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Como as novas vulnerabilidades do PHP colocam usuários domésticos e seus dispositivos em risco

23 de Outubro de 2026, 13:12

Em 21 de outubro, duas vulnerabilidades críticas foram divulgadas no PHP, a linguagem de script usada por muitos sites e serviços online: CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619. Os invasores podem explorá-las para executar comandos remotamente em qualquer servidor que execute PHP, sem necessidade de autenticação. O exploit foi batizado de PHP2Shell.

A equipe de segurança do PHP anunciou uma atualização emergencial em 20 de outubro e lançou os patches que corrigem as vulnerabilidades já no dia seguinte.

Anteriormente, abordamos os detalhes técnicos dessas vulnerabilidades e explicamos o que empresas e administradores de servidores devem fazer. Talvez você tenha ignorado tranquilamente essa notícia por não administrar nenhum servidor — mas, infelizmente, o problema não se limita às empresas.

Quase 70% dos sites usam PHP, incluindo serviços que utilizamos todos os dias: wikis, lojas online, dispositivos inteligentes com interfaces web, sistemas domésticos de armazenamento conectado à rede (NAS), controladores de casa inteligente e muito mais.

Hoje, explicamos como essas vulnerabilidades podem afetar você pessoalmente e o que fazer para reduzir os riscos.

Como as vulnerabilidades podem afetar usuários domésticos

Roubo de contas e dados pessoais

A vulnerabilidade permite que um invasor roube tokens de autenticação da memória do servidor. Esses tokens funcionam basicamente como passes eletrônicos, informando ao site que o usuário já fez login. Como resultado, um invasor pode conseguir acessar a conta de outra pessoa sem inserir uma senha nem um código de autenticação de dois fatores, colocando em risco mensagens, documentos, endereços de entrega, históricos de pedidos e outras informações confidenciais.

Perda de arquivos em dispositivos domésticos

Se você tem em casa um sistema de armazenamento conectado à rede (NAS) ou um sistema de videovigilância que usa uma versão vulnerável do PHP, ele também pode estar em risco. Dependendo do nível de acesso obtido, os invasores podem conseguir copiar, excluir ou criptografar os arquivos aos quais tiverem acesso.

Infecção por malware

Se um invasor obtiver acesso a um site vulnerável, poderá usá-lo praticamente da maneira que quiser: enganar visitantes para que baixem um arquivo malicioso ou cliquem em um link de phishing, exibir instruções perigosas, substituir formulários de pagamento ou páginas de login por versões maliciosas — e a lista continua. Como resultado, alguém que visite um site legítimo pode não apenas perder o acesso à própria conta, mas também perder dinheiro ou infectar acidentalmente o dispositivo com malware.

A seguir, apresentamos exemplos de serviços diretamente afetados pelas vulnerabilidades.

Quais serviços são afetados pelas vulnerabilidades do PHP

Jeedom

Jeedom é uma plataforma de casa inteligente que permite controlar iluminação, sensores, aquecimento, persianas e dispositivos IoT domésticos. Os invasores podem explorar isso de várias maneiras: desativar o alarme, acompanhar quando o morador está fora de casa, acessar as imagens do vídeo porteiro e muito mais.

Os desenvolvedores confirmaram que a nova vulnerabilidade afeta o aplicativo e já lançaram uma atualização emergencial, o Jeedom 4.6.2. Os usuários precisam executar a atualização duas vezes para que ela funcione. Segundo os desenvolvedores, uma versão totalmente corrigida para usuários domésticos será lançada nos próximos dias.

Sites que usamos todos os dias

Como mencionado acima, o PHP é usado por aproximadamente 70% dos sites. Isso não significa que todos eles sejam vulneráveis: tudo depende da versão do PHP em uso e de os responsáveis pelo site já terem feito a atualização. Muitos sites governamentais na Europa já suspenderam suas operações por causa da nova vulnerabilidade.

Infelizmente, um site pode continuar vulnerável mesmo que pareça estar funcionando normalmente. Um invasor pode conseguir assumir o controle de qualquer site legítimo cujo servidor ainda não tenha recebido o patch. Ele pode falsificar páginas de pagamento ou login, hospedar arquivos maliciosos ou convencer usuários a baixar uma “atualização urgente” que, na verdade, é malware.

Usuários comuns não têm uma maneira confiável de verificar se essas instruções ou arquivos são seguros. Por isso, use uma proteção confiável contra phishing e malware. Se você suspeitar que seus dados podem ter sido roubados, verifique as sessões ativas nas configurações da sua conta. Caso encontre alguma atividade suspeita ou dispositivos que não reconheça, encerre todas as sessões ativas e altere sua senha. Use um gerenciador de senhas — ele pode gerar uma senha realmente forte e exclusiva, que você não precisará memorizar.

Videogames

Más notícias para os gamers: alguns videogames cujos servidores usam PHP também estão em risco. Se você não quer que invasores assumam o controle de suas contas, altere as senhas das suas plataformas, lojas e contas de jogos.

Para ganhar tempo para realizar as atualizações, alguns desenvolvedores tiraram seus serviços do ar temporariamente. Final Fantasy XIV, Pokemon Champions, jogos da Bandai Namco Entertainment, Uma Musume: Pretty Derby, Granblue Fantasy, Shadowverse: Worlds Beyond e muitos outros entraram em manutenção emergencial. O Nintendo Switch Online e as lojas GOG e Steam também foram afetados.

Infelizmente, também houve consequências mais drásticas. Ontem, os desenvolvedores de World Quest anunciaram que o jogo seria encerrado definitivamente após 15 anos: ele dependia de uma infraestrutura desatualizada cuja correção seria extremamente difícil e cara. Pelo mesmo motivo, o jogo para dispositivos móveis Please Save My Pandemonium! foi encerrado depois de mais de dez anos em operação.

Armazenamento conectado à rede (NAS) doméstico

As “nuvens domésticas” se tornaram populares nos últimos anos, e por um bom motivo: muitos usuários preferem manter backups dos próprios dados em casa em vez de armazená-los online. Diversas empresas fabricam dispositivos NAS, e pelo menos três — QNAP, Synology e ASUSTOR — informaram que as vulnerabilidades afetam seus produtos. Também foi lançada uma atualização para o Unraid, um sistema operacional para servidores domésticos, armazenamento em rede e servidores de mídia.

QNAP

O fabricante confirmou que as vulnerabilidades afetam várias versões de seus sistemas operacionais para NAS — QTS e QuTS hero —, além de aplicativos como QuMagie, Note Station 3 e determinadas versões do QVR Surveillance. Um ataque bem-sucedido pode colocar em risco fotos, documentos, anotações e gravações de câmeras.

No momento da publicação, a QNAP ainda está preparando atualizações. Portanto, a principal prioridade é desconectar temporariamente o NAS da internet. A QNAP recomenda desativar o redirecionamento de portas no roteador, impedir que o NAS abra portas automaticamente e permitir o acesso ao painel de gerenciamento somente pela rede doméstica ou por meio de uma VPN.

Synology

As duas vulnerabilidades foram oficialmente confirmadas nos pacotes PHP 7.3, 7.4 e 8.0–8.4, assim como no Mail Station e no Synology Calendar. Correções já foram lançadas para o PHP a partir da versão 7.4, além do Mail Station e do Synology Calendar. O PHP 7.3 não receberá correção. A empresa também ressalta que o componente PHP integrado ao sistema operacional não pode ser acessado de fora do dispositivo, portanto o risco de ataque é muito baixo.

ASUSTOR

A ASUSTOR também confirmou oficialmente as duas vulnerabilidades e removeu imediatamente do App Central os pacotes PHP 7, 7.3, 7.4 e 8.1. A empresa recomenda fazer imediatamente um backup dos dados, remover os pacotes antigos do PHP e usar o PHP 8.3 ou 8.4.

Unraid

Na atualização do sistema operacional lançada hoje, o PHP foi atualizado para a versão 8.4.27, que inclui correções para as vulnerabilidades. Os desenvolvedores recomendam que todos os usuários atualizem para o Unraid 7.3.4. Contêineres que possuem a própria instalação do PHP precisam ser atualizados separadamente: a nova versão do PHP no sistema operacional não substitui a versão instalada dentro dos contêineres.

No momento da publicação, não encontramos confirmação pública de outros grandes fabricantes, como TerraMaster, UGREEN, Buffalo ou Western Digital, de que seus dispositivos sejam afetados por essas vulnerabilidades — apenas discussões de usuários em fóruns.

Mas o fato de apenas alguns fabricantes de NAS terem confirmado o problema até agora não garante que seus dispositivos estejam seguros — principalmente se forem relativamente antigos ou fabricados por uma empresa pouco conhecida ou que já encerrou as atividades. Nesse caso, primeiro desconecte os dispositivos da internet, mantendo-os acessíveis apenas pela rede local, e depois investigue se eles são vulneráveis.

Armazenamento em nuvem Nextcloud

O Nextcloud é uma plataforma gratuita e de código aberto para criar seu próprio armazenamento em nuvem, funcionando como alternativa ao Google Drive, Dropbox e Microsoft OneDrive. Ele permite armazenar e sincronizar arquivos entre dispositivos, compartilhá-los com outros usuários e trabalhar com documentos, fotos, calendários e contatos. Os dados podem ficar armazenados no seu próprio servidor ou NAS, em vez dos servidores de uma empresa terceirizada.

Se você armazena dados importantes no Nextcloud, verifique como sua instância de nuvem está configurada. Se você usa o Nextcloud All-in-One, atualize para a versão 14.4.1, na qual a vulnerabilidade já foi corrigida.

Se a sua instalação do Nextcloud estiver configurada de outra maneira, será necessário atualizar o PHP manualmente no dispositivo ou servidor.

Como proteger seus dispositivos e dados

  • Use proteção contra phishing e malware. Nossa solução de segurança bloqueia automaticamente páginas de phishing e malware, mesmo quando os invasores os colocam em sites legítimos.
  • Fique de olho nas atualizações. Se você tem um sistema de armazenamento conectado à rede, uma casa inteligente, um servidor doméstico, um servidor de mídia ou qualquer outro dispositivo com interface web, primeiro consulte o site do fabricante e instale todas as atualizações disponíveis. Se ainda não houver uma atualização, desative temporariamente o acesso do dispositivo à internet.
  • Use senhas fortes. A maioria das pessoas reutiliza a mesma senha, ou variações dela, em vários sites. Se um invasor encontrar uma dessas senhas em um servidor vulnerável, poderá conseguir comprometer também suas outras contas. Recomendamos gerar e armazenar senhas fortes e exclusivas no Kaspersky Password Manager para que você não precise memorizar suas credenciais. Não deixe de ativar a autenticação de dois fatores em todas as contas importantes — de preferência usando códigos de uso único gerados pelo mesmo gerenciador de senhas.
  • Mantenha um backup offline dos seus arquivos importantes. Não dependa apenas do armazenamento em nuvem — mantenha uma cópia de segurança de todos os documentos importantes em um disco rígido e em um dispositivo externo. Para mais informações sobre como fazer backups corretamente, consulte nosso artigo A Internet não se lembra de tudo.

Que outros riscos seus dispositivos domésticos podem enfrentar? Leia nossos artigos:

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  • Como proteger seus dados após uma separação | Blog oficial da Kaspersky Maxim Baybarin
    O fim de um relacionamento é uma grande ruptura: daquelas que viram a vida de cabeça para baixo. A rotina familiar, em que duas pessoas compartilhavam interesses, momentos e, muitas vezes, até o mesmo espaço físico, desmorona de repente, deixando cada uma em seu próprio mundo. Além disso, os casais não estão conectados apenas na vida real, mas também digitalmente. Assinaturas compartilhadas, endereços e senhas salvos, acesso a armazenamentos conjuntos na nuvem, tudo isso fazia parte do dia a dia
     

Como proteger seus dados após uma separação | Blog oficial da Kaspersky

24 de Julho de 2026, 09:00

O fim de um relacionamento é uma grande ruptura: daquelas que viram a vida de cabeça para baixo. A rotina familiar, em que duas pessoas compartilhavam interesses, momentos e, muitas vezes, até o mesmo espaço físico, desmorona de repente, deixando cada uma em seu próprio mundo.

Além disso, os casais não estão conectados apenas na vida real, mas também digitalmente. Assinaturas compartilhadas, endereços e senhas salvos, acesso a armazenamentos conjuntos na nuvem, tudo isso fazia parte do dia a dia. Superar emocionalmente o término pode levar bastante tempo, mas há medidas que você pode tomar desde já para reforçar sua segurança, mesmo que não ajudem a superar seu ex-parceiro.

Veja o que vale a pena verificar após uma separação, quais serviços devem ser desvinculados e por que isso é importante, mesmo quando o término acontece de forma amigável.

Higiene digital: seu seguro contra problemas

Revogar o acesso do seu ex-parceiro às suas contas online não é paranoia, é uma forma de proteger sua própria segurança. Uma separação não rompe automaticamente os vínculos digitais: todo acesso concedido durante o relacionamento continua ativo até que alguém o revogue manualmente. Na maioria das vezes, ninguém pretende explorar esse acesso de forma maliciosa. Ainda assim, ele pode resultar em situações constrangedoras ou até em um risco real de rastreamento.

Foi o que aconteceu com Aleta Dignard-Fung, de Las Vegas, que contou à NPR que, após terminar com o namorado, nem lhe ocorreu que ele ainda sabia sua senha do Spotify. Um dia, enquanto tomava banho ouvindo música, ela percebeu que sua playlist havia mudado de repente. O ex-parceiro tinha acessado a conta em outro dispositivo e estava reproduzindo as músicas que ele havia escolhido. “Foi como uma guerra no Spotify. Passamos uns 10 minutos tentando sobrescrever as músicas um do outro”, contou. Mas as consequências nem sempre são tão inofensivas.

Nessa mesma entrevista, a consultora de relacionamentos Susan Winter relatou um caso de sua própria prática profissional. Um de seus clientes simplesmente não conseguia superar a ex-namorada após o término. Os dois compartilhavam uma conta no OpenTable, serviço de reservas em restaurantes, e ela nunca revogou o acesso dele à conta. Ele passou a acompanhar todas as reservas feitas por ela: para onde ela iria, em que horário e para quantas pessoas. Era assim que ele acompanhava se havia alguém novo na vida dela.

Embora revelem comportamentos bastante diferentes por parte dos ex-parceiros, essas duas histórias têm a mesma origem: contas que nunca foram devidamente bloqueadas após o término. No primeiro caso, isso gerou uma situação constrangedora. No segundo, provocou ansiedade e uma sensação real de estar sendo observada. Para evitar que qualquer um desses cenários aconteça com você, vale a pena seguir uma lista de verificação simples.

Encerre as sessões do seu ex-parceiro

Nas configurações das suas redes sociais, aplicativos de mensagens, e-mail e outros serviços importantes, abra a lista de sessões ativas e encerre todas, exceto as dos dispositivos que você utiliza atualmente.

Redefina suas senhas

Atualize as senhas de todas as contas importantes que seu parceiro possa ter conhecido, por exemplo, caso você utilizasse uma data significativa como senha. Se você reutilizava a mesma senha em vários serviços, redefina-a em todos eles. Aproveite também para revisar as perguntas de segurança e o e-mail ou número de telefone de recuperação da conta, garantindo que nenhum deles ainda esteja vinculado ao seu ex-parceiro. Para evitar o trabalho de memorizar novas credenciais e, ao mesmo tempo, aumentar sua segurança, recomendamos usar um gerenciador de senhas, que gera uma senha forte e exclusiva para cada conta, além de armazená-las e sincronizá-las em todos os seus dispositivos. Assim, você só precisa se lembrar de uma única senha principal.

Verifique a autenticação de dois fatores e os dispositivos confiáveis

Assegure-se de que os códigos de verificação sejam enviados somente para o seu dispositivo. Remova os dispositivos do seu ex-parceiro da lista de dispositivos confiáveis. Você pode fazer isso nas configurações da sua conta Apple ou Google.

Desvincule contas Apple e Google compartilhadas

Se vocês compartilhavam uma conta Apple ou Google, desconecte-se dessa conta. Desative o Compartilhamento Familiar, o iCloud e os backups. Verifique também os álbuns de fotos compartilhados: tudo o que for adicionado automaticamente a eles também poderá ser visto pelo seu ex-parceiro.

Revise suas assinaturas

Se vocês compartilhavam assinaturas, como serviços de streaming ou planos familiares, cancele-as ou crie novas e vincule-as ao seu próprio cartão.

Verifique seus cartões bancários

Se o cartão do seu ex-parceiro estiver vinculado a uma conta de marketplace, aplicativo de entrega ou transporte por aplicativo que pertence a você, remova-o dos métodos de pagamento salvos. e o seu cartão estiver vinculado à conta da outra pessoa e você não tiver mais acesso a ela, a opção mais segura é solicitar a emissão de um novo cartão.

Revogue o acesso à sua casa inteligente

Revogue o acesso do seu ex-parceiro a câmeras, campainhas inteligentes com vídeo, rastreadores GPS e alto-falantes inteligentes. Se os dispositivos estiverem vinculados a uma conta compartilhada, redefina a senha ou transfira-os para sua conta pessoal.

Revise suas configurações de privacidade

erifique as configurações de privacidade das suas contas em diversos serviços e nas redes sociais usando nossa ferramenta online gratuita, Privacy Checker. Ela orienta você na configuração da privacidade de acordo com seu sistema operacional, plataforma e até mesmo seu navegador.

Se perceber sinais de perseguição

Procure organizações de apoio ou de assistência jurídica: elas podem ajudar você a definir o melhor curso de ação. Também vale a pena contar com o apoio de familiares e amigos próximos para enfrentar esse momento difícil. Em dispositivos Android, você pode usar nosso pacote de segurança com o recurso Quem está me espionando. Ele foi desenvolvido para ajudar a detectar rastreamento e perseguição, permitindo que você tome as medidas adequadas para se proteger. O recurso inclui:

  • Detecção de stalkerware. Identifica aplicativos criados para monitorar sua vida em segredo e coletar informações que você jamais gostaria de ver compartilhadas com outras pessoas.
  • Verificação de Dispositivo. Encontra rastreadores instalados de forma oculta que permitem que alguém acompanhe seus deslocamentos e saiba onde você está o tempo todo.
  • Controle de permissões. Mostra quais aplicativos têm acesso a permissões que podem facilitar a espionagem ou comprometer sua privacidade.

O que realmente pode ajudar, e o que pode piorar a situação durante esse momento tão difícil? Confira nossas outras postagens:

  • ✇Deep Space PT
  • Fraudes digitais no Dia das Mães: o que os dados de 2026 revelam contato@axur.com (Time de Conteúdo)
    O Dia das Mães é, há anos, uma das datas mais aguardadas pelo varejo brasileiro. Também é, como os dados mostram com crescente clareza, uma das mais antecipadas pelo cibercrime. Em 2025, o setor de varejo e e-commerce foi o mais visado em ameaças digitais, com mais de 1,2 milhão de incidentes identificados pela Axur, incluindo mais de 21 mil páginas de phishing. Em abril de 2026, esse cenário ganhou nova dimensão: a média diária de fraudes saltou para 297,47 incidentes, um aumento
     

Fraudes digitais no Dia das Mães: o que os dados de 2026 revelam

O Dia das Mães é, há anos, uma das datas mais aguardadas pelo varejo brasileiro. Também é, como os dados mostram com crescente clareza, uma das mais antecipadas pelo cibercrime.

Em 2025, o setor de varejo e e-commerce foi o mais visado em ameaças digitais, com mais de 1,2 milhão de incidentes identificados pela Axur, incluindo mais de 21 mil páginas de phishing. Em abril de 2026, esse cenário ganhou nova dimensão: a média diária de fraudes saltou para 297,47 incidentes, um aumento de 124,26% em relação a março do mesmo ano. O mês de maio ainda não terminou, mas o padrão histórico já indica onde essa curva vai chegar.

Este artigo analisa o que os dados revelam sobre as fraudes digitais no período do Dia das Mães, quais vetores crescem, como os cibercriminosos constroem suas campanhas e o que as empresas do varejo precisam monitorar para proteger sua marca.

Neste artigo:

  • Por que o Dia das Mães concentra volumes expressivos de incidentes digitais
  • Os padrões observados em URLs sazonais nos últimos três anos
  • Como os anúncios maliciosos se tornaram o principal vetor de fraude em 2026
  • O papel da inteligência artificial na escalada dos ataques
  • O que empresas do varejo podem fazer para proteger sua marca durante datas comemorativas

Por que datas comemorativas são tão visadas pelo cibercrime

Datas sazonais como o Dia das Mães criam uma convergência de condições favoráveis para incidentes digitais. O volume de compras online aumenta, consumidores estão ativamente buscando ofertas e o contexto emocional da data reduz o senso crítico de quem recebe uma mensagem ou vê um anúncio.

Esse ambiente é previsível, e os agentes de ameaça planejam com antecedência. Quando um consumidor vê um anúncio de um perfume com 60% de desconto "só até hoje", a combinação de urgência, apelo emocional e familiaridade com a marca reproduzida no criativo é suficiente para gerar cliques. A diferença é que, nesses casos, o clique leva ao golpe.

Três fatores tornam esse período particularmente crítico para as marcas do varejo.

O primeiro é a urgência fabricada. Campanhas fraudulentas usam intencionalmente mensagens de tempo limitado, "oferta relâmpago", "apenas hoje", "estoque esgotando", para pressionar decisões rápidas e contornar a cautela natural do consumidor.

O segundo é o volume de comunicações legítimas. No período do Dia das Mães, consumidores recebem dezenas de e-mails, mensagens e anúncios de marcas reais. Esse contexto aumenta a tolerância a comunicações inesperadas e torna muito mais difícil distinguir o que é verdadeiro do que é falso.

O terceiro é o apelo emocional. A data tem um carregamento afetivo que eleva o engajamento com qualquer oferta relacionada. Uma promoção que "vai fazer sua mãe feliz" mobiliza de forma diferente de um desconto genérico, e os cibercriminosos conhecem esse mecanismo.

O que os dados de 2026 mostram: uma análise de abril

Abril de 2026 trouxe um volume de ameaças digitais significativamente acima do histórico. A média diária de incidentes relacionados ao Dia das Mães chegou a 297,47, ante 132,65 em março: um crescimento de 124,26%. Para contextualizar essa escala: esse mesmo indicador era de 137,19 em abril de 2025 e de 207,05 em abril de 2024. O salto de 2026 representa um aumento de 116,71% em relação ao ano anterior.

O que impulsiona esse crescimento é quase inteiramente um único vetor: anúncios maliciosos. Em março de 2026, a média diária de detecções do tipo ADS era de 32,9. Em abril, chegou a 185,8, um crescimento de mais de cinco vezes em um único mês. Perfis falsos em redes sociais e páginas de phishing também cresceram no período, mas em magnitude muito inferior.

Essa concentração tem uma implicação direta para as marcas: os cibercriminosos estão investindo em tráfego pago para distribuir fraudes. Isso significa que os golpes aparecem nas mesmas plataformas onde as marcas legítimas anunciam, ocupam posições de destaque em feeds e resultados de busca, e chegam a consumidores que não foram atraídos por um link suspeito, mas por um anúncio que parecia completamente normal.


A sazonalidade nas URLs: três anos de evidência

Uma das formas mais objetivas de acompanhar a antecipação do cibercrime é monitorar o surgimento de URLs com termos relacionados ao Dia das Mães. Os dados da Axur mostram um padrão consistente ao longo dos últimos três anos.

Em 2024, apenas 3 URLs com esses termos foram identificadas em março. Em abril, esse número saltou para 33. Em maio, atingiu o pico de 117. Em 2025, o padrão se repetiu: 31 URLs em abril e 83 em maio. Nos demais meses do ano, a presença desses termos é residual, geralmente entre 0 e 5 ocorrências por mês.

Os termos mais frequentes nessas URLs incluem variações como "maes", "diadasmaes" e "mesdasmaes", combinados com nomes de marcas conhecidas e palavras como "quiz", "kit", "loja" e "oferta". A presença de "quiz" e "kit" junto a marcas de cosméticos e perfumaria aponta para um comportamento específico: os cibercriminosos simulam promoções de brindes ou pesquisas premiadas para atrair vítimas a preencher dados pessoais ou realizar pagamentos.

O que esse padrão revela é que a infraestrutura maliciosa começa a ser montada com semanas de antecedência, aproveitando o período de antecipação das compras para maximizar o tempo de exposição. Quando a data chega, os sites e anúncios falsos já estão indexados, distribuídos e ativos.

Anúncios pagos como vetor principal de fraude

A expansão dos anúncios maliciosos merece atenção específica. Diferente do phishing por e-mail, que depende da vítima abrir uma mensagem suspeita, os anúncios fraudulentos aparecem de forma proativa, em feeds de redes sociais, em resultados de busca patrocinados e em aplicativos de conteúdo.

A lógica operacional é direta: cibercriminosos criam contas em plataformas de anúncios, configuram campanhas com criativos que imitam marcas reconhecidas do varejo e direcionam o tráfego a páginas fraudulentas. A plataforma distribui o conteúdo para o público da marca, incluindo pessoas que interagem com ela regularmente. Para o consumidor, a experiência é indistinguível de um anúncio legítimo.

As categorias de produto mais exploradas costumam ser as de maior apelo no Dia das Mães: cosméticos, perfumes, calçados, vestuário, eletrodomésticos, móveis, flores e experiências como viagens. São produtos com forte associação emocional à data e preços altos o suficiente para tornarem os descontos anunciados convincentes.

Como a inteligência artificial acelera a criação de fraudes

Uma tendência observada nos últimos ciclos é o uso de ferramentas de criação automatizada de conteúdo para produzir páginas fraudulentas com aparência profissional. Plataformas de desenvolvimento rápido de sites vêm sendo utilizadas por cibercriminosos para gerar dezenas ou centenas de páginas em pouco tempo, cada uma com layout, imagens e texto que imitam marcas legítimas.

O efeito prático é uma redução significativa no custo e no tempo de execução dos golpes. O que antes exigia habilidade técnica considerável para criar uma página convincente passou a ser acessível a agentes com recursos muito menores. Isso explica, em parte, o crescimento contínuo no volume de URLs sazonais observado ano após ano.

O uso crescente de TLDs alternativos, especialmente o .app, adiciona um fator de credibilidade. Domínios com extensões menos tradicionais transmitem uma percepção de modernidade que pode aumentar a confiança do consumidor e, ao mesmo tempo, escapam de filtros configurados para bloquear extensões mais comuns associadas a fraudes.

Um caso identificado recentemente pela Axur ilustra como esses elementos se combinam na prática. Uma página fraudulenta promovia um jogo de panelas com "oferta especial de Dia das Mães", hospedada em um domínio com extensão .app. O conteúdo usava o nome de uma marca conhecida do varejo brasileiro, imagens de produto com qualidade visual alta e um layout que imitava uma experiência de compra legítima.

 

Imagem mostra phishing envolvendo temática de dia das mães. Foto: Axur (2026).

A abordagem reúne os três elementos centrais das fraudes sazonais: produto com alto apelo para a data, marca reconhecida para gerar confiança e infraestrutura criada para escalar com baixo custo. Para o consumidor que encontrou essa página por meio de um anúncio pago, a experiência era visualmente indistinguível de uma promoção real.

O desafio da detecção em escala

Diante desse cenário, o monitoramento contínuo de abuso de marca passa a ser uma necessidade operacional. As janelas de exposição são curtas, páginas fraudulentas costumam ser criadas dias antes do pico da data e removidas logo depois, e o volume de criação é alto o suficiente para que abordagens manuais percam efetividade rapidamente.

Um desafio específico desse tipo de ameaça é que muitas páginas e anúncios fraudulentos não mencionam diretamente o nome da marca. Reproduzem o logotipo, o esquema de cores, o estilo visual e a linguagem da marca, mas evitam o texto exato para escapar de filtros baseados em palavras-chave. Detectar esses casos exige análise visual, não apenas textual.

A Axur monitora mais de 40 milhões de novas URLs diariamente no data lake e usa o Clair, um modelo de IA proprietário para inspecionar e enriquecer cada sinal. O Clair analisa imagem, texto e estrutura da página em conjunto, identificando abusos de marca mesmo quando não há menção direta ao nome da empresa. Esse é o tipo de detecção que os provedores tradicionais baseados em correspondência textual não conseguem realizar.

Para as equipes de segurança e prevenção a fraudes do varejo, a efetividade está na velocidade de resposta. Uma das maiores varejistas do Brasil utiliza a plataforma Axur para remover mais de 12 mil fraudes por ano. O processo de takedown é automatizado 24x7, com notificação iniciada em menos de 4 minutos após a detecção e mediana de resolução de 9 horas, com garantia de permanência do conteúdo fora do ar por pelo menos 15 dias.

O que esperar nas próximas semanas

Com base no histórico de 2024 e 2025, maio representa o pico do volume de fraudes sazonais relacionadas ao Dia das Mães. Em 2024, as detecções de URLs sazonais atingiram 117 em maio, quatro vezes o volume de abril. Em 2025, a proporção foi semelhante. Com a média diária de abril de 2026 já bem acima dos anos anteriores, o cenário indica que o volume de incidentes nas próximas semanas será expressivo.

Para as marcas do varejo, o período entre a última semana de abril e o segundo domingo de maio é o de maior exposição. É quando o volume de ameaças está no pico e quando os consumidores estão mais ativos em busca de ofertas, o que amplia tanto o alcance dos golpes quanto o impacto reputacional para as marcas usadas como isca sem o seu consentimento.

Como se preparar para o pico

O perfil das ameaças digitais sazonais, criação rápida, alto volume, janela de exposição curta, favorece quem detecta primeiro. Marcas que monitoram continuamente o ambiente digital conseguem acionar a remoção de conteúdos fraudulentos antes que eles atinjam escala e cheguem a consumidores desavisados.

Para consumidores, a orientação principal é desconfiar de ofertas com descontos muito acima do mercado, especialmente quando chegam por anúncios em redes sociais ou mensagens via aplicativos. Verificar o domínio da página antes de inserir qualquer dado é um hábito simples que reduz significativamente o risco.

Para empresas, o ponto de partida é mapear os canais mais críticos: quais categorias de produto são mais imitadas, quais plataformas concentram os anúncios maliciosos e quais termos estão sendo usados em URLs que exploram o nome da marca. Esses dados constroem a base para uma resposta mais rápida, e para proteger a relação de confiança com o consumidor que foi construída ao longo de anos.

Quer entender como a Axur monitora e remove ameaças digitais para marcas do varejo? Fale com um dos nossos especialistas.

 

Perguntas frequentes

O que são anúncios maliciosos (malvertising) no contexto do varejo?

Anúncios maliciosos são campanhas pagas configuradas por cibercriminosos em plataformas legítimas de publicidade, como redes sociais e buscadores, para promover páginas fraudulentas. Eles imitam criativos de marcas conhecidas para atrair consumidores e direcioná-los a sites falsos onde dados pessoais ou pagamentos são capturados.

Por que o Dia das Mães é uma data de alto risco para fraudes digitais?

A combinação de alto volume de compras online, apelo emocional da data e urgência nas ofertas cria condições favoráveis para que fraudes passem despercebidas. Consumidores estão mais receptivos a comunicações de marcas e menos propensos a questionar a autenticidade de ofertas que chegam por canais conhecidos. 

Como saber se minha marca está sendo usada em fraudes digitais?

O monitoramento contínuo de domínios, anúncios e perfis em redes sociais é a forma mais eficaz de identificar abuso de marca em tempo real. Ferramentas especializadas, como a plataforma Axur, rastreiam milhões de URLs diariamente e identificam conteúdos que imitam marcas mesmo sem menção direta ao nome da empresa.

O que é takedown e como ele funciona para proteger marcas do varejo?

Takedown é o processo de remoção de conteúdos fraudulentos que abusam da identidade de uma marca. A Axur automatiza esse processo de ponta a ponta: detecta a ameaça, redige e envia notificações para hosts e plataformas, acompanha as respostas e encerra o caso quando o conteúdo é removido, tudo com intervenção humana mínima e mediana de resolução de 9 horas.

 
 
 
 

Um bilhão de commits: como a IA está inundando o GitHub com segredos de código

Há um número que deveria estar chamando a atenção de todas as equipes de segurança agora: 1 bilhão.

É aproximadamente quantos commits os desenvolvedores enviaram ao GitHub em 2025, um aumento de 25% em relação ao ano anterior, de acordo com o relatório Octoverse 2025 do GitHub. Mais de 230 novos repositórios foram criados por minuto. Mais de 36 milhões de novos desenvolvedores ingressaram na plataforma em um único ano, mais de um por segundo.

Essas são métricas de produtividade. Mas também são métricas de exposição. Porque enterrado nesse volume de código há um inventário crescente de segredos: chaves de API, tokens de acesso, credenciais de banco de dados, senhas de contas de serviço, enviados para repositórios públicos por desenvolvedores que ou não perceberam que estavam lá, ou presumiram que ninguém olharia.

A IA não criou esse problema. Mas está o tornando significativamente pior, mais rápido do que a maioria das organizações está preparada para lidar.

O multiplicador do "vibe coding"

O GitHub Copilot agora faz parte da experiência padrão do desenvolvedor. Cerca de 80% dos novos usuários do GitHub experimentam o Copilot na primeira semana na plataforma. Mais de 1,1 milhão de repositórios públicos dependem de um SDK de LLM, número que cresceu 178% ano a ano, com quase 700 mil desses repositórios criados apenas nos últimos doze meses.

Isso importa além da produtividade. Muitos dos desenvolvedores que impulsionam esse crescimento estão construindo aplicações de produção usando assistentes de IA e prompts em linguagem natural, às vezes sem familiaridade profunda com o código gerado ou com as implicações de segurança das decisões de design feitas por eles. A indústria começou a chamar isso de "vibe coding", e isso introduz uma classe específica de risco em escala.

O relatório de dezembro de 2025 da CodeRabbit descobriu que o código gerado por IA contém 70% mais erros do que o código escrito por humanos, e esses erros tendem a ser mais graves. Vulnerabilidades de segurança aparecem em quase três vezes a linha de base humana. Configurações incorretas são 75% mais frequentes. A rotatividade de código aumentou 41%, o que significa que mais código está sendo escrito, revisado e commitado em um ritmo que comprime os ciclos de revisão que historicamente detectavam a exposição de credenciais antes de chegar a um branch público.

O sinal de exposição de segredos é direto: commits com assistência de IA mostram uma taxa de exposição de 3,2%, em comparação com uma linha de base de 1,5% em todos os commits públicos do GitHub. Aplicado a um bilhão de commits, a aritmética não é confortável.

De código vulnerável a infraestrutura explorável

O Laboratório de Segurança e Software de Sistemas do Georgia Tech rastreou pelo menos 35 CVEs divulgados apenas em março de 2026 que foram resultado direto de código gerado por IA. Isso é um único mês. Não são descobertas hipotéticas. São vulnerabilidades reais em softwares de produção que chegaram a repositórios públicos e foram subsequentemente catalogadas no banco de dados nacional de vulnerabilidades.

Os próprios dados de CodeQL do GitHub reforçam o padrão. Em 2025, o controle de acesso quebrado superou a injeção como o alerta de CodeQL mais comum, sinalizado em mais de 151.000 repositórios. Uma parte significativa decorre de endpoints gerados por IA que parecem sintaticamente corretos, mas ignoram verificações críticas de autenticação, uma classe de erro difícil de detectar sem revisão deliberada e fácil de ser produzida por LLMs quando otimizam para código funcional em vez de código seguro.

O que torna as exposições de segredos distintas de outras classes de vulnerabilidade é a imediatidade da janela de dano. Um endpoint de autenticação mal configurado exige que um invasor o identifique, compreenda e construa um exploit. Uma chave de API exposta pode ser coletada, validada e usada como arma em minutos. Scanners automatizados indexam continuamente o GitHub em busca de padrões de credenciais, e a janela entre uma credencial ser enviada e um desses scanners encontrá-la é estreita. É exatamente por isso que a velocidade de detecção importa tanto quanto a cobertura de detecção.

O problema de escala para o qual as equipes de segurança não foram criadas

As equipes de segurança não foram projetadas para monitorar uma plataforma que cresce a 230 repositórios por minuto.

A revisão manual de código não escala para um bilhão de commits. Varreduras periódicas perdem a janela em que uma credencial exposta está ativa. Volume de alertas sem contexto é um desafio estrutural para o setor em geral. Sem priorização, mesmo equipes bem equipadas acabam gerenciando um backlog em vez de fechar janelas de exposição.

A exposição raramente é óbvia. Ela não se anuncia. Acumula-se silenciosamente em arquivos de configuração, scaffolds de teste e históricos de commits que persistem muito depois que o commit de "correção" remove o segredo do branch atual. As próprias ferramentas do GitHub podem identificar alguns desses padrões, mas volume bruto de alertas sem contexto não é um resultado de segurança.

Detecção contínua em vez de conscientização periódica

As organizações que lidam bem com isso geralmente migraram para a detecção automatizada e contínua, tratando repositórios de código como parte de sua superfície de ataque externa, em vez de uma preocupação separada para os desenvolvedores autopoliciarem.

O Code Secret Exposure da Axur monitora continuamente repositórios públicos, incluindo o GitHub e outras plataformas, em busca de segredos, chaves de API, tokens e credenciais associados à sua organização. Quando uma correspondência é encontrada, ela é apresentada como um alerta priorizado e acionável, em vez de um sinal bruto para uma equipe fazer a triagem manualmente. O objetivo é fechar a janela de exposição antes que um invasor a encontre, não reconstruir o que aconteceu depois.

A solução de Exposição de segredo de código é uma das várias capacidades dentro do conjunto de Vazamento de dados da Axur. O conjunto cobre exposição de credenciais corporativas e de clientes, credenciais coletadas por infostealers, exposições de dados sensíveis e exposição de cartões de crédito, além de segredos em repositórios públicos. Cada caso de uso representa um vetor diferente pelo qual os dados da sua organização podem aparecer em lugares onde não deveriam.

O que as equipes de segurança podem fazer agora

Se sua organização usa assistentes de codificação por IA e a maioria usa neste ponto, há alguns lugares concretos nos quais focar a atenção.

Comece com visibilidade. Saiba se alguma das chaves de API, tokens ou credenciais de serviço da sua organização está atualmente exposta em um repositório público, e certifique-se de que o monitoramento cubra não apenas os estados atuais dos arquivos, mas também históricos de commits, forks e gists, onde os segredos frequentemente persistem muito depois que um desenvolvedor acredita tê-los removido.

Em seguida, certifique-se de que as descobertas sejam acionáveis. Os alertas de exposição só são úteis se forem priorizados e vinculados a um caminho claro de remediação. Uma longa fila de descobertas indiferenciadas não move o ponteiro; apenas aumenta a carga de trabalho.

Esses são problemas solucionáveis. O desafio é fazê-lo na escala em que o desenvolvimento moderno realmente opera.

A superfície de código está crescendo mais rápido do que qualquer equipe pode supervisionar manualmente. Construir visibilidade sobre ela agora, antes que a exposição se torne um incidente, é o passo mais prático disponível.

A solução de Exposição de segredo de código da Axur faz parte do conjunto Vazamento de dados. Saiba mais ou faça uma verificação de ameaças gratuita. 

Fontes: GitHub Octoverse 2025 (github.blog); relatório CodeRabbit dezembro de 2025; Georgia Tech Systems Software and Security Lab, divulgações de CVE de março de 2026.

 
 
 
 

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