty Derby, Granblue Fantasy, Shadowverse: Worlds Beyond e muitos outros entraram em manutenção emergencial. O Nintendo Switch Online e as lojas GOG e Steam também foram afetados.

Infelizmente, também houve consequências mais drásticas. Ontem, os desenvolvedores de World Quest anunciaram que o jogo seria encerrado definitivamente após 15 anos: ele dependia de uma infraestrutura desatualizada cuja correção seria extremamente difícil e cara. Pelo mesmo motivo, o jogo para dispositivos móveis Please Save My Pandemonium! foi encerrado depois de mais de dez anos em operação.

Armazenamento conectado à rede (NAS) doméstico

As “nuvens domésticas” se tornaram populares nos últimos anos, e por um bom motivo: muitos usuários preferem manter backups dos próprios dados em casa em vez de armazená-los online. Diversas empresas fabricam dispositivos NAS, e pelo menos três — QNAP, Synology e ASUSTOR — informaram que as vulnerabilidades afetam seus produtos. Também foi lançada uma atualização para o Unraid, um sistema operacional para servidores domésticos, armazenamento em rede e servidores de mídia.

QNAP

O fabricante confirmou que as vulnerabilidades afetam várias versões de seus sistemas operacionais para NAS — QTS e QuTS hero —, além de aplicativos como QuMagie, Note Station 3 e determinadas versões do QVR Surveillance. Um ataque bem-sucedido pode colocar em risco fotos, documentos, anotações e gravações de câmeras.

No momento da publicação, a QNAP ainda está preparando atualizações. Portanto, a principal prioridade é desconectar temporariamente o NAS da internet. A QNAP recomenda desativar o redirecionamento de portas no roteador, impedir que o NAS abra portas automaticamente e permitir o acesso ao painel de gerenciamento somente pela rede doméstica ou por meio de uma VPN.

Synology

As duas vulnerabilidades foram oficialmente confirmadas nos pacotes PHP 7.3, 7.4 e 8.0–8.4, assim como no Mail Station e no Synology Calendar. Correções já foram lançadas para o PHP a partir da versão 7.4, além do Mail Station e do Synology Calendar. O PHP 7.3 não receberá correção. A empresa também ressalta que o componente PHP integrado ao sistema operacional não pode ser acessado de fora do dispositivo, portanto o risco de ataque é muito baixo.

ASUSTOR

A ASUSTOR também confirmou oficialmente as duas vulnerabilidades e removeu imediatamente do App Central os pacotes PHP 7, 7.3, 7.4 e 8.1. A empresa recomenda fazer imediatamente um backup dos dados, remover os pacotes antigos do PHP e usar o PHP 8.3 ou 8.4.

Unraid

Na atualização do sistema operacional lançada hoje, o PHP foi atualizado para a versão 8.4.27, que inclui correções para as vulnerabilidades. Os desenvolvedores recomendam que todos os usuários atualizem para o Unraid 7.3.4. Contêineres que possuem a própria instalação do PHP precisam ser atualizados separadamente: a nova versão do PHP no sistema operacional não substitui a versão instalada dentro dos contêineres.

No momento da publicação, não encontramos confirmação pública de outros grandes fabricantes, como TerraMaster, UGREEN, Buffalo ou Western Digital, de que seus dispositivos sejam afetados por essas vulnerabilidades — apenas discussões de usuários em fóruns.

Mas o fato de apenas alguns fabricantes de NAS terem confirmado o problema até agora não garante que seus dispositivos estejam seguros — principalmente se forem relativamente antigos ou fabricados por uma empresa pouco conhecida ou que já encerrou as atividades. Nesse caso, primeiro desconecte os dispositivos da internet, mantendo-os acessíveis apenas pela rede local, e depois investigue se eles são vulneráveis.

Armazenamento em nuvem Nextcloud

O Nextcloud é uma plataforma gratuita e de código aberto para criar seu próprio armazenamento em nuvem, funcionando como alternativa ao Google Drive, Dropbox e Microsoft OneDrive. Ele permite armazenar e sincronizar arquivos entre dispositivos, compartilhá-los com outros usuários e trabalhar com documentos, fotos, calendários e contatos. Os dados podem ficar armazenados no seu próprio servidor ou NAS, em vez dos servidores de uma empresa terceirizada.

Se você armazena dados importantes no Nextcloud, verifique como sua instância de nuvem está configurada. Se você usa o Nextcloud All-in-One, atualize para a versão 14.4.1, na qual a vulnerabilidade já foi corrigida.

Se a sua instalação do Nextcloud estiver configurada de outra maneira, será necessário atualizar o PHP manualmente no dispositivo ou servidor.

Como proteger seus dispositivos e dados

  • Use proteção contra phishing e malware. Nossa solução de segurança bloqueia automaticamente páginas de phishing e malware, mesmo quando os invasores os colocam em sites legítimos.
  • Fique de olho nas atualizações. Se você tem um sistema de armazenamento conectado à rede, uma casa inteligente, um servidor doméstico, um servidor de mídia ou qualquer outro dispositivo com interface web, primeiro consulte o site do fabricante e instale todas as atualizações disponíveis. Se ainda não houver uma atualização, desative temporariamente o acesso do dispositivo à internet.
  • Use senhas fortes. A maioria das pessoas reutiliza a mesma senha, ou variações dela, em vários sites. Se um invasor encontrar uma dessas senhas em um servidor vulnerável, poderá conseguir comprometer também suas outras contas. Recomendamos gerar e armazenar senhas fortes e exclusivas no Kaspersky Password Manager para que você não precise memorizar suas credenciais. Não deixe de ativar a autenticação de dois fatores em todas as contas importantes — de preferência usando códigos de uso único gerados pelo mesmo gerenciador de senhas.
  • Mantenha um backup offline dos seus arquivos importantes. Não dependa apenas do armazenamento em nuvem — mantenha uma cópia de segurança de todos os documentos importantes em um disco rígido e em um dispositivo externo. Para mais informações sobre como fazer backups corretamente, consulte nosso artigo A Internet não se lembra de tudo.

Que outros riscos seus dispositivos domésticos podem enfrentar? Leia nossos artigos:

  • ✇Blog oficial da Kaspersky
  • Como criar um currículo com IA: dicas e um prompt pronto Lama Saqqour
    Encontrar emprego hoje em dia é como jogar no modo difícil. Você envia seu currículo para uma empresa e, alguns minutos depois, uma rejeição automática chega à sua caixa de entrada. E, então, isso acontece novamente. E novamente. Soa familiar? Nesta publicação, explicamos como as plataformas de recrutamento funcionam do ponto de vista do RH. Também mostramos como usar a IA com segurança para revisar e aprimorar seu currículo, deixando-o pronto para os recrutadores sem transformá-lo em um amontoa
     

Como criar um currículo com IA: dicas e um prompt pronto

23 de Outubro de 2026, 09:00

Encontrar emprego hoje em dia é como jogar no modo difícil. Você envia seu currículo para uma empresa e, alguns minutos depois, uma rejeição automática chega à sua caixa de entrada. E, então, isso acontece novamente. E novamente. Soa familiar?

Nesta publicação, explicamos como as plataformas de recrutamento funcionam do ponto de vista do RH. Também mostramos como usar a IA com segurança para revisar e aprimorar seu currículo, deixando-o pronto para os recrutadores sem transformá-lo em um amontoado de palavras-chave sem vida. Ao final, compartilhamos um prompt pronto para ajudar você a melhorar a estrutura e o conteúdo do seu currículo.

Proteção dos seus dados

Antes de enviar seu currículo a um chatbot, remova todas as informações confidenciais, como nome, número de telefone, endereço residencial, e-mail, nomes de empresas e cópias digitalizadas de documentos. Qualquer modelo de linguagem com o qual você converse pode, às vezes, memorizar informações pessoais presentes nos dados usados para treiná-lo. Isso significa que sempre existe a possibilidade de a IA acabar “aprendendo” a fornecer seus dados a outros usuários por acidente. Além disso, mesmo os maiores serviços não estão imunes a falhas e vazamentos. Por exemplo, no ano passado, um pesquisador descobriu uma falha no Meta AI que permitia aos usuários acessar conversas de outras pessoas com o chatbot ao alterar o ID da solicitação.

Às vezes, a possibilidade de ler as conversas de outras pessoas nem sequer é uma falha. Por exemplo, recentemente foi revelado que os usuários do Grok que clicaram no botão Compartilhar conversa para enviar uma conversa a um amigo ou a si mesmos também estavam permitindo que mecanismos de busca indexassem essa conversa. Como resultado, milhares de conversas ficaram publicamente acessíveis. Entre elas, havia dados pessoais, solicitações para criar senhas complexas, reclamações sobre problemas de saúde, segredos comerciais e outras informações que os donos das conversas claramente não pretendiam divulgar.

Por isso, antes de usar qualquer chatbot, verifique primeiro a política de privacidade do serviço e, em seguida, acesse as configurações para desativar todos os recursos de que não precisa. O mais importante é desativar o uso das suas solicitações para treinar a IA. E lembre-se da regra de ouro: não envie a uma IA nada que você não gostaria de ver publicado na Internet.

Se você trabalha constantemente com informações confidenciais, a opção mais segura é executar modelos de linguagem localmente, no seu próprio computador. Já explicamos como fazer isso, usando o DeepSeek como exemplo. A mesma abordagem funciona com qualquer outro modelo de pesos abertos.

Por fim, não forneça seus dados pessoais a chatbots de desenvolvedores desconhecidos que prometem criar um currículo impecável. Muitas vezes, eles são apenas interfaces sofisticadas que utilizam modelos populares por trás. E provavelmente você nunca descobrirá quem realmente tem acesso aos seus dados, onde eles são armazenados ou o que acontece com eles depois.

Agentes maliciosos podem usar essas informações para realizar novos ataques. Por exemplo, podem enviar convites falsos para entrevistas e anúncios de emprego atrativos que correspondam perfeitamente à sua experiência profissional e aos seus interesses de carreira, até bem demais para ser verdade. A partir daí, o golpe pode seguir vários caminhos: um arquivo malicioso disfarçado de convite para uma entrevista, um link para uma página de phishing que rouba suas credenciais, uma solicitação para instalar um “software corporativo” ou para continuar a conversa em um aplicativo de mensagens, entre outras possibilidades.

Ao escolher uma ferramenta de IA, faça a si mesmo estas perguntas:

  • O serviço tem uma política de privacidade clara?
  • Ele informa o que acontece com seu arquivo depois que você o envia? O arquivo será armazenado ou excluído?
  • O serviço esclarece se seus dados serão usados para treinar a IA?
  • Quem é o responsável pelo serviço? Você pode confiar nesta empresa?
  • O site está protegido com HTTPS?

Quem lê seu currículo: um humano ou um robô?

A maioria das empresas de grande e médio porte usa há muito tempo um Sistema de rastreamento de candidatos (ATS). Esse é um software especializado para equipes de RH (profissionais de recursos humanos ou, em termos mais simples, recrutadores) que coleta e organiza candidaturas a vagas de emprego.

O fato de uma empresa usar um ATS não significa que os candidatos sejam classificados automaticamente por pontuação. Trata-se de um tipo de sistema relativamente antigo, que remonta a uma época em que a inteligência artificial era bem diferente do que é hoje. Com a evolução da tecnologia de IA, algumas empresas começaram a incorporar módulos de IA aos seus sistemas ATS. Mas a frequência com que isso acontece varia bastante de um país para outro e de um mercado para outro. De acordo com um estudo do LinkedIn, 37% dos líderes de RH entrevistados em todo o mundo usam IA nos processos de recrutamento, mas apenas 11% integram ativamente ferramentas de IA às suas plataformas de RH.

Em resumo, você pode otimizar seu currículo para a IA, mas ainda precisa escrevê-lo pensando em quem vai lê-lo. Mesmo que seu currículo passe pela triagem da IA, um profissional de RH o lerá em seguida. Um texto sem personalidade, com jeito de ter sido escrito por uma máquina, só prejudicará a impressão que você causa.

Tenha em mente que as rejeições automáticas não são feitas apenas por IA. Em alguns sistemas ATS, os recrutadores podem configurar manualmente regras para rejeitar candidaturas de forma automática. Por exemplo, essas regras podem se basear nas respostas dos candidatos sobre formação acadêmica, autorização para trabalhar no país, experiência exigida, licenças e certificações, disponibilidade para cumprir a jornada de trabalho exigida, entre outros critérios. Por isso, reserve um momento para verificar se seu currículo contém informações atualizadas e completas, relevantes para a vaga.

Como criar um currículo que passe tanto pela triagem da IA quanto pela avaliação do RH

Escreva a primeira versão você mesmo

Não há problema em recorrer à IA para obter ajuda, mas o currículo precisa ter conteúdo consistente e transmitir a experiência profissional de uma pessoa real.

Comece criando seu currículo por conta própria. Não precisa ficar perfeito nem estar livre de erros. Só depois disso, peça à IA que revise seu texto com um olhar novo. Nesse caso, a IA não deve atuar como sua biógrafa particular. Ela deve atuar como uma revisora de texto que aprimora a redação e a estrutura do currículo.

Mantenha a formatação simples

A menos que o empregador solicite algo específico, evite fotos, tabelas, elementos gráficos complexos e fontes personalizadas. E, principalmente, não tente criar um currículo cheio de elementos visuais em um editor gráfico. Qualquer um desses recursos pode tornar seu documento ilegível para um sistema ATS. O ideal é usar um arquivo PDF ou DOCX simples, com títulos, uma fonte padrão, seções bem definidas e listas com marcadores.

Adapte seu currículo a cada vaga

Copie a descrição da vaga e peça a um chatbot que incorpore ao seu currículo as principais expressões utilizadas no anúncio. Não se limite a espalhar palavras-chave pelo texto. Insira-as de forma contextualizada e sustente seu uso com exemplos da sua experiência profissional. Lembre-se: você precisa ser capaz de comprovar tudo o que afirma no currículo.

Mostre os resultados do seu trabalho

Evite frases genéricas, características pessoais e listas de tarefas sem contexto, como “responsável por”, “realizei análise de dados” ou “elaborei relatórios”. Tanto os recrutadores quanto a IA procuram informações específicas, de preferência com números e prazos. Mostre quais resultados seu trabalho gerou, e não apenas as tarefas que você executou.

Siga a fórmula ação + ferramenta + resultado: “Automatizei a geração de relatórios com Python e reduzi o tempo de preparação em 80%”, “Implementei um novo modelo de precificação e aumentei a receita anual de US$ 400 mil para US$ 600 mil em 12 meses” e “Desenvolvi um aplicativo corporativo de mensagens que hoje é usado por mais de mil funcionários”. Não exagere nos números. Se você não tiver dados exatos ou se eles não forem aplicáveis, não invente valores.

Coloque as informações mais importantes primeiro

Comece com um parágrafo curto, de duas a três frases, que destaque os pontos principais e inclua um link para o seu portfólio. Use-o para apresentar brevemente sua experiência profissional, suas habilidades e suas principais realizações. Se você está começando na área, escreva sobre sua formação e seus objetivos profissionais.

Liste suas experiências profissionais em ordem cronológica inversa, começando pela mais recente, para que suas realizações profissionais mais atuais sejam as primeiras informações que o recrutador verá.

Prompt de IA

Agora que você já conhece as dicas, é hora de pedir ajuda à IA. Veja um prompt que funciona. Testamos esse prompt em vários chatbots:

Imagine que você é especialista em RH e recrutamento. Leia meu currículo com atenção e procure maneiras de torná-lo mais forte. É importante que o currículo seja fácil de ler e chame a atenção da IA que faz a triagem de candidatos.

Meu currículo deve começar com um parágrafo curto sobre mim, de duas a três frases, que destaque as principais informações que tanto a IA quanto os profissionais de RH procurarão.

Adicione ao meu currículo palavras-chave da seguinte descrição da vaga: {texto de descrição da vaga}. As palavras-chave e expressões devem corresponder à minha experiência profissional real. Se não forem compatíveis com ela, não as inclua sem fundamento.

Quando fizer sentido, descreva minha experiência profissional usando a fórmula: ação + ferramenta + resultado. Exemplo: “Criei novas páginas de destino no Figma e aumentei a taxa de conversão em 20%”.

Faça também outras alterações que considerar importantes, mesmo que eu não tenha pensado nelas. Baseie tudo o que escrever nas informações do currículo que enviei. Não invente informações.

Revise antes de enviar.

  • Verifique se há informações desnecessárias: certifique-se de que seu currículo não contenha dados pessoais desnecessários nem informações protegidas por um acordo de confidencialidade (NDA).
  • Verifique a legibilidade: confira se o currículo tem os títulos, as datas e a ordem das seções adequados e se o arquivo está no formato DOCX ou PDF. Remova elementos gráficos complexos do documento.
  • Verifique a exatidão das informações: releia cada afirmação e pergunte a si mesmo: “Eu conseguiria comprovar isso em uma entrevista de emprego?” Lembre-se: a IA não conhece todos os detalhes do seu trabalho e pode exagerar na forma de descrever sua experiência.

Saiba mais sobre como usar a IA com segurança sem comprometer sua privacidade:

  • ✇Blog oficial da Kaspersky
  • Tokenomics na cibersegurança: ataques de negação de carteira e custos das operações de SOC Stan Kaminsky
    Recentemente, fizemos uma postagem sobre tokenomics e ataques de “negação de carteira” (denial of wallet): um novo tipo de ataque DDoS que busca gerar gastos excessivos com tokens de IA. Antes de começarem a proteger os processos de IA de seus colegas contra essa nova ameaça, os profissionais de segurança precisam considerar que as próprias atividades do departamento de segurança da informação também podem ser alvo desse tipo de ataque. Como as equipes de segurança estão testando e implementando
     

Tokenomics na cibersegurança: ataques de negação de carteira e custos das operações de SOC

22 de Outubro de 2026, 17:42

Recentemente, fizemos uma postagem sobre tokenomics e ataques de “negação de carteira” (denial of wallet): um novo tipo de ataque DDoS que busca gerar gastos excessivos com tokens de IA. Antes de começarem a proteger os processos de IA de seus colegas contra essa nova ameaça, os profissionais de segurança precisam considerar que as próprias atividades do departamento de segurança da informação também podem ser alvo desse tipo de ataque. Como as equipes de segurança estão testando e implementando ativamente diferentes formas de automação baseada em IA, a ameaça de interferência externa destinada a paralisar o sistema de defesa pode afetar diretamente seus próprios processos e tecnologias.

A Elastic estima que, conforme a arquitetura do SOC baseado em agentes, a triagem de um único alerta de um host pode custar US$ 0,69 com um conjunto de agentes especializados ou US$ 3,42 com um agente de uso geral capaz de executar 14 tipos diferentes de tarefas.

No entanto, esses valores médios ocultam uma enorme variação nos custos. A qualquer momento, o processamento inicial de um alerta simples (como, por exemplo, mil tokens) pode desencadear uma investigação sobre o processamento de milhões de entradas de registro, chamadas de API, e de outros dados relacionados, consumindo milhões de tokens em questão de minutos.

A própria Elastic reconhece que utiliza o modelo Claude Sonnet 4.6 em seu SOC. Isso levanta uma questão imediata: o que acontece quando o orçamento se esgota ou os filtros de segurança do modelo são acionados? No pior cenário, o SOC baseado em IA aciona uma “orquestra de agentes” para investigar eventos suspeitos que se assemelham a movimentos laterais na infraestrutura. O agente faz uma chamada à API da Anthropic, mas o orçamento mensal do departamento já se esgotou, e a API retorna erros. A investigação fica paralisada, e a equipe só percebe o problema meio dia depois. Além disso, se os “filtros de segurança” de um grande provedor de IA, que estão em constante mudança, classificarem as solicitações do SOC como maliciosas, o mesmo poderá ocorrer mesmo que ainda haja orçamento disponível. Isso ficou evidente na experiência da Hugging Face ao investigar a invasão de sua infraestrutura pela OpenAI.

É claro que um invasor tem interesse em provocar esse tipo de situação. O invasor pode aumentar diretamente os custos da equipe de defesa ao inserir prompts maliciosos nos dados que ela processa, como registros DNS TXT, cabeçalhos HTTP, comentários no código e nomes de arquivos, sabendo que esses prompts serão analisados pelos sistemas de segurança da informação. No ataque GhostJacking, registros do WAF são usados como vetor para a injeção de prompts. Em outro método, apresentado em um estudo acadêmico, pesquisadores conseguiram atacar as próprias proteções de segurança dos LLMs, aumentando a latência das solicitações em 148 vezes e o consumo de tokens em 63 vezes. Em teoria, o sistema continua funcionando normalmente, mas o processamento dos alertas fica muito mais lento e os custos associados aumentam significativamente.

O perigo das falhas silenciosas

Em sistemas baseados em agentes, o esgotamento do orçamento nem sempre gera um erro explícito com a mensagem “limite de solicitações excedido” e um alerta imediato aos responsáveis. Em determinadas configurações, pode ocorrer degradação silenciosa: quando uma solicitação ao modelo excede o tempo limite, o sistema muda automaticamente para um modelo mais barato, reduzindo a qualidade das respostas e interrompendo a execução de subagentes e tarefas periódicas. Enquanto isso, a equipe de segurança pode passar horas acreditando que tudo continua funcionando normalmente.

Como controlar os custos da IA na cibersegurança

Gerenciar os custos, é claro, não se resume a “evitar gastos excessivos”. O setor já caiu nessa armadilha ao implementar soluções SIEM: quando as empresas passaram a pagar de acordo com o volume de telemetria coletada, começaram a restringir seletivamente a coleta de registros, nem sempre de forma eficaz. Como resultado, surgiram pontos cegos na detecção de ameaças. O mesmo pode acontecer com os tokens, mas de forma mais rápida e em maior escala. Uma política de redução de custos mal planejada pode comprometer a profundidade das investigações e a qualidade das respostas. Sem uma política desse tipo, a decisão sobre o que cortar ficará a cargo do analista de plantão às 3h da manhã, e não do arquiteto ou do CISO durante a fase de projeto do sistema. Outra possibilidade é que o próprio fornecedor do sistema imponha limites automaticamente.

Alguns princípios simples ajudam a evitar aumentos previsíveis de custos e a gerenciar melhor situações realmente imprevisíveis.

Não recorra à IA para analisar informações que podem ser verificadas por meio de consultas convencionais. Tarefas repetitivas e previsíveis devem continuar sendo executadas da maneira tradicional, com regras e consultas a dados. Essas regras e consultas podem ser desenvolvidas com o auxílio da IA, mas devem funcionar de maneira determinística. O modelo deve ser usado apenas quando for realmente necessário avaliar uma situação ambígua.

Estabeleça limites rigorosos e emita alertas imediatos aos usuários sempre que forem ultrapassados. Combine diferentes tipos de limite, como limites por tarefa, limites diários e assim por diante. Os alertas de violação dos limites devem chegar imediatamente tanto aos analistas de plantão quanto aos responsáveis por todo o sistema.

Defina com antecedência o que fazer quando um limite for atingido. A decisão entre interromper o processo para economizar, mesmo que isso reduza o controle, ou continuar e arcar com os custos deve ser tomada antes que ocorra um incidente.

Restrinja as permissões dos agentes e as ferramentas às quais eles têm acesso. Quanto mais restrito o conjunto de ações, melhor será seu desempenho em tarefas específicas. Isso também reduz as oportunidades de elevar os custos e a probabilidade de exploração por agentes externos.

Examine rigorosamente os dados externos não confiáveis. Solicitações, consultas, mensagens, comentários e campos técnicos de texto livre, como registros DNS, cabeçalhos HTTP e nomes de arquivos, podem servir tanto para injetar prompts maliciosos quanto para sobrecarregar deliberadamente o sistema. Limite o tamanho desses dados e monitore a carga de trabalho que geram.

Para evitar interrupções causadas por provedores externos e manter o controle total sobre os dados da organização, avalie a possibilidade de usar modelos locais implantados na própria infraestrutura, pelo menos nas atividades de segurança da informação. Embora não sejam os modelos mais avançados, sua especialização e seu ajuste fino com dados da empresa podem garantir bom desempenho e reduzir o risco de falhas inesperadas.

Em arquiteturas mais complexas, os LLMs podem ser divididos em níveis de gravidade. A primeira linha de defesa, responsável por roteamento, filtragem de ruído e enriquecimento de dados é tratada localmente por modelos compactos. Isso reduz significativamente a imprevisibilidade dos custos. O segundo nível conta com um modelo local de maior porte, responsável pelo trabalho analítico principal: correlacionar eventos, testar hipóteses e reconstruir o cenário do incidente. Esse modelo também não gera custos por solicitação, mas tem capacidade limitada, o que pode causar gastos além do orçamento, sobrecargas e acúmulo de eventos em filas. Apenas casos excepcionais e realmente complexos são encaminhados a modelos avançados na nuvem, de preferência com a aprovação explícita de um analista. Nesse modelo, ainda há custos variáveis, mas eles ficam restritos a poucos casos. Cada encaminhamento é uma decisão consciente, e não uma consequência inesperada de um script executado durante a noite.

Na prática, essa abordagem reproduz o modelo clássico de SOC em vários níveis: a primeira linha faz a triagem, e a terceira conduz as investigações. A diferença é que essas funções são desempenhadas por modelos, e não por pessoas.

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  • Por que configurar uma VPN em seu roteador Stan Kaminsky
    O uso de VPN está crescendo em todo o mundo, com uma média global estável de 20% de crescimento ao ano. Os usuários passaram a valorizar tudo o que uma VPN oferece: ela criptografa sua conexão, protege você contra o rastreamento constante do provedor de Internet (e contra os anúncios direcionados que geralmente vêm com ele), oculta seu endereço IP e sua localização e permite que você continue usando seus serviços pagos favoritos durante viagens. Isso é especialmente importante em grandes eventos
     

Por que configurar uma VPN em seu roteador

8 de Outubro de 2026, 12:34

O uso de VPN está crescendo em todo o mundo, com uma média global estável de 20% de crescimento ao ano. Os usuários passaram a valorizar tudo o que uma VPN oferece: ela criptografa sua conexão, protege você contra o rastreamento constante do provedor de Internet (e contra os anúncios direcionados que geralmente vêm com ele), oculta seu endereço IP e sua localização e permite que você continue usando seus serviços pagos favoritos durante viagens. Isso é especialmente importante em grandes eventos públicos, como torneios internacionais de futebol, os Jogos Olímpicos ou shows de artistas populares, quando aumenta consideravelmente a probabilidade de golpistas interceptarem uma conexão Wi-Fi desprotegida.

Dito isto, as VPNs também têm seus próprios inconvenientes. Um dos maiores é que muitos dispositivos inteligentes, incluindo TVs, consoles de videogame, dispositivos de streaming e dispositivos de casa inteligente, não têm suporte a VPN. Além disso, normalmente é preciso configurar a VPN separadamente em cada dispositivo da sua casa. Instalar a VPN diretamente no roteador resolve os dois problemas de uma só vez: protege toda a sua rede doméstica, incluindo os novos dispositivos adicionados. Veja mais de perto quais são os benefícios dessa configuração.

1. Todos os dispositivos recebem proteção de VPN

Ative uma VPN no roteador e todos os dispositivos conectados ao seu Wi-Fi doméstico enviarão automaticamente o tráfego por meio dessa conexão protegida e criptografada. Não é preciso fazer mais nada: conecte seu celular, laptop ou TV ao Wi-Fi e o tráfego já será roteado pela VPN.

Muitos serviços de VPN pagos limitam o número de dispositivos que podem ser usados em uma única assinatura. Mas o roteador conta apenas como um dispositivo nessa lista, mesmo que possa proteger uma dúzia ou mais de dispositivos na sua casa ao mesmo tempo.

Vale observar que a instalação de uma VPN em um roteador normalmente só é possível com serviços de VPN pagos. Os planos gratuitos geralmente não oferecem essa opção ou permitem seu uso de forma muito limitada.

2. Configure uma vez e esqueça

Configurar uma VPN em todos os celulares e computadores da casa pode ficar cansativo rapidamente. E, se os dispositivos da sua casa usam diferentes sistemas operacionais, primeiro é preciso localizar as configurações de VPN em cada um deles, pois Android, Windows, iOS e macOS lidam com isso de maneiras diferentes.

Com a configuração no roteador, você configura a VPN uma vez e ela também cobre automaticamente qualquer novo dispositivo que conectar posteriormente.

3. Proteção até para dispositivos que não têm suporte a VPN

Muitos dispositivos não conseguem executar uma VPN. Isso inclui TVs inteligentes, dispositivos de streaming, consoles de videogame e praticamente todos os dispositivos de casa inteligente disponíveis, de babás eletrônicas a aspiradores de pó robôs. Uma VPN no roteador protege todos eles, sem que você precise alterar separadamente as configurações do aspirador de pó ou da lâmpada inteligente.

4. Não há necessidade de se preocupar em ativar e desativar a VPN

Muitas pessoas querem garantir que nem um único byte de seus dados saia do dispositivo antes que a VPN seja ativada. O problema é que sempre existe um pequeno intervalo entre ligar um computador ou celular e a ativação da VPN e, durante esse intervalo, os dados trafegam pela Internet sem criptografia.

As soluções mais comuns são ativar recursos especiais, como Always On VPN ou um Botão de emergência da VPN, no sistema operacional ou no aplicativo da VPN. Uma opção mais eficaz, porém, é executar a VPN no próprio roteador. Dessa forma, a regra de “nenhum byte sem a VPN” passa a valer automaticamente para todos os dispositivos da sua rede doméstica. Mas, para ter total tranquilidade, ainda é recomendável configurar um botão de emergência também no roteador, para que, se a VPN for desconectada (por exemplo, se o servidor VPN ficar temporariamente indisponível), seus dispositivos percam completamente a conexão com a Internet, em vez de voltarem para uma conexão desprotegida.

5. Trabalhe remotamente com duas VPNs ao mesmo tempo

Outro problema comum é precisar executar dois serviços de VPN simultaneamente. Isso geralmente acontece no trabalho remoto: você precisa de uma VPN corporativa para se conectar à rede da empresa e, ao mesmo tempo, quer usar uma VPN pessoal para todo o resto. Em muitos dispositivos, executar duas conexões VPN simultaneamente para finalidades diferentes é difícil de configurar ou simplesmente não é possível. Ficar alternando constantemente entre as duas também não é conveniente e abre brechas de privacidade e segurança.

Uma VPN no roteador também resolve isso. Basta ativar a VPN corporativa no computador de trabalho, e ela será executada sobre a conexão Wi-Fi, que já está protegida pela sua VPN pessoal no roteador. Na prática, uma VPN fica dentro da outra (VPN corporativa → Wi-Fi → VPN → Internet), mas essa configuração em camadas raramente causa problemas.

6. Contorne aplicativos que bloqueiam VPNs

Alguns aplicativos bancários e de streaming podem detectar quando um aplicativo de VPN está em execução no seu dispositivo e simplesmente se recusar a funcionar. Normalmente, eles não conseguem identificar que tipo de VPN é nem por que você a está usando. Eles simplesmente não aceitam nenhuma conexão VPN ativa. Se a VPN for executada no roteador, em vez de no próprio dispositivo, esse problema desaparece.

7. Proteja convidados na sua rede doméstica

Qualquer dispositivo de amigos ou familiares que se conecte ao seu Wi-Fi também recebe automaticamente a proteção da VPN, sem que seja necessário fazer qualquer configuração no dispositivo deles.

8. Menor carga sobre seus dispositivos

Como o roteador cuida da carga de trabalho de criptografia, seus celulares, tablets e outros dispositivos mais simples podem usar menos poder de processamento e consumir menos bateria do que consumiriam se executassem a VPN diretamente.

9. Gerenciamento simplificado da VPN

Precisa trocar de servidor VPN, alterar protocolos ou ajustar outras configurações? Basta fazer isso uma vez, no roteador. Não é preciso reconfigurar cada dispositivo separadamente.

Precauções e pontos importantes

Apesar de todas as suas vantagens, executar uma VPN no roteador também envolve algumas desvantagens que vale a pena conhecer.

  • Criptografar o tráfego de uma rede inteira exige um poder de processamento considerável, portanto, em um roteador com capacidade insuficiente, a velocidade da conexão pode acabar limitada.
  • Alguns roteadores não têm suporte a VPN ou funcionam apenas com protocolos mais antigos e menos seguros, como PPTP.
  • Se o roteador foi fornecido pelo seu provedor de Internet, talvez você não tenha permissões suficientes para instalar uma VPN nele.

Em qualquer um desses casos, você pode comprar um roteador mais potente com suporte a VPNs e usá-lo no lugar do equipamento fornecido pelo provedor ou junto com ele, configurando sua rede doméstica e sua VPN no seu próprio equipamento.

Nessa configuração, seus dispositivos se conectam da seguinte maneira: dispositivo → Wi-Fi ou Ethernet → VPN pessoal no roteador → Internet. Para computadores que também se conectam a uma VPN corporativa, o caminho parece um pouco diferente: dispositivo → VPN corporativa no dispositivo → Wi-Fi ou Ethernet → VPN pessoal no roteador → Internet.

Se não for possível conectar seu próprio roteador diretamente à rede do provedor porque o modelo não tem a porta adequada (por exemplo, no caso de uma conexão de fibra), você pode usar um cabo Ethernet para conectar a entrada do seu roteador pessoal ao equipamento do provedor. Nesse caso, você pode colocar o roteador fornecido pelo provedor no modo bridge ou simplesmente desativar o Wi-Fi dele para evitar interferências sem fio desnecessárias, já que sua única função agora é conectar-se à rede do provedor e transmitir essa conexão ao seu próprio roteador.

Também vale observar que alguns serviços on-line, como bancos, sites governamentais, lojas on-line e plataformas de streaming, podem restringir ou bloquear totalmente o acesso quando detectam um endereço IP estrangeiro por meio de uma VPN. Para contornar isso, você pode desativar o Wi-Fi do celular e usar os dados móveis ou adotar uma abordagem mais sofisticada para a configuração do roteador, conforme descrito abaixo.

A maioria dos roteadores modernos permite criar mais de uma rede Wi-Fi, geralmente oferecendo pelo menos uma rede doméstica e uma rede para visitantes, cada uma com suas próprias configurações. Você pode usar esse recurso para criar duas redes: uma com a VPN sempre ativada e outra sem VPN. Assim, para serviços que não funcionam bem com VPNs, basta mudar para a rede Wi-Fi não protegida.

Se estiver disposto a dedicar um pouco mais de tempo à configuração, há uma opção ainda mais prática, conhecida como túnel dividido: configurar individualmente determinados serviços ou sites para ignorarem a VPN, enquanto todo o restante continua passando normalmente pela sua conexão VPN segura. Para fazer isso, será necessário especificar os endereços dos sites que devem ignorar a VPN.

Muitos roteadores com recursos avançados também permitem dividir os dispositivos da sua casa em grupos e definir regras de conexão diferentes para cada grupo. Dessa forma, você pode configurar sua TV inteligente para acessar serviços de streaming sem VPN, enquanto seus dispositivos de casa inteligente, computadores e celulares se conectam à Internet exclusivamente pelo canal protegido.

Como configurar uma VPN no roteador

Configurar uma VPN no roteador pode parecer mais complicado do que instalá-la em dispositivos individuais, mas proporciona muito mais praticidade e proteção para toda a sua rede doméstica.

Para isso, você precisará de um roteador com suporte a VPN e de uma assinatura de um serviço de VPN que possa gerar arquivos de configuração para roteadores usando protocolos de VPN modernos. O Kaspersky VPN é compatível com os dois protocolos de VPN mais usados, OpenVPN e WireGuard, para conectar roteadores ao serviço.

Você pode criar um Kaspersky VPN arquivo de configuração para o seu roteador seguindo nosso guia detalhado. Para obter instruções específicas para o modelo do seu roteador, recomendamos pesquisar on-line ou perguntar a um assistente de IA algo como “como configurar uma VPN no {modelo do seu roteador}“.

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  • Tokenomics de cibersegurança: ataques de Denial of Wallet Stan Kaminsky
    Há pouco tempo, muitas empresas começaram a implementar agentes de IA em uma ampla variedade de fluxos de trabalho. Rapidamente, o custo de uso desses agentes se tornou uma questão urgente para as empresas. Além disso, a questão vai muito além do departamento financeiro. Além das preocupações orçamentárias, surgiram problemas de confiabilidade, estabilidade operacional e até de segurança da informação. Isso ocorre porque o custo de automatizar um mesmo processo varia significativamente entre imp
     

Tokenomics de cibersegurança: ataques de Denial of Wallet

6 de Outubro de 2026, 12:35

Há pouco tempo, muitas empresas começaram a implementar agentes de IA em uma ampla variedade de fluxos de trabalho. Rapidamente, o custo de uso desses agentes se tornou uma questão urgente para as empresas. Além disso, a questão vai muito além do departamento financeiro. Além das preocupações orçamentárias, surgiram problemas de confiabilidade, estabilidade operacional e até de segurança da informação. Isso ocorre porque o custo de automatizar um mesmo processo varia significativamente entre implementações, é imprevisível e pode ser afetado por fatores externos.

Além disso, para um agente malicioso, qualquer processo automatizado com IA e vulnerável a influências externas é, na prática, um alvo conveniente para o “novo tipo de ataque DDoS”. Relatórios de erros de aplicativos, avaliações de produtos ou solicitações de suporte técnico podem, assim como qualquer outro dado externo processado pela empresa com IA, ser usados em um ataque para aumentar o consumo de tokens (fragmentos de palavras que são a unidade básica de entrada e saída de um LLM).

Um ano de crescimento explosivo… nas contas

Em 2026, grandes empresas gastaram pela primeira vez muito além do orçamento destinado a seus sistemas de IA. A Uber já havia gasto todo o orçamento anual até abril, enquanto uma empresa não identificada não definiu limites de gastos para o Claude e gastou US$ 500 milhões em um único mês. Embora os provedores de IA anunciem regularmente preços mais baixos e modelos mais eficientes, a transição de chatbots para sistemas agênticos que operam de forma contínua e autônoma aumenta o consumo de tokens em centenas ou milhares de vezes.  Ao mesmo tempo, o modelo de “assinatura fixa de US$ 20 ou US$ 100” para empresas é coisa do passado. Todos os principais provedores estão migrando clientes corporativos para o modelo de pagamento conforme o uso.

Como resultado, as empresas estão enfrentando um problema já conhecido pelos setores de armazenamento em nuvem e telecomunicações. Sem sistemas especializados de contabilização e gerenciamento de custos, uma organização só descobre quanto um determinado processo ou projeto custou depois de concluí-lo. Nos setores de telecomunicações e nuvem, esse problema acabou sendo resolvido com o desenvolvimento de sistemas sofisticados de faturamento, e os clientes desses setores até adotaram o termo especializado FinOps. No caso da IA, esse processo ainda está em estágio inicial. Além disso, a natureza probabilística da IA generativa torna esse problema ainda mais difícil de resolver.

Consumo imprevisível de tokens

Para entender por que os custos aumentam tão rapidamente e são tão difíceis de prever e controlar, precisamos lembrar como funciona um modelo de linguagem e o que o transforma em um agente de IA. O modelo não armazena informações de estado. Em outras palavras, não retém informações entre as interações. A cada nova etapa, todo o histórico de trabalho de uma determinada tarefa (o contexto) precisa ser reenviado ao modelo: o prompt inicial, o raciocínio anterior, o conteúdo dos arquivos lidos e as respostas de todas as ferramentas. A cada etapa, essa “recapitulação” fica mais longa, especialmente se a tarefa envolver loops iterativos. Se uma etapa falhar, a resposta não for clara ou uma ferramenta retornar um erro, o agente simplesmente tenta novamente, aumentando ainda mais o tamanho do contexto. E, se a tarefa for executada por vários agentes, que dividem o trabalho entre si e trocam resultados, esse volume aumenta proporcionalmente ao número de agentes. Como resultado, o consumo de tokens não aumenta gradualmente, mas em saltos, e é quase impossível prevê-lo no início da tarefa.

Ao executar duas sessões diferentes de um agente de IA para resolver exatamente a mesma tarefa (dois tíquetes de suporte técnico, duas tarefas de análise e assim por diante), a quantidade de tokens consumidos pode variar. A diferença pode chegar a 30 (!) vezes. Isso depende do número de etapas, erros e tentativas necessárias para concluir a tarefa. O aumento do consumo de recursos não depende necessariamente da complexidade da tarefa. Há casos conhecidos em que a IA ficou presa em um “loop de raciocínio” e desperdiçou uma quantidade absurda de recursos em tarefas triviais.

Três gerações de IA em sistemas corporativos consomem recursos de maneiras completamente diferentes:

  • Machine learning clássico (ML). Normalmente, trabalha com dados bem estruturados e não exige muitos recursos computacionais. O consumo de recursos é previsível e baixo. É um item de orçamento fixo;
  • Um chatbot ou outro assistente de IA baseado em LLM. Ele consome tokens, mas o ritmo é definido por uma pessoa: o funcionário inicia a tarefa manualmente, avalia o resultado e interrompe o processo. O custo aumenta aproximadamente de acordo com o número de usuários ativos e pode ser estimado com base no número de licenças;
  • Um agente autônomo de IA. Uma pessoa define um objetivo e deixa o sistema trabalhar sozinho. O próprio sistema decide o que fazer e quantas etapas são necessárias. O custo continua aumentando até que a tarefa seja considerada concluída, sem um limite previsível.

Tokenomics em ataques: Denial of Wallet, o novo DDoS

Como as chamadas a LLMs são significativamente mais caras que as chamadas de software convencionais, automatizar tarefas corporativas rotineiras pode sair muito caro. Por exemplo, o Gartner estima que resolver uma única solicitação de suporte ao cliente usando um LLM custa aproximadamente US$ 3. É fácil imaginar como invasores poderiam bombardear uma empresa com milhares de solicitações longas e sofisticadas geradas por um LLM barato, causando um prejuízo financeiro significativo. Como o processo é automatizado, as anomalias podem não ser detectadas imediatamente.

Se um invasor souber qual sistema de agentes e qual LLM são usados em um processo de negócios, poderá realizar um ataque mais preciso e causar danos significativamente maiores. Os autores do estudo GitInject estimaram que um invasor capaz de criar incidentes no GitHub em uma organização que usa agentes de IA para análise de erros pode, com um único ataque (antes da ação dos mecanismos de defesa do GitHub), causar até US$ 111 em prejuízos e consumir 400 minutos do GitHub Actions da conta da vítima. Naturalmente, esse ataque pode ser repetido várias vezes, sem nenhum custo para o invasor.

O maior risco, embora seja difícil quantificá-lo em termos financeiros, vem de ataques que induzem os LLMs a um raciocínio excessivo. No artigo OverThink, os autores demonstraram como uma tarefa formulada de maneira inofensiva, quando enviada a um modelo de linguagem, produz um resultado correto, mas, nesse processo, consome 46 (!) vezes mais tokens do que deveria. Além disso, todas as tarefas testadas pelos pesquisadores passaram pelos filtros de segurança existentes.

Na nova versão do guia OWASP Top Risks for Language Models, esse problema alcançou a mais alta prioridade já registrada: o consumo ilimitado de tokens agora é classificado como LLM06:2026 e, entre suas variantes, o ataque de “denial of wallet” (negação de carteira), que esgota o orçamento da vítima para o uso de LLMs, é explicitamente destacado.

Como evitar ser vítima do “novo DDoS”

Antes de tudo, é preciso abandonar o princípio de “usar IA só por usar IA”. Não faz sentido delegar todas as tarefas a agentes autônomos. É recomendável analisar periodicamente o custo-benefício do uso de inteligência artificial.

Além disso, você deve limitar as permissões e o conjunto de ferramentas disponíveis para um agente autônomo de IA. Quanto menos ações o sistema puder executar, mais eficiente será em tarefas específicas, menos oportunidades terá de aumentar os custos e menor será a chance de alguém conseguir “manipulá-lo” para gastar tokens desnecessariamente.

Também recomendamos definir limites rígidos para o consumo de tokens e configurar um sistema de notificações para alertar as pessoas quando esses limites forem ultrapassados. Também é recomendável definir vários limites simultaneamente: por tarefa, por dia e assim por diante. Os alertas de limite excedido devem ser enviados imediatamente ao especialista responsável pelo sistema, para que ele decida se o processo deve continuar ou ser interrompido.

Verifique rigorosamente os dados externos não confiáveis. Qualquer informação processada pela IA que venha de fontes externas, como solicitações, consultas, mensagens, comentários ou campos técnicos que possam conter texto arbitrário (registros DNS, cabeçalhos HTTP, nomes de arquivos), pode não apenas levar à injeção de prompt, mas também aumentar deliberadamente a carga de trabalho. É recomendável limitar o tamanho desses dados e monitorar a carga que geram.

Calcule o custo unitário do trabalho e compare as faturas do fornecedor com seus próprios dados. O custo por análise, solicitação ou verificação é a única maneira de entender pelo que você está pagando e identificar erros nas faturas.

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  • Como um nome de rede Wi-Fi oculto pode expor seus dados a desconhecidos Stan Kaminsky
    Há mais de duas décadas, configurar um roteador doméstico significa seguir praticamente a mesma rotina: escolher uma banda Wi-Fi, dar um nome à sua rede, escolher um tipo de segurança e definir uma senha. Depois de digitar o nome da rede, geralmente aparece ao lado uma opção para ocultar o nome da rede, às vezes identificada como ocultar SSID ou simplesmente como rede oculta ou rede fechada. Se você selecionar essa opção, a rede criada não aparecerá automaticamente na lista de redes Wi-Fi dispon
     

Como um nome de rede Wi-Fi oculto pode expor seus dados a desconhecidos

29 de Setembro de 2026, 12:31

Há mais de duas décadas, configurar um roteador doméstico significa seguir praticamente a mesma rotina: escolher uma banda Wi-Fi, dar um nome à sua rede, escolher um tipo de segurança e definir uma senha. Depois de digitar o nome da rede, geralmente aparece ao lado uma opção para ocultar o nome da rede, às vezes identificada como ocultar SSID ou simplesmente como rede oculta ou rede fechada. Se você selecionar essa opção, a rede criada não aparecerá automaticamente na lista de redes Wi-Fi disponíveis em smartphones, computadores ou dispositivos de casa inteligente. Será necessário digitar manualmente o nome correto da rede. Somente então o dispositivo poderá localizar essa rede e se conectar a ela. À primeira vista, ocultar o nome da sua rede sem fio pode parecer uma precaução inteligente: impedir que vizinhos ou pessoas que passem pelo local invadam sua rede Wi-Fi, já que simplesmente não conseguem vê-la. Mas, na realidade, as coisas funcionam de maneira diferente: todos os seus dispositivos revelarão a existência da rede oculta, e isso não acontece apenas quando estão em casa.

Como os dispositivos se conectam ao Wi-Fi

Cada ponto de acesso Wi-Fi transmite um pequeno pacote de dados aproximadamente 10 vezes por segundo para que seu smartphone ou computador possa mostrar uma lista com os nomes das redes próximas, como JohnWiFi, TommyNet, CafeDeArts_Guest ou outras variações criativas. Esse pacote contém: (i) o nome da rede (Service Set Identifier, ou SSID), (ii) um identificador exclusivo do ponto de acesso (Basic Service Set Identifier, ou BSSID) e (iii) informações sobre o canal de rádio utilizado pela rede. Essas informações ajudam os dispositivos a (i) escolher a melhor rede para se conectar e (ii) ingressar automaticamente em redes que já conhecem. Por isso, nenhum dos dados desse pacote é criptografado. As redes ocultas também transmitem esses pacotes de anúncio; a única diferença é que deixam o campo SSID em branco. Esse método de localização de redes é chamado de descoberta passiva, pois um cliente Wi-Fi, como um smartphone, por exemplo, precisa apenas escutar as ondas de rádio para identificar os pontos de acesso próximos.

Além disso, o cliente pode procurar redes Wi-Fi por conta própria, em um processo conhecido como descoberta ativa. Seu smartphone ou computador transmite continuamente os nomes das redes Wi-Fi que conhece e às quais gostaria de se conectar. Se uma dessas redes estiver próxima, o ponto de acesso responde e a conexão é estabelecida.

A descoberta ativa pode, às vezes, ajudar a economizar a bateria do smartphone e é indispensável quando se trabalha com redes ocultas. Localizar uma rede oculta e conectar-se a ela torna-se um processo de duas etapas. Primeiro, o smartphone “detecta” que há um ponto de acesso Wi-Fi próximo com um nome de rede oculto. Em seguida, ele tenta acessar essa rede transmitindo os nomes (SSIDs) que já conhece, seja de redes ocultas às quais já se conectou anteriormente, seja do nome que o usuário digitou ao se conectar pela primeira vez a uma rede oculta. Se o nome corresponder, o roteador responde e a conexão é estabelecida.

Um nome de rede oculto (SSID) não oculta de fato sua rede Wi-Fi

A lista comum de redes Wi-Fi disponíveis no smartphone ou computador não exibirá as redes que não transmitem um SSID público. No entanto, qualquer software especializado de varredura de redes Wi-Fi pode identificá-las facilmente, ele apenas não exibirá seus nomes. Além disso, as redes ocultas continuam sendo fáceis de identificar e distinguir umas das outras graças ao BSSID exclusivo de cada roteador.

Portanto, ocultar o nome de uma rede Wi-Fi não a torna realmente invisível e não protege você contra cibercriminosos. Vale observar que qualquer análise em grande escala, como o mapeamento geográfico de redes Wi-Fi, utiliza BSSIDs, e não SSIDs. Além dos enormes bancos de dados mantidos pela Apple e pelo Google, também existem projetos públicos de mapeamento de pontos de acesso, como o WiGLE.

Se alguém quiser invadir uma rede em um local específico, um software especializado permite descobrir seu SSID simplesmente esperando que um dos clientes legítimos se conecte e monitorando a sessão de descoberta ativa. A partir daí, essa pessoa poderá se conectar à rede Wi-Fi, desde que ela utilize um protocolo de segurança suficientemente fraco.

Seus dispositivos expõem nomes de redes Wi-Fi ocultas e dados pessoais

A principal desvantagem de um SSID oculto é que smartphones e computadores precisam transmiti-lo antes de poderem se conectar à rede sem fio. E fazem isso em qualquer lugar, não apenas nas proximidades do ponto de acesso em questão. Assim que qualquer rede com um nome oculto aparece dentro do alcance do sinal, o cliente tenta se conectar e, durante essa tentativa, transmite os nomes de todas as redes ocultas que conhece. Essa transmissão não é criptografada, o que significa que qualquer pessoa nas proximidades pode capturar os dados transmitidos.

Em 2021, pesquisadores da Universidade de Hamburgo realizaram um experimento coletando dados de sinais de rádio em uma rua movimentada. Em apenas três sessões de uma hora de monitoramento, eles coletaram 252 mil solicitações de conexão Wi-Fi provenientes dos smartphones de pessoas que passavam pelo local. Dessas solicitações, 23% continham o SSID de uma rede à qual o smartphone teria preferido se conectar.

E é nesse ponto que entra em cena um fator em que poucas pessoas pensam: o próprio nome da rede. Doze por cento dos SSIDs identificados eram longas sequências numéricas que se pareciam muito com senhas. Assim, quando alguém conhece o SSID e o BSSID, pode consultar o BSSID em um serviço como o WiGLE e descobrir o endereço físico do ponto de acesso. Uma vez no local, um invasor pode tentar usar essa sequência tanto como SSID quanto como senha para se conectar à rede e com uma boa chance de sucesso. A amostra dos pesquisadores também incluiu 106 SSIDs que continham um nome ou sobrenome, 92 SSIDs que indicavam um endereço residencial e três que revelavam um endereço de e-mail.

Diante de tudo isso, não é de surpreender que Apple e Asus recomendem não usar o recurso de SSID oculto.

Outras desvantagens de ocultar sua rede Wi-Fi

Além dos problemas relacionados ao vazamento de dados, a tecnologia de SSID oculto (uma herança das primeiras versões do Wi-Fi) também prejudica o desempenho das versões modernas do protocolo de rádio. Na banda de 6 GHz, procurar uma rede Wi-Fi oculta entre 59 canais possíveis gera muito tráfego e consome muita energia: o cliente precisa percorrer todas as opções e enviar muitas solicitações. Como resultado, o desempenho de todas as redes Wi-Fi próximas na banda de 6 GHz diminui, e o próprio cliente consome mais bateria ao enviar todas essas solicitações.

A Asus também destaca que dispositivos Windows podem tender a se conectar primeiro a redes visíveis, mesmo quando uma rede com SSID oculto está disponível e marcada como preferencial.

Quando ocultar um SSID realmente faz sentido

Não há muitos cenários em que ocultar o nome da rede seja realmente útil. Por exemplo, se um roteador for destinado a um pequeno grupo de pessoas, mas estiver instalado em um local muito movimentado, um SSID oculto pode reduzir o número de tentativas de conexão e diminuir a carga sobre o roteador. Mas lembre-se de que isso melhora o desempenho, não a segurança, e apenas ligeiramente.

Outro caso semelhante é uma rede Wi-Fi técnica destinada a um número limitado de dispositivos fixos, como uma rede de câmeras de segurança ou dispositivos de casa inteligente. Esses dispositivos permanecem sempre no mesmo local, portanto, sempre que tentam se conectar à rede Wi-Fi designada, encontram-na imediatamente e nenhum dado é exposto; a menos que um invasor esteja efetivamente monitorando o sinal de rádio próximo ao roteador. Ao mesmo tempo, é menos provável que pessoas de fora tentem se conectar a uma rede desse tipo.

Como tornar seu Wi-Fi mais seguro

Para proteger sua rede Wi-Fi contra invasores que tentem acessá-la por meio da rede sem fio, não oculte o SSID. Em vez disso, use o moderno protocolo de segurança WPA3 junto com uma senha longa. Os invasores podem interceptar dados transmitidos pelo ar e, em seguida, tentar descobrir a senha por meio de ataques de força bruta. Por isso, uma senha Wi-Fi forte deve ter pelo menos 20 caracteres. A maneira mais fácil de gerar e armazenar senhas longas e difíceis de descobrir é usar um gerenciador de senhas que sincronize entre seus dispositivos. Dessa forma, elas estarão sempre à mão, independentemente do dispositivo que você estiver usando.

Se alguns de seus dispositivos mais antigos não forem compatíveis com WPA3, não há problema em usar WPA2 com Protected Management Frames (PMF) ativado, que protege contra vários tipos de ataques a redes Wi-Fi.

Você também deve se certificar de que o Wi-Fi Protected Setup (WPS) esteja desativado, pois ele basicamente substitui sua senha por um código PIN fácil de adivinhar.

Para identificar rapidamente dispositivos desconhecidos conectados à sua rede Wi-Fi, use o Smart Home Monitor no Kaspersky Premium.

Quanto ao nome da rede, em vez de ocultá-lo, escolha um que não revele seu nome, endereço ou qualquer outra informação pessoal. Também é recomendável evitar nomes de rede padrão, como ISPName-XXXX ou dlink, mas por outro motivo: nomes genéricos como esses podem confundir você e seus convidados. Se não quiser que seu ponto de acesso apareça nos mapas de geolocalização de redes Wi-Fi da Apple, do Google e de outros provedores, você pode adicionar o sufixo _nomap ao final do nome da rede, mas não há garantia de que isso realmente funcionará.

Além de proteger sua rede Wi-Fi, certifique-se de que seu roteador esteja configurado de forma segura de maneira geral. Antes de tudo, isso significa definir uma senha de administrador longa e exclusiva e manter o roteador atualizado com o firmware mais recente disponibilizado pelo fabricante. E, se tiver um pouco mais de tempo, você pode até melhorar o desempenho do seu Wi-Fi.

Como as redes Wi-Fi são invadidas e como protegê-las:

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  • Histórico do computador do ChatGPT: os riscos e uma configuração segura Stan Kaminsky
    Imagine seu computador mantendo um diário, como os que crianças costumavam usar para registrar o dia a dia, ou viajantes, comerciantes e nobres mantinham séculos atrás. Imagine como ele poderia ser. Segunda-feira, 7 de setembro. O usuário leu as notícias em cnn.com e bbc.co.uk (Safari). O usuário respondeu ao e-mail de John Kaufman sobre as datas de entrega e, em seguida, enviou a mesma pergunta à equipe de logística (Gmail). O usuário conferiu a lista de tarefas, verificou as atualizações rece
     

Histórico do computador do ChatGPT: os riscos e uma configuração segura

26 de Setembro de 2026, 09:39

Imagine seu computador mantendo um diário, como os que crianças costumavam usar para registrar o dia a dia, ou viajantes, comerciantes e nobres mantinham séculos atrás. Imagine como ele poderia ser.

Segunda-feira, 7 de setembro.

  • O usuário leu as notícias em cnn.com e bbc.co.uk (Safari).
  • O usuário respondeu ao e-mail de John Kaufman sobre as datas de entrega e, em seguida, enviou a mesma pergunta à equipe de logística (Gmail).
  • O usuário conferiu a lista de tarefas, verificou as atualizações recentes e definiu as prioridades do dia (Lista de tarefas).

Não estamos exagerando. É exatamente assim que é o novo diário do seu Mac. São vários arquivos de texto que qualquer aplicativo no computador pode ler, assim como qualquer pessoa diante do teclado. O recurso é chamado de Histórico do computador e foi lançado pela OpenAI em meados de agosto. No momento, ele só funciona no ChatGPT para Mac, requer uma assinatura Pro ou superior e está desativado por padrão. Segundo os desenvolvedores, o Histórico permite que o assistente de IA entenda rapidamente o contexto do seu trabalho e responda até a solicitações vagas, como: “envie um lembrete para quem estava trocando e-mails comigo sobre as entregas da semana passada”. É claro que essa conveniência tem um preço: seus dados são processados nos servidores da OpenAI e podem vazar do Mac, seja para um familiar intrometido ou para criminosos cibernéticos.

Como o Histórico do computador do ChatGPT funciona

Se o recurso se parece muito com o Recall, da Microsoft, ou com o Chronicle, anunciado anteriormente pela própria OpenAI, não é por acaso. Ambos foram desenvolvidos com o mesmo objetivo, mas usam métodos diferentes. Depois de o Recall se transformar em um desastre de relações públicas, a equipe responsável pelo Histórico do computador decidiu não fazer capturas de tela nem analisá-las constantemente. Em vez disso, o ChatGPT usa os recursos de Acessibilidade do macOS para ler o texto na tela e acompanhar ações: cliques do mouse, texto digitado nos campos, alternância entre aplicativos e outras ações desse tipo. Tudo isso é armazenado como um fluxo de dados brutos de atividade dentro do contêiner do ChatGPT (grupo de aplicativos), acessível somente pelo próprio ChatGPT ou por outros aplicativos aos quais você tenha concedido permissão. Em testes executados por pesquisadores forenses digitais, apenas duas horas de uso normal do computador geraram cerca de 3.500 desses eventos registrados.

Esses dados brutos permanecem no computador por até 48 horas. Durante esse período, o aplicativo do ChatGPT executa periodicamente sessões de chat ocultas em segundo plano, nas quais pede à IA que reúna eventos relacionados em um único relato. Essencialmente entradas de diário, esses resumos são arquivos de texto simples em uma pasta que qualquer aplicativo do Mac pode abrir: ~/.codex/memories/extensions/skysight/.

Quando você conversa com o assistente ou ativa recursos automatizados, essas anotações podem ser incluídas na conversa para gerar respostas mais contextualizadas. A OpenAI faz questão de destacar que o assistente pode identificar padrões nos seus fluxos de trabalho e se oferecer para automatizá-los, criando o que chama de “skills”, que reproduzem suas ações automaticamente.

Depois que um resumo fica pronto, os dados brutos de atividade que deram origem a ele são excluídos. A OpenAI afirma que não manterá essas conversas ocultas em segundo plano nem as usará para treinar a IA, exceto quando isso for exigido por lei. Já os resumos em estilo de diário inseridos nas suas conversas ficam armazenados nos servidores da OpenAI sob as mesmas regras aplicadas às suas conversas regulares e à memória do assistente. Portanto, as configurações de privacidade que você já definiu também se aplicam a eles.

O que o Histórico do computador pode ver, e o que você pode desativar

Como o recurso funciona inteiramente com ferramentas de acessibilidade, o ChatGPT só acessa o que o sistema operacional já permite que essas ferramentas acessem. Isso inclui títulos de janelas, blocos de texto, legendas de imagens no navegador, o texto que você digita em um campo e os nomes dos elementos da interface em que você clica. Assistindo a um vídeo? A IA não consegue ver o vídeo em si, mas pode ler o título da janela, o nome do site e a descrição do vídeo. Navegando por fotos? Ela vê os nomes de arquivos e pastas, mas não as imagens propriamente ditas. O áudio nunca é gravado nem armazenado, em nenhuma situação. Em uma chamada de vídeo, tudo o que é registrado é o título da janela da reunião, a menos que as legendas ao vivo estejam ativadas na própria chamada. Os campos de senha mascarados (exibidos como pontos) não são lidos, e, segundo a OpenAI, as janelas de navegação privada nunca são analisadas.

Uma diferença em relação ao Microsoft Recall é que o procedimento para ativar o recurso é apresentado de forma clara e detalhada, passo a passo. O Histórico do computador nunca se ativa sozinho. Você deve navegar até o menu de configurações, depois Integrações → Histórico do computador e ativá-lo manualmente depois de ler os avisos e as explicações. Além disso, o acesso à memória do agente precisa estar ativado para que o recurso funcione. A partir daí, você escolhe quais aplicativos e sites deseja que sejam monitorados e confirma uma série de solicitações de permissão do macOS.

Para empresas que usam assinaturas comerciais, são necessárias duas aprovações: primeiro, o administrador deve ativar o Histórico do computador para toda a organização; depois, cada funcionário deve ativá-lo individualmente.

A qualquer momento, você pode acessar Histórico do computador → Permissões e listar aplicativos e sites específicos a serem excluídos do rastreamento ou, inversamente, definir o ChatGPT para monitorar apenas uma lista limitada de sua escolha (Incluir somente estes aplicativos, Incluir somente estes sites).

Para ver a aparência do diário do seu computador, verifique Histórico do computador → Histórico. A partir daí, você pode excluir entradas individuais ou desativar diretamente na lista o monitoramento de aplicativos específicos.

Os riscos de usar o Histórico do computador do ChatGPT

Já abordamos os riscos do armazenamento centralizado de toda a atividade de uma pessoa em nosso artigo anterior sobre o Microsoft Recall, e a maior parte do que dissemos também se aplica ao Histórico do computador do ChatGPT.

  • Você pode presumir que suas conversas e seus e-mails são privados, protegidos por senhas e criptografia. Mas uma cópia das partes mais importantes dessas conversas fica armazenada em arquivos de texto simples, acessíveis a qualquer pessoa com acesso ao seu computador e a muitos outros aplicativos.
  • As pessoas com quem você troca mensagens não fazem ideia de que essa cópia adicional existe. Por exemplo, se ativarem mensagens que se autodestroem, mas não marcarem a janela do aplicativo de mensagens como privada, essa precaução não as protegerá.
  • Mesmo que você confie plenamente na OpenAI e não questione as promessas de privacidade, seus dados ainda podem ser roubados diretamente do computador por um infostealer. Os infostealers direcionados a Macs aumentaram muito nos últimos dois anos, portanto, esse não é um risco meramente hipotético. Além disso, quem cria esse tipo de malware age rápido e o mantém sempre atualizado para capturar qualquer novo tipo de dado que pareça promissor. Os arquivos da OpenAI são uma verdadeira mina de ouro para eles: tudo o que você fez, já resumido pela IA em algo fácil de ler. Embora não contenham senhas nem números de cartão de crédito, os detalhes disponíveis provavelmente são suficientes para criar um golpe de e-mail com falso pedido do chefe, de forma convincente.
  • E, se um colega de trabalho intrometido ou alguém da sua família conseguir acessar seu computador, não levaria mais que cinco minutos para ler o diário da sua vida profissional e pessoal.

Histórico do computador: desativá-lo ou apenas configurá-lo?

Recomendamos limitar o Histórico do computador ou desativá-lo completamente se seu trabalho envolver informações confidenciais. Isso se aplica especialmente a médicos, advogados e qualquer outra pessoa sujeita ao sigilo profissional ou que lide com dados pessoais ou médicos. O mesmo vale para quem mora com um familiar controlador demais ou trabalha em um escritório com colegas intrometidos.

Se nada disso se aplicar a você e você quiser experimentar a utilidade real dos recursos de pesquisa e das skills geradas automaticamente pela IA, veja como configurar o recurso com segurança.

  • Bloqueie o login do seu Mac. Desative o login automático e configure o Mac para exigir uma senha imediatamente após o protetor de tela ser ativado ou o computador sair do modo de repouso. Use uma senha forte e o Touch ID, e certifique-se de que a criptografia de disco do FileVault esteja ativada.
  • Configure suas exclusões. Adicione manualmente à lista de exclusão do Histórico do computador todos os aplicativos de mensagens que você usa para conversas privadas, além de aplicativos ou sites financeiros e qualquer outro local onde você armazene informações confidenciais.
  • Verifique regularmente. Pelo menos algumas vezes por semana, acesse as configurações do Histórico do computador para verificar quais aplicativos e sites ele está monitorando. Isso ajuda a identificar e remover quaisquer fontes de informações privadas que você tenha esquecido de excluir antes.

Seja como você configure o Histórico do computador, as duas formas mais comuns de seus dados acabarem nas mãos erradas, em qualquer Mac, são um infostealer para macOS roubá-los diretamente do computador ou você inserir suas informações em um site falso. Para se proteger contra ambos, certifique-se de usar um software de segurança completo no Mac, como o Kaspersky para macOS.

A IA pode criar riscos à privacidade que você talvez nunca tenha imaginado. Você pode ler mais sobre outros riscos em nossas outras postagens:

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  • Como proteger sua smart TV e set-top box contra invasões Stan Kaminsky
    Em 2026, o proprietário de um roteador doméstico comum, de uma smart TV ou de uma TV box é um alvo de grande interesse para os cibercriminosos. Esses dispositivos são facilmente recrutados para botnets e redes de proxy residencial, sobre as quais já falamos anteriormente. Os criminosos “sublicenciam” o dispositivo infectado, permitindo que terceiros paguem para acessar qualquer site usando o endereço IP da vítima, fazendo parecer que é o proprietário do dispositivo quem está realizando os acesso
     

Como proteger sua smart TV e set-top box contra invasões

25 de Setembro de 2026, 08:44

Em 2026, o proprietário de um roteador doméstico comum, de uma smart TV ou de uma TV box é um alvo de grande interesse para os cibercriminosos. Esses dispositivos são facilmente recrutados para botnets e redes de proxy residencial, sobre as quais já falamos anteriormente.

Os criminosos “sublicenciam” o dispositivo infectado, permitindo que terceiros paguem para acessar qualquer site usando o endereço IP da vítima, fazendo parecer que é o proprietário do dispositivo quem está realizando os acessos. Esse serviço é procurado para todo tipo de esquema ilícito: desde fraude publicitária e campanhas de spam até tentativas de descoberta de senhas por força bruta e invasão de contas. Em nosso artigo anterior, explicamos como os roteadores domésticos são recrutados para essas redes de proxy; hoje, vamos analisar uma categoria de dispositivos ainda mais vulnerável e igualmente onipresente: smart TVs e TV boxes.

Esses dispositivos atraem os criminosos por dois motivos. Primeiro, ao contrário de computadores e smartphones, as TVs quase sempre ficam conectadas à tomada e têm uma conexão rápida com a Internet. Uma tela apagada não significa que o dispositivo esteja desligado. Além disso, a interface de usuário e as ferramentas de monitoramento limitadas fazem com que processos suspeitos executados em segundo plano possam passar facilmente despercebidos pelos usuários.

A ameaça está evoluindo e se tornando mais agressiva. Um estudo recente constatou que, quando um proxyware chega a um set-top box, os riscos para o proprietário vão muito além de ter o próprio tráfego desviado.

Anatomia da infecção

Os pesquisadores se concentraram em uma popular TV box da SuperBox, que já abordamos anteriormente no artigo Sua TV box virou uma porta de entrada para terceiros?

A estratégia de marketing da SuperBox se baseia fortemente na promessa de oferecer milhares de canais de TV sem assinatura nem mensalidades. No entanto, assim que sai da caixa, o dispositivo não é capaz de fazer nada disso. Para ter acesso a conteúdo pirata, é necessário instalar a loja de aplicativos proprietária da marca.

Quando você a abre e instala aplicativos adicionais, os milhares de canais de TV realmente aparecem. Enquanto isso, nos bastidores, sem nenhum aviso ou solicitação de permissão, o dispositivo inunda sites externos com solicitações não autorizadas, e o tráfego de rede aumenta drasticamente.

Os pesquisadores descobriram vários fatos alarmantes. Primeiro, a vítima pode ser incluída simultaneamente em até cinco botnets. A SuperBox executa clientes de várias redes de proxyware ao mesmo tempo, que chegam a competir entre si, bloqueando a instalação de softwares concorrentes.

Mas o verdadeiro choque foram os ataques à rede interna. O proxyware da TV box não impõe nenhuma limitação ao que seus “clientes” pagantes podem fazer na rede. Eles podem acessar não apenas sites externos, mas também dispositivos dentro da sua rede doméstica.

Normalmente, as configurações do seu roteador doméstico e do provedor de serviços de Internet (ISP) protegem você contra ataques externos. Mas o proxyware contorna essas barreiras porque opera de dentro da rede. Durante um experimento, os pesquisadores confirmaram que um invasor na Internet pode facilmente usar o set-top box infectado para abrir o painel de administração de um roteador doméstico, como um Linksys, que deveria estar acessível apenas ao proprietário quando conectado à rede Wi-Fi doméstica. Isso significa que os hackers podem tentar roubar dados de outros dispositivos da mesma residência ou até mesmo criptografar o armazenamento de rede doméstico (NAS).

Ao mesmo tempo, falhas no firmware de fábrica da SuperBox permitem que hackers instalem e executem remotamente qualquer aplicativo com privilégios de superusuário, e essa ameaça está longe de ser apenas hipotética. Durante três semanas de monitoramento, o set-top box usado no teste sofreu mais de 1.300 ataques por meio da rede de proxy doméstica. Os invasores instalaram três tipos diferentes de malware, incluindo um módulo para realizar ataques DDoS.

O malware usa vários métodos para obter acesso ao sistema e permanece ativo mesmo após reinicializações e quedas de energia.

Como saber se seu set-top box está trabalhando para os hackers

Se você tem um set-top box barato ou uma Android TV de uma marca pouco conhecida, vale a pena verificar se há alguma anomalia.

O método mais confiável é analisar o tráfego de rede. Use as estatísticas disponíveis no painel de controle do seu roteador, mas observe que alguns modelos de baixo custo podem não oferecer esse recurso. Nos roteadores Asus, esse recurso é chamado de Traffic Analyzer; nos TP-Link, de Traffic Usage; e nos Keenetic, de Traffic Monitor. Encontre sua TV ou set-top box na lista de dispositivos e verifique a proporção entre os dados baixados e enviados. Esses dispositivos devem consumir muito tráfego para baixar vídeos, mas enviar pouquíssimos dados. Se seu set-top box estiver silenciosamente enviando gigabytes de dados ou permanecer ativo na rede mesmo quando estiver ocioso, esse é um sinal claro de que ele pode estar infectado.

Se as estatísticas de tráfego não estiverem disponíveis, procure sinais indiretos:

  • Os LEDs de atividade da rede e da memória não param de piscar, mesmo quando ninguém está usando o dispositivo.
  • O gabinete do set-top box fica constantemente morno ou quente.
  • A interface apresenta atraso em relação ao controle remoto, e o set-top box trava aleatoriamente, sem relação com a reprodução de vídeos pesados.
  • A velocidade da Internet nos outros dispositivos (computadores ou celulares) sofre uma queda significativa.
  • Ao tentar acessar sites conhecidos pela rede Wi-Fi doméstica, você se depara constantemente com um CAPTCHA, um sinal de que sua rede pode estar comprometida e ter sido identificada como fonte de spam.
  • O suporte técnico do seu provedor de serviços de Internet entra em contato para perguntar sobre um volume de tráfego de rede suspeito.

O que fazer com um dispositivo infectado

A melhor solução é desconectar o dispositivo da Internet e descartá-lo. Se precisar continuar usando-o, siga estas etapas para minimizar os riscos:

  1. Realize uma redefinição de fábrica (hard reset). Restaure o set-top box ao estado original.
  2. Deixe-o desconectado da Internet antes de configurá-lo novamente. Na primeira vez que ligá-lo após a redefinição, ignore a etapa de configuração do Wi-Fi e não conecte o cabo Ethernet.
  3. Bloqueie a instalação de aplicativos. Acesse as configurações do Android e desative a instalação de aplicativos de fontes desconhecidas. Não se esqueça de desativar todos os recursos de depuração que estiverem ativados: depuração USB, depuração sem fio e ADB. Os nomes dos itens de menu podem variar de acordo com a versão do Android e o fabricante do dispositivo.
  4. Isole-o na rede. Configure uma rede Wi-Fi para convidados no roteador e conecte a TV box a ela. Ative o isolamento de clientes (Client Isolation) nas configurações do roteador, se esse recurso estiver disponível. Isso impedirá que a TV box detecte outros dispositivos da sua rede doméstica, protegendo seus computadores e o armazenamento de rede.
  5. Verifique se há atualizações. Depois que a TV box estiver conectada à rede para convidados, verifique se há atualizações oficiais de firmware. Às vezes, os fabricantes corrigem vulnerabilidades conhecidas, embora não seja recomendável contar com isso no caso de marcas pouco conhecidas.

Suas medidas de proteção mais confiáveis

Comprar dispositivos baratos com recursos de streaming de conteúdo pirata e instalar softwares de fontes duvidosas é uma maneira praticamente certa de comprometer sua rede doméstica. Seu endereço IP se tornará uma fonte de atividade maliciosa, o que, na melhor das hipóteses, fará com que seu provedor de serviços de Internet bloqueie seu acesso e, na pior das hipóteses, fará com que você entre no radar das autoridades policiais. Além disso, os hackers podem usar a TV box como ponto de partida para atacar seus computadores e NAS domésticos, o que pode levar ao roubo de dados pessoais ou a um ataque de ransomware.

A melhor proteção é comprar dispositivos de marcas confiáveis e pagar por conteúdo legal. Além disso, para evitar que alguém assuma o controle da sua rede, certifique-se de que o painel de administração do roteador e os outros dispositivos domésticos estejam protegidos por senhas fortes e exclusivas. Para não precisar memorizar todas elas, use um gerenciador de senhas confiável, como o Kaspersky Password Manager. Além disso, o recurso Smart Home Monitor incluído no Kaspersky Premium permite manter todos os seus dispositivos sob controle.

Talvez haja outras coisas que você não saiba sobre seus dispositivos de casa inteligente:

Detecção de pontos cegos: formatos de arquivo fora do padrão em campanhas de e-mail maliciosas

24 de Setembro de 2026, 08:07

Os threat actors desenvolvem constantemente novos esquemas de ataque, desde roubo de token OAuth até ataques a agentes de IA, mas os métodos clássicos nunca saem completamente de seu repertório. Em qualquer dia, um funcionário pode receber malware anexado diretamente a um e-mail ou à espreita atrás de um link incorporado em um e-mail. Tornar esses ataques bem-sucedidos ainda requer um grau de criatividade e, nos últimos anos, os invasores adotaram cada vez mais formatos de arquivo exóticos. Os usuários não consideram esses formatos perigosos; mais importante ainda, muitas soluções de EDR e de segurança de e-mail ignoram totalmente esses formatos. No entanto, eles provaram ser altamente eficazes na implementação de malware ou na coleta de credenciais.

A seguir estão os tipos de arquivo que podem representar pontos cegos na estratégia de detecção da sua organização, apesar de já terem sido observados em ataques cibernéticos reais.

Imagens de disco

Essa é a categoria de anexos mais ampla e perigosa. Uma imagem de disco pode conter um conjunto de arquivos totalmente preparado e corretamente estruturado, adaptado a uma ampla variedade de cenários de ataque. Ela é montada como um volume separado (disco virtual independente) e, nesse processo, geralmente usa ferramentas integradas ao sistema operacional. A vítima não precisa descompactar nada nem criar diretórios suspeitos no disco.

O formato mais versátil é o ISO, herdado da era dos CDs multimídia. As imagens ISO são montadas nativamente em todos os principais sistemas operacionais, sem a necessidade de utilitários adicionais, seja por meio de ferramentas simples, como o Explorador de Arquivos, ou pela interface de linha de comando. É exatamente por isso que os threat actors enviam arquivos ISO como anexos de e-mail sem hesitar.

Os contêineres IMG são um pouco menos comuns; eles também podem ser montados sem ferramentas adicionais no macOS ou Linux, mas exigem a instalação de um pequeno utilitário gratuito, como o OSFMount, no Windows, ou o uso do WSL2 (Windows Subsystem for Linux), que vem integrado às versões recentes do Windows. Um arquivo com conteúdo idêntico pode ter a extensão DD.

Os threat actors também usam VHD, um formato de disco virtual nativo do Windows que também funciona em máquinas Linux (via qemu-nbd ou guestmount). No macOS, porém, um utilitário adicional como o qemu-nbd é necessário para a montagem. Observe que em sistemas Windows sem patches, a vítima não precisa fazer nada após montar o disco: o CVE-2025-24993, uma vulnerabilidade ativamente explorada em ataques reais, dispara a execução automática logo após montar a imagem.

Para completar: também vale a pena detectar o VMDK, formato de imagem de disco usado pelo VMware, embora ele seja, em grande parte, ineficaz em ataques contra usuários comuns, pois todos os sistemas operacionais populares exigem software adicional para montá-lo.

Todos esses formatos de imagem podem ser visualizados e descompactados tanto com ferramentas especiais para arquivos comprimidos, quanto com utilitários padrão como 7-Zip ou RAR. Como resultado, as chances de o usuário cair nessa armadilha são surpreendentemente altas.

Além disso, como não são reconhecidos como formatos perigosos, imagens de disco oferecem aos invasores outra vantagem: arquivos extraídos delas no Windows geralmente carecem do sinalizador Mark of the Web, e podem ser iniciados sem nenhum alerta adicional do sistema.

Há mais uma razão para o EPP/EDR verificar máquinas virtuais e imagens de disco: esses formatos também são usados nos estágios posteriores de um ataque. Para ocultar a atividade do sistema de arquivos das ferramentas de monitoramento, gangues de ransomware às vezes executam todo o processo de criptografia em uma máquina virtual no computador da vítima. A cepa de ransomware RagnarLocker usou o VirtualBox para essa finalidade, enquanto a campanha CRON#TRAP contou com um ambiente QEMU.

Arquivos do MS Office

Não, não se trata de arquivos DOC com macros. A Microsoft bloqueou completamente as macros em documentos baixados, exigindo um esforço considerável do usuário para ativá-las, e ativá-las requer um esforço considerável do usuário. Mas, o Office conta com dezenas de formatos de arquivo, e alguns dos menos comuns ainda oferecem brechas aos invasores.

Os arquivos OneNote (.one) são menos familiares aos usuários e às soluções de segurança. Embora sejam simples notas, podem conter anexos incorporados, incluindo não apenas imagens, links e scripts, mas também scripts VBS/WSF/BAT. Normalmente, um anexo aparece como um ícone dentro da nota, mas os invasores o cobrem com uma imagem que simula uma mensagem com o botão “Visualizar”.

Outro formato do Office popular entre invasores é o complemento do Excel. Embora usem a extensão .xll, esses arquivos são, na verdade, DLLs (bibliotecas de vínculo dinâmico) completas do Windows com funcionalidade irrestrita. As vítimas recebem um e-mail com um documento que parece uma fatura; o ícone sugere que abrirá no Excel. Ignorar o aviso de segurança resulta em infecção por infostealer.

SVG “gráficos”

A descrição do formato SVG (Scalable Vector Graphics) soa totalmente inofensiva. De fato, 99% dos arquivos SVG são logotipos e ícones de interface. Diferentemente de PNG ou JPG, porém, arquivos SVG são documentos XML que podem conter não apenas formas geométricas, mas também JavaScript. Em termos de potencial malicioso, o SVG não fica muito atrás de uma página da Web completa. Em ataques reais, os arquivos SVG podem redirecionar usuários para páginas de phishing ao abrir, ou renderizar a página decodificando um bloco codificado em Base64 em HTML.

Arquivos SVG representam um risco significativo para portais corporativos que aceitam uploads de usuários. Se a Política de Segurança de Conteúdo (CSP) não for suficientemente restritiva, um SVG malicioso carregado pode ter seu JavaScript roubar cookies, injetar conteúdo ou sequestrar credenciais.

Arquivos poliglotas

Os formatos de arquivos poliglotas são menos exóticos por si mesmos, mas contêm mais do que o esperado. Eles são chamados de arquivos poliglotas porque os invasores criam um arquivo que pode ser interpretado corretamente de várias maneiras. Por exemplo, ele pode ser, ao mesmo tempo, um arquivo ZIP válido e um executável válido. O objetivo é evitar detecção por soluções de segurança e enganar o usuário. Abordamos os arquivos poliglotas detalhadamente em uma postagem separada.

O destaque em nosso resumo é uma campanha maliciosa que distribui o infostealer IcedID. As vítimas recebem e-mails com um anexo ZIP contendo uma imagem ISO. Isso ainda é descompactado em um arquivo CHM (formato de Ajuda do Windows) que funciona como aplicativo mshta (host de aplicativos HTML da Microsoft), baixando o malware principal.

Proteção contra arquivos exóticos

Esses ataques exploram a falha de muitas soluções de segurança em verificar formatos incomuns ou inspecioná-los adequadamente. Para se defender da ameaça, comece por presumir que a sua infraestrutura não tem essa limitação:

  • Configure seu EDR, filtros da Web e de e-mail para verificar todos os formatos descritos acima.
  • Trate arquivos comprimidos e imagens de disco com o mesmo rigor dos executáveis.
  • Teste tipos de arquivo potencialmente perigosos em um sandbox e configure descompactação recursiva de formatos aninhados até o fim da cadeia: ZIP → ISO → CHM.
  • Quando possível, coloque em quarentena formatos anômalos para e-mail, especialmente imagens de disco.
  • Crie regras para detectar padrões anômalos envolvendo arquivos exóticos. Por exemplo, imagens de disco muito pequenas são raras e merecem investigação.
  • Verifique se suas soluções usam análise estrutural profunda para detectar formatos complexos, não apenas verificações de bytes mágicos.
  • Implemente detecção comportamental para identificar padrões anômalos e utilitários legítimos em contextos suspeitos. Os principais suspeitos são: mshta, git, wscript, hh e rundll32.
  • Os arquivos SVG exigem uma política de segurança específica. Trate SVGs como conteúdo executável no e-mail e no perímetro da rede. Em portais corporativos, implemente um CSP rigoroso e sirva arquivos enviados por usuários de um subdomínio separado, impedindo que scripts maliciosos em SVGs acessem a sessão da página principal.

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  • Como desinstalar completamente aplicativos no Mac e liberar espaço de armazenamento Kaspersky Team
    De tempos em tempos, é preciso fazer uma arrumação, e isso vale tanto para seus dispositivos quanto para armários e gavetas. Mas uma limpeza digital pode ser mais complicada do que organizar um armário bagunçado, especialmente no macOS. Livrar-se de fotos e arquivos antigos é bastante simples, mas remover completamente um aplicativo do macOS é outra história. Você poderia imaginar que arrastar um aplicativo indesejado para a Lixeira resolveria o problema, mas, na prática, ele pode deixar para tr
     

Como desinstalar completamente aplicativos no Mac e liberar espaço de armazenamento

22 de Setembro de 2026, 07:48

De tempos em tempos, é preciso fazer uma arrumação, e isso vale tanto para seus dispositivos quanto para armários e gavetas. Mas uma limpeza digital pode ser mais complicada do que organizar um armário bagunçado, especialmente no macOS.

Livrar-se de fotos e arquivos antigos é bastante simples, mas remover completamente um aplicativo do macOS é outra história. Você poderia imaginar que arrastar um aplicativo indesejado para a Lixeira resolveria o problema, mas, na prática, ele pode deixar para trás arquivos de configurações, cache, logs, arquivos auxiliares e outros resíduos relacionados. Com o tempo, todos esses resíduos se acumulam e consomem espaço de armazenamento.

Para facilitar esse tipo de limpeza, o Kaspersky para macOS agora inclui um recurso chamado App Cleaner. Ele remove aplicativos junto com todos os arquivos relacionados e também consegue localizar resíduos de aplicativos que você excluiu anteriormente. Neste post, explicamos de onde vêm esses arquivos residuais, mostramos como usar o App Cleaner e esclarecemos por que instalar a primeira ferramenta de limpeza para Mac que você encontrar na Internet não é uma boa ideia.

Por que aplicativos excluídos deixam rastros no Mac

Entre os produtos Apple, o macOS funciona de maneiras um tanto peculiares. Mais cedo ou mais tarde, todo usuário de longa data se depara com essas particularidades, embora isso não nos impeça de continuar adorando o sistema. Com os aplicativos não é diferente: a forma como o macOS lida com eles é mais complexa do que parece.

A maioria das pessoas imagina um aplicativo no macOS como um único item específico. Pense no Photoshop: é aquele ícone conhecido com as letras Ps, na pasta Aplicativos do Finder, pronto para ser iniciado com um clique. Nos bastidores, porém, a estrutura é mais complexa. O que parece ser um único item no Finder é, na verdade, um pacote de aplicativo: uma pasta que contém o próprio programa e tudo de que ele precisa para funcionar.

Mas isso ainda é apenas parte da história. Enquanto está em execução, o Photoshop, como qualquer aplicativo, cria e usa dados armazenados fora desse pacote. Parte deles são dados de segundo plano, como cache, configurações e documentos do usuário. Outra parte corresponde ao seu próprio trabalho, como arquivos PSD. Essa distinção é importante: se você exclui o Photoshop, não espera que seus arquivos PSD desapareçam junto com ele.

Além disso, a Adobe não instala apenas o Photoshop ou o Acrobat: ela também implementa um conjunto de aplicativos comuns e serviços em segundo plano junto com eles. Arrastar o ícone Ps para a Lixeira não remove esses componentes, e o próprio desinstalador da Adobe também não.

Esses arquivos em segundo plano e serviços auxiliares podem continuar no disco depois que você exclui o aplicativo que os originou. Pior ainda, se você usar o Assistente de Migração para passar para um novo Mac, todo esse peso morto será copiado automaticamente. Assim, é perfeitamente possível nunca ter instalado um único aplicativo da Adobe ou da Microsoft no Mac atual e, ainda assim, carregar megabytes ou até gigabytes de arquivos inúteis associados a eles.

Localizar esses arquivos por conta própria não é fácil, principalmente porque a maioria das pessoas nem sabe que eles existem. Mesmo que você desconfie de que algo esteja escondido no disco, provavelmente não saberá onde procurar nem como os arquivos se chamam. Para complicar ainda mais, os nomes dos arquivos raramente deixam claro a qual aplicativo pertencem.

O App Cleaner chegou ao Kaspersky Premium for macOS

O novo recurso App Cleaner ajuda a remover aplicativos junto com os arquivos deixados por eles.

A maioria desses arquivos em segundo plano fica armazenada em pastas específicas do macOS. Uma das principais é a Biblioteca, que contém pastas como Application Support (dados de aplicativos) e Caches (arquivos temporários). Mas não é tão fácil acessar a Biblioteca. Desde o OS X 10.7, o Finder a mantém oculta por padrão. Para encontrá-la, abra o menu Ir no Finder enquanto mantém pressionada a tecla Option. Só então a Biblioteca será exibida.

Mesmo que você esteja disposto a explorar a Biblioteca, ainda terá de descobrir por conta própria quais dos muitos arquivos pertencem a quais aplicativos e quais podem ser excluídos com segurança. Felizmente, você não precisa fazer isso manualmente, pois é exatamente disso que o App Cleaner cuida.

Como o App Cleaner localiza e remove aplicativos sem deixar rastros

O App Cleaner não remove apenas o aplicativo. Também localiza todos os arquivos relacionados a ele. Para isso, identifica automaticamente quais arquivos pertencem a cada aplicativo, principalmente por meio do identificador exclusivo do aplicativo (bundle ID) e dos locais de arquivo mais comuns. Isso permite eliminar os resíduos de um aplicativo mesmo quando eles estão espalhados por diferentes pastas do macOS.

Vale lembrar que uma limpeza completa como essa também remove os dados salvos do aplicativo. Portanto, se você o reinstalar mais tarde, precisará configurar tudo novamente, por exemplo, restaurar extensões do navegador, e também poderá perder arquivos de jogos salvos. Dito isso, o App Cleaner nunca mexe nos seus próprios arquivos. Se você excluir o Photoshop com ele, os arquivos residuais desaparecerão, enquanto seus arquivos PSD permanecerão exatamente onde estão.

Não é possível remover os arquivos adicionais separadamente do próprio aplicativo. O App Cleaner oferece a opção de excluir tudo junto, como um único conjunto. Mas, se você já tiver excluído um aplicativo da maneira convencional e os dados dele tiverem permanecido no sistema, o App Cleaner também poderá localizá-los e removê-los.

Se você excluir acidentalmente algo de que precisava, não se preocupe. O App Cleaner primeiro move tudo para a Lixeira, em vez de excluir definitivamente. Enquanto a Lixeira não for esvaziada, você poderá restaurar os arquivos a partir dela. E, se não tiver fechado o App Cleaner desde a exclusão, poderá restaurá-los diretamente pelo aplicativo. Os arquivos só desaparecem de vez quando a Lixeira é esvaziada. Mais adiante, mostraremos como desfazer uma exclusão acidental.

Como remover um aplicativo com o Kaspersky App Cleaner: guia passo a passo

Agora vamos colocar isso em prática. Para usar o App Cleaner, abra o Kaspersky para macOS e acesse a seção App Cleaner. Você a encontrará na tela principal do aplicativo, em um bloco próprio do App Cleaner, ou em Desempenho, no menu à esquerda.

Onde encontrar o App Cleaner no Kaspersky Premium

Pode-se abrir o App Cleaner na tela principal do Kaspersky for macOS ou pela seção Desempenho, no menu à esquerda.

Na guia Aplicativos, você pode ver todos os aplicativos instalados no Mac. Selecione os aplicativos de que não precisa mais, clique em Remover e confirme sua escolha para excluí-los junto com todos os arquivos relacionados. Os arquivos excluídos são movidos para a Lixeira, de onde podem ser restaurados, se necessário. Pronto para se despedir deles de vez? Basta esvaziar a Lixeira.

Antes de remover qualquer item, o App Cleaner mostra não apenas o aplicativo, mas também todos os arquivos associados que serão excluídos com ele, além do espaço ocupado por cada um e do local onde estão armazenados. Assim, você sabe exatamente o que será eliminado antes de confirmar a ação.

Como remover um aplicativo usando o App Cleaner

Selecione o aplicativo que deseja remover na guia Aplicativos e clique em Remover. O App Cleaner o excluirá juntamente com seus arquivos relacionados

O App Cleaner também ajuda a encontrar e excluir cópias duplicadas de aplicativos, seja porque foram copiadas por engano ou porque o mesmo aplicativo foi instalado de diferentes fontes. Para liberar espaço, é possível remover todas as cópias duplicadas de uma só vez ou selecionar quais excluir.

O App Cleaner também consegue localizar resíduos de aplicativos que você excluiu anteriormente da maneira convencional, arrastando-os para a Lixeira. Esses itens aparecem em uma guia separada chamada Resíduos, onde é possível ver o que restou, quanto espaço ocupa e onde está armazenado. Para eliminá-los, clique em Remover e confirme clicando em Excluir. Como sempre, se mudar de ideia, você poderá restaurar esses arquivos pela Lixeira.

Como remover os arquivos restantes de aplicativos antigos

A guia Resíduos reúne os arquivos deixados pelos aplicativos que você já excluiu. Selecione os arquivos que não são mais necessários e clique em Remover.

Antes de fechar o Kaspersky for macOS e esvaziar a Lixeira, confira se você não excluiu acidentalmente algum software de que precisa. Se isso tiver acontecido, você poderá restaurar um aplicativo junto com todos os seus arquivos diretamente pelo App Cleaner: selecione o aplicativo excluído na lista e clique em Restaurar tudo. Depois que fechar o Kaspersky para macOS, ainda será possível recuperar os arquivos excluídos pela Lixeira, desde que ela ainda não tenha sido esvaziada.

Como restaurar um aplicativo excluído

Selecione o aplicativo excluído e clique em Restaurar tudo. O App Cleaner restaurará o aplicativo junto com os arquivos relacionados

Os arquivos residuais funcionam da mesma forma. Enquanto o Kaspersky para macOS estiver aberto, será possível restaurá-los pelo App Cleaner. Depois que ele for fechado, a Lixeira será a alternativa para recuperá-los.

Depois de liberar espaço na unidade, também vale a pena verificar o estado geral dela. É aí que entra outro recurso do Kaspersky para macOS, o Hard Disk Health Monitor.

Nem toda ferramenta de limpeza é segura

Na hora de fazer uma limpeza no Mac, pode ser tentador simplesmente baixar o primeiro aplicativo que promete remover arquivos desnecessários e liberar espaço. Mas é importante ter cuidado ao escolher o programa. Criminosos costumam disfarçar malware como utilitários legítimos e conhecidos de limpeza para Mac. Os pesquisadores da Kaspersky já encontraram versões falsas que se passavam por CleanMyMac, Mole e CCleaner Pro.

Com a Kaspersky, você não precisa procurar uma ferramenta de limpeza separada. O App Cleaner já vem integrado ao Kaspersky para macOS. Isso significa que uma única solução protege seu dispositivo contra ameaças cibernéticas e remove resíduos indesejados de aplicativos, sem o risco de baixar acidentalmente um software malicioso disfarçado de ferramenta de limpeza.

O que mais há de novo no Kaspersky for macOS

O App Cleaner ajuda você a organizar seu Mac com rapidez e segurança, liberando tempo para que você cuide dos seus próprios arquivos, algo que nenhum aplicativo ainda consegue fazer por você. Para ter acesso ao App Cleaner e a outros recursos avançados de proteção, adquira o Kaspersky Premium for macOS ou inscreva-se para um teste gratuito.

Esse não é o único novo recurso do Kaspersky for macOS. O aplicativo agora inclui o Scam Protection Hub, uma central única de controle para proteção contra fraudes digitais com tecnologia de IA. Há também o Compre sem preocupações, que agora está disponível em todos os nossos produtos de segurança para uso doméstico. Além dos nossos filtros já consolidados para sites maliciosos, esse recurso bloqueia links para sites de procedência duvidosa, como lojas on-line que imitam marcas conhecidas para vender produtos falsificados.

Ainda acha que o macOS é imune a ameaças? Pense novamente. Nossa pesquisa constatou que os usuários de Mac, na verdade, se deparam com ameaças cibernéticas com mais frequência do que os usuários de Windows! Quer saber como são essas ameaças? Confira nossas outras postagens:

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  • Como usar a IA corretamente nos estudos: 25 prompts úteis + dicas de uso Kaspersky Team
    A inteligência artificial deixou de ser uma novidade tecnológica e se tornou uma ferramenta tão comum que até crianças do ensino fundamental já a utilizam. Tentar proibir as crianças de usar IA hoje faz tanto sentido quanto teria feito, no passado, proibir sites de pesquisa ou a Wikipedia. Hoje, vamos explicar como os chatbots realmente funcionam e como ensinar as crianças a usar a IA como ferramenta de apoio aos estudos, e não como substituto do próprio raciocínio. Explique às crianças (e també
     

Como usar a IA corretamente nos estudos: 25 prompts úteis + dicas de uso

12 de Setembro de 2026, 09:00

A inteligência artificial deixou de ser uma novidade tecnológica e se tornou uma ferramenta tão comum que até crianças do ensino fundamental já a utilizam. Tentar proibir as crianças de usar IA hoje faz tanto sentido quanto teria feito, no passado, proibir sites de pesquisa ou a Wikipedia.

Hoje, vamos explicar como os chatbots realmente funcionam e como ensinar as crianças a usar a IA como ferramenta de apoio aos estudos, e não como substituto do próprio raciocínio.

Explique às crianças (e também aprenda) como a IA funciona

Antes de explicar qualquer coisa sobre inteligência artificial para crianças, é importante entender como essa tecnologia realmente funciona e quais são as limitações dela.

A maioria dos chatbots populares usados por crianças (e também por adultos) é do tipo conhecido como grandes modelos de linguagem, ou LLMs. Para criar esse tipo de modelo, os pesquisadores o treinam para identificar padrões em enormes quantidades de texto. O modelo divide o texto em pequenas unidades chamadas tokens (que podem ser uma sequência de palavras, um sinal de pontuação, uma única palavra ou caractere ou até uma frase inteira) e, em seguida, prevê qual token tem maior probabilidade de aparecer a seguir.

Exemplo de como o GPT-3.5 e o GPT-4 dividem o texto em tokens

Este exemplo mostra como os modelos GPT-3.5 e GPT-4 dividem as mensagens em tokens. Fonte

O mesmo acontece quando um chatbot conversa com uma pessoa. O modelo de linguagem não raciocina de fato por conta própria. Ele calcula quais palavras e frases têm maior probabilidade de aparecer em sequência para produzir uma resposta adequada à sua pergunta. Isso significa que os chatbots podem dar respostas incompletas ou simplesmente erradas, independentemente da frequência com que sejam atualizados ou treinados novamente. Um exemplo marcante: apenas dois anos atrás, chatbots populares afirmavam aos usuários, com toda a confiança, que a palavra “strawberry” tinha duas letras “r”, quando na verdade tinha três. Erros desse tipo são comumente chamados de alucinações.

Muitos chatbots também podem pesquisar informações na Internet. Nesse caso, a IA obtém dados de uma fonte externa, mas ainda usa seus próprios algoritmos internos para montar a resposta. Além disso, os próprios resultados de busca podem incluir publicações desatualizadas, conteúdo publicitário, tabloides e outras fontes questionáveis.

Como ajudar as crianças a usar a IA com bom senso

Converse com elas sobre como a IA pode cometer erros

Já vimos que a inteligência artificial não está livre de erros. Infelizmente, as alucinações não são o único problema. Mesmo quando um chatbot usa informações corretas, ele ainda pode apresentá-las de forma enganosa ao omitir algo, dar ênfase ao aspecto errado ou chegar a uma conclusão questionável. Às vezes, o resultado depende de fatores que o usuário jamais pensaria em levar em conta ao fazer uma pergunta.

Um desses fatores surpreendentes é simplesmente o idioma que você está usando. A maior parte dos dados usados para treinar os principais modelos está em inglês, por isso esses sistemas tendem a apresentar resultados melhores nesse idioma. O mesmo modelo de IA pode responder corretamente a uma pergunta em inglês, mas errar ao receber exatamente a mesma pergunta em, por exemplo, em sérvio. Essa diferença é mais evidente em áreas como ciência, medicina, tecnologia e direito, nas quais há muito mais material de alta qualidade disponível em inglês para o modelo usar como referência.

Outra peculiaridade dos chatbots é que eles podem apresentar resultados piores à medida que recebem mais informações. Estudos mostram que, quanto mais texto e dados um modelo precisa processar, mais difícil fica para ele acompanhar os detalhes, relacionar informações de diferentes partes de uma conversa e responder a perguntas que exigem uma compreensão realmente aprofundada. Por isso, enviar um livro inteiro para um chatbot e fazer perguntas detalhadas sobre ele é uma maneira quase certa de desencadear alucinações.

Também vale a pena questionar não apenas o que a IA diz, mas também a forma como você faz suas perguntas. Os chatbots costumam tentar agradar ao usuário e podem moldar a resposta para se alinhar ao ponto de vista sugerido pela pergunta. Por exemplo, o mesmo chatbot pode dar respostas opostas a “Por que a Terra está superpovoada?” e “Por que a Terra não está superpovoada?”, construindo a resposta, em cada caso, com base na premissa embutida na pergunta. Um estudo recente constatou que até os modelos de linguagem mais avançados não conseguiram contestar premissas falsas em 26% a 42% dos casos.

Use a IA para ajudar no aprendizado, não para aprender por você

Qualquer ex-estudante sabe que copiar o trabalho dos outros é uma arte por si só, algo que exige uma habilidade considerável e pelo menos algum envolvimento com o material (às vezes, até bastante). Hoje, infelizmente, até essa habilidade corre o risco de desaparecer: a tentação de copiar uma resposta que levou apenas alguns segundos para ser gerada é forte demais. Mas os próprios chatbots estão longe de ser alunos nota dez.

Em um estudo, pesquisadores submeteram três chatbots populares a uma prova de química e compararam suas notas com as de estudantes reais entre 2009 e 2023. Os estudantes tiveram um desempenho melhor. Às vezes, os chatbots chegam à resposta correta, mas por meio de uma cadeia de raciocínio falho, de modo que as respostas poderiam muito bem estar erradas.

Por isso, vale explicar à criança que pedir à IA para escrever redações do zero ou resolver equações sem conferir o resultado depois não é um bom caminho. Além disso, no mundo profissional, eles serão avaliados por suas habilidades e conhecimentos reais, e os chatbots não poderão ajudá-los a fingir que dominam algo que não sabem. O que a IA pode fazer de forma realmente útil, sem atrapalhar o aprendizado, é explicar assuntos difíceis e ajudar a entender os erros. Veja alguns exemplos:

Se um assunto for difícil de entender

  • “Explique este assunto de forma simples: {inserir assunto}”
  • “Explique este assunto usando um exemplo do dia a dia: {inserir assunto} “
  • “Esta é a parte que não entendo: {inserir texto}. Explique-a para mim passo a passo”
  • “Explique este assunto primeiro de forma simples e depois usando termos mais técnicos: {inserir assunto}“
  • “Tenho uma pergunta: {inserir pergunta}. Não me dê a resposta. Faça perguntas que me ajudem a chegar à resposta por conta própria”

Matemática e outras ciências exatas

  • “Preciso de uma dica para o primeiro passo, mas não resolva o problema inteiro: {inserir problema}“
  • “Analise minha resolução e diga onde cometi um erro, mas não o corrija por mim: {inserir problema e solução}“
  • “Crie um problema parecido para eu tentar resolver: {inserir problema}“
  • “Esta é a minha resposta: {resposta}. Faça perguntas para que eu possa verificar se resolvi o problema corretamente”
  • “Explique por que esta fórmula se aplica a este caso: {inserir problema}“

Redações e trabalhos escritos

  • “Faça cinco perguntas sobre este assunto para que eu possa elaborar minha própria tese e meus argumentos: {inserir assunto}“
  • “Este é o rascunho da minha redação. Tente encontrar falhas na minha argumentação ou trechos que precisam de mais detalhes: {inserir o texto do rascunho}“
  • “Analise o esboço da minha redação e diga o que está faltando: {inserir esboço da redação}”
  • “Aponte os trechos do meu texto em que a ideia não está clara, mas não os reescreva por mim: {inserir texto}“
  • “Finja ser um professor experiente e tente contestar meu argumento: {inserir texto}“

Aprendizado de idiomas

  • “Converse comigo em {inserir idioma} no nível A2. Depois que eu responder, corrija meus erros”
  • “Dê-me cinco frases para traduzir usando esta estrutura gramatical: {inserir estrutura gramatical}“
  • “Explique esta regra gramatical e dê alguns exemplos: {inserir regra gramatical}“
  • “Vou escrever uma frase, e você me dirá se há algum erro. Quero uma dica primeiro e só mostre a versão correta depois da minha segunda tentativa. {inserir frase}“
  • “Escreva um diálogo curto em {inserir idioma} no qual eu tenha que responder como um dos personagens”

Teste seus conhecimentos

  • “Faça um quiz com 20 perguntas sobre este assunto: {inserir assunto}. Faça uma pergunta de cada vez e não mostre a resposta logo de cara”
  • “Depois de cada resposta, explique apenas o que eu errei”
  • “Comece com cinco perguntas fáceis e depois faça cinco perguntas difíceis”
  • “Aumente a dificuldade das perguntas sempre que eu acertar”
  • “Com base nos meus erros, diga quais assuntos devo revisar”

Verifique as respostas da IA junto com a criança

Certifique-se de que as crianças entendam que não devem confiar cegamente no que um chatbot diz, mesmo quando ele cita outras fontes. Também não é uma boa ideia pedir ao próprio chatbot que confira o trabalho que fez; há uma chance real de ele repetir os mesmos erros ou até acrescentar novos erros aos anteriores.

Escolha qualquer resposta de um chatbot e analisem juntos, dividindo-a em afirmações individuais e fazendo perguntas sobre cada uma. De onde veio essa data ou esse número? A IA está citando uma pessoa, publicação ou estudo específico? Essa pessoa realmente disse o que foi citado? Se o chatbot incluir um link, abra-o e verifique se a IA representou corretamente o conteúdo da fonte.

Aproveite para avaliar também a qualidade da própria fonte. Se algo estiver escrito em um tom excessivamente emocional ou fizer afirmações contundentes sem apresentar evidências, é um bom sinal de que você deve procurar informações em outra fonte.

Proteja as crianças e as contas delas

Tudo o que a criança compartilhar com um chatbot vai parar nos servidores da empresa responsável pelo serviço e, por padrão, é usado para treinar ainda mais o modelo. Nos últimos anos, vimos que nem as maiores empresas estão imunes a falhas e vazamentos de dados. Para reduzir o risco de vazamento das informações da criança e manter a conta dela segura, siga algumas regras simples:

  • Certifique-se de que a criança entenda que a IA não é um diário particular. Oriente a criança a não compartilharem nome, endereço residencial, escola ou qualquer outra informação confidencial com um chatbot.
  • Ajuste as configurações de privacidade do chatbot. No mínimo, desative a memória e todos os recursos relacionados a “melhorar o modelo” ou ao treinamento. Também vale a pena conferir nossos guias detalhados sobre como configurar a privacidade e a segurança no ChatGPT e no DeepSeek.
  • Atualize a senha. A maioria dos chatbots exige uma conta. Para evitar que a conta da criança seja invadida, defina uma senha forte e exclusiva, que não seja usada em nenhum outro serviço. Se as senhas da criança seguem a fórmula clássica “nome de solteira da mãe + ano de nascimento” ou usam palavras populares de memes, como “skibidi”, temos uma má notícia: senhas desse tipo são quebradas muito rapidamente. Em vez de criar e memorizar senhas, é melhor deixar um gerenciador de senhas criptografado gerá-las e armazená-las.
  • Ative a autenticação em dois fatores. Isso cria uma camada extra de proteção contra qualquer pessoa que tente invadir as contas da criança. Em vez de usar um número de telefone como segundo fator, é melhor usar códigos de acesso gerados e atualizados automaticamente em um gerenciador de senhas.
  • Use proteção antiphishing. Além de sites falsos que se passam por serviços de IA, há outro risco: às vezes, os chatbots fornecem aos usuários links para sites de phishing (páginas falsas criadas para roubar informações pessoais). O Kaspersky Premium bloqueia o acesso a sites suspeitos e ajuda a evitar que golpistas roubem os dados e o dinheiro de sua família.
  • Saiba o que a criança está fazendo na Internet. Além de um gerenciador de senhas e proteção contra malware e phishing, o inclui, que permite configurar controles parentais, restringir conteúdos indesejados e acompanhar quanto tempo a criança passa on-line.

O que mais ler para manter as crianças seguras na Internet na escola:

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  • O que fazer ao encontrar um cartão bancário de outra pessoa Kaspersky Team
    Os grupos de bairro frequentemente ficam cheios de mensagens sobre cartões bancários perdidos que foram encontrados. As pessoas têm boas intenções e querem ajudar um vizinho, então publicam uma foto do cartão com o número e outros dados completamente visíveis. Outras pessoas dizem no grupo que deixaram o cartão com um segurança, caixa ou gerente da loja ou estabelecimento onde o encontraram, ou do mais próximo. Hoje vamos explicar por que nenhuma dessas opções é uma boa ideia e o que você realme
     

O que fazer ao encontrar um cartão bancário de outra pessoa

5 de Setembro de 2026, 08:00

Os grupos de bairro frequentemente ficam cheios de mensagens sobre cartões bancários perdidos que foram encontrados. As pessoas têm boas intenções e querem ajudar um vizinho, então publicam uma foto do cartão com o número e outros dados completamente visíveis. Outras pessoas dizem no grupo que deixaram o cartão com um segurança, caixa ou gerente da loja ou estabelecimento onde o encontraram, ou do mais próximo. Hoje vamos explicar por que nenhuma dessas opções é uma boa ideia e o que você realmente deve fazer se encontrar o cartão bancário de outra pessoa.

O que NÃO fazer ao encontrar um cartão perdido e por quê

Vamos explicar por que você não deve publicar em um grupo uma foto do cartão com os dados visíveis, ficar com ele ou entregá-lo a um desconhecido. O primeiro motivo é o mais óbvio, mas vale a pena reforçar: os dados do cartão são informações privadas e não devem ser compartilhados com pessoas que não têm motivo para vê-los. Uma foto publicada em um grupo pode acabar nas mãos de criminosos, que podem tentar usar esses dados para fazer compras fraudulentas pela internet. O pior cenário é uma foto mostrando os dois lados do cartão e também expondo o código de segurança de três dígitos, conhecido como CVC, CVV ou CVP, que fica no verso.

Agora, um ponto menos óbvio: por que você não deve publicar que encontrou um cartão, mesmo com o número borrado na foto, e ficar com ele até o proprietário aparecer. Como não há garantia de que você foi a primeira pessoa a pegar o cartão, fazer isso pode colocar você sob suspeita caso desapareça dinheiro da conta. Mesmo que você não tenha absolutamente nada a ver com qualquer furto, o simples fato de o cartão ter ficado em sua posse por algum tempo ainda pode fazer com que você tenha que dar explicações ao proprietário ou à polícia.

A mesma lógica se aplica a entregar o cartão a terceiros. Um segurança, caixa ou gerente é tão desconhecido quanto qualquer pessoa, e nenhum deles tem autoridade especial para assumir a responsabilidade por um cartão bancário encontrado. Entregar o cartão a essas pessoas dá a elas a oportunidade de usar o dinheiro de outra pessoa e, se isso acontecer, você pode acabar sob investigação.

A abordagem “o que os olhos não veem, o coração não sente”, ou seja, deixar o cartão onde o encontrou ou movê-lo para um local mais visível, é mais segura para você, mas ainda assim não é a atitude correta. Se você fizer isso, outra pessoa vai encontrá-lo, e não há garantia de que será uma pessoa bem-intencionada. Ela pode tentar retirar dinheiro da conta do verdadeiro proprietário. Portanto, essa também não é uma boa opção.

O que você DEVE fazer com um cartão bancário encontrado

Agora vamos falar sobre o que você deve fazer. A atitude correta pode surpreender você: ligue para o banco que emitiu o cartão, informe que encontrou o cartão e, depois… destrua o cartão. É possível que o proprietário ainda nem tenha percebido o desaparecimento do cartão. Com o uso de pagamentos por aproximação, um cartão físico pode ficar bastante tempo sem ser usado na carteira. O banco bloqueará o cartão, avisará o proprietário de que o cartão desapareceu e emitirá um novo.

Essa última etapa, destruir o cartão, pode surpreender e até gerar resistência, mas mantemos nossa recomendação: um cartão encontrado deve ser destruído. Dessa forma, ninguém poderá usá-lo, e você não precisará ficar com a propriedade de outra pessoa nem correr o risco de ser considerado suspeito caso desapareça dinheiro da conta. A maneira mais simples e confiável de destruir um cartão é cortá-lo cuidadosamente em pequenos pedaços com uma tesoura de cozinha e jogá-los no lixo ou reciclá-los.

Vale a pena ter algo em mente: atualmente, um cartão físico não representa uma perda tão grande para seu verdadeiro proprietário. Para começar, os bancos reemitem cartões de forma rápida e fácil. Na maioria dos bancos, você nem precisa ir a uma agência, pois o novo cartão é entregue diretamente na sua casa.

Além disso, a emissão de um novo cartão normalmente não impede o proprietário de fazer pagamentos. Em muitos casos, basta usar um cartão virtual ou outra forma de pagamento. Portanto, um cartão destruído causa muito menos transtorno ao proprietário do que o risco de ele cair nas mãos erradas e ser usado para retirar dinheiro da conta.

E se, de alguma forma, o proprietário irritado conseguir encontrar você e fizer perguntas, basta mostrar este artigo para que ele entenda o problema que você ajudou a evitar.

Quando você não deve destruir um cartão encontrado

Além dos cartões bancários, existem também cartões de múltiplas funções, como os emitidos para crianças e estudantes, que combinam algumas funções, como cartão de acesso à escola ou universidade e cartão de transporte público. Crianças, especialmente as mais novas, perdem esse tipo de cartão com bastante frequência. Restabelecer todas as funções desses cartões pode levar muito mais tempo do que reemitir um cartão bancário, e os valores armazenados neles geralmente são pequenos. Por isso, se você encontrar um desses cartões, o melhor a fazer é levá-lo à escola ou universidade indicada no cartão e entregá-lo ao segurança ou à recepção.

Em resumo: o que fazer ao encontrar um cartão bancário de outra pessoa

Para resumir, se um cartão bancário perdido chegar às suas mãos:

  1. Procure o número de telefone do banco no cartão. Normalmente, ele está impresso no próprio cartão. Caso não esteja, você pode encontrá-lo facilmente no site oficial do banco. Depois, ligue para o banco. Informe que você encontrou o cartão de outra pessoa.
  2. Depois da ligação, destrua o cartão: corte-o em pequenos pedaços com uma tesoura e jogue-os fora.

E mais um lembrete sobre o que não fazer: não publique fotos do cartão ou de seus dados em grupos de conversa ou nas redes sociais, não fique com o cartão na esperança de localizar o proprietário e não o entregue a desconhecidos.

Também recomendamos acompanhar nosso blog para ficar por dentro das ameaças online mais recentes. E fique à vontade para compartilhar este artigo no grupo do seu bairro, para que seus vizinhos saibam exatamente o que fazer caso encontrem o cartão bancário de outra pessoa.

Quanto à proteção do seu próprio dinheiro, vale a pena usar uma solução de segurança robusta e em várias camadas, que proteja seu dinheiro, cartões, carteiras e pagamentos. Saiba mais em Cinco tecnologias da Kaspersky que vão proteger suas finanças.

Quais outros riscos ocultos os cartões bancários apresentam? Descubra em nossos outros posts:

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  • Pontos cegos na detecção: como os arquivos poliglotas são criados Stan Kaminsky
    Arquivos criados com a técnica poliglota têm aparecido cada vez mais em ciberataques nos últimos anos. Eles permitem que os invasores façam o malware passar pelos filtros de e-mail e pelos verificadores de arquivos, enganem as vítimas em ataques de phishing e dificultem as investigações de incidentes. Para conseguir isso, os invasores constroem deliberadamente um arquivo que o sistema pode interpretar como formatos diferentes, dependendo do aplicativo em que ele é aberto.  Um exemplo clássico é
     

Pontos cegos na detecção: como os arquivos poliglotas são criados

4 de Setembro de 2026, 08:00

Arquivos criados com a técnica poliglota têm aparecido cada vez mais em ciberataques nos últimos anos. Eles permitem que os invasores façam o malware passar pelos filtros de e-mail e pelos verificadores de arquivos, enganem as vítimas em ataques de phishing e dificultem as investigações de incidentes. Para conseguir isso, os invasores constroem deliberadamente um arquivo que o sistema pode interpretar como formatos diferentes, dependendo do aplicativo em que ele é aberto.  Um exemplo clássico é um arquivo que pode ser tratado como uma imagem PNG ou um arquivo ZIP. Basta alterar a extensão do arquivo ou simplesmente usar um ou outro aplicativo para abri-lo.

Vamos entender por que é possível criar arquivos desse tipo, quais combinações de formatos já foram usadas em ataques reais e como as organizações podem se proteger contra essa ameaça.

Por que é possível criar arquivos poliglotas

Os formatos de dados por trás dos arquivos poliglotas raramente são exóticos. Tudo se resume a uma combinação inteligente de formatos comuns que são estruturalmente compatíveis. Os poliglotas exploram pelo menos uma das seguintes peculiaridades em determinados formatos de arquivo:

  • A maioria dos formatos de arquivo precisa ser decodificada a partir do primeiro byte, mas alguns precisam ser lidos a partir do final. O exemplo mais claro é um arquivo ZIP: um início corrompido ou ausente não impede que os aplicativos leiam o arquivo, porque todos os cabeçalhos necessários ficam no final. Isso permite que os invasores simplesmente concatenem dois arquivos (no exemplo acima, um PNG e um ZIP). A parte inicial é lida como uma imagem PNG válida, enquanto a parte final é lida como um arquivo ZIP válido.
  • Muitos formatos funcionam como bonecas russas matrioscas: embora externamente tenham uma extensão específica correspondente ao uso pretendido, internamente o arquivo é, essencialmente, um arquivo ZIP que contém os dados necessários. Esse grupo inclui documentos modernos do Office (DOCX/XLSX/PPTX), pacotes de instalação do Android (APK), arquivos de biblioteca Java (JAR) e muitos outros.
  • Alguns formatos não têm requisitos estruturais rígidos ou têm requisitos suficientemente flexíveis para que o aplicativo que processa o arquivo consiga localizar o trecho de que precisa, mesmo quando esse trecho não está no início.

O repositório Polydet no GitHub apresenta vários exemplos de combinações possíveis de arquivos para criar um arquivo poliglota. De acordo com a classificação da MITRE, essa técnica se enquadra na categoria Masquerading (T1036.008, Masquerade File Type).

Exemplos de arquivos poliglotas em ciberataques conhecidos

Análises de campanhas de malware disponíveis publicamente revelam diversos tipos de arquivos poliglotas. Os invasores adaptam todo o cenário do ataque a uma combinação específica de tipos de arquivo.

O grupo Head Mare entregou o malware PhantomPyramid como um anexo ZIP. O arquivo consistia em código executável do Windows (EXE), com um pequeno arquivo ZIP concatenado ao final. Quando a vítima abriu o arquivo compactado, ele continha um arquivo com a extensão PDF.LNK que, então, iniciava esse mesmo anexo poliglota, desta vez como um arquivo executável.

No ataque documentado pela JPCERT, os invasores criaram um arquivo que começava como PDF e era detectado como PDF pela maioria dos verificadores, mas tinha uma extensão DOC e era aberto nos aplicativos do Office como um arquivo DOC válido contendo macros maliciosas.

Os ataques que disseminaram os cavalos de Tróia StrRAT e Ratty usaram um arquivo poliglota criado a partir de um pacote de instalação assinado do Windows (MSI), com código Java malicioso (JAR) anexado ao final.

Os ataques do StrelaStealer usaram um arquivo poliglota com extensão HTML: uma biblioteca do Windows (DLL) com um documento HTML de chamariz concatenado ao final. Um atalho no arquivo compactado iniciou o arquivo duas vezes: uma vez por meio do comando start (o equivalente a um clique duplo, que abriu um navegador exibindo o documento HTML) e outra por meio do rundll32 (que iniciou a DLL maliciosa).

Em um ataque simulado, mas engenhoso, os pesquisadores concatenaram dois arquivos ZIP comuns e descobriram que diferentes ferramentas populares de compactação exibiam o arquivo combinado de maneiras diferentes: algumas mostravam apenas o primeiro arquivo compactado, outras apenas o segundo, e outras mostravam ambos ao mesmo tempo, como se fossem um único arquivo compactado com conteúdo compartilhado. Se o invasor estiver familiarizado com a infraestrutura da vítima e souber quais softwares estão instalados, poderá usar essa combinação para mostrar um arquivo às ferramentas de segurança e outro à vítima.

Os invasores empregaram uma complexa matriosca de malware em uma campanha que distribuiu o infostealer IcedID. Eles anexaram um arquivo ZIP aos e-mails de phishing; descompactá-lo produziu um arquivo ISO. Esse ISO, por sua vez, era descompactado em um arquivo CHM (Ajuda do Windows) criado com a técnica poliglota. Quando a vítima o abriu com a ferramenta padrão de Ajuda do Windows, o arquivo executou um script JavaScript incorporado ao conteúdo da ajuda, que iniciou o aplicativo padrão mshta (host de aplicativos HTML da Microsoft) e o direcionou para esse mesmo arquivo CHM. Os autores da campanha empacotaram um aplicativo HTA dentro do arquivo CHM de forma que sua presença não interferisse na leitura do arquivo como um documento de ajuda inócuo. O manipulador de HTA, por sua vez, simplesmente ignora todos os dados irrelevantes no início do arquivo até encontrar o script HTA.

Como as ferramentas de segurança lidam com arquivos poliglotas

Os exemplos acima deixam claro como esse truque de leitura dupla permite que os invasores implantem malware no computador da vítima. Mas como os filtros de e-mail e os sistemas EDR realmente lidam com arquivos desse tipo? A resposta depende inteiramente da solução específica, portanto, isso precisa ser verificado, seja por meio da análise da documentação técnica do fornecedor, seja pela execução de um teste controlado na infraestrutura corporativa, com todas as devidas precauções.  De modo geral, apenas dois pontos são válidos em todos os casos:

  • A maioria das soluções de segurança não confia na extensão informada de um arquivo; em vez disso, verifica seu início para determinar sua estrutura real. É por isso que, no ataque descrito acima, o arquivo PDF com extensão DOC foi analisado como um PDF inofensivo, enquanto a macro maliciosa estava na parte DOC concatenada.
  • Se um arquivo começar como algo inofensivo (por exemplo, uma imagem) e sua extensão corresponder, uma análise mais sofisticada provavelmente não será aplicada a ele. Os invasores podem explorar isso: as instruções que acompanham o arquivo podem orientar a vítima a renomeá-lo para que o comportamento do sistema acabe associado à segunda carga útil, e não à imagem.

Como proteger uma organização contra ataques de arquivos poliglotas

A defesa contra arquivos poliglotas não requer soluções técnicas ou organizacionais complexas. O que exige são boas práticas de segurança sólidas e consistentes em toda a organização:

  • use listas fechadas de aplicativos autorizados a serem executados nas estações de trabalho dos funcionários. exclua aplicativos do Windows desatualizados, ferramentas administrativas da Microsoft não utilizadas, softwares de acesso remoto e de transferência de arquivos e qualquer outro software considerado potencialmente perigoso ou obsoleto.
  • use soluções de segurança de e-mail avançadas e equipadas com CDR (tecnologia de Desarme e Reconstrução de Conteúdo, que desarma anexos suspeitos e os reconstrói em versões mais seguras) e tecnologia de detonação (que executa anexos suspeitos em um ambiente isolado para análise). configure a análise aprofundada para anexos que apresentem sinais externos de serem arquivos poliglotas: todos os arquivos compactados e do Office, arquivos com extensões não padrão e assim por diante.
  • da mesma forma, configure a solução EDR para realizar uma análise aprofundada de possíveis arquivos poliglotas.
  • crie regras de monitoramento que gerem alertas para combinações incomuns entre um processo e os arquivos que ele recebe para processamento, como um arquivo CHM iniciado por meio do mshta ou um arquivo HTML iniciado por meio do rundll32, como nos exemplos acima.
  • adicione informações básicas sobre arquivos poliglotas ao programa de conscientização em segurança utilizado pela organização, para que os usuários fiquem atentos quando forem orientados a alterar a extensão de um arquivo ou a manipulá-lo de alguma forma incomum, por exemplo, abrindo-o em um aplicativo específico.

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  • O que sabemos sobre o roubo de criptomoedas por meio de anúncios do Adform Stan Kaminsky
    O Adform, uma importante plataforma de publicidade, permaneceu comprometido por aproximadamente 24 horas (desde o fim do dia 26 de julho até a noite de 27 de julho) após ser alvo de um ataque por invasores desconhecidos. Poucas pessoas fora do setor conhecem o nome, mas o Adform veicula cerca de 1,5 bilhão de impressões de anúncios todos os dias em dezenas de milhares de sites. Isso significa que qualquer pessoa que visitasse um site que veiculasse anúncios do Adform poderia ter sido alvo do ata
     

O que sabemos sobre o roubo de criptomoedas por meio de anúncios do Adform

25 de Agosto de 2026, 13:13

O Adform, uma importante plataforma de publicidade, permaneceu comprometido por aproximadamente 24 horas (desde o fim do dia 26 de julho até a noite de 27 de julho) após ser alvo de um ataque por invasores desconhecidos. Poucas pessoas fora do setor conhecem o nome, mas o Adform veicula cerca de 1,5 bilhão de impressões de anúncios todos os dias em dezenas de milhares de sites. Isso significa que qualquer pessoa que visitasse um site que veiculasse anúncios do Adform poderia ter sido alvo do ataque.

Os invasores não estavam tentando instalar malware. Em vez disso, eles executaram um script no navegador da vítima que verificava a área de transferência a cada três segundos. Se detectasse que um endereço de carteira de criptomoedas havia sido copiado, o script o substituía pelo endereço de carteira dos invasores. Assim, se alguém tivesse um site com o anúncio malicioso aberto em uma guia do navegador e estivesse realizando uma transação com criptomoedas em outra guia ou em um aplicativo dedicado, os fundos poderiam acabar nas mãos dos invasores. Os responsáveis pelo Adform detectaram o ataque e corrigiram o problema, mas não há garantia de que um incidente semelhante não volte a acontecer. Por isso, todos os usuários devem se proteger contra publicidade maliciosa. Confira nossas dicas no final desta postagem.

O que sabemos sobre o ataque ao Adform

Não há muitas informações disponíveis, pois a declaração oficial da empresa aborda apenas o que aconteceu e quando, sem explicar a causa do incidente. Uma pesquisa independente revelou detalhes técnicos sobre como usuários comuns foram alvo do ataque, mas nada disso explica como o próprio Adform foi invadido inicialmente.

O que está claro é que os invasores inseriram seu próprio código no JavaScript carregado em todos os sites que veiculavam anúncios do Adform. Sempre que um anúncio estava prestes a ser exibido, o script era carregado do servidor do Adform, selecionava o anúncio correto e o exibia. No entanto, os invasores haviam acrescentado um conjunto de funções maliciosas: monitorar a área de transferência, enviar ao próprio servidor dados sobre o site em que o ataque ocorreu e o endereço IP da vítima, além de substituir endereços de carteiras de Bitcoin, Ethereum e Tron.

Para que o ataque funcionasse, bastava uma guia do navegador aberta com qualquer site que veiculasse anúncios do Adform. Não importava o tipo de site, a aparência do anúncio ou a qual anunciante ele pertencia. A única coisa que importava era se o site usava HTTP ou HTTPS. Segundo o Adform, o ataque não poderia ser realizado em um site carregado por HTTPS, pois, nesse caso, a conexão com o servidor dos invasores era bloqueada.

A empresa não divulgou informações sobre quantos usuários foram afetados nem sobre quantos sites ainda veiculam conteúdo e anúncios por HTTP.

Anúncios maliciosos fazem parte do nosso dia a dia

Infelizmente, anúncios on-line perigosos se tornaram um problema sistêmico. E não estamos falando apenas de anúncios de suplementos de procedência duvidosa ou de jogos de azar. Estamos falando de anúncios que disseminam malware ou levam a sites criados para roubar dados de pagamento e outras informações valiosas. Os invasores construíram uma infraestrutura em escala industrial para realizar esse tipo de ataque e utilizam diversas abordagens.

• Invadir e comprometer servidores de anúncios. O Adform não é um caso isolado. Por exemplo, invasores já invadiram servidores de anúncios do Revive, por exemplo, e disseminaram malware por meio de anúncios no PornHub.

• Sequestro das contas de anúncios de marcas legítimas e respeitáveis. Basta roubar a senha de alguém da equipe de marketing. A partir daí, os cibercriminosos veiculam anúncios se passando pela empresa que invadiram e promovendo atualizações falsas de aplicativos, promoções fraudulentas e golpes semelhantes. Nos piores casos, como nas invasões de contas da adtech.de e da adxpansion.com, os invasores conseguiram veicular anúncios que redirecionavam as vítimas diretamente para a instalação automática de malware (downloads drive-by).

• Comprar anúncios diretamente. Isso mesmo. Os invasores simplesmente criam suas próprias contas de anunciante e veiculam anúncios para seus sites de phishing e malware, como qualquer outra empresa na Internet.

Como os anúncios aparecem praticamente em todos os lugares, em sites, aplicativos e redes sociais, essas ameaças podem surgir em praticamente qualquer contexto. E existem variações dessa ameaça tanto em computadores quanto em dispositivos móveis.

Como se proteger de anúncios maliciosos

A única maneira de reduzir significativamente o risco é bloquear o máximo possível de anúncios e combinar isso com proteção contra ataques cibernéticos em todos os seus dispositivos:

• Use um serviço de DNS seguro com filtragem de conteúdo integrada. Eles são eficazes no bloqueio da maioria das redes de anúncios conhecidas. A ideia é simples: sempre que seu dispositivo tenta se conectar a um servidor, o serviço DNS bloqueia solicitações para domínios de anúncios conhecidos. Isso desativa os anúncios em todos os lugares de uma só vez: em smart TVs, em todos os navegadores e em aplicativos para dispositivos móveis. Alguns provedores de Internet oferecem esse serviço, mas uma solução mais simples e universal é configurar o DNS seguro no roteador da sua casa seguindo nosso guia.

• Ative os bloqueadores de anúncios e rastreadores em sua solução completa de cibersegurança. Recomendamos Kaspersky Premium, que chama esse recurso de Antibanner. Esse tipo de proteção é especialmente importante durante viagens, pois o DNS seguro pode causar problemas de conexão em hotéis, restaurantes e aeroportos.

• Use proteção para o navegador. Um software de segurança básico pode impedir o download e a execução de um malware de roubo de dados, mas um pequeno script, como o usado no ataque ao Adform, ainda pode passar despercebido. Para se proteger contra esse tipo de ameaça, use uma solução capaz de analisar o que realmente está acontecendo no navegador. No Kaspersky Premium, esse recurso é oferecido pela extensão de navegador Kaspersky Protection. Ela protege contra a coleta de dados on-line, bloqueia banners de anúncios, protege seus pagamentos, protege o que você digita e bloqueia ataques de phishing.

Quer saber quais outros riscos podem estar escondidos nos anúncios on-line e como se proteger? Confira outras postagens:

• Anunciantes compartilhando seus dados com… agências de inteligência
• Descubra por que os corretores de dados criam dossiês sobre você e como impedir que eles façam isso
• Como os smartphones criam um dossiê sobre você
• Quem está rastreando você na web e como fazem isso
• Como desaparecer da Internet

Veja como funciona a verificação do número de telefone do Google e se você deve desativá-la | Blog oficial da Kaspersky

6 de Agosto de 2026, 09:00

A partir do ano passado, os usuários do Android passaram a ver a notificação do sistema “agora o número está verificado” com mais frequência. E, em alguns casos, as pessoas até encontram mensagens de texto misteriosas no seu histórico que nunca foram enviadas por elas.

Essas mensagens geralmente causam confusão e até ansiedade: será que um vírus infectou o telefone? Os gigantes da tecnologia estão espionando nossos números de telefone? Vamos detalhar como esse recurso funciona e quais riscos potenciais ele representa para sua privacidade.

Por que todas essas verificações do número de telefone?

A notificação é exibida sempre que o recurso de verificação do número de telefone do Google é acionado em seu dispositivo.

Sua principal função é garantir que o cartão SIM vinculado a um número de telefone específico esteja fisicamente dentro do telefone. Depois de verificado, esse número de telefone é vinculado automaticamente a todas as contas do Google ativas no dispositivo.

Existem vários serviços principais que dependem da verificação. Mais importante, ela impulsiona o Rich Communication Services (RCS), o padrão moderno para mensagens “avançadas” diretamente no aplicativo padrão de mensagens de texto. Parece um aplicativo de bate-papo popular, mas sem a necessidade de instalar nada extra. Ao contrário do iMessage, que está restrito ao ecossistema da Apple, o RCS funciona em smartphones compatíveis em várias plataformas, pois é um padrão do setor definido por operadoras e não por gigantes da tecnologia. Recentemente, tanto os usuários da Apple como os do Android passaram a trocar mensagens RCS. Para que esse recurso funcione no aplicativo Mensagens do Google, o Google precisa da confirmação contínua de que seu cartão SIM está ativo. Se você retirar o cartão SIM, os bate-papos RCS continuarão funcionando por cerca de oito dias antes de serem desativados automaticamente.

De acordo com o Google, a verificação do número de telefone também é usada para outras finalidades, como:

  • Segurança e recuperação da conta. Um número de telefone verificado permite logins rápidos em sua conta do Google, autenticação de dois fatores e recuperação fácil de senha.
  • Serviços de emergência e localização do dispositivo. Isso inclui Encontrar meu dispositivo, bloqueio remoto do telefone e compartilhamento da sua localização com equipes de emergência, inclusive por meio de mensagens via satélite no Pixel 9 e em outros smartphones modernos.
  • Melhor compartilhamento no Google. Esse recurso ajuda outras pessoas a encontrar você mais rapidamente no Google Meet ou no Duo, usar o Compartilhamento rápido para enviar arquivos e verificar se o número de telefone está vinculado ao seu perfil.

O Google também confirmou recentemente que esses dados são usados para combater golpes. A verificação ajuda a bloquear chamadas ou mensagens de texto de números falsos se o proprietário real do número e o destinatário estiverem usando dispositivos Android com números de telefone verificados.

Como o Google verifica números de telefone?

A tecnologia de verificação do número de telefone já existe no Android há algum tempo: o Google enviava mensagens SMS de teste desde 2019. No entanto, essa prática tornou-se bastante visível para a maioria dos usuários após uma atualização do sistema do Google em setembro de 2025. O processo foi incorporado mais profundamente no sistema operacional, com a verificação do número agora sendo executada por padrão durante a configuração inicial do telefone e re-executada com frequência em segundo plano.

Existem dois métodos técnicos principais para o processo de verificação. O recurso usado pelo dispositivo depende da operadora de celular e da versão do Android.

O método mais antigo depende de mensagens de texto ocultas. Em segundo plano, seu smartphone envia uma mensagem de texto técnica especializada para os servidores do Google. O sistema operacional intercepta essa mensagem antes mesmo que você a veja, por isso ela raramente aparece no aplicativo padrão de mensagens de texto. Entretanto, devido a falhas de software ou peculiaridades de personalização do Android, essas mensagens podem ser ocasionalmente vistas, surpreendendo os usuários. Elas normalmente são assim: “(sequência de letras e números) O Google está verificando novamente o número de telefone deste dispositivo”. O Google declara explicitamente na sua documentação de ajuda que a sua operadora pode aplicar tarifas-padrão de mensagens.

Nos últimos anos, a verificação direta da operadora (por meio de APIs da operadora) se tornou o principal método de verificação. Essa abordagem é mais moderna e segura do que as anteriores. O smartphone envia um token criptografado contendo identificadores do dispositivo e do cartão SIM para a operadora de celular, e a operadora responde com o número de telefone confirmado. Todo o processo leva apenas alguns segundos e é completamente despercebido pelo usuário. Tanto os gigantes globais de telecomunicações quanto os provedores menores se conectaram a essa rede de verificação. Notavelmente, os aplicativos de terceiros também podem acessar os resultados dessa verificação por meio da Verificação do número de telefone do Firebase, obtendo a confirmação da sua operadora de celular sobre qual número de telefone está ativo no dispositivo.

“Outros dados do dispositivo” e questões de privacidade

Em sua documentação oficial, o Google observa que os identificadores de dispositivo e os dados do cartão SIM podem ser coletados durante a verificação. Na prática, isso se refere a identificadores exclusivos para o cartão SIM e seu perfil de assinante (ICCID e IMSI), bem como identificadores de dispositivos técnicos necessários para executar redes móveis. O Google também declara explicitamente que não vende suas informações pessoais, incluindo seu número de telefone, a ninguém.

Naturalmente, o envio de identificadores exclusivos adicionais ao Google, especialmente considerando a escala de seus negócios de publicidade, sempre gera preocupação entre os usuários preocupados com a privacidade. Veja o que você deve considerar:

Coleta de metadados. Para executar o RCS, o Google troca dados com sua operadora de celular. Mesmo quando o conteúdo das mensagens RCS é criptografado, os metadados, como quem está enviando mensagens para quem e quando, ainda podem ser armazenados nos servidores de sua operadora e, em alguns casos, nos servidores do Google. Como os especialistas em segurança cibernética da Electronic Frontier Foundation apontam, se a privacidade for sua principal prioridade, é melhor usar aplicativos de mensagens criptografados dedicados.

Contas vinculadas. Se você tiver uma conta do Google pessoal e de trabalho (ou uma conta pessoal e familiar) configuradas no mesmo telefone, o número verificado será automaticamente vinculado a ambos os perfis. O sistema operacional não oferece ferramentas integradas para separar números de contas diferentes em um único dispositivo.

Vazamentos de números de telefone. Os aplicativos em seu dispositivo já podem acessar vários identificadores de usuário, incluindo seu número de telefone. Contudo, esse sistema de verificação facilita a vinculação de vários números de telefone a um usuário que tenha várias contas do Google. E, embora o Google afirme que nunca vende números de telefone, não se pode dizer o mesmo com confiança sobre desenvolvedores terceirizados pouco conhecidos do Android.

Ativado por padrão. O recurso é ativado de imediato, e a maioria dos usuários desconhece que o dispositivo se comunica silenciosamente com a operadora em segundo plano. Embora você possa desativar suas configurações do Google assim que perceber isso, não há garantia de que os dados já coletados serão realmente excluídos.

Desativando a verificação: por que e como

Para a maioria dos usuários, a verificação é realmente útil. Ela simplifica a recuperação da conta, torna mais fácil encontrar um telefone perdido, aciona recursos modernos de mensagens de texto e auxilia os serviços de emergência em situações em que cada segundo importa.

Porém, se quiser minimizar a quantidade de metadados enviados ao Google, operadoras de celular e outros corretores de dados, você poderá desativar o recurso manualmente. Veja como:

  1. Abra as configurações de seu smartphone Android.
  2. Toque em Google, selecione a conta na parte superior e mude para a guia Todos os serviços.
  3. Abaixo de Privacidade e segurança, toque em Verificação do número de telefone.
  4. Desative a verificação automática do número de telefone.

Se você também quiser desativar o Compartilhamento melhor no Google, vá para Configurações → Google → Gerenciar sua conta do Google → Informações pessoais → Informações de contato → Telefone, selecione seu número e desative a configuração.

Se você tiver várias contas do Google em seu telefone, será necessário repetir essas etapas para cada uma delas. Infelizmente, a verificação às vezes é reativada de forma automática, e não há uma maneira confiável de evitar isso em telefones padrão de consumidores com software de fábrica.

Lembre-se de que desativar a verificação significa perder o acesso aos bate-papos RCS no Mensagens do Google, forçando você a recorrer ao SMS básico ou optar por aplicativos de mensagens alternativos e seguros. Você também não poderá usar esse número para a recuperação rápida da conta caso esqueça sua senha.

Para personalizar com cuidado suas configurações de privacidade em todos os seus dispositivos, independentemente do sistema operacional, navegador ou aplicativo, confira nossa ferramenta online gratuita, o Privacy Checker.

Tem curiosidade sobre outros riscos de privacidade que você talvez nem saiba que existem? Confira nossos outros artigos detalhados, aqui:

  • ✇Blog oficial da Kaspersky
  • Como proteger seus dados após uma separação | Blog oficial da Kaspersky Maxim Baybarin
    O fim de um relacionamento é uma grande ruptura: daquelas que viram a vida de cabeça para baixo. A rotina familiar, em que duas pessoas compartilhavam interesses, momentos e, muitas vezes, até o mesmo espaço físico, desmorona de repente, deixando cada uma em seu próprio mundo. Além disso, os casais não estão conectados apenas na vida real, mas também digitalmente. Assinaturas compartilhadas, endereços e senhas salvos, acesso a armazenamentos conjuntos na nuvem, tudo isso fazia parte do dia a dia
     

Como proteger seus dados após uma separação | Blog oficial da Kaspersky

24 de Julho de 2026, 09:00

O fim de um relacionamento é uma grande ruptura: daquelas que viram a vida de cabeça para baixo. A rotina familiar, em que duas pessoas compartilhavam interesses, momentos e, muitas vezes, até o mesmo espaço físico, desmorona de repente, deixando cada uma em seu próprio mundo.

Além disso, os casais não estão conectados apenas na vida real, mas também digitalmente. Assinaturas compartilhadas, endereços e senhas salvos, acesso a armazenamentos conjuntos na nuvem, tudo isso fazia parte do dia a dia. Superar emocionalmente o término pode levar bastante tempo, mas há medidas que você pode tomar desde já para reforçar sua segurança, mesmo que não ajudem a superar seu ex-parceiro.

Veja o que vale a pena verificar após uma separação, quais serviços devem ser desvinculados e por que isso é importante, mesmo quando o término acontece de forma amigável.

Higiene digital: seu seguro contra problemas

Revogar o acesso do seu ex-parceiro às suas contas online não é paranoia, é uma forma de proteger sua própria segurança. Uma separação não rompe automaticamente os vínculos digitais: todo acesso concedido durante o relacionamento continua ativo até que alguém o revogue manualmente. Na maioria das vezes, ninguém pretende explorar esse acesso de forma maliciosa. Ainda assim, ele pode resultar em situações constrangedoras ou até em um risco real de rastreamento.

Foi o que aconteceu com Aleta Dignard-Fung, de Las Vegas, que contou à NPR que, após terminar com o namorado, nem lhe ocorreu que ele ainda sabia sua senha do Spotify. Um dia, enquanto tomava banho ouvindo música, ela percebeu que sua playlist havia mudado de repente. O ex-parceiro tinha acessado a conta em outro dispositivo e estava reproduzindo as músicas que ele havia escolhido. “Foi como uma guerra no Spotify. Passamos uns 10 minutos tentando sobrescrever as músicas um do outro”, contou. Mas as consequências nem sempre são tão inofensivas.

Nessa mesma entrevista, a consultora de relacionamentos Susan Winter relatou um caso de sua própria prática profissional. Um de seus clientes simplesmente não conseguia superar a ex-namorada após o término. Os dois compartilhavam uma conta no OpenTable, serviço de reservas em restaurantes, e ela nunca revogou o acesso dele à conta. Ele passou a acompanhar todas as reservas feitas por ela: para onde ela iria, em que horário e para quantas pessoas. Era assim que ele acompanhava se havia alguém novo na vida dela.

Embora revelem comportamentos bastante diferentes por parte dos ex-parceiros, essas duas histórias têm a mesma origem: contas que nunca foram devidamente bloqueadas após o término. No primeiro caso, isso gerou uma situação constrangedora. No segundo, provocou ansiedade e uma sensação real de estar sendo observada. Para evitar que qualquer um desses cenários aconteça com você, vale a pena seguir uma lista de verificação simples.

Encerre as sessões do seu ex-parceiro

Nas configurações das suas redes sociais, aplicativos de mensagens, e-mail e outros serviços importantes, abra a lista de sessões ativas e encerre todas, exceto as dos dispositivos que você utiliza atualmente.

Redefina suas senhas

Atualize as senhas de todas as contas importantes que seu parceiro possa ter conhecido, por exemplo, caso você utilizasse uma data significativa como senha. Se você reutilizava a mesma senha em vários serviços, redefina-a em todos eles. Aproveite também para revisar as perguntas de segurança e o e-mail ou número de telefone de recuperação da conta, garantindo que nenhum deles ainda esteja vinculado ao seu ex-parceiro. Para evitar o trabalho de memorizar novas credenciais e, ao mesmo tempo, aumentar sua segurança, recomendamos usar um gerenciador de senhas, que gera uma senha forte e exclusiva para cada conta, além de armazená-las e sincronizá-las em todos os seus dispositivos. Assim, você só precisa se lembrar de uma única senha principal.

Verifique a autenticação de dois fatores e os dispositivos confiáveis

Assegure-se de que os códigos de verificação sejam enviados somente para o seu dispositivo. Remova os dispositivos do seu ex-parceiro da lista de dispositivos confiáveis. Você pode fazer isso nas configurações da sua conta Apple ou Google.

Desvincule contas Apple e Google compartilhadas

Se vocês compartilhavam uma conta Apple ou Google, desconecte-se dessa conta. Desative o Compartilhamento Familiar, o iCloud e os backups. Verifique também os álbuns de fotos compartilhados: tudo o que for adicionado automaticamente a eles também poderá ser visto pelo seu ex-parceiro.

Revise suas assinaturas

Se vocês compartilhavam assinaturas, como serviços de streaming ou planos familiares, cancele-as ou crie novas e vincule-as ao seu próprio cartão.

Verifique seus cartões bancários

Se o cartão do seu ex-parceiro estiver vinculado a uma conta de marketplace, aplicativo de entrega ou transporte por aplicativo que pertence a você, remova-o dos métodos de pagamento salvos. e o seu cartão estiver vinculado à conta da outra pessoa e você não tiver mais acesso a ela, a opção mais segura é solicitar a emissão de um novo cartão.

Revogue o acesso à sua casa inteligente

Revogue o acesso do seu ex-parceiro a câmeras, campainhas inteligentes com vídeo, rastreadores GPS e alto-falantes inteligentes. Se os dispositivos estiverem vinculados a uma conta compartilhada, redefina a senha ou transfira-os para sua conta pessoal.

Revise suas configurações de privacidade

erifique as configurações de privacidade das suas contas em diversos serviços e nas redes sociais usando nossa ferramenta online gratuita, Privacy Checker. Ela orienta você na configuração da privacidade de acordo com seu sistema operacional, plataforma e até mesmo seu navegador.

Se perceber sinais de perseguição

Procure organizações de apoio ou de assistência jurídica: elas podem ajudar você a definir o melhor curso de ação. Também vale a pena contar com o apoio de familiares e amigos próximos para enfrentar esse momento difícil. Em dispositivos Android, você pode usar nosso pacote de segurança com o recurso Quem está me espionando. Ele foi desenvolvido para ajudar a detectar rastreamento e perseguição, permitindo que você tome as medidas adequadas para se proteger. O recurso inclui:

  • Detecção de stalkerware. Identifica aplicativos criados para monitorar sua vida em segredo e coletar informações que você jamais gostaria de ver compartilhadas com outras pessoas.
  • Verificação de Dispositivo. Encontra rastreadores instalados de forma oculta que permitem que alguém acompanhe seus deslocamentos e saiba onde você está o tempo todo.
  • Controle de permissões. Mostra quais aplicativos têm acesso a permissões que podem facilitar a espionagem ou comprometer sua privacidade.

O que realmente pode ajudar, e o que pode piorar a situação durante esse momento tão difícil? Confira nossas outras postagens:

Por que os CAPTCHAs estão prestes a desaparecer: como a IA transformou o teste “prove que você é humano” | Blog oficial da Kaspersky

14 de Julho de 2026, 10:00

Os CAPTCHAs, como os conhecemos, surgiram em nossas telas há 26 anos. Embora tenham evoluído bastante desde então, os CAPTCHAs sempre seguiram o mesmo princípio: apresentar uma tarefa que um humano resolve em segundos, mas um computador não.

Tudo começou com texto distorcido, problemas de matemática e clipes de áudio curtos. Então veio a era de identificar hidrantes, semáforos e motocicletas, uma fase que parecia durar para sempre. Mas descobriu-se que os LLMs modernos conseguem resolver esses quebra-cabeças visuais muito mais rápido e com mais precisão do que qualquer humano jamais conseguiria.

Veja como esses testes de “você é humano?” mudaram e o que isso significa para a sua segurança.

O fim da era de clicar em imagens

Em 2007, o Google lançou o reCAPTCHA. Oito anos depois, passou a pedir que os usuários selecionassem todas as imagens que correspondessem a um determinado prompt. Assim, milhões de usuários da Internet se tornaram, sem perceber, especialistas em identificar semáforos, bicicletas, telhados, pontes e hidrantes. É claro que os bots de IA já aprenderam há muito tempo a decifrar esses quebra-cabeças.

Por isso, em junho de 2026, o Google começou a testar uma forma totalmente nova de verificar se você é humano. Em vez de imagens, alguns usuários agora são solicitados a gravar um vídeo curto mostrando gestos com as mãos. Os algoritmos analisam a filmagem, rastreando 21 pontos-chave nas articulações das mãos e dos dedos. Com base no movimento da sua mão, o sistema consegue identificar se você é um ser humano de verdade ou um bot. Passar por esse novo tipo de CAPTCHA significa conceder acesso à câmera, algo que chama a atenção de quem se preocupa com segurança e privacidade. Além disso, pesquisadores de segurança afirmam já ter descoberto uma brecha no CAPTCHA experimental do Google baseado em gestos com as mãos, demonstrando que basta uma foto de uma mão para enganá-lo.

Ainda assim, o Google insiste que esses vídeos nunca são vinculados à sua identidade pessoal e nenhum áudio é gravado. A política de segurança deles também afirma que o Google exclui todos os dados assim que a verificação é concluída. Como sempre, confiar ou não no Google é uma decisão que cabe só a você. Gostaríamos apenas de indicar nossa postagem, “É seguro tirar uma selfie com um documento de identidade?“, que detalha os riscos da verificação biométrica usando fotos de passaporte como exemplo.

Quais são as alternativas para o reCAPTCHA?

Embora o reCAPTCHA do Google ainda seja a principal referência para bloquear bots, a IA está forçando o mundo a se adaptar, e os CAPTCHAs tradicionais estão ficando no passado. Veja um breve resumo de outros serviços e métodos de bloqueio de bots, do ponto de vista da segurança.

Sistemas de análise de comportamento

Uma das formas mais avançadas de proteger um site contra enxames de bots é um sistema de análise comportamental. Esse método avalia automaticamente cada visitante, rastreando movimentos do mouse, padrões de cliques e impressões digitais, para detectar comportamento humano. Mas essa também não é uma solução infalível contra bots: os operadores podem simplesmente treiná-los para imitar padrões de comportamento naturais, permitindo que os bots contornem esse tipo de defesa.

Para os usuários, isso não é exatamente uma boa notícia quando se trata de privacidade. Afinal, ninguém quer que todos os sites na Internet coletem as especificações de seus dispositivos e rastreiem como eles se comportam. Ainda assim, também não podemos chamar isso de vigilância em larga escala, já que a maioria desses sistemas não tenta descobrir quem você realmente é, e seus criadores prometem não armazenar seus dados ou usá-los para fins de marketing. O objetivo principal aqui é, estritamente, descobrir quem acabou de acessar a página: um humano ou um bot.

Turnstile e hCaptcha

Outro grande concorrente do reCAPTCHA é o Cloudflare Turnstile. Ele realiza a verificação de duas maneiras: completamente em segundo plano ou por meio de uma ação mínima do usuário. Você não precisa fazer nada ou apenas marca a caixa de seleção “Eu não sou um robô”. O principal risco para os usuários aqui está relacionado à engenharia social. Os hackers costumam usar os CAPTCHAs com aparência legítima em sites de phishing. Isso faz com que os usuários tenham uma falsa sensação de segurança e impede que os verificadores de segurança identifiquem páginas maliciosas.

Depois, há o hCaptcha, um serviço com forte foco em segurança que, ao contrário do reCAPTCHA e do Turnstile, não pertence a uma gigante da tecnologia.

Chaves de acesso

De modo geral, todos os métodos e serviços mencionados até agora seguem o mesmo esquema: coletam os seus dados, às vezes os armazenam e os usam para outros fins. A principal mudança agora é que eles exigem menos esforço de sua parte. Você não precisa procurar por hidrantes ou acenar com a mão para uma câmera. Mas você pode ir além e eliminar completamente os CAPTCHAs se um site for compatível com chaves de acesso.

Nesta configuração, você não faz login com uma senha; em vez disso, usa chaves criptográficas ativadas por biometria ou um PIN, o que geralmente torna desnecessária uma verificação extra para “provar que você é humano”. Detalhamos o que são exatamente as chaves de acesso, onde funcionam e como usar essa tecnologia na nossa postagem Chaves de acesso em 2025: seu guia completo para login sem senha. Se você quiser armazenar suas chaves de acesso e garantir que elas funcionem perfeitamente em todos os seus dispositivos, nosso gerenciador de senhas resolve isso para você.

Infelizmente, as chaves de acesso não funcionam em situações em que você deseja permanecer anônimo e navegar sem criar uma conta. Por conta disso, elas não conseguem substituir os CAPTCHAs completamente, mas ainda assim facilitam bastante a vida da grande maioria dos usuários.

Como proteger sua privacidade

Do ponto de vista do usuário, não faz muita diferença qual método de proteção contra bots um site decide usar. Sejamos sinceros: você provavelmente não vai sair de uma página só porque ela usa reCAPTCHA ou um sistema de análise comportamental. Além disso, quando se trata de sistemas que funcionam silenciosamente em segundo plano, dificilmente dá para saber que tipo de dados eles coletaram sobre você e seu dispositivo. Mas isso não significa que sua privacidade esteja perdida.

Nossos aplicativos Kaspersky Standard, Kaspersky Plus e Kaspersky Premium para Windows e macOS incluem Navegação privada. O recurso impede que sites de terceiros rastreiem sua atividade online em tempo real. Para privacidade móvel, você pode contar com a Privacidade social (Android , iOS). Além disso, os dispositivos Android com a versão 9 ou posterior incluem o recurso Quem está me espionando disponível em regiões selecionadas. Essa ferramenta detecta stalkerware, verifica tags de rastreamento ocultas e revisa permissões de aplicativos que facilitam a espionagem.

Por fim, nosso gerenciador de senhasprotege você quando um site de phishing usa um CAPTCHA verdadeiro para parecer legítimo, o Kaspersky Password Manager não permitirá o preenchimento automático de nome de usuário e senha na página. Veja o que mais você pode fazer para manter seus dados privados:

  • Não insira seus dados em um site só porque ele está protegido por um CAPTCHA. Há muito tempo, golpistas usam reCAPTCHAs, hCaptchas e Turnstiles verdadeiros em páginas de phishing para conquistar a confiança.
  • Prefira utilizar chaves de acesso sempre que possível. Elas não funcionam em sites de phishing e reduzem bastante o risco dos dados e padrões de comportamento serem capturados.

Reunimos uma lista essencial de outras tecnologias que estão prestes a desaparecer:

Eles estão lendo você como um livro: os truques favoritos dos golpistas | Blog oficial da Kaspersky

13 de Julho de 2026, 09:45

Infelizmente, não são apenas as pessoas ingênuas que caem em golpes e ataques de phishing. Hoje, literalmente qualquer pessoa pode se tornar uma vítima. Os criminosos virtuais passam anos aperfeiçoando suas táticas para aumentar suas chances de sucesso, recorrendo a sofisticadas técnicas de manipulação psicológica que, muitas vezes, são difíceis de perceber. No universo da cibersegurança, esse tipo de jogos psicológicos tem até um nome: engenharia social.

Neste artigo, explicamos os truques psicológicos que os golpistas usam para enganar suas vítimas, os sinais de alerta aos quais você deve ficar atento e exatamente o que fazer se perceber que está sendo manipulado.

As emoções usadas como armas pelos golpistas

A engenharia social funciona justamente porque desperta nossas emoções mais profundas. Quando uma vítima está ansiosa, apavorada ou envolvida emocionalmente em uma situação, tende a tomar decisões impulsivas, sem refletir sobre as consequências. E é exatamente nisso que os hackers apostam.

Por isso, em um momento de tensão, enquanto conversa por telefone ou troca mensagens com alguém que faz exigências, você precisa parar por um instante e se perguntar: “O que exatamente estou sentindo neste momento? O que eu estava sentindo há alguns instantes? Essa pessoa está tentando explorar meu estado emocional?”

Na maioria das vezes, os golpistas tentam explorar emoções como:

  • Medo e ansiedade
  • Entusiasmo
  • Vergonha e culpa
  • Surpresa e choque

Antes de tudo, confirme com quem você está realmente lidando

Antes mesmo de procurar sinais de alerta, verifique um aspecto fundamental: com quem você realmente está falando? Se você estiver conversando, por exemplo, com alguém que afirma ser um “representante do banco”, a melhor opção é pesquisar o número de telefone e o endereço de e-mail oficiais da instituição. Ligue para o banco ou envie uma mensagem para um endereço que você saiba ser 100% legítimo. É sempre melhor prevenir do que remediar.

Redobre a atenção se alguém entrar em contato com você por um aplicativo de mensagens ou pelas redes sociais. Em geral, grandes empresas simplesmente não utilizam esses canais para esse tipo de abordagem.

Sinais claros de que você está lidando com um golpista

Ele coloca você em uma verdadeira montanha-russa emocional

Imagine que você receba um e-mail da “equipe de suporte” de um serviço de streaming que utiliza. A mensagem informa que alguém acabou de tentar fazer login na sua conta de outro país: o suficiente para provocar um susto imediato. Logo em seguida, porém, vem o alívio: “Não se preocupe. Bloqueamos a tentativa de login suspeita a tempo. Sua conta está segura”.

Mas os golpistas não param por aí. No parágrafo seguinte, eles fazem você entrar novamente em estado de alerta: “Infelizmente, durante nossa verificação de segurança, descobrimos que suas informações de pagamento podem ter sido comprometidas”. Por fim, oferecem uma aparente solução: “Estamos prontos para ajudá-lo a resolver isso agora mesmo. Basta clicar neste link para verificar sua identidade”.

Ao final da leitura dessa suposta “atualização urgente”, você passou por uma sucessão de emoções em poucos instantes. O objetivo dessa montanha-russa emocional é desestabilizar você para que deixe de pensar de forma crítica e passe simplesmente a reagir. E, no momento em que o golpista apresenta uma suposta solução para o problema, sua capacidade de julgamento fica seriamente comprometida.

Eles sabem um pouco demais sobre você

Os golpistas costumam bombardear deliberadamente suas vítimas com informações pessoais para dar a impressão de que realmente sabem do que estão falando e têm acesso legítimo aos seus dados confidenciais.

O simples fato da pessoa do outro lado conhecer detalhes sobre sua identidade, suas finanças ou seus contratos não significa que ela seja confiável. Graças aos inúmeros vazamentos de dados já ocorridos, existe um enorme volume de informações pessoais disponível sobre praticamente todos nós. Para um hacker, pode ser surpreendentemente fácil descobrir quanto você gastou com entregas de supermercado no ano passado, qual é a sua operadora de telefonia móvel ou qual endereço de e-mail está vinculado à sua conta bancária.

Eles tentam intimidar você, às vezes, com ameaças e extorsão

Provavelmente, a forma mais fácil de desestabilizar alguém é provocar medo ou aumentar seu nível de ansiedade. Quando promessas boas demais para serem verdade deixam de funcionar, os criminosos virtuais recorrem a táticas de intimidação: “Sua conta foi comprometida”, “Você será acusado de sonegação fiscal, a menos que forneça a frase-semente da sua carteira de criptomoedas”, “Você perderá o acesso aos nossos serviços se não entrar em contato conosco imediatamente” ou “Seu nome foi incluído no cadastro de criminosos sexuais. Entre em contato para resolver essa situação; caso contrário, apresentaremos uma denúncia e divulgaremos suas informações para a imprensa”. E esses são apenas alguns exemplos.

Em alguns casos, essas mensagens podem parecer completamente neutras e reproduzir com perfeição um e-mail legítimo da equipe de suporte. No entanto, se o tom for excessivamente dramático e você sentir que está sendo pressionado, há cerca de 99,9% de chance de estar diante de um golpista. E, se a pessoa exigir que você tome alguma providência, como transferir dinheiro para uma conta aleatória ou fornecer informações confidenciais, sob ameaça de violência física, exposição pública ou processo criminal, essa probabilidade sobe para 100%.

Para saber mais sobre o funcionamento desse tipo de golpe, leia nossa postagem sobre Extorsão por e-mail: como os golpistas usam a chantagem.

Uma “pessoa muito importante” está entrando em contato com você

Para aumentar ainda mais sua ansiedade, os golpistas costumam assinar suas mensagens com o nome de autoridades de alto escalão. Quando isso acontecer, pare por um instante e pergunte a si mesmo: você realmente acredita que o chefe da Receita Federal ou o comandante da polícia local entraria em contato diretamente com você por telefone ou mensagem? Autoridades e investigadores de alto escalão normalmente têm questões muito mais importantes para tratar. E, se você receber uma mensagem acusando-o de um crime grave, supostamente assinada pelo procurador-geral da sua cidade, esse é um forte indício de que se trata de um golpe.

Você recebeu uma oferta boa demais para ser verdade

Desconfie de demonstrações inesperadas de generosidade ou de presentes que simplesmente aparecem do nada. Veja uma pequena lista do que pode acontecer com você:

  • Você recebe um pacote inesperado com um código QR impresso na caixa. Informam que basta escaneá-lo para descobrir quem enviou o presente, resgatar um cupom do vendedor ou confirmar a entrega para evitar uma taxa de frete. Não é difícil imaginar que o código QR, na verdade, levará para um site de phishing. A partir daí, é a vez dos golpistas brilharem: eles podem tentar roubar os dados do seu cartão, convencê-lo a baixar um aplicativo com malware ou induzi-lo a informar um código de verificação do seu aplicativo bancário.
  • “Olá! Estou ligando da central de entregas. Você tem um pacote (ou um buquê de flores) a caminho. Poderia informar o código de verificação que acabamos de enviar por SMS para que possamos liberar seu presente?”. Veja, todo mundo gosta de receber um presente surpresa. Mas, no entusiasmo do momento, é fácil baixar a guarda e acidentalmente dar aos golpistas um presente ainda maior: o código de acesso à sua conta de serviços governamentais.
  • Você teve muita sorte! Diversas celebridades anunciam um sorteio gratuito de NFTs que promete render uma fortuna. Para resgatar seu novo criptoativo, você abre um miniaplicativo, insere seus dados e pronto: sua conta do Telegram desaparece. E, pensando bem, aqueles perfis de celebridades que divulgavam o sorteio realmente pareciam um pouco estranhos…

Eles pressionam você e tentam isolá-lo do mundo exterior

“Não desligue! Esta é sua última chance de recuperar o acesso à sua conta.”, “Se você não responder a este e-mail em até oito horas, tomaremos medidas judiciais contra você.”, “Vá imediatamente ao banco para proteger o dinheiro que ainda resta na sua conta e transfira-o para uma conta segura.” Se frases como essas forem usadas para levar você a agir imediatamente, pare um segundo. Os golpistas estão apenas tentando assustá-lo e criar uma falsa sensação de urgência.

Essa é uma tática clássica. Imagine receber uma ligação de um golpista que se apresenta como representante do banco ou até mesmo um funcionário do Departamento de Comércio, alegando que suas contas bancárias foram invadidas. Em seguida, essa pessoa pede que você assine um acordo de confidencialidade, supostamente para facilitar a recuperação do seu dinheiro, e ameaça processá-lo caso você conte o que está acontecendo a qualquer pessoa, inclusive aos seus familiares mais próximos. Ela insistirá que o caso é “muito sério”, exige providências imediatas e que a cooperação com as autoridades “deve permanecer em absoluto sigilo”.

Lembre-se: representantes legítimos de empresas ou autoridades governamentais jamais pediriam que você mantivesse segredo, a menos que você lide com dados governamentais sigilosos ou tenha assinado um acordo de confidencialidade (NDA) corporativo formal. Os golpistas procuram isolar suas vítimas de qualquer rede de apoio, voz da razão ou opinião externa. E eles não apenas afastam você das pessoas: também impedem seu acesso à informação. Eles fazem questão de mantê-lo em uma ligação contínua ou enviam uma sequência de mensagens carregadas de apelo emocional para que você não tenha sequer alguns segundos para respirar, muito menos para pesquisar o assunto na internet.

Quando você está em um estado de ansiedade intensa, torna-se muito mais fácil cair nessas manipulações e tomar decisões precipitadas, mesmo quando acha que está apenas tentando resolver o problema. Nunca tenha receio de pedir ajuda. Buscar uma segunda opinião sobre o que está acontecendo é sempre uma atitude sensata.

Eles tentam fazer você se sentir culpado

Imagine que você receba uma notificação informando que sua conta foi comprometida, juntamente com uma solicitação para entrar em contato com o suporte. Durante o atendimento, porém, o suposto “representante do suporte” começa a fazer perguntas para despertar um sentimento de culpa: “Quando foi a última vez que você trocou sua senha? Faz muito tempo? Você não viu nossos avisos urgentes para atualizar suas credenciais?”. Ou então: “Veja bem, a mensagem de texto dizia claramente para não compartilhar esse código com ninguém! Por que você o informou?”. Essa é uma tática deliberada para fisgá-lo com um sentimento de culpa, fazendo com que você sinta que perdeu o controle e precisa da experiência e da ajuda do golpista.

Mesmo que você realmente tenha cometido um erro, não se culpe. Cair em uma armadilha desse tipo é muito mais fácil do que parece. Basta um dia particularmente estressante no trabalho e uma ligação chegando exatamente no pior momento possível.

De repente, você recebe um alerta dizendo que estava conversando com golpistas

Os golpistas adoram aplicar golpes complexos, com várias etapas. Por exemplo, primeiro eles podem tentar convencer você a fornecer o código de acesso do seu aplicativo bancário sob o pretexto de atualizar as informações da sua conta. Mas, de repente, a ligação cai ou você recebe, em seguida, uma mensagem dizendo que acabou de conversar com um golpista, que sua conta foi comprometida e que, para sua própria segurança, é necessário entrar em contato com o suporte imediatamente. Em alguns casos, pessoas que se apresentam como “agentes federais” ou “autoridades policiais” entram em cena para participar da conversa.

O problema é que essa suposta “equipe de segurança” faz parte exatamente da mesma quadrilha que está aplicando o golpe. Eles começam a insistir que todo o seu dinheiro está prestes a cair nas mãos de criminosos, a menos que você o transfira para uma “conta segura”, ou dizem que empréstimos já foram contratados em seu nome.

Não entre em contato com números ou endereços de e-mail desconhecidos enviados em mensagens, mesmo que prometam ajudá-lo. Procure o site oficial da empresa ou do órgão, localize os canais oficiais de atendimento e utilize apenas esses meios de contato.

Lembre-se: nenhum órgão governamental (e muito menos uma empresa privada) monitora suas ligações para verificar se você está conversando com golpistas. Sua melhor defesa contra golpistas telefônicos é um aplicativo de identificação de chamadas com um vasto banco de dados que avisa se a chamada é suspeita antes mesmo de você atender.

O que fazer se você caiu em um golpe

Antes de qualquer coisa: não se culpe. Qualquer pessoa pode ser pega de surpresa e acabar sendo enganada em um momento de vulnerabilidade. Tente não entrar em pânico e lembre-se exatamente de quais informações você forneceu. As providências a tomar dependem disso:

  • Você informou um código de verificação enviado por SMS ou a senha de uma conta → Altere imediatamente sua senha para esse serviço, bem como para quaisquer outras contas onde você a tenha reutilizado. Ative a autenticação de dois fatores, caso ainda não tenha feito isso.
  • Você forneceu os dados do seu cartão → Entre em contato imediatamente com o banco e solicite o bloqueio do cartão. Se já houve um débito ou transferência não autorizada, pergunte como contestar a transação.
  • Você clicou em um link suspeito ou baixou um arquivo de um remetente desconhecido → Faça uma verificação do dispositivo com um antivírus confiável. Tentar descobrir por conta própria se o dispositivo foi infectado por malware é praticamente impossível, pois essas ameaças costumam permanecer ocultas, sem apresentar sinais evidentes.

Não dê ouvidos aos golpistas

Veja algumas medidas que ajudam a proteger suas contas, seus dados e seu dinheiro:

  • Não tenha pressa. Se alguém estiver pressionando você para agir imediatamente (informar dados, fornecer um código ou enviar dinheiro), há uma grande chance de você estar falando com um criminoso virtual. Pare por um momento, ligue para a empresa usando o telefone oficial disponível no site e confirme se realmente há alguma solicitação.
  • Deixe a proteção por conta do Kaspersky Premium. Ao contrário de uma pessoa, nosso pacote de segurança, com Machine Learning e IA, é totalmente imparcial e identifica e-mails de phishing e arquivos maliciosos justamente nos momentos em que um usuário pode ter dúvidas ou hesitar. Ele bloqueia o acesso a sites suspeitos, impede tentativas de infecção do dispositivo, neutraliza malwares detectados e ajuda a manter seus dados e seu dinheiro protegidos.
  • Ative a autenticação de dois fatores nas contas mais importantes. Com o Kaspersky Password Manager, você pode gerar códigos de login de uso único que mudam a cada 30 segundos, tornando-os muito mais difíceis de serem interceptados por golpistas do que códigos enviados por e-mail ou mensagem de texto.
  • Se está cansado de verificar constantemente quem está ligando, obtenha um aplicativo de identificação de chamadas com um banco de dados extenso. Ele avisa você instantaneamente se quem está do outro lado da linha é um golpista ou operador de telemarketing.
  • Siga uma regra de ouro: nunca reutilize uma senha. Se você usa a mesma senha em vários serviços, basta que um hacker descubra a senha de uma conta para obter acesso automático a todas as outras. Pequenas variações, como “Senha123” e “Senha1234!”, também não são suficientes, pois são extremamente fáceis de adivinhar. É claro que memorizar dezenas ou até centenas de senhas diferentes está longe de ser uma tarefa simples. É justamente por isso que um gerenciador de senhas é tão útil: ele armazena seus dados com segurança em um cofre criptografado e gera senhas fortes e exclusivas.

Confira também nossas outras postagens para obter mais dicas de segurança:

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  • Como gerenciar assinaturas com segurança | Blog oficial da Kaspersky rafaeromer
    Você já tentou calcular quanto gasta por mês com assinaturas? Música, filmes, jogos, cursos de idiomas, serviços de delivery, assinatura de bancos aquecidos e até mesmo a possibilidade de conversar com o bot Grok diretamente do seu veículo: hoje existe assinatura para praticamente tudo. Há até mesmo serviços de assinatura criados especificamente para… acompanhar suas outras assinaturas. O número de assinaturas varia bastante dependendo de onde você mora, mas, estatisticamente, 78% dos adultos no
     

Como gerenciar assinaturas com segurança | Blog oficial da Kaspersky

28 de Maio de 2026, 10:00

Você já tentou calcular quanto gasta por mês com assinaturas? Música, filmes, jogos, cursos de idiomas, serviços de delivery, assinatura de bancos aquecidos e até mesmo a possibilidade de conversar com o bot Grok diretamente do seu veículo: hoje existe assinatura para praticamente tudo. Há até mesmo serviços de assinatura criados especificamente para… acompanhar suas outras assinaturas.

O número de assinaturas varia bastante dependendo de onde você mora, mas, estatisticamente, 78% dos adultos no mundo possuem pelo menos uma assinatura paga, e o usuário médio gerencia 5,6 serviços ativos. Além disso, uma grande parte dessas assinaturas são planos familiares usados por grupos de parentes próximos… e, às vezes, por outras pessoas também: 37% dos usuários compartilham suas assinaturas fora do núcleo familiar imediato.

Como contas de assinatura, especialmente planos familiares, costumam conter dados pessoais sensíveis, elas se tornaram um alvo prioritário para cibercriminosos. Hoje, vamos analisar como gerenciar suas assinaturas com segurança, evitar que suas contas sejam comprometidas e não cair nos golpes mais recentes dos golpistas.

Segurança de contas e assinaturas compartilhadas

Por que alguém poderia querer invadir sua assinatura? Mesmo que o serviço ofereça apenas entretenimento, sua conta quase certamente contém informações sensíveis: nome, endereço, e-mail, telefone, nomes de outros membros e outros dados de identificação pessoal. Esses dados são, então, vendidos na dark web e usados para novos ataques.

Os invasores comprometem contas de assinatura por meio de engenharia social e phishing ou explorando o hábito de muitos usuários de utilizar senhas fracas ou já vazadas. Como destacamos recentemente em nossa pesquisa, quase metade das senhas em todo o mundo pode ser decifrada em menos de um minuto. Os golpistas, então, revendem assinaturas existentes ou vagas em grupos familiares com desconto, ou ainda cadastram a vítima em novos serviços, esperando que as cobranças extras passem despercebidas.

Por fim, alguns intermediários nem sequer se preocupam em invadir contas; eles simplesmente compram assinaturas em massa para um grande número de dispositivos, nas quais o custo por unidade costuma ser muito menor. Depois, revendem vagas individuais desses planos em marketplaces on-line. Como resultado, uma única conta “familiar” pode acabar sendo compartilhada entre pessoas completamente desconhecidas entre si.

Compartilhamento de assinaturas com familiares e outras pessoas

Muitos titulares de assinaturas não veem problema em compartilhar o acesso com familiares e amigos. Mas o que poderia dar errado?

O pior cenário do ponto de vista da segurança acontece quando uma única conta é adquirida e o proprietário compartilha login e senha com outros usuários. Isso geralmente ocorre quando as pessoas tentam economizar em um plano familiar comprando uma assinatura individual e dividindo o acesso. Alguns serviços até permitem perfis diferentes, mas todos ficam vinculados à mesma conta, o que significa que as credenciais são compartilhadas. É assim que funcionam plataformas de streaming como Hulu e Disney+.

Compartilhar uma mesma conta entre várias pessoas aumenta significativamente o risco de suas credenciais caírem em mãos erradas. Não há como garantir que todos estejam armazenando essas informações de forma segura ou que seus dispositivos não estejam infectados por malware. Mesmo sem malware, é extremamente fácil entregar uma senha aos invasores sem perceber, simplesmente ao acessar o serviço de assinatura em uma rede Wi-Fi pública desprotegida.

É totalmente possível que a senha que você compartilhou gentilmente com alguns amigos já tenha aparecido em algum canto da dark web. E você pode perder o acesso à sua conta em breve. Além disso, se você reutiliza a mesma senha em diferentes sites e aplicativos, suas outras contas também passam a estar na mira dos criminosos.

O segundo cenário ocorre quando cada membro do grupo possui uma conta individual. Muitos serviços agora permitem adicionar usuários extras à assinatura sem custo adicional, e a maioria dos titulares fica feliz em distribuir essas vagas gratuitas. Ainda assim, não é hora de baixar a guarda: a violação de apenas uma dessas contas pode expor informações sensíveis, como nomes de familiares, endereços, dados de cobrança e outros dados relacionados à assinatura.

Como proteger suas assinaturas (e sua carteira)

Para manter seus dados pessoais e os de quem você ama privados e suas contas sob seu controle, siga estas regras simples.

Use uma segurança robusta para suas contas

Para isso, aprenda e ensine seus amigos e familiares a usar gerenciadores de senhas, autenticação de dois fatores e chaves de acesso.

Se você e as pessoas próximas dependem apenas da memória para armazenar senhas, há uma grande chance de reutilizarem a mesma senha em vários serviços. Esse é um erro grave: violações de dados acontecem o tempo todo, e uma única senha comprometida dá aos invasores acesso às suas outras contas.

A solução mais simples é utilizar um gerenciador de senhas que gere e armazene senhas complexas e exclusivas para cada site e serviço. Tudo o que você precisa lembrar é a senha principal do cofre criptografado. Além disso, o Kaspersky Password Manager não apenas armazena e cria senhas; ele também pode verificar se elas apareceram em bancos de dados vazados e sincronizar suas credenciais entre todos os seus dispositivos.

E mais: um gerenciador de senhas oferece uma proteção robusta contra phishing. Ao contrário de uma pessoa, que pode facilmente ser enganada por uma página de login quase idêntica à original hospedada em um domínio falso, o gerenciador de senhas não cai nesse tipo de golpe. Ele só oferecerá preencher automaticamente o login e a senha salvos no site ou serviço específico para o qual eles foram originalmente armazenados.

Evite usar navegadores para armazenar suas senhas: infelizmente, os invasores já descobriram há muito tempo como extrair senhas salvas no navegador em questão de segundos.

A autenticação de dois fatores (2FA) adiciona uma camada extra de verificação após a inserção da senha, como um código enviado por SMS ou um código temporário gerado por um aplicativo autenticador. Sempre que tecnicamente possível, ative a 2FA em todas as contas vinculadas às suas assinaturas. Isso vale tanto para os próprios serviços de assinatura quanto para contas de terceiros usadas para login, como Google, Apple ou Facebook.

Recomendamos armazenar seus tokens de autenticação de dois fatores e gerar os códigos temporários, atualizados a cada 30 segundos, dentro do Kaspersky Password Manager. Isso reduz significativamente as chances de alguém assumir o controle da sua conta. Mesmo que um invasor descubra ou adivinhe sua senha, ele não conseguirá obter o código sem acesso físico ao seu dispositivo.

Por fim, você pode abandonar as senhas (quase) completamente adotando chaves de acesso. Já explicamos anteriormente como funciona essa alternativa às senhas e os detalhes do seu uso. Atualmente, este é o sistema de autenticação mais resistente a invasões disponível. Sua principal desvantagem era a dificuldade de sincronizar chaves de acesso entre diferentes ecossistemas, como Windows e iOS, mas as versões mais recentes do Kaspersky Password Manager já conseguem salvar e sincronizar chaves de acesso entre dispositivos Windows, macOS, iOS e Android, tornando esse problema praticamente irrelevante.

Não negligencie a segurança dos dispositivos

Mesmo uma senha complexa e a 2FA não são motivos para baixar a guarda. Um invasor pode infectar seu dispositivo com um infostealer: um malware desenvolvido para roubar cookies de sessão do navegador, arquivos de configuração de aplicativos e outros dados sensíveis. Os cookies de sessão permitem que você permaneça conectado sem precisar inserir suas credenciais toda vez; porém, se golpistas tiverem acesso a esses cookies, poderão fazer login no serviço se passando por você, mesmo sem saber seu usuário ou sua senha. Por isso, uma abordagem preventiva é essencial, especialmente se você usa o Chrome, o Edge, o Opera ou outros navegadores baseados no Chromium no Windows. Recomendamos instalar o Kaspersky Premium em todos os seus dispositivos, incluindo o Kaspersky Password Manager, além de proteção abrangente contra ciberameaças.

Compartilhe assinaturas apenas com pessoas em quem você confia

Caso contrário, você pode estar criando um problema para si mesmo. Por exemplo: se você compartilhar uma assinatura da Steam com um amigo que utiliza cheats em jogos, ambas as contas podem acabar banidas. Além disso, nunca tente permitir que outra pessoa acesse sua conta pessoal ou assinatura individual. Compartilhar sua senha com terceiros geralmente viola os termos de serviço e pode resultar no bloqueio da sua conta.

Verifique se não há desconhecidos no seu grupo familiar

Para isso, revise periodicamente os dispositivos e sessões ativas nas configurações das suas assinaturas. Se encontrar um dispositivo desconhecido na lista de acessos autorizados, encerre essa sessão (ou todas) e altere imediatamente a senha da conta. Fazer login novamente em alguns dispositivos é muito mais simples do que tentar recuperar uma conta sequestrada.

E lembre-se: não deixe que seus próprios hábitos comprometam sua segurança. Se estiver na casa de amigos, viajando ou em uma viagem de trabalho e usar um computador local ou uma smart TV, ou ainda fizer login em um computador público, não se esqueça de sair da conta quando terminar. Caso contrário, a próxima pessoa que usar aquele dispositivo poderá acabar tendo acesso gratuito às suas assinaturas ou, pior ainda, ao seu e-mail ou armazenamento de fotos na nuvem.

Não caia na armadilha

Fique atento a e-mails e mensagens de phishing que imitam serviços legítimos. Se você receber uma notificação sobre a “necessidade de atualizar seus dados de pagamento” ou um aviso de que “um novo usuário foi adicionado” ao seu plano familiar, não clique imediatamente em links nem abra anexos. Os links podem direcionar a páginas de phishing, e os anexos podem conter malware. Os golpistas frequentemente usam endereços de e-mail e domínios quase idênticos aos verdadeiros, por exemplo, trocando l (L minúsculo) por I (i maiúsculo) ou utilizando um nome familiar em outra extensão de domínio.

Infelizmente, páginas de phishing hoje são muitas vezes indistinguíveis das originais, especialmente com o uso de IA para criar layouts e designs de alta qualidade. Como está cada vez mais difícil identificar todos os sinais de fraude manualmente, o ideal é delegar essa proteção antiphishing ao Kaspersky Premium. Ele alertará você sobre sites suspeitos, ajudando a proteger seu dinheiro e sua tranquilidade.

Por fim, alguns golpistas atraem usuários com brindes, como falsas assinaturas-presente do Telegram Premium. A vítima é instruída a acessar uma página de phishing que imita a tela de login do Telegram e entrar em sua conta para resgatar o brinde. O resultado é previsível: em vez de ganhar uma assinatura premium, a vítima perde o controle da conta. Recentemente, os golpistas passaram até a usar miniaplicativos dentro do próprio Telegram para roubar credenciais diretamente na plataforma, sob diversos pretextos, desde promoções falsas até alegações de que o usuário precisa migrar para um novo chat porque o anterior foi bloqueado.

Evite comprar assinaturas de vendedores terceirizados

É comum encontrar ofertas de assinaturas em marketplaces e plataformas de varejo por preços muito abaixo dos cobrados oficialmente pelo provedor do serviço. Na maioria das vezes, esse valor “imperdível” esconde uma conta hackeada ou um grupo familiar do qual você pode ser removido a qualquer momento, já que o administrador da família pode ser o próprio vendedor ou um usuário aleatório. Além disso, compartilhar um plano familiar com desconhecidos espalhados pelo mundo viola os termos de uso de muitos serviços.

Como se livrar de assinaturas indesejadas

Agora que já falamos sobre segurança de assinaturas, e aquelas assinaturas extras que vão consumindo silenciosamente seu saldo todos os meses? Pesquisas mostram que os usuários normalmente subestimam quantas assinaturas ativas possuem e quanto gastam com elas. Também é muito comum esquecer de cancelar renovações automáticas de serviços que já não utilizam ou cobranças automáticas iniciadas após o fim de períodos de teste gratuitos.

Se você suspeita que esse seja o seu caso, comece investigando seus próprios extratos bancários. Cobranças recorrentes com o mesmo valor podem indicar uma assinatura esquecida. Verifique quem recebeu o pagamento; se o nome não parecer familiar, faça uma busca online pela empresa. Também vale procurar na sua caixa de e-mails pelo nome do comerciante ou pelo valor da cobrança. Isso pode ajudar a localizar notificações de assinatura e entender exatamente pelo que você está pagando. E não se esqueça de verificar a pasta de spam, já que alertas de assinaturas frequentemente acabam indo parar lá.

Agora, veja como verificar e cancelar assinaturas ativas adquiridas pela App Store e pela Google Play.

Para usuários Android

  1. Abra Ajustes em seu dispositivo.
  2. Toque em Google, depois na foto do perfil e acesse Conta do Google.
  3. Vá para Pagamentos e assinaturas.

Se você for o administrador do grupo familiar, também poderá visualizar o histórico de compras dos outros membros da família.

Para usuários iOS

  1. Abra Ajustes em seu dispositivo.
  2. Toque na sua foto de perfil no topo do menu.
  3. Vá para Assinaturas.

Nota: para gerenciar sua assinatura do iCloud, será necessário acessar a seção específica do iCloud, localizada logo abaixo de Assinaturas. Na seção Compartilhamento Familiar, caso você seja a pessoa que configurou o grupo, será possível visualizar o histórico de assinaturas e compras de todos os membros da família.

Leia mais sobre assinaturas:

Quase metade de todas as senhas existentes podem ser quebradas em menos de um minuto | Blog oficial da Kaspersky

19 de Maio de 2026, 10:00

Todos os anos, centenas de milhões de senhas de usuários reais são vazadas na dark web. Analisamos 231 milhões de senhas exclusivas que foram vazadas na dark web entre 2023 e 2026, e as conclusões são sombrias: a grande maioria delas é extremamente fraca. Basta uma hora e alguns dólares no bolso para que um invasor quebre 60% dessas senhas. Além disso, a quebra de senhas vem crescendo a cada ano. No nosso estudo anterior, realizado em 2024, a porcentagem de senhas vulneráveis era menor.

Hoje, analisaremos o quanto as senhas comuns são seguras (spoiler: nem um pouco) e como você pode proteger seus dados e contas usando métodos mais robustos. Ao mesmo tempo, destacaremos os padrões mais comuns utilizados por usuários reais na criação das suas senhas.

Como as senhas são quebradas

Os métodos utilizados para armazenar e decifrar senhas já foram abordados em detalhes no nosso estudo anterior, mas faremos uma breve recapitulação dos pontos mais importantes.

Nos dias atuais, as senhas quase nunca são armazenadas em texto simples. Por exemplo, se você criar uma conta com a senha “Password123!”, o servidor não a armazenará desta forma. Em vez disso, a senha passa por um processo de hash usando algoritmos específicos, transformando-se em uma sequência de letras e números de comprimento fixo (um hash), que é o que realmente fica armazenado no servidor. O hash MD5 para “Password123!” se parece assim:

2c103f2c4ed1e59c0b4e2e01821770fa.

Cada vez que o usuário insere sua senha, ela é convertida em um hash e comparada com o hash que está armazenado no servidor; se eles corresponderem, a senha está correta. Se um invasor colocar as mãos nesse hash, ele precisará quebrá-lo para recuperar a senha original, em um processo conhecido como “quebra de senha”. Isso normalmente é feito usando GPUs próprias ou alugadas, e vários métodos podem ser empregados na execução:

  • Enumeração exaustiva (força bruta). O computador tenta todas as combinações possíveis de caracteres, calculando um hash para cada uma delas. Esse é o método mais fácil para quebrar senhas curtas ou compostas por um único conjunto de caracteres (como apenas dígitos).
  • Tabelas arco-íris. Esse método é um pesadelo para quem usa senhas simples. Trata-se basicamente de uma “lista telefônica” de hashes já quebrados por força bruta ou algoritmos inteligentes. Tudo o que um invasor precisa fazer é encontrar um hash correspondente e ver qual senha corresponde a ele.
  • Quebra inteligente. Esses algoritmos são treinados com base em bancos de dados de senhas vazadas. Eles entendem a frequência de diferentes combinações de caracteres e fazem as verificações das sequências mais prováveis para as menos comuns. Os algoritmos consideram palavras do dicionário e substituições de caracteres (a → @ ou s → $), bem como estruturas de senhas comuns, como “palavra do dicionário + número + caractere especial”, enquanto verificam hashes em relação às tabelas arco-íris. A combinação desses métodos acelera bastante o processo de quebra de senhas.

Além desses métodos, os invasores também conseguem interceptar senhas em texto simples. Existem várias maneiras de fazer isso: phishing (em que uma vítima é atraída para uma página da Web falsa e insere sua senha), keyloggers que detectam teclas pressionadas, malwares de roubo de dados, cavalos de Troia capazes de acessar documentos, cookies, dados da área de transferência e muito mais. Infelizmente, muitos usuários armazenam suas senhas em formato de texto simples em anotações, aplicativos de mensagens e documentos, ou as salvam em navegadores onde invasores podem extraí-las em segundos.

Todos os anos, detectamos cerca de cem milhões de vazamentos de senhas em formato de texto simples. Usamos esses bancos de dados para avisar os usuários do [placeholder KPM] caso seus dados tenham sido comprometidos. Eles nos perguntam com frequência se conhecemos suas senhas. E a resposta é: não. Já explicamos em linguagem não técnica como comparamos suas senhas com senhas vazadas sem precisar conhecê-las (nem as senhas armazenadas no [placeholder KPM] nem mesmo seus hashes saem do seu dispositivo) nas visões gerais da nossa tecnologia de análise de vazamentos e na arquitetura interna do nosso gerenciador de senhas. Dê uma olhada neles. Você ficará surpreso com a elegância do processo.

60% das senhas são quebradas em menos de uma hora

Adicionamos 38 milhões de senhas reais divulgadas por invasores em fóruns da dark web ao banco de dados do nosso estudo anterior e comparamos os resultados. O teste foi realizado usando uma única GPU RTX 5090 para senhas com hash gerado pelo algoritmo MD5. Os dados utilizados na análise foram obtidos do nosso serviço Digital Footprint Intelligence . Você pode consultar o algoritmo que usamos para avaliar a força das senhas em nosso artigo na Securelist.

Infelizmente, as senhas continuam fracas, e fica cada vez mais fácil e rápido quebrá-las. Hoje, 60% das senhas podem ser quebradas em menos de uma hora. Há dois anos, essa porcentagem era de 59%. Mas o fato mais alarmante é este: quase metade de todas as senhas (48%) são quebradas em menos de um minuto!

Tempo para decifrar Porcentagem de senhas que podiam ser quebradas neste período em 2024 Porcentagem de senhas que podiam ser quebradas neste período nos dias de hoje
Menos de um minuto 45% 48%
Menos de uma hora 59% (+14%) 60% (+12%)
Menos de 24 horas 67% (+8%) 68% (+ 8%)
Menos de um mês 73% (+6%) 74% (+6%)
Menos de um ano 77% (+4%) 77% (+3%)
Mais de um ano 23% 23%

Tempo para quebrar uma senha: dois anos atrás e hoje

Esse aumento na velocidade ocorreu devido aos processadores gráficos, que se tornam mais poderosos a cada ano. Enquanto uma RTX 4090 em 2024 atingia uma velocidade de 164 gigahashes (bilhões de hashes) por segundo em ataques de força bruta contra hashes MD5, a nova RTX 5090 aumentou essa taxa em 34%, chegando a 220 gigahashes por segundo.

E embora uma placa de vídeo de alta tecnologia como essa possa ser encontrada à venda no varejo por milhares de dólares, o preço não representa um grande empecilho: há muitos serviços em nuvem baratos que permitem alugar o poder de computação de uma GPU. Dependendo da configuração e do modelo, os custos de aluguel variam de alguns centavos a alguns dólares por hora. Como vimos, uma hora é tudo o que um invasor precisa para quebrar três de cada cinco senhas encontradas em um vazamento. Além disso, dependendo da escala da tarefa, é possível alugar dez ou até cem GPUs em vez de apenas uma…

É interessante notar que quebrar todas as senhas de um conjunto de dados leva quase o mesmo tempo que quebrar apenas uma. Durante cada iteração, depois que o invasor calcula um hash para uma combinação de caracteres específica, ele verifica se esse mesmo hash existe em algum lugar no conjunto de dados. Quanto maior é o conjunto, mais fácil é encontrar uma correspondência. Se uma correspondência for encontrada, a senha correspondente será marcada como “quebrada”, e o algoritmo seguirá para a próxima.

Quais senhas são vulneráveis?

A força de qualquer senha depende do seu comprimento, da variedade do conteúdo e da aleatoriedade desse conteúdo. As senhas criadas por humanos acabam sendo as menos seguras, já que, infelizmente, somos bastante previsíveis. As pessoas usam palavras do dicionário e combinações de caracteres que já foram dominadas pelos algoritmos inteligentes e evitam usar sequências longas e aleatórias de caracteres. Além disso, muitas não sabem que é possível detectar padrões em sequências que aparentam ser aleatórias. O curioso é que senhas geradas por IA ainda carregam traços de uma abordagem humana. Falamos sobre isso em outro post sobre como criar uma senha forte e memorável.

Quase metade de todas as senhas existentes podem ser quebradas em menos de um minuto

Porcentagem de senhas de diferentes comprimentos que podem ser quebradas em um determinado período

O comprimento de uma senha é o principal fator que afeta o tempo que ela leva para ser decifrada. Como você pode ver na tabela abaixo, leva menos de 24 horas para quebrar quase todas as senhas de oito caracteres.

Porcentagem de senhas de diferentes comprimentos que podem ser quebradas em um determinado períodoMas a previsibilidade de uma senha também importa. Você acha que sua senha se torna mais segura ao adicionar um número ou um caractere especial a uma palavra fácil de lembrar? A resposta é sim, mas nem tanto. Os padrões usados pelas pessoas para criar senhas são fáceis de prever e, às vezes, até divertidos, embora isso não tenha graça nenhuma.

O que aprendemos sobre padrões de senhas

Uma análise de mais de 200 milhões de senhas revelou padrões característicos que permitem que algoritmos inteligentes quebrem senhas com facilidade.

Escolha um número

Mais da metade de todas as senhas (53%) terminam com um ou mais dígitos, enquanto quase uma em cada seis (17%) começa com um número. Uma em cada oito (12%) contém sequências que parecem anos, variando de 1950 a 2030, e uma em cada 10 (10%) contém anos entre 1990 e 2026. É provável que isso aconteça porque as pessoas utilizam seu ano de nascimento (ou de alguém que elas conhecem), algum outro ano significativo ou o ano em que criaram a senha ou a conta. Curiosidade: a distribuição dessas datas sugere que os usuários mais ativos na Internet nasceram entre 2000 e 2012.

No entanto, entre todas as combinações numéricas, a mais popular é “1234”, como você já deve ter adivinhado. No geral, padrões com sequências de teclas do teclado (“qwerty”, “ytrewq” e similares) aparecem em 3% das senhas.

Caracteres especiais não são garantia de segurança

A maioria das políticas de senha nos últimos anos exige o uso de pelo menos um caractere especial. O vencedor absoluto desta categoria é o símbolo @: ele aparece em uma em cada 10 senhas. O ponto (.) aparece em segundo lugar, seguido do ponto de exclamação (!) em terceiro.

O amor governa o mundo… e o Skibidi Toilet também

Palavras carregadas de emoção costumam servir de base para senhas, e as positivas são as mais comuns. Alguns dos termos mais usados são “love” (“amor”), “angel” (“anjo”), “team” (“equipe”), “mate” (“amigo”), “life” (“vida”) e “star” (“estrela”). Dito isto, a negatividade também se faz presente, principalmente na forma de palavrões comuns em inglês.

É curioso notar que memes virais também são usados em senhas. Entre 2023 e 2026, o uso da palavra Skibidi aumentou 36 vezes! Naturalmente (veja o link se isso não parecer tão natural assim), a palavra “toilet” também ganhou popularidade, embora em menor escala.

Os usuários tendem a manter as senhas inalteradas por anos

Mais da metade das senhas (54%) que identificamos em vazamentos recentes já haviam aparecido antes. Uma das explicações para isso é a migração dos mesmos dados de um conjunto de dados para outro. No entanto, há uma explicação muito mais preocupante: muitos usuários usam a mesma senha durante anos.

A análise das datas encontradas nas senhas mostra que as combinações que contêm os anos de 2020 a 2024 permanecem populares. Parece que as pessoas adicionam o ano atual à senha quando a criam e depois esquecem dela por vários anos. Isso torna possível calcular a vida útil média de uma senha: de três a cinco anos.

Essa é uma tendência perigosa. Primeiro, porque os algoritmos inteligentes conseguem decifrar senhas muito mais complexas nesse período de tempo. E, em segundo lugar, quanto mais tempo sua senha permanecer inalterada, maior será a probabilidade de ela vazar, seja por meio de uma violação, infecção por malware ou ataque de phishing.

A situação fica ainda pior quando a mesma senha é usada em várias contas. Nesse caso, os invasores nem precisam quebrar nada: basta encontrar sua senha em um único vazamento e usá-la em outros sites.

Como proteger suas senhas e contas

Se, ao ler esta postagem, você percebeu que suas senhas podem ser facilmente quebradas, não entre em pânico. Fizemos uma lista de dicas simples, mas essenciais, para você seguir.

Use um gerenciador de senhas

As senhas mais fracas são as criadas por humanos. Criar e memorizar centenas de sequências aleatórias de 16 a 20 caracteres (já que cada site exige uma senha longa e exclusiva) é uma tarefa difícil e pouco realista.

É por isso que você deve delegar a geração e o armazenamento das suas senhas ao nosso gerenciador de senhas. Além de criar e armazenar senhas complexas e aleatórias em um formato criptografado, ele também as sincroniza em todos os seus dispositivos. Para descriptografar seu cofre, basta lembrar de uma senha principal que só você conhece: nosso guia sobre senhas mnemônicas pode ajudar com isso.

Não armazene senhas em formato de texto simples

Faça o que fizer, nunca anote senhas em arquivos, mensagens ou documentos. Esses recursos não contam com a criptografia robusta oferecida por um gerenciador de senhas. Além disso, esse tipo de anotação cai instantaneamente nas mãos de invasores caso você seja infectado por um cavalo de Troia ou um infostealer.

Não armazene senhas no navegador

Muitos usuários salvam suas senhas nos navegadores, especialmente porque eles oferecem essa opção automaticamente. Porém, estudos mostram que os malwares evoluíram para extrair essas senhas de todos os navegadores populares quase instantaneamente. O KPM pode ajudar você a importar senhas salvas do seu navegador favorito: basta seguir nosso guia simples de três etapas. Mais importante ainda, não se esqueça de limpar o gerenciador de senhas do navegador assim que a importação for concluída.

Prefira usar chaves de acesso

Sempre que possível, use chaves de acesso uma alternativa criptográfica às senhas. Nesta configuração, o serviço armazena uma chave pública, enquanto a chave privada permanece no seu dispositivo e nunca é transmitida. Durante o login, o dispositivo apenas assina uma solicitação única. Além disso, as chaves de acesso estão vinculadas a um domínio específico, o que significa que ataques de phishing com endereços falsificados não funcionarão. O KPM permite armazenar senhas e chaves de acesso, resolvendo o problema da sincronização entre diferentes ecossistemas, incluindo Windows, Android, macOS e iOS.

Configure a autenticação de dois fatores

Ative a autenticação de dois fatores sempre que possível. Mesmo que sua senha tenha sido comprometida, uma configuração de 2FA bem implementada torna extremamente difícil que um invasor acesse sua conta. Para garantir a máxima segurança, prefira aplicativos autenticadores a códigos únicos enviados via SMS. E sim, o KPM também é útil neste caso.

Pratique uma boa higiene digital

Lembre-se: armazenar suas senhas corretamente é apenas metade do caminho. É essencial seguir boas práticas de higiene digital: evite baixar arquivos não verificados, softwares piratas, cheats ou cracks e não clique em links suspeitos. O número de ataques com infostealers tem aumentado de forma consistente nos últimos anos, o que significa que você precisa de uma solução de segurança robusta para garantir proteção total. Recomendamos o Kaspersky Premium, pois ele protege todos os seus dispositivos contra cavalos de Troia, phishing e outras ameaças. Além disso, a assinatura inclui o nosso gerenciador de senhas.

Se você leva a sério a segurança das suas contas, confira nossas postagens sobre senhas, chaves de acesso e autenticação de dois fatores:

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