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Abrir ou não abrir: os anexos de e-mail que colocam você em risco | Blog oficial da Kaspersky

18 de Agosto de 2026, 09:00

Você já tentou abrir um e-mail “criptografado” ou um documento urgente, apenas para perceber com horror que o anexo DOCX é, na verdade, um arquivo com a extensão .docx.exe? Ou talvez você tenha recebido um e-mail supostamente com uma fatura, contrato ou memorando interno anexado, mas o arquivo se revelou algo totalmente diferente do que alegava ser? Em caso afirmativo, você provavelmente foi alvo de uma tentativa de infecção por malware.

Os cibercriminosos costumam disfarçar arquivos maliciosos como documentos e arquivos comprimidos inofensivos, apostando em destinatários que clicam sem verificar a extensão. Os especialistas da Kaspersky analisaram os formatos de arquivo mais usados em campanhas de e-mail maliciosas para revelar o que realmente se esconde por trás dessas extensões e como os invasores as usam como arma em suas campanhas.

Nota importante: as extensões de que falaremos aqui são usadas no dia a dia em arquivos completamente legítimos. Por exemplo, os executáveis do Windows normalmente terminam em .exe. No entanto, vamos nos concentrar nos cenários específicos em que os invasores disfarçam ou falsificam a extensão de um arquivo para fazê-lo passar por um tipo de arquivo totalmente diferente.

Quais extensões são mais comumente encontradas em malwares?

Nossos especialistas analisaram campanhas de e-mail maliciosas desde o início de 2026 para identificar as 15 extensões de arquivo perigosas mais comuns.

.exe
.js
.html
.dll
.bat
.vbs
.xls
.pdf
.jse
.au3
.docx
.htm
.wsf
.scr
.lnk

<div class=”wp-caption aligncenter”><p class=”wp-caption-text”>As 15 principais extensões de arquivo usadas em investidas com e-mails maliciosos</p></div>

Vamos dar uma olhada no que os arquivos com essas extensões realmente fazem nos bastidores.

Arquivos executáveis

Um arquivo executável é um programa de computador compilado que está pronto para ser executado. Uma vez iniciado, um executável malicioso pode baixar cargas adicionais, alterar configurações do sistema, roubar dados do usuário, conectar seu dispositivo a servidores externos controlados por invasores e muito mais. Estas são as extensões de arquivos executáveis mais comuns encontradas em campanhas de e-mail maliciosas:

  • .exe
  • .dll
  • .com
  • .scr

.exe

A extensão executável clássica do Windows. Ele é usado por todos os programas que você usa diariamente, desde navegadores da Web e jogos até suítes de escritório e instaladores de software.

A propósito, os invasores geralmente usam extensões duplas para disfarçar o malware EXE: invoice.docx.exe, report.pdf.exe ou até mesmo photo.jpg.exe. Eles aproveitam uma configuração padrão do Windows: ocultar extensões para tipos de arquivo conhecidos. Como essa configuração vem ativada por padrão, os usuários veem apenas a primeira parte do nome do arquivo, invoice.docx, report.pdf ou photo.jpg, e supõem que é apenas um documento ou imagem normal. Mas assim que você abre esse arquivo-armadilha, o malware é acionado.

.dll

Outra extensão comum usada indevidamente em campanhas maliciosas é .dll (biblioteca de vínculo dinâmico). Essas bibliotecas contêm funções que os programas do Windows frequentemente requerem durante a execução, como para imprimir um documento. Essa arquitetura modular evita o código redundante, permitindo que vários aplicativos chamem exatamente a mesma biblioteca para tarefas específicas. No entanto, se um invasor substituir uma biblioteca legítima por uma infectada, a execução de qualquer programa normal que a chame pode acionar um código malicioso.

.com

Embora os arquivos com a extensão .com não tenham nada a ver com o domínio da Web de mesmo nome, os cibercriminosos provavelmente esperam que as vítimas confundam esses arquivos com links em um formato incomum. Na realidade, é um formato executável herdado do Windows.

Embora as versões modernas do Windows não dependam mais desse tipo de arquivo, o sistema operacional ainda pode executá-lo, o que torna a abertura de um desses uma péssima ideia.

.scr

Os arquivos SCR são protetores de tela, as animações de tela do Windows exibidas quando o computador está ocioso, com padrões abstratos, o icônico logotipo saltitante ou qualquer outra coisa. Apesar de sua reputação inofensiva, os protetores de tela são essencialmente executáveis, assim como os arquivos EXE: uma vez abertos, eles podem instalar componentes extras ou alterar as configurações do sistema da mesma forma. Em campanhas maliciosas, esses arquivos rotineiramente se disfarçam de imagens, capturas de tela ou documentos.

Scripts

Scripts são arquivos de texto que contêm uma sequência de comandos que um computador executa automaticamente, na ordem definida. Eles podem baixar arquivos, instalar e iniciar programas, modificar configurações de segurança e muito mais. Os invasores de e-mail recorrem aos seguintes tipos de script com mais frequência:

  • .js e .jse
  • .bat
  • .cmd
  • .vbs
  • .wsf
  • .vbe
  • .au3

.js e .jse

As extensões .js e .jse são usadas por arquivos JavaScript. A maioria dos usuários associa o JavaScript estritamente a sites e não percebe que esses arquivos podem ser executados localmente em seus computadores como programas independentes.

Recentemente, escrevemos sobre o CrystalX RAT, um Cavalo de Troia de acesso remoto que registra as teclas digitadas, rouba o conteúdo da área de transferência e injeta componentes maliciosos nos navegadores da Web após a instalação. Seus scripts JS monitoraram endereços de carteira de criptomoedas e os trocaram silenciosamente com os do próprio invasor para sequestrar transações em tempo real.

.cmd e .bat

Os arquivos BAT e CMD são projetados para automatizar tarefas no Windows e podem executar praticamente qualquer comando no sistema operacional. Iniciar um arquivo como esse pode infectar seu computador com malware.

.vbs

Arquivos de Visual Basic Script com a extensão .vbs são os favoritos de longa data entre os cibercriminosos. Os invasores frequentemente usam extensões duplas para disfarçar arquivos .vbs como documentos de texto simples, como faturas, guias de instalação de aplicativos ou e-mails. Por exemplo, no início dos anos 2000, o icônico worm ILOVEYOU se espalhou por meio de um script VBS, infectando milhões de computadores em todo o mundo. As vítimas receberam um e-mail com o assunto “ILOVEYOU”, mas em vez de uma doce confissão, o anexo continha um script malicioso. No auge, esse worm “romântico” infectou até 10% de todos os computadores conectados à Internet.

Arquivos da Web

Esta categoria inclui principalmente arquivos .html, .htm, .hta e .svg. Muitas vezes, são páginas de phishing disfarçadas, projetadas para imitar formulários de login para e-mail, serviços em nuvem, aplicativos bancários e outras plataformas. Naturalmente, quaisquer credenciais inseridas nessas páginas falsas são enviadas diretamente aos invasores que buscam acessar suas contas e seu dinheiro. Os arquivos da Web também podem acionar scripts maliciosos e baixar cargas úteis adicionais em seu sistema.

Arquivos comprimidos

Os cibercriminosos normalmente empacotam arquivos maliciosos dentro de arquivos comprimidos (mais comumente com as extensões .zip, .rar e .7z). Esses arquivos comprimidos geralmente são protegidos por senha ou criptografados para impedir a verificação de conteúdo. Além disso, os invasores às vezes criam arquivos comprimidos intencionalmente corrompidos com estruturas de dados danificadas: os filtros de segurança básicos geralmente não conseguem lidar com arquivos corrompidos e deixam de verificá-los por completo, enquanto os gerenciadores de arquivos comprimidos podem reparar e descompactar automaticamente o conteúdo mesmo assim.

É por isso que recomendamos o uso de soluções de segurança avançadas que podem detectar e-mails de phishing e impedir que você execute arquivos perigosos ocultos dentro de arquivos comprimidos.

Arquivos PDF (.pdf)

Para muitos, o PDF parece um formato de arquivo completamente inofensivo, afinal, o que poderia dar errado com passagens aéreas, documentos e apresentações de slides? Mas além do texto e das imagens estáticas, os PDFs podem hospedar links clicáveis, formulários e até scripts.

O código malicioso em um PDF geralmente é escondido atrás de elementos visuais ou incorporado como texto oculto. Além disso, o risco não vem apenas do arquivo em si, mas também do software usado para visualizá-lo: por exemplo, invasores passaram meses explorando uma vulnerabilidade no Adobe Acrobat que lhes permitia executar arquivos PDF maliciosos remotamente. Se você trabalha regularmente em documentos PDF, assegure-se de que o recurso JavaScript esteja desativado no Adobe Acrobat. Para fazer isso, vá para Preferências → JavaScript no menu.

A propósito, os usuários frequentes de agentes de IA e chatbots devem ter em mente que a IA frequentemente cai em injeções de prompt: comandos ocultos enterrados dentro de imagens, texto e páginas da Web que a IA interpreta como instruções legítimas e executa sem o seu conhecimento.

Atalhos LNK (.lnk)

Arquivos com a extensão .lnk são atalhos padrão do Windows que usamos todos os dias para acesso rápido a aplicativos e pastas. Por si só, os atalhos não contêm nenhum software, eles simplesmente informam ao Windows qual arquivo abrir ou qual comando executar.

No entanto, um invasor pode atribuir a um atalho qualquer ícone e qualquer nome que desejar, ocultando completamente seu destino real. Assim que a vítima clica no atalho, a cadeia de infecção é iniciada. O código malicioso costuma ser executado em silêncio em segundo plano, não deixando praticamente nenhuma pista visual de que algo deu errado.

Os cibercriminosos também gostam de ocultar arquivos LNK atrás de extensões duplas, apostando que os usuários não prestarão atenção suficiente para perceber que tipo de arquivo estão realmente abrindo. Veja um exemplo clássico:

O Explorador de Arquivos do Windows exibe apenas a primeira parte da extensão, .docx. O tipo de arquivo está claramente listado como um atalho, mas poucas pessoas percebem esse detalhe

O ideal é evitar clicar em arquivos LNK recebidos: ninguém em sã consciência tem um motivo para enviar um atalho na área de trabalho por e-mail.

A propósito, se você não atualiza o Windows há algum tempo, temos más notícias: o código malicioso pode ser executado automaticamente sem que você clique no LNK, basta abrir a pasta onde ele se encontra para acioná-lo. A Microsoft finalmente lançou um patch para essa vulnerabilidade explorada há muito tempo em dezembro de 2025. Portanto, não adie as atualizações do sistema, instale-as regularmente para corrigir as brechas de segurança que os invasores aproveitam.

Documentos do Microsoft Office

.xls e .xlsx

A extensão de arquivo .xls é usada por versões mais antigas do Microsoft Excel. Milhões de pessoas usam planilhas do Excel todos os dias, e muitas ainda usam softwares desatualizados, o que torna os arquivos XLS uma isca favorita para os cibercriminosos. Orçamentos, listas de funcionários, registros financeiros, relatórios urgentes e outras planilhas deixam de ser inofensivas no momento em que o usuário clica em Habilitar conteúdo, permitindo que o programa execute macros: scripts personalizados do Microsoft Office e comandos incorporados nos arquivos. Uma vez permitida, a macro maliciosa pode livremente baixar arquivos, iniciar programas, coletar dados do sistema e alterar configurações.

Ao contrário do XLS, o XLSX é o formato moderno do Excel, que não é compatível com macros incorporadas por padrão. Infelizmente, isso não garante segurança completa: a planilha ainda pode obter dados de fontes externas e conectar-se automaticamente a destinos da Web em segundo plano.

.docx

Embora os arquivos DOCX modernos não sejam compatíveis com macros por padrão, os invasores há muito descobriram outras maneiras de usar esses documentos para fins maliciosos. Normalmente, os arquivos DOCX maliciosos contêm links incorporados ou instruções que forçam o Word a entrar em contato com servidores externos e baixar cargas maliciosas. Em 2023, por exemplo, os pesquisadores descobriram uma vulnerabilidade do Microsoft Office que permitia que os invasores acionassem ferramentas internas do sistema Windows e baixassem malware diretamente da Web.

Para reduzir o risco ao trabalhar com aplicativos do Microsoft Office, recomendamos ativar o Modo de Exibição Protegido, bloquear conexões externas e desativar todas as macros sem notificação de execução.

O suporte a macros no Microsoft Office moderno

As macros são sequências de comandos que automatizam tarefas complexas e repetitivas no Excel, Outlook, Word e PowerPoint. Nas versões modernas do Microsoft Office, os documentos que contêm macros incorporadas são salvos em formatos de arquivo especializados com extensões como .xlsm, .xltm, .xlsb, .docm e .pptm. Embora o Microsoft Office inclua controles de segurança integrados, como bloquear arquivos baixados da Web e avisar você sobre macros potencialmente perigosas, se você não usar macros e não tiver um motivo específico para executá-las, trate os arquivos com essas extensões com cuidado.

Como verificar se um arquivo é seguro

  • Use um pacote de segurança abrangente que verifica automaticamente arquivos em busca de malware, evita infecções, bloqueia visitas a sites suspeitos e remove completamente arquivos maliciosos dos seus dispositivos. Aproveite uma avaliação de 30 dias do Premium se você precisar urgentemente desinfectar seu computador ou verificar um arquivo quanto à presença de vírus.
  • Não abra anexos de remetentes desconhecidos. A curiosidade pode custar muito caro, já que muitas linhagens de malware buscam especificamente dados de cartões de crédito e carteiras de criptomoedas. Deixe que o recurso Antivírus de E-mail, incluso em nossas soluções de segurança, faça o trabalho pesado: ele filtra automaticamente e-mails maliciosos ou suspeitos e protege você contra ataques de phishing.
  • Examine os e-mails recebidos com cuidado: os cibercriminosos se tornaram hábeis em disfarçar mensagens maliciosas. Sempre verifique os endereços de e-mail comparando-os com os endereços oficiais e tenha em mente os sinais de phishing e spam. Os criminosos podem tentar assustar você com alegações de invasão de conta, atraí-lo para sites duvidosos com “ofertas imbatíveis” ou pedir que revise um documento de trabalho anexado ao e-mail. Qualquer tentativa de manipular suas emoções é um forte sinal de alerta de que alguém está tentando enganar você.
  • Nunca abra arquivos com extensões duplas. É quase sempre uma armadilha.
  • Se você encontrar um arquivo com uma extensão desconhecida, reserve um momento para pesquisar sobre ela na Internet. Lembre-se: uma foto ou um documento de texto simples nunca terá uma extensão .lnk ou .vbs.

Confira nossas outras postagens sobre segurança de e-mail e arquivos:

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  • Ataques de phishing direcionados a empresas de manufatura | Blog oficial da Kaspersky Roman Dedenok
    Identificamos uma nova campanha de phishing direcionada em que cibercriminosos tentaram atacar empresas de manufatura. O ataque envolveu uma abordagem em múltiplas etapas: antes de enviar o link de phishing diretamente, eles iniciaram uma conversa com a vítima por meio de e-mails a fim ganhar sua confiança. É provável que as conversas tenham sido geradas usando grandes modelos de linguagem. No momento desta postagem, o ataque ainda estava ocorrendo, por isso recomendamos atenção! O esquema de ph
     

Ataques de phishing direcionados a empresas de manufatura | Blog oficial da Kaspersky

10 de Agosto de 2026, 09:00

Identificamos uma nova campanha de phishing direcionada em que cibercriminosos tentaram atacar empresas de manufatura. O ataque envolveu uma abordagem em múltiplas etapas: antes de enviar o link de phishing diretamente, eles iniciaram uma conversa com a vítima por meio de e-mails a fim ganhar sua confiança. É provável que as conversas tenham sido geradas usando grandes modelos de linguagem. No momento desta postagem, o ataque ainda estava ocorrendo, por isso recomendamos atenção!

O esquema de phishing

Os invasores tentam se passar por clientes em potencial. Os e-mails são enviados por endereços registrados em serviços de e-mail gratuitos. Esses serviços não têm uma má reputação conhecida e geralmente são usados para o envio de e-mails corporativos, especialmente por pequenas empresas. Seja qual for o idioma nativo da vítima (vimos ataques direcionados a empresas na Rússia, República Tcheca, Malásia e Egito), os e-mails dos atacantes são sempre escritos em inglês.

No primeiro contato, eles fazem perguntas sobre os produtos oferecidos, citando nomes reais de produtos. Isso indica uma preparação minuciosa para os ataques. Eles não enviam e-mails idênticos para empresas de manufatura com perfis semelhantes, mas pesquisam cuidadosamente informações públicas disponíveis on-line sobre cada vítima. Se alguém responder ao primeiro e-mail, os invasores continuam a conversa. Às vezes, antes de ir direto ao seu objetivo, que é extrair credenciais de contas de e-mail corporativas, eles trocam várias mensagens nas quais, como distração, esclarecem certos detalhes ou fazem perguntas adicionais. Mas, na maior parte das vezes, eles enviam o link de phishing já no segundo e-mail.

Os invasores enviam especificações detalhadas de um produto no qual afirmam estar interessados, perguntam se o produto pode ser gravado de acordo com um esboço ou usam qualquer outro pretexto para tentar fazer com que a vítima abra o arquivo enviado.

Uma cadeia de e-mails que termina com um link de phishing

Site de phishing

Na realidade, não há nenhum arquivo. O site de phishing que é aberto quando a vítima clica no link imita um serviço na nuvem popular para editar documentos em PDF. O botão “Baixar” leva a um formulário de login no qual a vítima é solicitada a inserir seu endereço de e-mail corporativo e sua senha para acessar o arquivo confidencial. Obviamente, isso é “por motivos de segurança”. Se um funcionário da empresa alvo não parar para pensar por que inseriria suas credenciais de login corporativas em um site completamente sem relação com a empresa, um site que claramente não tem como verificar sua autenticidade, seu endereço de e-mail e a senha associada serão enviados para o servidor dos invasores.

Como se manter em segurança?

Os ataques de phishing modernos estão se tornando cada vez mais sofisticados e, graças ao uso de ferramentas de IA pelos atacantes, também mais convincentes. É por isso que, em primeiro lugar, recomendamos aumentar a conscientização sobre segurança dos funcionários sempre que possível. E para garantir que eles tenham que colocar esse conhecimento em prática o mínimo possível, recomenda-se implementar uma solução de segurança no nível do gateway de e-mail. O Kaspersky Secure Mail Gateway detecta esse ataque de phishing antes mesmo de os atacantes passarem para a tentativa de phishing propriamente dita.

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  • Combate a ataques BEC com IA | Blog oficial da Kaspersky Roman Dedenok
    Não é segredo que os cibercriminosos vêm usando grandes modelos de linguagem para otimizar suas operações. Como resultado, as inúmeras campanhas de phishing e malware direcionadas às organizações tornaram-se muito mais sofisticadas. Esses e-mails agora contêm menos erros evidentes, e o tom deles se aproxima muito de uma correspondência comercial legítima. No entanto, os métodos usados para distribuir essas campanhas sempre apresentam um indício claro: uma tentativa de roubar credenciais ou execu
     

Combate a ataques BEC com IA | Blog oficial da Kaspersky

4 de Agosto de 2026, 09:00

Não é segredo que os cibercriminosos vêm usando grandes modelos de linguagem para otimizar suas operações. Como resultado, as inúmeras campanhas de phishing e malware direcionadas às organizações tornaram-se muito mais sofisticadas. Esses e-mails agora contêm menos erros evidentes, e o tom deles se aproxima muito de uma correspondência comercial legítima. No entanto, os métodos usados para distribuir essas campanhas sempre apresentam um indício claro: uma tentativa de roubar credenciais ou executar código malicioso. Os ataques de comprometimento de e-mail comercial (BEC), no entanto, representam um desafio ainda maior.

Os ataques BEC normalmente dependem inteiramente da engenharia social, induzindo um funcionário legítimo a executar as ações solicitadas pelos invasores. Esses ataques também se tornaram muito mais sofisticados desde o surgimento dos LLMs. Se as táticas forem bem-sucedidas, por exemplo, se eles conseguirem convencer um funcionário a transferir fundos para uma conta de terceiros em vez da conta de um prestador de serviços, a empresa poderá perder muito dinheiro em questão de instantes. Foi por isso que desenvolvemos uma tecnologia especializada para detectar e-mails de BEC gerados com IA.

Um exemplo de um e-mail de BEC gerado por LLM.

Um exemplo de um e-mail de BEC gerado por LLM.

Como funciona a tecnologia de detecção de BEC gerado com IA

Sem entrar em muitos detalhes técnicos, veja como essa nova tecnologia funciona. Como você deve saber, os grandes modelos de linguagem não produzem textos da mesma forma que os seres humanos. Em vez disso, eles preveem as palavras que têm maior probabilidade de se adequar à tarefa descrita no prompt. Além disso, os cibercriminosos tendem a seguir o caminho mais fácil: em vez de reinventar a roda, recorrem aos modelos de IA mais amplamente disponíveis.

Como o objetivo dos invasores é relativamente claro, podemos extrair do texto frases-chave específicas de ataques de BEC. Além disso, aprendemos a identificar quando um texto foi gerado por uma máquina. Esses indicadores são um dos pilares da nossa tecnologia de detecção. Como resultado, nossa solução de segurança agora consegue identificar e bloquear tentativas de ataques BEC logo no estágio inicial, antes mesmo que o invasor tenha a oportunidade de enganar um funcionário. Atualmente, a tecnologia detecta e-mails de BEC gerados com IA em inglês, russo, alemão, francês, italiano, espanhol, português e turco.

Quais de nossas soluções apresentam a tecnologia de detecção de BEC gerada com IA?

Nosso portfólio de soluções de segurança corporativa inclui o Kaspersky Security for Mail Server, que incorpora o Kaspersky Secure Mail Gateway. É no gateway seguro de e-mail que nossa tecnologia de detecção de e-mails BEC gerados por IA está implementada. Mais especificamente, o recurso está disponível na licença KSMS Plus após a recente atualização para o KSMG 3.1. Visite a página oficial do Kaspersky Secure Mail Server para saber mais sobre nossas soluções de segurança de e-mail e os recursos adicionados na atualização mais recente.

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  • Arte ASCII em e-mails de phishing | Blog oficial da Kaspersky Roman Dedenok
    Já escrevemos várias vezes sobre como códigos QR são usados em esquemas de phishing. Nosso gateway seguro de e-mail até inclui tecnologia para ler esses códigos (não apenas em e-mails, mas também em anexos) e verificar os links incorporados. Ainda assim, os criminosos não desistem de enviar códigos QR às suas vítimas. Recentemente, temos observado um aumento no uso de arte ASCII para essa finalidade. Trata-se de imagens criadas a partir de caracteres de texto. Isso é particularmente irônico, con
     

Arte ASCII em e-mails de phishing | Blog oficial da Kaspersky

11 de Junho de 2026, 10:00

Já escrevemos várias vezes sobre como códigos QR são usados em esquemas de phishing. Nosso gateway seguro de e-mail até inclui tecnologia para ler esses códigos (não apenas em e-mails, mas também em anexos) e verificar os links incorporados. Ainda assim, os criminosos não desistem de enviar códigos QR às suas vítimas. Recentemente, temos observado um aumento no uso de arte ASCII para essa finalidade. Trata-se de imagens criadas a partir de caracteres de texto. Isso é particularmente irônico, considerando que, no passado, os phishers tentavam escapar da verificação de links escondendo-os em imagens e, agora, estão tentando burlar a análise de imagens voltando ao uso de texto. Mas com algumas adaptações.

A arte esquecida do ASCII e como os criminosos a utilizam

Hoje pode parecer difícil acreditar, mas houve uma época em que os computadores não eram capazes de exibir imagens gráficas. Por isso, as primeiras imagens digitais eram construídas com caracteres de texto. Após a adoção do padrão ASCII (American Standard Code for Information Interchange) em 1963, seus caracteres passaram a ser amplamente utilizados para criar esse tipo de arte, garantindo que as imagens fossem exibidas da mesma forma em diferentes computadores. Com o passar do tempo, outros símbolos de texto, como os presentes no conjunto Unicode expandido, também passaram a ser utilizados na criação dessas imagens. Ainda assim, o termo “arte ASCII” continuou sendo usado para descrever esse estilo artístico de forma geral. Houve artistas que se dedicaram seriamente a essa técnica. Os primeiros sites da Internet utilizavam arte ASCII em seu design e até mesmo os primeiros conteúdos pornográficos digitais eram representados exclusivamente por caracteres de texto.

Com a evolução das tecnologias gráficas, a arte ASCII perdeu popularidade. Ela voltou a ganhar destaque nos anos 2000, durante o auge do spam por e-mail. Naquela época, os spammers utilizavam a técnica principalmente para disfarçar palavras associadas a spam que poderiam acionar filtros de e-mail. Além disso, mensagens compostas por texto consumiam menos recursos dos servidores do que imagens. Outro fator era que muitos usuários pagavam pelo volume de tráfego de Internet utilizado e, por isso, frequentemente desativavam o carregamento de imagens em seus clientes de e-mail. Naturalmente, naquela época, ampliamos nossas soluções de segurança para e-mail com tecnologias específicas para detectar e bloquear arte ASCII maliciosa.

Agora, a técnica de ASCII foi redescoberta, desta vez por criminosos que buscam contornar sistemas capazes de reconhecer códigos QR presentes em imagens.

Como é um ataque de phishing com arte ASCII?

Veja um exemplo recente. O pretexto em si é bem comum: alguém supostamente enviou à vítima um documento confidencial via DocuSign, mas, para abri-lo, o destinatário precisa escanear o código QR no e-mail para acessar um site e inserir suas credenciais corporativas.

Um código QR criado com arte ASCII

Código QR criado com caracteres Unicode. Parte do código foi desfocada para impedir que o link malicioso fosse escaneado

À primeira vista, o código parece estranho. Isso acontece porque ele é desenhado utilizando caracteres pseudo-gráficos e até mesmo os espaços entre as linhas ficam visíveis. Na realidade, não há nenhuma imagem propriamente dita no código da mensagem de e-mail. Nos bastidores, o código QR se parece com algo assim:

Arte ASCII presente no código do e-mail

Arte ASCII presente no código do e-mail

Como resultado, os mecanismos de verificação de links não conseguem identificar o endereço, e as ferramentas de análise de imagens não conseguem detectar a URL oculta no código QR. Com isso, os criminosos acreditam que o e-mail de phishing chegará à vítima sem problemas. Spoiler: não esquecemos como bloquear arte ASCII.

É normal receber um código QR por e-mail?

Em teoria, existem situações legítimas em que o uso de um código QR faz sentido. Ele é uma forma prática de compartilhar contatos, links para aplicativos móveis, localizações em mapas ou informações de configuração. Em outras palavras, funciona bem quando o objetivo é transferir informações diretamente para um dispositivo móvel.

No entanto, se alguém pedir que você utilize um código QR para inserir credenciais corporativas em um smartphone, isso deve ser considerado um forte sinal de alerta. E quando esse código QR é criado com arte ASCII, trata-se claramente de uma tentativa de phishing ou de direcionamento para uma URL maliciosa. Esse tipo de técnica tem apenas uma finalidade: tentar contornar mecanismos de segurança.

Como se proteger?

Para impedir que e-mails de phishing, contendo ou não arte ASCII, cheguem às caixas de entrada dos colaboradores, recomendamos a adoção de um gateway de e-mail seguro antiphishing. Como camada adicional de defesa, é importante instalar soluções de segurança em todos os dispositivos utilizados para acessar a Internet.

Também recomendamos a realização periódica de treinamentos de conscientização em segurança, para que os colaboradores conheçam as táticas de phishing mais recentes. Vale destacar, especificamente, que a presença de arte ASCII em e-mails modernos pode ser um indicativo importante de uma tentativa de ataque de phishing.

Invasores usam as notificações do Google AppSheet para tomar o controle de contas | Blog oficial da Kaspersky

9 de Junho de 2026, 10:00

As campanhas de phishing tornaram-se significativamente mais sofisticadas e convincentes nos últimos anos. Os endereços dos remetentes agora são quase idênticos aos legítimos. Os e-mails são redigidos de forma impecável e os usuários são chamados pelo nome. Mas o que fazer quando um e-mail suspeito vem de um endereço claramente legítimo?

Recentemente, os phishers passaram a explorar a plataforma Google AppSheet para configurar disparos de e-mail originados de um endereço oficial vinculado ao Google. Após um ataque bem-sucedido, eles acabam obtendo acesso às contas das vítimas e a dados confidenciais.

Neste artigo, explicamos como esse novo esquema de roubo de dados funciona e como se proteger desses ataques de phishing cada vez mais difíceis de identificar.

O Google está oferecendo um emprego a você. Ou a Coca-Cola. Ou talvez a Volvo. Mas será mesmo?

O AppSheet é um serviço do Google que permite criar aplicativos sem nenhuma experiência em programação. Ele costuma ser utilizado por pequenas empresas para automatizar fluxos de trabalho rotineiros. Infelizmente, é justamente essa simplicidade que torna o AppSheet tão atraente para os cibercriminosos. Hoje em dia, basta investir alguns dólares para montar rapidamente um aplicativo usando comandos e blocos prontos para executar um golpe de phishing.

O roteiro dos ataques de phishing por meio do AppSheet é bastante convencional. A vítima recebe um e-mail supostamente enviado por uma grande empresa, e essas mensagens frequentemente começam chamando o destinatário pelo nome. Tudo indica que os invasores utilizam dados vazados para associar nomes a endereços de e-mail específicos.

Em seguida, eles exploram as emoções da vítima, usando a estratégia da ameaça ou da recompensa. Eles podem provocar pânico com avisos urgentes que exigem ação imediata, como “Sua conta será desativada em breve” ou “Atividade suspeita detectada”. Ou podem atrair a vítima com uma oferta irresistível, como a promessa de um selo de verificação ou um convite para uma entrevista em uma grande empresa de tecnologia. Esses falsos e-mails de recrutamento são projetados para gerar entusiasmo imediato. Eles fazem parecer que a candidatura da pessoa foi priorizada e recebeu uma excelente avaliação, sugerindo que uma proposta de emprego pode chegar já no dia seguinte.

Para a maioria das pessoas, essas mensagens não despertam qualquer suspeita. O e-mail passa diretamente pela pasta de spam e o campo De exibe exatamente o nome da empresa que o destinatário esperaria ver. Infelizmente, nada disso significa que o e-mail seja autêntico: os invasores podem definir qualquer nome de exibição que desejarem. E, convenhamos, poucas pessoas realmente param para verificar cuidadosamente o endereço de e-mail do remetente.

Nas campanhas de phishing baseadas no AppSheet, o remetente é sempre o mesmo: noreply{@}appsheet.com. Mas aqui está o detalhe mais importante: esse endereço é 100% legítimo. Como está diretamente vinculado à infraestrutura do Google, há uma grande chance de que filtros antispam tradicionais permitam a passagem desses e-mails sem qualquer questionamento.

Naturalmente, para garantir aquela entrevista tão desejada ou resolver um problema na conta, a vítima clica no link e acaba entregando voluntariamente toda a sua identidade digital em um site falso: nome completo, endereço, telefone, entre outros dados. A partir daí, os invasores podem vender as informações coletadas na dark web ou utilizá-las em ataques direcionados posteriores. Para piorar, a vítima é redirecionada para uma página falsa de login, permitindo que os invasores roubem suas contas.

Veja de forma detalhada como uma vítima pode receber um e-mail falso do Google Careers e acabar com sua conta totalmente comprometida:

Olá, candidato! Que tal clicar no link do nosso site falso do Google e agendar uma entrevista?
O link presente no e-mail leva para um site fraudulento cujo design é praticamente indistinguível do original. O usuário é solicitado a preencher um formulário informando nome completo, e-mail profissional, telefone e data preferencial para a entrevista…
… Depois de preencher o formulário, a vítima recebe uma solicitação para fazer login com suas credenciais do Google. Todos os dados são enviados diretamente para os invasores.

Campanhas semelhantes também são realizadas em nome de outras grandes marcas de tecnologia. Usuários que entregam os dados de suas contas Apple correm o risco não apenas de perder a conta, mas também o controle de todos os seus dispositivos Apple. Os invasores podem pressionar a vítima a sair de seu Apple ID pessoal e entrar em uma suposta “conta corporativa” para fins de verificação, que na verdade é uma conta Apple controlada por eles. No momento em que a vítima faz isso, os criminosos assumem o controle remoto completo do dispositivo utilizado, frequentemente ativando o Modo Perdido para bloquear o acesso e manter o aparelho como refém em troca de um resgate.

Para piorar, os invasores nem sempre incluem um link malicioso no e-mail inicial. Em vez disso, apostam em uma abordagem de longo prazo, envolvendo a vítima em uma conversa ao pedir que responda à mensagem para confirmar seu interesse. Essa técnica cria a ilusão de que a pessoa está interagindo com um recrutador real. E esse tipo de golpe não se limita ao Vale do Silício. Os invasores frequentemente se passam por marcas mundialmente conhecidas, como a Volvo ou a Coca-Cola. É claro que é muito improvável que os invasores queiram acessar uma conta da Coca-Cola, mesmo supondo que o usuário tenha uma. O objetivo mais provável é roubar informações confidenciais ou convencer a vítima a fazer login em uma página de phishing usando suas credenciais do Google, Apple, Facebook etc.

Um suposto membro da equipe de RH da Coca-Cola entra em contato para elogiar a vítima, destacando exageradamente sua experiência, conquistas, capacidade analítica e criatividade... Os invasores deliberadamente ocultam seu objetivo final: seja direcionar a vítima para um site de phishing, assumir o controle de suas contas ou aplicar um golpe financeiro direto
Um e-mail semelhante, fingindo ser da equipe de recrutamento da Volvo

Você quer se tornar Meta Verified?

É claro que os “empregos dos sonhos” não são a única isca utilizada. Foram observadas campanhas nas quais o “Suporte do Facebook” informa ao usuário que ele foi considerado elegível para o prestigioso selo Meta Verified, o famoso selo azul normalmente associado a celebridades de destaque e grandes marcas globais. Para obter o cobiçado selo azul, a vítima é direcionada para uma página de phishing onde deve preencher um formulário de identidade antes de entregar o prêmio principal: seu nome de usuário e senha do Facebook. E tudo isso, naturalmente, em nome da segurança!

Esses sites falsos são criados em diversos idiomas e adaptados a usuários de diferentes países. Abaixo está a versão em holandês.

Para obter o selo azul, o usuário deve fornecer “informações adicionais”. Se perder o prazo por apenas alguns dias, a oferta expira
Depois de preencher os campos padrão (nome, telefone, e-mails pessoal e profissional e data de nascimento), surge uma solicitação para informar a senha do Facebook

Em outras campanhas, os invasores utilizam o Google AppSheet para explorar o medo e a urgência, alegando que o usuário violou a política de propriedade intelectual do Meta e ameaçando encerrar imediatamente sua conta do Facebook. Para recorrer da decisão, a vítima deve clicar em um link para… um site de phishing, fornecer seus dados pessoais e, claro, informar seu nome de usuário e senha do Facebook.

Para tornar a história mais convincente, o usuário não apenas precisa preencher seus dados pessoais, mas também explicar detalhadamente por que a decisão de encerrar a conta foi um erro
Por fim, o usuário é solicitado a confirmar o recurso fazendo login no “Facebook”. Na realidade, está apenas entregando suas credenciais diretamente para os invasores

Como identificar ataques de phishing e proteger suas contas

Infelizmente, os ataques de phishing estão cada vez mais sofisticados, e os invasores exploram regularmente a reputação de serviços e domínios legítimos. Veja como evitar cair nessas armadilhas e proteger seus dados:

  • Lembre-se: nem todos os e-mails de phishing vão parar na pasta de spam. Os filtros antispam padrão dos clientes de e-mail frequentemente falham em detectar ataques avançados, e o caso do AppSheet é um excelente exemplo disso. Para evitar cair nesse tipo de golpe, use o Kaspersky Premium em todos os seus dispositivos. Ele intercepta e-mails de phishing e bloqueia instantaneamente links para sites falsos, mesmo quando o criminoso está se escondendo atrás de um domínio totalmente legítimo. Além disso, a versão para Android consegue detectar links maliciosos e de phishing em mensagens de qualquer aplicativo.
  • Verifique se há erros de digitação estranhos no texto do e-mail. Para evitar levantar suspeitas, os invasores frequentemente inserem espaços invisíveis ou substituem caracteres de forma sutil. Veja este exemplo encontrado em um dos e-mails analisados: Fac eb o ok  S u ppo r t em vez de Facebook Support.
  • Antes de executar qualquer ação em um site, verifique cuidadosamente seu nome de domínio em relação ao endereço oficial. Os golpistas costumam criar endereços que parecem legítimos à primeira vista, mas revelam diferenças quando examinados com atenção. Instale Kaspersky Premium para garantir que você não acesse um site falso.
  • Observe primeiro o endereço de email do remetente, e não apenas o nome de exibição. Se um e-mail afirmar ser do Google Careers, Apple HR ou Facebook Support, mas o endereço do remetente apontar para o AppSheet ou outro serviço sem relação com a empresa, nem vale a pena continuar lendo. Essa incompatibilidade entre o nome de exibição e o domínio do remetente é um forte indício de golpe. Compare os endereços de e-mail com aqueles divulgados nos sites oficiais das empresas.
  • Verifique a assinatura do e-mail. Por exemplo, todos os e-mails enviados pelo AppSheet incluem uma observação informativa no rodapé. É muito mais provável receber uma notificação legítima do AppSheet de uma pequena empresa ou negócio local do que de uma gigante da tecnologia. Grandes corporações normalmente utilizam seus próprios domínios para envio de e-mails.
  • Use um gerenciador de senhas. Mesmo que você acesse um site falso e tente inserir sua senha, um gerenciador de senhas confiável alertará sobre a incompatibilidade do domínio e se recusará a preencher automaticamente seu nome de usuário e senha.
  • Não se esqueça da autenticação de dois fatores. Quando ela está ativada, apenas o nome de usuário e a senha não são suficientes para que os invasores acessem sua conta; eles também precisarão de um código temporário. Ainda assim, eles podem tentar enganá-lo para obter esse código, portanto, tenha atenção redobrada sempre que inserir códigos de autenticação de dois fatores.
  • Sempre que possível, utilize chaves de acesso em vez de senhas. Essa tecnologia oferece excelente proteção contra phishing: mesmo que você visite um site malicioso e tente fazer login, a chave de acesso não funcionará em um domínio falso. Você pode armazenar e sincronizar chaves de acesso entre diferentes dispositivos no Kaspersky Password Manager. Leia nosso artigo sobre o assunto para saber mais sobre como as chaves de acesso funcionam.

Os ataques de phishing estão se tornando cada vez mais sofisticados. Veja também outros temas importantes relacionados a phishing:

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