Open Source Intelligence (ou Inteligência de Fontes Abertas) é o processo de coletar, analisar e disseminar informações publicamente disponíveis para produzir inteligência acionável. A disciplina nasceu nos Estados Unidos no final da década de 1930 e início da Segunda Guerra Mundial, especificamente com a criação do Foreign Broadcast Information Service (FBIS). Sua função original era monitorar e analisar noticiários internacionais captados por rádio e publicações oficiais para coletar e proces
Open Source Intelligence (ou Inteligência de Fontes Abertas) é o processo de coletar, analisar e disseminar informações publicamente disponíveis para produzir inteligência acionável.
A disciplina nasceu nos Estados Unidos no final da década de 1930 e início da Segunda Guerra Mundial, especificamente com a criação do Foreign Broadcast Information Service (FBIS). Sua função original era monitorar e analisar noticiários internacionais captados por rádio e publicações oficiais para coletar e processar dados de fontes abertas.
.
OSINT (Open Source Intelligence) e Fontes Abertas: a História de um Analista
rds@osintbrasil: ~/historia
Pular animação
$ whoami
Do blog ao campo: a história de um analista de OSINT
Como um autodidata virou analista de inteligência cibernética e investigação defensiva, e o radar dos tópicos que ele monitora.
Resumo: OSINT (Open Source Intelligence) é a coleta, a verificação e a análise de fontes abertas para apoiar decisões.
OSINT (Open Source Intelligence) e Fontes Abertas: a História de um Analista
rds@osintbrasil: ~/historia
$ whoami
Do blog ao campo: a história de um analista de OSINT
Como um autodidata virou analista de inteligência cibernética e investigação defensiva, e o radar dos tópicos que ele monitora.
Resumo:OSINT (Open Source Intelligence) é a coleta, a verificação e a análise de fontes abertas para apoiar decisões. Esta história mostra como um analista autodidata levou a disciplina do blog ao campo e hoje a aplica em cyber security e investigação defensiva, monitorando 12 eixos de inteligência.
$ cat 01_origem.log
Origem: o autodidata
Ninguém me entregou uma trilha. Comecei sozinho, lendo blogs de quem fazia open source intelligence na prática, e depois peguei ebooks. Achei o blog de um americano que escrevia em séries e acompanhei cada capítulo. Dali cheguei a Steele e à doutrina da inteligência de fontes abertas.
Fiz o curso de inteligência com Robert Folker. Depois estudei data science com amigos de cyber security, e o dado bruto passou a ter outro peso: coletar já não bastava, era preciso medir, cruzar e explicar.
Passei a seguir a hashtag #osint e os profissionais mais avançados do mundo, primeiro no Twitter e hoje no X, que ficou bem mais limitado do que era. O LinkedIn e os blogs completam o radar. Não uso o Telegram: sou mais do blog e do ebook.
A regra que aprendi com Steele continua de pé: compartimentação, compartilhar, alinhar e ajudar os outros analistas por canais dedicados. Dei instrução a muitos profissionais em várias partes do planeta.
$ ssh campo@cyber-ops
Campo: cyber, comando e grandes eventos
Depois veio o campo. Atuei em várias frentes de cyber: comando, cyberops e grandes eventos, no Brasil e no exterior, como analista freelance. Na prática, produzi RELINT e apoiei defesas. Ali a teoria perdeu a poeira: prazo curto, fonte incerta e alguém dependendo da sua leitura para decidir.
$ ls /ferramentas
Ferramentas: o analista que vale por vinte
Software bom potencializa o analista. Usei por quatro meses o Navigator, da LifeRaft, feito no Canadá: um dos mais avançados que já tive em mãos e altamente recomendável. Passei por outros softwares que fazem o mesmo efeito, e um analista bem equipado vale por vinte.
Então a inteligência artificial mudou o jogo. Os modelos passaram a bloquear agentes de coleta, e isso reduziu a capilaridade do OSINT automatizado. Hoje é mão na massa: escolher a fonte, verificar, documentar e preservar para apoiar a melhor decisão. A máquina organiza; quem responde pela prova é o analista.
Ponto de atenção: coleta em fontes abertas não é carta branca. Tudo precisa respeitar a LGPD, o Marco Civil da Internet e o CPP, com cadeia de custódia documentada.
$ radar --monitorar --fontes-abertas
Radar: os tópicos que eu monitoro
A varredura nunca para. Cada ponto é um eixo que acompanho no dia a dia; quando o feixe passa, o tópico acende.
Radar de monitoramento: 12 eixos, varredura contínua.
1SOCMINTPerfis, redes sociais e vínculos públicos.
2Deep e Dark WebFóruns, paste sites e menções ocultas.
3CTIInteligência de ameaças e indicadores.
4GEOINTGeolocalização de imagens e vídeos.
5Marcas e reputaçãoMonitoramento de empresas e executivos.
6VazamentosCredenciais e dados expostos.
7Verificação de mídiaAutenticidade de imagens e vídeos.
8Análise de vínculosGrafos de pessoas, empresas e contas.
9Exposição digitalMapeamento da superfície pública.
10Data sciencePython e R na coleta e análise.
11Cadeia de custódiaPreservação e documentação da prova.
12Golpes e perfis falsosFraude, engenharia social e impostores.
$ ./hoje --status
Hoje: cyber security e investigação defensiva
Hoje aplico o OSINT sobretudo em cyber security e em investigação defensiva. Apoio projetos de defesa de empresas e parceiros de law enforcement, sempre com método, prova preservada e foco na decisão de quem responde pelo risco.
$ ./aulas --criminal-player
Destaque: aulas e podcast na Criminal Player
Perfil de instrutor na comunidade de direito penal Criminal Player, com aulas ao vivo e podcast sobre OSINT, investigação digital e provas digitais.
Aula: Investigação digital com Rogério Souza
Aula: Benefícios do uso da OSINT, com Alexandre Morais da Rosa
Aula: OSINT no Processo Penal, com Alexandre Morais da Rosa
Podcast #319: provas digitais na defesa e na acusação penal
Métodos de Open Source Intelligence para localizar, confirmar e vincular identidades digitais, transformar dados dispersos em dossiê estruturado, buscar em redes sociais, deep web e dark web, geolocalizar imagens e aplicar casos reais, com checklists e modelos de relatório.
Desvende os Segredos da Perícia Digital: do básico à análise forense avançada
Ebook sobre coleta e preservação de evidências digitais com cadeia de custódia, análise de arquivos, logs, tráfego de rede e dispositivos móveis, o marco legal brasileiro e o papel crescente da IA na análise forense.
OSINT (Open Source Intelligence) é a coleta, a verificação e a análise de informações de acesso público, as chamadas fontes abertas, para produzir inteligência útil a uma decisão.
Inteligência cibernética
Uso de dados e indicadores sobre ameaças digitais para antecipar riscos, detectar incidentes e orientar a defesa de uma organização.
Investigação defensiva
Apuração feita em apoio a advogados, empresas e partes que precisam se defender, reunindo elementos de forma lícita, técnica e documentada.
$ ./diagnostico --due-diligence
Diagnóstico de Due Diligence e Busca de Bens
Mapeamento lícito e documentado de empresas, sócios, vínculos e patrimônio para decidir sobre contratação, investimento, litígio e execução. Atendimento 100% virtual.
CEOReputação e continuidade
CFOExposição financeira
JurídicoResponsabilidade e LGPD
ConselhoGovernança
ComplianceConformidade regulatória
AuditoriaRastreabilidade e evidência
RHRisco interno e de pessoas
$ cat faq.txt
Perguntas frequentes
O que é OSINT (open source intelligence)?
OSINT é a coleta, a verificação e a análise de informações publicamente acessíveis, como redes sociais, registros públicos e sites, para produzir inteligência que apoie uma decisão.
O que são fontes abertas?
As fontes abertas são fontes de acesso público, sem invasão nem quebra de sigilo: redes sociais, notícias, bases governamentais abertas, registros empresariais e imagens públicas.
Qual a diferença entre OSINT e investigação defensiva?
OSINT é a técnica de trabalhar fontes abertas. A investigação defensiva é a apuração feita em apoio a advogados, empresas e partes que precisam se defender, reunindo elementos de forma lícita e documentada.
A coleta em fontes abertas é legal no Brasil?
A coleta de dados publicamente acessíveis é possível, mas deve respeitar a LGPD, o Marco Civil da Internet e o CPP. Para fins de prova, é essencial preservar a cadeia de custódia.
Quais são os principais tópicos de monitoramento em OSINT?
Entre os eixos acompanhados estão SOCMINT, deep e dark web, CTI, GEOINT, reputação de marcas, vazamentos, verificação de mídia, análise de vínculos, exposição digital, data science, cadeia de custódia e golpes com perfis falsos.
Para que serve o OSINT em cyber security?
Serve para antecipar ameaças, mapear a exposição digital de uma organização, identificar vazamentos e perfis falsos e apoiar a resposta a incidentes e a investigação defensiva, sempre com cadeia de custódia.
O que é uma sala de situação de cyber e OSINTÉ um centro de comando, físico ou virtual, onde analistas acompanham em tempo real o que acontece dentro da organização e fora dela. Os telões mostram eventos de segurança, ataques no mundo, menções à marca, vazamentos e atividade de perfis em redes sociais, e o time decide o que investigar, bloquear ou comunicar.Quatro disciplinas se combinam:SOC e SIEM: coleta e correlaciona logs de servidores, rede, e-mail e identidade para detectar incidentes dent
É um centro de comando, físico ou virtual, onde analistas acompanham em tempo real o que acontece dentro da organização e fora dela. Os telões mostram eventos de segurança, ataques no mundo, menções à marca, vazamentos e atividade de perfis em redes sociais, e o time decide o que investigar, bloquear ou comunicar.
Quatro disciplinas se combinam:
SOC e SIEM: coleta e correlaciona logs de servidores, rede, e-mail e identidade para detectar incidentes dentro do ambiente.
CTI (inteligência de ameaças): transforma indicadores e relatórios sobre atacantes em contexto útil, como quem ataca o seu setor e com quais técnicas.
OSINT e SOCMINT: coleta e valida informação pública, inclusive em redes sociais, para identificar fraudes, perfis falsos e riscos a pessoas e à marca.
DRP (proteção contra riscos digitais): vigia domínios parecidos com o seu, aplicativos falsos, credenciais à venda e vazamentos.
O SIEM enxerga o que já chegou ao seu ambiente; o OSINT e a CTI enxergam o que está sendo preparado do lado de fora. A sala de situação existe para unir as duas visões.
O que se monitora
São sete frentes de monitoramento, cada uma com uma pergunta que a sala precisa responder o tempo todo.
Frente
O que se acompanha
Pergunta que responde
Infraestrutura (SIEM)
Logs de servidores, firewall, e-mail, nuvem, endpoints, logins e privilégios
Há comportamento anormal ou intrusão no meu ambiente?
Ameaças globais
Campanhas de ataque, vulnerabilidades novas, indicadores de comprometimento, mapa de ataques
Quem está atacando o meu setor e como?
Marca e domínios
Domínios parecidos, sites e apps falsos, certificados emitidos, perfis que usam a marca
Alguém está se passando por nós?
Vazamentos e dark web
Credenciais expostas, bases à venda, repositórios com chaves, pastes, fóruns
O que é nosso já está circulando fora?
Redes sociais (SOCMINT)
Menções, perfis falsos, campanhas de desinformação, ameaças a pessoas-chave
Existe ataque à reputação ou à segurança de alguém?
Fraude
Golpes com falso advogado, falso suporte, boletos e PIX fraudulentos, engenharia social
Clientes ou equipe estão sendo alvo de golpe?
Pessoas-chave
Pegada digital de executivos, sócios, advogados e familiares expostos
O que um atacante descobre sobre eles hoje?
O que não se monitora também importa: a sala trabalha sobre fontes abertas e sobre ativos da própria organização, nunca sobre acesso indevido a contas, dispositivos ou sistemas de terceiros.
Proteção eficaz para empresas
A proteção eficaz combina prevenção, detecção e resposta, com a inteligência da sala alimentando as três camadas. Nenhuma ferramenta isolada resolve; o que funciona é o ciclo contínuo.
Prevenir
Gestão de ativos e de superfície de ataque: saber o que existe exposto na internet antes que um atacante descubra.
Autenticação forte (MFA), menor privilégio e gestão de acessos de terceiros.
Correção priorizada por exploração real, usando a CTI para decidir o que corrigir primeiro.
Treinamento contra engenharia social e phishing, com simulações periódicas.
Proteção da marca: registro defensivo de domínios, DMARC/SPF/DKIM e vigilância de domínios parecidos.
Detectar
SIEM com casos de uso ligados ao MITRE ATT&CK (login impossível, escalada de privilégio, exfiltração).
Monitoramento contínuo de vazamentos, credenciais expostas e menções à empresa.
Alertas de fraude e de perfis falsos, com triagem por gravidade.
Responder
Plano de resposta a incidentes com papéis, contatos e prazos definidos, testado em exercícios.
Preservação de evidências com cadeia de custódia, para uso jurídico e regulatório.
Comunicação a titulares e à ANPD quando houver incidente com dados pessoais, conforme a LGPD.
As referências mais usadas para estruturar isso são o NIST Cybersecurity Framework, a ISO/IEC 27001 e o MITRE ATT&CK.
Proteção eficaz para pessoas
Para pessoas, a proteção parte de uma pergunta simples: o que um atacante consegue descobrir sobre você e sua família hoje, só com fontes abertas? O trabalho é reduzir essa exposição e vigiar o que aparece.
Mapear a pegada digital: perfis, e-mails, telefones, endereços em cadastros públicos, fotos com localização e dados de familiares.
Reduzir a exposição: remover dados de corretores e sites de busca, restringir perfis, separar e-mail e telefone pessoais dos profissionais.
Blindar contas: MFA em todas, gerenciador de senhas, proteção do chip contra troca (SIM swap) e alertas de login.
Vigiar de forma contínua: menções ao nome, perfis falsos usando a identidade, credenciais vazadas e ameaças em redes sociais.
Preparar a resposta: roteiro para golpe, clonagem de perfil e ameaça, com contatos jurídicos e coleta de provas desde o primeiro momento.
Incluir a família: muitos ataques a executivos começam por cônjuges, filhos e assistentes.
Quando há perfil falso ou golpe, a prova importa tanto quanto a derrubada: capturas com data e URL, preservação do conteúdo e registro da cadeia de custódia permitem ação judicial e pedido de remoção às plataformas.
Como montar a sala de situação
Comece pequeno e em fases: primeiro definir o que proteger, depois escolher as fontes e só então investir em telões e automação. O espaço físico é a última peça; o que importa é o processo.
Definir escopo e riscos: quais ativos, pessoas, marcas e unidades entram, e quais ameaças preocupam mais (fraude, vazamento, ataque à reputação, ransomware).
Montar a equipe mínima: um coordenador, analista de SOC, analista de CTI/OSINT e um ponto de contato jurídico ou de compliance. Em operação 24x7, acrescentar turnos.
Escolher as fontes e ferramentas: o que será coletado, de onde e com qual frequência (ver a seção de stack).
Desenhar os painéis: poucos e acionáveis, cada um respondendo a uma pergunta de negócio.
Escrever playbooks: o que fazer, quem aciona quem e em quanto tempo para cada tipo de alerta.
Operar, medir e ajustar: reuniões curtas de passagem de turno, relatórios periódicos e revisão após cada incidente.
Para os telões, uma boa composição é: mapa de ataques e ameaças do setor, painel do SIEM com alertas por gravidade, painel de marca e fraude, painel de vazamentos e credenciais, e um painel de redes sociais com termos e perfis monitorados. Mais telas não significam mais segurança; cada painel precisa ter dono e um limite que dispare ação.
A sala pode ser virtual: um canal de comando, painéis compartilhados e rotina de plantão já entregam a maior parte do valor para escritórios e empresas menores.
Stack tecnológico e fontes
O stack se organiza por função, e é possível começar com opções gratuitas ou de código aberto e evoluir para soluções comerciais. Os exemplos abaixo são ilustrativos, não uma recomendação fechada.
Função
Para que serve
Exemplos de categoria ou ferramenta
SIEM / análise de logs
Coletar e correlacionar eventos de segurança
Wazuh, Elastic Security, Splunk, Microsoft Sentinel
Inteligência de ameaças
Indicadores, relatórios e contexto de atacantes
MISP, OpenCTI, AlienVault OTX, feeds do setor
Superfície de ataque
Descobrir ativos expostos e portas abertas
Shodan, Censys, varredura de subdomínios e certificados
Marca e domínios
Detectar domínios e certificados parecidos
Monitoramento de Certificate Transparency, WHOIS, typosquatting
Vazamentos
Credenciais e dados expostos
Serviços de breach lookup, monitoramento de repositórios e pastes
OSINT e SOCMINT
Coleta e correlação em fontes abertas
Ferramentas de busca avançada, arquivos web, grafos de vínculos
Casos e evidências
Registrar achados com cadeia de custódia
Gestão de casos, captura com hash e data, armazenamento controlado
Automação e painéis
Reduzir trabalho manual e mostrar o estado
Scripts, SOAR, dashboards (Grafana, Kibana)
Regras de ouro para as fontes: registrar de onde cada informação veio, validar por mais de uma fonte antes de concluir e guardar a evidência no momento da coleta, porque conteúdo público some ou muda.
Processos, playbooks e métricas
Uma sala sem processo vira só um painel bonito. O que a torna eficaz é um ciclo claro do sinal à ação e a medição do que ele entrega.
O ciclo de cada alerta tem cinco passos:
Coletar: o sinal chega por SIEM, feed de inteligência, monitoramento de marca ou denúncia.
Triar: classificar por gravidade e relevância, descartando falsos positivos.
Investigar: correlacionar fontes, validar e preservar a evidência com data, URL e hash.
Agir: conter, derrubar, bloquear, notificar ou escalar ao jurídico, conforme o playbook.
Aprender: registrar a lição, ajustar regras e atualizar os painéis.
Playbooks mínimos para começar: phishing e golpe de falso advogado ou falso suporte, perfil ou domínio falso, vazamento de credenciais, ransomware, e ameaça a pessoa-chave.
Métricas que mostram se a sala funciona:
MTTD: tempo médio para detectar um incidente.
MTTR: tempo médio para responder e conter.
Taxa de falsos positivos: quanto do esforço é desperdiçado.
Tempo de derrubada: da detecção de um perfil, domínio ou site falso até a remoção.
Cobertura: percentual de ativos, marcas e pessoas-chave monitorados.
Incidentes evitados ou contidos cedo: o indicador que o negócio entende.
Aspectos legais e éticos no Brasil
A atividade só é sustentável se respeitar a lei: OSINT trabalha com informação pública e com ativos da própria organização, dentro de finalidade, necessidade e proporcionalidade. As bases normativas mais relevantes são estas:
Norma
O que importa para a sala
LGPD (Lei 13.709/2018)
Tratamento de dados pessoais exige base legal, finalidade clara, minimização e segurança; incidentes podem exigir comunicação à ANPD e aos titulares
Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014)
Regras de guarda de registros e de remoção de conteúdo; base para pedidos às plataformas e ordens judiciais
Código de Processo Penal
Admissibilidade e cadeia de custódia da prova, relevante quando o material for usado em processo
Lei 12.737/2012 e Lei 14.155/2021
Crimes de invasão de dispositivo e de fraude eletrônica; delimitam o que a equipe não pode fazer
Boas práticas éticas:
Documentar finalidade e escopo de cada monitoramento antes de iniciá-lo.
Coletar apenas o necessário e proteger o que for coletado, com acesso restrito e prazo de retenção.
Nunca acessar contas, dispositivos ou áreas protegidas de terceiros, nem usar credenciais vazadas para entrar em sistemas.
Não perfilar pessoas sem finalidade legítima e proporcional; envolver o jurídico em casos sensíveis.
Contratos e termos claros com clientes sobre o que será e o que não será feito.
Este é um resumo geral e não substitui parecer jurídico sobre um caso concreto; as leis citadas devem ser conferidas na redação vigente.
Benefícios da atividade
O benefício central é decidir com informação antes do incidente, e não apenas reagir depois dele. Ele aparece de formas diferentes para cada público.
Público
Benefícios principais
Empresas e conselhos
Detecção e contenção mais rápidas, menos prejuízo financeiro e de reputação, decisões de risco baseadas em dados, evidência de diligência perante reguladores e seguradoras
Advogados e escritórios
Provas digitais com cadeia de custódia, proteção contra golpe de falso advogado, apoio a investigação defensiva e a medidas judiciais
Compliance e jurídico interno
Apuração de irregularidades com base documentada, diligência de terceiros e parceiros, aderência à LGPD
Executivos e pessoas expostas
Menor exposição pessoal e familiar, alerta precoce de ameaça e de perfil falso, resposta organizada
Operação de segurança
Menos ruído e falsos positivos, priorização por contexto real, aprendizado contínuo
Ganhos transversais: integração entre áreas que normalmente trabalham separadas (TI, jurídico, comunicação, risco), linguagem comum com a diretoria e uma base de conhecimento que cresce a cada caso.
Forense Digital (Digital Forensics): 18 ferramentas DFIR e guia
Como investigadores encontram evidências digitais após um ataque cibernético
Forense digital · Digital forensics · DFIR · Forensic tools · OSINT Brasil
Resumo rápido
Forense digital (digital forensics) responde à pergunta central após um ciberataque: o que realmente aconteceu? As evidências ficam em três lugares: memória RAM, tráfego de rede e arquivos e metadados. Este guia reúne 18 ferramentas forense
Forense Digital (Digital Forensics): 18 ferramentas DFIR e guia
Como investigadores encontram evidências digitais após um ataque cibernético
Forense digital · Digital forensics · DFIR · Forensic tools · OSINT Brasil
Resumo rápido
Forense digital (digital forensics) responde à pergunta central após um ciberataque: o que realmente aconteceu? As evidências ficam em três lugares: memória RAM, tráfego de rede e arquivos e metadados. Este guia reúne 18 ferramentas forenses (forensic tools) de DFIR, com instalação, links oficiais, uso com IA e prompts prontos.
Forense de Memória
A RAM guarda o que o disco não mostra: processos, conexões abertas, chaves de criptografia e malware sem arquivo. Ela é volátil, então a captura é a primeira etapa de qualquer investigação forense.
Volatility
Analisa dumps de memória (processos, DLLs, conexões, injeção de código).
Uso: floss malware.exe, somente em ambiente isolado.
Dica rápida
Nenhuma ferramenta forense conta a história completa. Fluxo comum: capturar a RAM com WinPmem, analisar com Volatility, cruzar com logs do Zeek e capturas do Wireshark, e examinar artefatos com FLOSS e ExifTool.
IA na análise forense
A IA não substitui as ferramentas. Elas coletam e extraem; a IA ajuda a interpretar, resumir e priorizar.
Fluxo: capturar → extrair → filtrar → enviar à IA para triagem → validar na ferramenta original → documentar a linha do tempo.
Exemplo: vol -f memoria.raw windows.netscan > conexoes.txt. Cole o resultado e peça: aponte conexões para IPs suspeitos e o que investigar primeiro.
Volatility: interpretar pslist, malfind e netscan.
Wireshark/tshark e Zeek: resumir capturas, escrever filtros, achar beaconing.
Snort/Suricata: explicar alertas e reduzir falsos positivos.
FLOSS, ExifTool e bulk_extractor: classificar e priorizar achados.
API: rode a ferramenta num script e envie a saída ao modelo (pip install anthropic, docs). MCP: há projetos da comunidade que ligam assistentes ao tshark e ao Volatility; avalie o código antes de instalar.
Cuidados: evidências contêm dados pessoais (use modelo local ou tenha autorização), trabalhe em cópias para manter a cadeia de custódia, trate respostas como hipóteses e filtre antes para respeitar o limite de contexto.
Prompts DFIR
Use o prompt-base primeiro e depois o da ferramenta. Substitua os campos entre chaves duplas.
Prompt-base (use sempre primeiro)
Você é um analista de DFIR. Vou pedir um script que COLETE e EXPORTE resultados de uma ferramenta forense para um relatório HTML.
REGRAS
- Trabalhe apenas sobre CÓPIAS das evidências (somente leitura).
- Calcule SHA-256 de toda entrada e saída e registre no relatório.
- Gere UM arquivo HTML autocontido (CSS inline, sem CDN, sem JS externo).
- Escape todo conteúdo vindo da evidência (evitar XSS).
- Mascare dados sensíveis (senhas, cartões, tokens).
- Estrutura: Título, Metadados do caso, Resumo executivo, Achados por severidade, IOCs, Linha do tempo, Comandos executados, Recomendações, Aviso ético.
- Trate conclusões como HIPÓTESES e indique como validar.
- Padrão visual do blog: {{PADRAO_HTML}}
- Entregue: script completo, como executar e saída esperada.
Volatility
Crie um script para Volatility 3 que, dado {{memoria.raw}}, execute windows.info, pslist, psscan, pstree, cmdline, dlllist, netscan, malfind, svcscan, filescan e registry.hivelist, com saída JSON. Compare pslist x psscan (processos ocultos), destaque pais/filhos incomuns, nomes imitando processos do sistema, regiões RWX do malfind e conexões externas. Gere o HTML com uma seção por plugin e tabela de IOCs.
WinPmem
Crie um script PowerShell (Administrador) que capture a RAM para {{destino}} registrando data/hora UTC, host, usuário, versões do Windows e do WinPmem, tamanho e SHA-256 do dump. Exporte um relatório HTML de aquisição com cadeia de custódia e campo para assinatura.
RAM Capturer
Crie um checklist e script PowerShell que registre o contexto da captura com Belkasoft RAM Capturer (hostname, hora UTC, usuário, processos, conexões, SHA-256) e gere o relatório HTML de aquisição.
Magnet RAM Capture
Gere um script que receba o dump e produza o relatório HTML de aquisição (hash, tamanho, data, host, versão, checklist de integridade) com os comandos Volatility 3 recomendados para a primeira triagem.
Wireshark (tshark)
Crie um script Bash que, dado {{captura.pcap}}, execute capinfos, -z io,phs, -z conv,ip, -z conv,tcp, -z endpoints,ip, extração de DNS, HTTP (host, URI, user-agent), SNI de TLS e -z expert. Identifique top talkers, portas incomuns, beaconing e possível exfiltração. Gere o HTML com tabelas e linha do tempo.
NetworkMiner
A partir dos CSVs exportados (Hosts, Files, DNS, Sessions, Credentials), crie um script Python que cruze hosts, arquivos e sessões, calcule SHA-256 dos arquivos, destaque executáveis, scripts e documentos com macros e MASQUE credenciais. Exporte o HTML com inventário.
Zeek
Crie um script que rode zeek -r {{captura.pcap}} e processe conn, dns, http, ssl, files, notice e weird. Detecte beaconing, DGA e tunelamento DNS, certificados autoassinados, downloads de executáveis e todos os notices. Gere o HTML com resumo por log, IOCs e linha do tempo.
Snort
Crie um script que execute o Snort 3 offline sobre {{captura.pcap}} com alertas em JSON. Agrupe por SID, severidade e origem/destino, aponte prováveis falsos positivos e sugira ajustes de regra. Exporte o HTML com ranking de alertas.
Suricata
Crie um script que rode suricata -r {{captura.pcap}} e leia o eve.json (alerts, flows, dns, http, tls, fileinfo, anomaly). Agrupe por signature_id, liste IOCs e arquivos com hash e sugira falsos positivos. Gere o HTML com gráficos em SVG inline.
Arkime
Gere um script que importe {{captura.pcap}} com arkime-capture -r e consulte a API do viewer para top IPs, domínios, protocolos e sessões de maior volume. Liste 10 expressões de busca para pivotar nos IOCs e exporte em HTML.
Kismet
Crie um script que leia o arquivo {{.kismet}} com kismetdb_dump_devices e kismetdb_to_pcap. Liste APs, clientes, SSIDs, criptografia, canais e fabricantes. Destaque redes abertas, WEP e possíveis evil twins. Exporte o HTML com inventário e linha do tempo.
bulk_extractor
Crie um script que rode bulk_extractor em {{imagem.dd}} e consolide email, url, domain, ip, ccn e telephone com histogramas. Mascare cartões e documentos, priorize domínios e IPs raros e exporte o HTML com contagens e IOCs.
binwalk
Crie um script que execute binwalk em {{firmware.bin}} (assinaturas, entropia, extração) e calcule SHA-256 de cada arquivo extraído. Procure credenciais hardcoded, chaves, endpoints e componentes desatualizados. Gere o HTML com mapa de offsets, gráfico de entropia e achados.
ExifTool
Crie um script que rode exiftool -json -r em {{pasta}} e analise autor, software, datas, GPS e dispositivo. Destaque inconsistências (modificação anterior à criação, software incompatível). Exporte o HTML com tabela ordenável e linha do tempo.
Foremost
Crie um script que rode foremost em {{imagem.dd}}, liste cada arquivo recuperado com tipo, tamanho e SHA-256, valide cabeçalhos com file e rode exiftool nos recuperados. Marque duplicados e corrompidos. Exporte o HTML com inventário e miniaturas em base64.
Scalpel
Crie um script que configure o scalpel.conf para {{pdf, jpg, docx, exe}}, rode scalpel em {{imagem.dd}} e gere o inventário com offset, tipo, tamanho e SHA-256. Compare com o Foremost, se disponível, e exporte em HTML.
FLOSS
Crie um script que rode floss -j em {{malware.exe}} (somente em ambiente isolado) e classifique strings estáticas, empilhadas e decodificadas em URLs, IPs, caminhos, chaves de registro, comandos, APIs e mutex. Indique comportamentos prováveis e mapeie para MITRE ATT&CK como hipótese. Exporte o HTML com IOCs.
Prompt final: consolidar tudo
Recebi os relatórios HTML/JSON de várias ferramentas (abaixo). Una tudo em UM relatório HTML no padrão {{PADRAO_HTML}}: linha do tempo única, IOCs deduplicados, correlação entre memória, rede e arquivos, hipóteses ranqueadas com nível de confiança e o que falta validar.
{{cole aqui os resumos ou JSONs}}
Perguntas frequentes
O que é forense digital (digital forensics)?
É o processo de coletar, preservar e analisar evidências digitais de memória, rede e arquivos para entender o que aconteceu em um incidente, mantendo a cadeia de custódia.
Qual a primeira etapa após um ciberataque?
Capturar a memória RAM, pois ela é volátil e guarda processos, conexões e malware sem arquivo que desaparecem ao desligar o equipamento.
Quais ferramentas forenses open source são mais usadas?
Volatility para memória, Wireshark e Zeek para rede, Suricata para detecção, ExifTool para metadados e FLOSS para strings ofuscadas em malware.
A IA pode ser usada em investigações forenses?
Sim, como apoio à triagem e interpretação, sempre sobre cópias, com cuidado com dados sensíveis e validando as conclusões na ferramenta original.
Aviso ético
Investigue apenas dispositivos e redes que você possui ou para os quais tem autorização expressa. Respeite a privacidade das pessoas envolvidas, preserve a cadeia de custódia e trate toda evidência com cuidado e confidencialidade.
Comandos e links refletem as documentações oficiais mais comuns, mas versões e métodos de instalação mudam. Confira sempre a página oficial antes de instalar.
Recursos e Ferramentas OSINT por País V2.0: Fontes Abertas para Investigação Digital | OSINT Brasil
OSINT Brasil · Diretório de fontes abertas · V 2.0
Recursos e Ferramentas OSINT por País V2.0
Uma coleção comunitária de fontes abertas por país, útil para pesquisadores, verificadores de fatos, advogados e analistas de perfis digitais.
Coleção original: Henk van Ess · Comentários: RDS @RDSWEB
O que é esta coleção
Esta página reúne ferramentas e
Recursos e Ferramentas OSINT por País V2.0: Fontes Abertas para Investigação Digital | OSINT Brasil
OSINT Brasil · Diretório de fontes abertas · V 2.0
Recursos e Ferramentas OSINT por País V2.0
Uma coleção comunitária de fontes abertas por país, útil para pesquisadores, verificadores de fatos, advogados e analistas de perfis digitais.
Coleção original: Henk van Ess · Comentários: RDS @RDSWEB
O que é esta coleção
Esta página reúne ferramentas e sites de Inteligência de Fontes Abertas (OSINT), ou seja, a coleta de informações em fontes publicamente disponíveis, organizados por país. Ela foi criada por Henk van Ess e inspirada no projeto OSINT para Países, de @wddadk. O repositório do projeto está no GitHub.
Para investigação digital, busca de pessoas e bens e due diligence, saber onde cada país publica seus registros economiza tempo e evita erro de fonte. O objetivo da coleção é manter uma lista confiável, atualizada e mantida pela comunidade, já que muitas coleções antigas deixaram de ser relevantes.
Recursos específicos de cada país
Clique em um cartão para abrir a página de recursos OSINT dedicada ao país.
Ponto de atenção: o Brasil não consta entre as páginas por país desta versão. Para fontes brasileiras, use as coleções globais abaixo como apoio e acompanhe o OSINT Brasil, que trata o tema em conteúdo próprio.
Recursos globais e multipaíses
Coleções que abrangem vários países ou oferecem ferramentas OSINT globais.
Essas categorias cobrem boa parte do trabalho de due diligence, busca de pessoas e bens e verificação de fatos: quem é o dono de uma empresa, que imóveis e veículos existem em nome de alguém, quais contratos públicos uma organização venceu e quem registrou um domínio.
Ponto de atenção: coletar dado público não autoriza qualquer uso. No Brasil, o tratamento de dados pessoais deve respeitar a LGPD, o Marco Civil da Internet e o CPP, e cada país tem regras próprias. Documente a fonte, a data e o método de cada coleta para preservar a cadeia de custódia.
Quer contribuir?
Você pode criar a lista de recursos de um novo país com o Modelo de país ou sugerir acréscimos às listas existentes por meio de pull requests no GitHub. A coleção é baseada no projeto comunitário OSINT para países V2.0.
Perguntas frequentes
O que são recursos OSINT por país?
São listas curadas de sites, bases e ferramentas de fontes abertas de cada país, como registros de empresas, cadastros públicos, mapas, licitações e WHOIS, usadas em investigação digital e verificação de fatos.
Quem criou a coleção Recursos OSINT por País V2.0?
Henk van Ess criou a página, a partir do projeto comunitário OSINT for Countries V2.0 no GitHub, inspirado no repositório OSINT para Países de @wddadk.
Essas fontes servem para busca de pessoas e bens e due diligence?
Sim, desde que o uso respeite a lei local. As páginas por país costumam reunir registros de empresas, contratos públicos, imóveis, veículos e informações sobre pessoas.
O Brasil está na lista de países desta versão?
Não. Nesta versão o Brasil não aparece entre as páginas por país. As coleções globais ajudam a cobrir a lacuna, e o OSINT Brasil trata das fontes brasileiras em conteúdo próprio.
Usar OSINT é legal?
Coletar dados públicos é prática legítima, mas o tratamento de dados pessoais deve respeitar a LGPD, o Marco Civil da Internet e a legislação processual. Cada país tem as suas regras.
Precisa de uma investigação profissional?
Diagnóstico de Due Diligence e Busca de Bens
Para CEOs, diretoria, jurídico e compliance: reduza risco e decida com base em informação verificada, coletada dentro da lei e documentada para uso formal.
LittleBrother no Kali Linux: guia OSINT | OSINT Brasil
root@kali:~# cat /blog/osint/littlebrother.md
> artigo.md
> biblioteca_cinzenta/
LittleBrother no Kali Linux: audite sua própria pegada digital
OSINT (Inteligência de Fontes Abertas) é a coleta de informações publicamente disponíveis. O LittleBrother é uma ferramenta open source em Python criada para que cada pessoa descubra quais dados suas pesquisas deixam expostos.
⚠ PONTO DE ATENÇÃO: use a
LittleBrother no Kali Linux: guia OSINT | OSINT Brasil
root@kali:~# cat /blog/osint/littlebrother.md
LittleBrother no Kali Linux: audite sua própria pegada digital
OSINT (Inteligência de Fontes Abertas) é a coleta de informações publicamente disponíveis. O LittleBrother é uma ferramenta open source em Python criada para que cada pessoa descubra quais dados suas pesquisas deixam expostos.
⚠ PONTO DE ATENÇÃO: use a ferramenta somente sobre você mesmo ou com autorização explícita. A LGPD (Lei 13.709/2018) protege dados pessoais, e coletar informações de terceiros sem base legal pode gerar responsabilização civil e criminal.
⚠ OBSERVAÇÃO: ferramenta usada em ambiente acadêmico, para fins de aprendizado em investigação digital.
$ git clone https://github.com/lulz3xploit/LittleBrotherCloning into 'LittleBrother'... done.$ cd LittleBrother && python3 -m venv venv && source venv/bin/activate$ python3 -m pip install -r requirements.txtSuccessfully installed ...$ python3 LittleBrother.py[ LittleBrother ] digite h para ajuda> hmodulos: pessoa | IP | mail IP | BSSID | other tool[!] use somente sobre voce mesmo (LGPD)> auditando a propria pegada digital...
Animação ilustrativa em CSS (passe o mouse para pausar). O vídeo completo está logo acima.
O que é o LittleBrother?
Coleta de informações sem API key e sem login. Segundo o README, foi desenvolvida para pesquisar sobre si mesmo e ver as informações sensíveis deixadas nas redes. Módulos citados em guias:
Busca de pessoa (nome, sobrenome, cidade);
Localização de IP e de endereço;
Mail IP locator e BSSID locator;
"Profiler" (versões recentes) e "Other tool" (força bruta de hash).
⚠ LIMITAÇÕES:
Pensado para França, Suíça, Luxemburgo e Bélgica; para brasileiros a busca por pessoa rende pouco;
Repositório original arquivado em fevereiro de 2021, sem manutenção; módulos podem ter parado de funcionar;
Não há fonte confiável sobre uma versão "2.1" específica: confira o README.
Instalação passo a passo
O venv evita o erro externally-managed-environment do Kali recente. A tela abaixo é uma animação ilustrativa; os comandos são os reais, e as saídas no seu terminal podem variar.
kali@kali: ~
$ sudo apt update && sudo apt install -y git python3 python3-pip python3-venvLendo listas de pacotes... Pronto$ git clone https://github.com/lulz3xploit/LittleBrotherCloning into 'LittleBrother'...$ cd LittleBrother$ python3 -m venv venv && source venv/bin/activate$ python3 -m pip install -r requirements.txtSuccessfully installed ...$ python3 LittleBrother.py[ menu do LittleBrother ] digite h para ajuda
⚠ ATENÇÃO: em forks o arquivo pode se chamar littlebrother.py (minúsculas). Se falhar, confira o nome, o venv ativo e se o módulo ainda funciona.
Como usar
Execute python3 LittleBrother.py;
Digite h para listar módulos e comandos;
Escolha o módulo e informe dados seus;
Leia os resultados no terminal.
Módulo
Uso na auditoria pessoal
Busca de pessoa
Ver o que aparece com seu nome
IP / Mail IP
Quanto um IP ou e-mail revela da localização
BSSID
Seu roteador Wi‑Fi em bases públicas
Hash
Fragilidade de senhas suas em hash
Reduzindo sua exposição
Revise a privacidade das redes e remova telefone e e-mail públicos;
Peça remoção de dados a buscadores e agregadores;
Use e-mails e números distintos para cadastros públicos;
Ative 2FA e use senhas únicas;
Exerça seus direitos de titular da LGPD em caso de vazamento.
Conclusão
Útil como exercício didático de OSINT e privacidade. Por estar arquivado, use como complemento a ferramentas atuais. Pesquise sobre você, proteja-se e respeite a privacidade alheia.
Fontes: README lulz3xploit/LittleBrother (GitHub) e GeeksforGeeks.
Biblioteca Cinzenta
Acervo OSINT com e-books e materiais sobre investigação digital, perícia e fontes abertas. Os links levam à página de cada produto.
Rogério Souza é um Expert na plataforma Criminal Player, especializado em investigação digital, OSINT (Inteligência de Fontes Abertas) e investigação defensiva para advogados criminalistas. Seus principais conteúdos e atuações incluem:Aulas sobre Investigação Digital: Aborda a recuperação de dados, análise de metadados (usando ferramentas como GeoSetter e ExifTool) e esteganografia para extração de informações forenses em imagens e documentos. OSINT no Processo Penal: Discute o uso de fontes ab
Rogério Souza é um Expert na plataforma Criminal Player, especializado em investigação digital, OSINT (Inteligência de Fontes Abertas) e investigação defensiva para advogados criminalistas.
Seus principais conteúdos e atuações incluem:
Aulas sobre Investigação Digital: Aborda a recuperação de dados, análise de metadados (usando ferramentas como GeoSetter e ExifTool) e esteganografia para extração de informações forenses em imagens e documentos.
OSINT no Processo Penal: Discute o uso de fontes abertas para localização de indivíduos e análise de dados, em colaboração com o advogado Alexandre Morais da Rosa, focando nas vulnerabilidades da internet e implicações legais.
Participação em Podcast: Foi entrevistado no Criminal Player Podcast #319, junto com Eduardo Moura e Alexandre Morais da Rosa, discutindo a importância da prova digital na defesa criminal e técnicas de contranarração.
Perfil Profissional: Descrito como autodidata com experiência em monitoramento de redes sociais, análise de vínculos na internet e varredura em ambientes computacionais, atuando como suporte na produção de provas para a advocacia criminal.
Manual de Segurança Digital: WhatsApp, E-mail, Golpes, Pix e Compras Online | RDS @RDSWEB
FALE CONOSCO
x
Recuperação de contas e suporte
Atendemos recuperação de contas do Facebook e Instagram e damos suporte a pessoas e empresas. Ajudamos muitas pessoas a se manterem seguras e a recuperar seus bens e valores.
Recuperação de contas Facebook e Instagram
Suporte a pessoas e empresas
Time de especialistas em direito digital e segurança da informação
Atendimento 100
Manual de Segurança Digital: WhatsApp, E-mail, Golpes, Pix e Compras Online | RDS @RDSWEBWhatsApp
Manual de Segurança Digital
Guia prático para proteger e-mail, WhatsApp, compras online, boletos e pagamentos por Pix contra golpes. Por RDS @RDSWEB.
Segurança digital: o que este manual cobre
Golpes digitais exploram pressa, medo e confiança. Este manual explica, em linguagem direta, como reduzir seu risco em WhatsApp, e-mail, ligações, links, marketplaces, lojas virtuais, boletos, QR Codes e redes Wi-Fi gratuitas, e o que fazer se o golpe acontecer.
1. E-mail: a porta de entrada das suas contas
Seu e-mail recupera todas as outras senhas. Use senha longa e exclusiva, com gerenciador de senhas.
Ative a verificação em duas etapas por aplicativo autenticador (ver seção 7).
Confira o endereço real do remetente, não apenas o nome exibido. Domínios parecidos (troca de letras) são comuns.
Bancos e órgãos públicos não pedem senha, código ou "atualização de cadastro" por e-mail.
Desconfie de anexos inesperados (.zip, .html, .exe, PDF com link) e de urgência: "conta bloqueada", "última chance".
2. WhatsApp: configurações essenciais
Ative a Verificação em duas etapas (Configurações > Conta) e cadastre um e-mail de recuperação.
Privacidade > Grupos: permita ser adicionado apenas por "Meus contatos".
Desative o download automático de mídia e limite a visibilidade de foto de perfil e recado.
Nunca informe o código de 6 dígitos recebido por SMS. Quem pede esse código quer clonar sua conta.
Pedido de dinheiro de "parente com número novo": ligue para o número antigo ou peça chamada de vídeo antes de qualquer Pix.
3. Verificação de contatos e ligações
Ponto de atenção: não atenda ligações de números que não estão na sua agenda. Golpistas usam voz clonada, falsa central de banco e falso "suporte". Se for importante, a pessoa deixa recado ou envia mensagem.
Se alguém disser que é do banco, desligue e ligue você mesmo para o número impresso no cartão ou no app.
Nenhuma instituição pede senha, token, código ou instalação de aplicativo por telefone.
Confirme contatos que mudaram de número por um segundo canal (ligação conhecida, familiar em comum).
Combine uma "palavra de segurança" com familiares para casos de pedido urgente de dinheiro.
4. Configuração contra links estranhos
Não clique em links de mensagens inesperadas, mesmo de conhecidos: a conta dele pode estar clonada.
Pressione e segure o link (celular) ou passe o mouse (computador) para ver o endereço real antes de abrir.
Digite o site oficial manualmente ou use o aplicativo oficial da empresa.
Mantenha sistema, navegador e aplicativos atualizados, com antivírus e Google Play Protect (Android) ativos.
Ative a navegação segura do navegador e bloqueie a instalação de apps de fontes desconhecidas.
Encurtadores de link (bit.ly e similares) escondem o destino: use um verificador de URL antes de abrir.
5. Marketplace: compras entre pessoas
Preço muito abaixo do mercado é o principal sinal de golpe.
Prefira retirada em mãos, em local público e movimentado, conferindo o produto antes de pagar.
Não pague sinal, "frete" ou "taxa de liberação" por Pix a desconhecidos.
Desconfie de comprador que envia comprovante falso ou pede para conversar fora da plataforma.
Use a proteção de pagamento da própria plataforma e mantenha toda a conversa registrada.
Pesquise o perfil: data de criação, avaliações reais e histórico de vendas.
6. Compras online: pesquise antes de pagar
Consulte sempre o Reclame Aqui (reclameaqui.com.br) e o Consumidor.gov.br: nota, taxa de resolução e reclamações recentes.
Confira o CNPJ do site, endereço, telefone e o tempo de existência do domínio (Registro.br / WHOIS). Domínio recém-criado com ofertas gigantes é alerta.
Verifique o cadeado HTTPS, mas lembre: sites falsos também têm. O cadeado não prova que a loja é confiável.
Prefira cartão virtual ou de crédito, que permite contestação, em vez de Pix a desconhecidos.
Desconfie de anúncios de redes sociais com "queima de estoque" e sem CNPJ visível.
7. Autenticação em dois fatores (2FA)
Use Authy, Google Authenticator ou outro aplicativo autenticador compatível com o seu aparelho. Prefira o aplicativo ao SMS, pois o chip pode ser clonado (SIM swap).
Ative 2FA em e-mail, redes sociais, WhatsApp, bancos, marketplaces e lojas.
Guarde os códigos de recuperação em local seguro e offline.
Configure backup do autenticador e proteja o celular com biometria e senha forte.
Nunca compartilhe o código de 6 dígitos com ninguém, nem com "atendentes".
8. Boletos e correspondências
Ponto de atenção: desconfie sempre de boletos. Confira beneficiário, CNPJ e valor antes de pagar, e nunca pague boleto recebido por WhatsApp, e-mail ou SMS sem checagem.
Use o recurso DDA / pagamento por código de barras no app do seu banco e verifique o nome do beneficiário que aparece antes de confirmar.
Os três primeiros dígitos do código indicam o banco emissor. Compare com o banco esperado.
Verifique todas as contas que chegam pelos Correios: confira dados impressos, valores e se o boleto não foi adulterado ou colado sobre o original.
Em caso de dúvida, consulte a empresa por canal oficial e guarde o boleto original.
9. QR Codes, códigos de barras e Wi-Fi grátis
Desconfie de QR Codes e códigos de barras em restaurantes, locais turísticos, estacionamentos e vitrines: adesivos falsos podem cobrir o original.
Veja o endereço antes de abrir. Se pedir login, senha ou pagamento inesperado, feche.
Prefira o cardápio ou pagamento pelo atendente ou pelo app oficial.
Senhas de Wi-Fi grátis e redes abertas podem ser falsas ("gêmeas") e interceptar dados. Confirme o nome exato da rede com o estabelecimento.
Evite acessar bancos, e-mail e compras em Wi-Fi público. Use dados móveis ou VPN confiável.
Desative a conexão automática a redes abertas no celular.
10. Caiu em um golpe? Aja rápido
Acione o MED (Mecanismo Especial de Devolução do Pix) pelo aplicativo do seu banco o quanto antes, dentro do prazo de 80 dias, e ligue para o banco.
Registre o Boletim de Ocorrência (delegacia ou delegacia eletrônica), com prints, comprovantes, números, links e perfis usados.
Preserve as provas: não apague conversas, e-mails, áudios ou comprovantes.
Troque senhas, ative 2FA e encerre sessões ativas nas contas afetadas.
Contrate profissionais: advogado para medidas cíveis e criminais e um analista de segurança/OSINT para rastrear e documentar as evidências digitais.
Ponto de atenção: cuidado com falsos "recuperadores de valores". Após um golpe, vítimas são alvo de novas fraudes com promessa de devolução mediante pagamento adiantado.
Como se proteger: resumo
Verifique por um segundo canal antes de pagar.
2FA por aplicativo em todas as contas.
Não atenda desconhecidos nem clique em links.
Pesquise a loja no Reclame Aqui e no CNPJ.
Confira boletos e QR Codes antes de pagar.
Golpe? MED, BO e apoio jurídico e técnico.
Perguntas frequentes
O que é o MED do Pix?
É o Mecanismo Especial de Devolução do Banco Central, usado para tentar recuperar valores de Pix em casos de golpe ou fraude, solicitado pelo app do banco em até 80 dias.
Devo atender ligações de números que não estão na agenda?
O mais seguro é não atender e retornar somente por canal oficial confirmado.
Qual o melhor autenticador para proteger minhas contas?
Authy, Google Authenticator ou outro app compatível com seu aparelho, sempre preferindo o app ao SMS.
É seguro usar QR Code de restaurantes e pontos turísticos?
Só com cautela: verifique se o adesivo não foi colado sobre o original e confira o endereço antes de abrir ou pagar.
Referências: o que usar para se defender
Escolha uma aba. Links oficiais para você conferir e instalar somente a partir dos sites e lojas oficiais.
Ponto de atenção: baixe antivírus somente do site oficial ou da loja do sistema. Antivírus falso é golpe comum. No Android, mantenha o Google Play Protect ativo.
Em Segurança > Verificação em duas etapas, ative e adicione Chaves de acesso e chaves de segurança.
Cadastre uma chave de acesso (passkey) no celular e, se possível, duas chaves físicas (FIDO2), guardando uma como reserva.
Para o nível máximo, inscreva-se no Programa de Proteção Avançada do Google, que exige chaves de segurança e restringe apps de terceiros e downloads arriscados.
Remova números e e-mails de recuperação antigos ou desconhecidos e encerre sessões que você não reconhece.
Ponto de atenção: se perder todas as chaves, a recuperação da conta pode ser lenta e trabalhosa. Mantenha uma chave reserva e os códigos de backup em local seguro.
Proteger sua conta gov.br
Acesse somente por gov.br ou pelo aplicativo oficial. Desconfie de links recebidos por mensagem.
Ative a verificação em duas etapas na área de segurança da conta, pelo app ou site.
Eleve o nível da conta (prata ou ouro) com validação biométrica ou pelo banco, o que dificulta fraudes em seu nome.
Use senha exclusiva e longa, diferente da do e-mail e dos bancos.
Revise periodicamente os acessos e serviços vinculados e desconecte o que não reconhece.
Órgãos como INSS e Receita não cobram taxa por WhatsApp para "liberar valores" nem pedem senha ou código.
Ponto de atenção: os nomes dos menus e opções do gov.br podem mudar. Confira sempre dentro do app ou site oficial.
Não atenda "suporte" sem verificar a procedência
Desligue e ligue você mesmo para o número do verso do cartão ou do app oficial. Não use o número informado pelo interlocutor.
Se possível, ligue de outro telefone. Golpistas podem manter a linha aberta e simular o novo discado.
Banco não pede senha, token, código de SMS, "Pix teste", transferência para "conta segura" nem instalação de app de acesso remoto (AnyDesk, TeamViewer e similares).
Microsoft, Google, operadoras e lojas não ligam avisando de "vírus" ou "conta invadida".
Urgência, ameaça ("sua conta será bloqueada agora") e pedido de sigilo são sinais de golpe.
Se cedeu algum dado, bloqueie cartões, troque senhas, acione o banco e o MED e registre o B.O.
Ponto de atenção: quem liga sabendo seu nome, CPF e últimas compras pode estar usando dados vazados. Isso não prova que é o banco.
Diagnóstico de Due Diligence e Busca de Bens
Advogados e escritórios: análise de dados de fontes abertas em pacotes fixos e publicados, sem negociação caso a caso. Atendimento 100% virtual por WhatsApp (47 98861-8255) e LinkedIn.
OSINT: o guia completo para investigar com fontes abertas
FONTES_ABERTAS.blog
SEGURANÇA // INVESTIGAÇÃO DIGITAL
investigação digital
OSINT na prática: como investigar qualquer coisa usando apenas fontes abertas
Por Redação · 8 min de leitura · Atualizado em setembro de 2026
Todo mundo deixa rastro. A diferença entre achar e não achar é o método — e é exatamente isso que separa uma busca no Google de uma investigação de verdade.
OSINT (Open Source In
OSINT: o guia completo para investigar com fontes abertas
FONTES_ABERTAS.blog
investigação digital
OSINT na prática: como investigar qualquer coisa usando apenas fontes abertas
Por Redação · 8 min de leitura · Atualizado em setembro de 2026
Todo mundo deixa rastro. A diferença entre achar e não achar é o método — e é exatamente isso que separa uma busca no Google de uma investigação de verdade.
OSINT (Open Source Intelligence, ou Inteligência de Fontes Abertas) é o conjunto de técnicas usadas para coletar, organizar e cruzar informações públicas — redes sociais, registros, imagens, metadados — até formar um quadro completo sobre uma pessoa, empresa ou situação. Não envolve invasão nem hacking: tudo o que é usado já está disponível publicamente. O que muda é a forma como essa informação é encontrada e conectada.
Por que a maioria das buscas não dá em nada
Quando alguém "não acha nada" sobre uma pessoa, geralmente o problema não é falta de rastro — é falta de técnica. A pessoa pesquisada trocou de nome de usuário, protegeu o perfil, ou simplesmente está usando uma plataforma que uma busca comum no Google nunca alcança.
Uma pesquisa de duas palavras no Google é o começo de uma investigação, não o fim dela.
É aí que entram técnicas específicas: busca reversa de imagem, análise de metadados, cruzamento de nomes de usuário entre plataformas, geolocalização a partir de fotos e mapeamento de redes de contato.
As camadas da internet que o Google não mostra
Surface web — o que aparece nos buscadores tradicionais.
Deep web — conteúdo não indexado: fóruns fechados, bancos de dados, grupos privados.
Dark web — redes que exigem acesso específico, onde parte da informação vazada circula.
Boa parte de uma investigação séria acontece fora da primeira página de resultados. Saber onde procurar — e como procurar com segurança — é o que faz a diferença entre uma suspeita e uma prova.
Encontrar informação é só metade do trabalho. A outra metade é organizar tudo de forma estruturada, com fontes e evidências rastreáveis — o que separa uma anotação solta de um relatório que sustenta uma decisão jurídica, corporativa ou pessoal.
Cruzar identificadores entre plataformas e bases públicas
Validar achados com pelo menos duas fontes independentes
Documentar tudo em um formato apresentável
Sua própria exposição também é um dossiê
O outro lado do OSINT é entender como você mesmo aparece nessas buscas. Antes de alguém usar sua exposição digital contra você, vale a pena descobrir o que já está exposto — e corrigir isso.
Como começar sem se perder
O maior risco de aprender OSINT sozinho é acumular ferramentas soltas sem um método por trás. Ferramenta sem processo vira tempo perdido; processo com as ferramentas certas vira resultado em horas, não em dias.
OSINT não é sobre ferramentas mágicas — é sobre método. Quem entende como as informações públicas se conectam consegue transformar uma busca frustrante em uma investigação conclusiva, seja para proteger a própria exposição digital, seja para atuar profissionalmente na área.
Telepathy OSINT: Ferramenta para Investigar Conversas do Telegram (Guia + Alerta de Manutenção) | OSINT Brasil
Telepathy: a "faca suíça" OSINT para Telegram — e o alerta que ninguém está te dando
Análise técnica do toolkit Telepathy para arquivamento e análise de chats do Telegram, com um mapeamento honesto do estado atual de manutenção do projeto antes de você colocá-lo em produção numa investigação real.
Quem trabalha com OSINT e SOCMINT aplic
Telepathy OSINT: Ferramenta para Investigar Conversas do Telegram (Guia + Alerta de Manutenção) | OSINT Brasil
Telepathy: a "faca suíça" OSINT para Telegram — e o alerta que ninguém está te dando
Análise técnica do toolkit Telepathy para arquivamento e análise de chats do Telegram, com um mapeamento honesto do estado atual de manutenção do projeto antes de você colocá-lo em produção numa investigação real.
Quem trabalha com OSINT e SOCMINT aplicados a investigação defensiva conhece a importância de ferramentas de arquivamento estruturado de conversas em plataformas de mensageria. O Telepathy, criado por Jordan Wildon e hoje sob a organização Prose Intelligence, é uma das referências mais citadas para essa tarefa dentro do ecossistema Telegram. Este artigo resume o que a ferramenta faz, como usá-la, e — o ponto que a maioria dos tutoriais por aí ignora — em que estado real de manutenção o projeto se encontra hoje.
telepathy — modelo de uso da CLI
$ pip3 install telepathy
$ telepathy -t durov -c -f -m
[+] Varredura abrangente iniciada
[+] Histórico de mensagens arquivado
[+] Edgelist de encaminhamentos gerada (Gephi-ready)
[+] Mídia baixada em ./telepathy_files/durov/media
$ cd ./telepathy_files/durov/media && exiftool * > metadata.txt
O que o Telepathy faz
O toolkit permite, a partir da linha de comando, arquivar conversas do Telegram — incluindo respostas, mídia, comentários e reações — coletar listas de membros, pesquisar usuários por localização geográfica, mapear encaminhamentos entre chats e exportar tudo em formatos utilizáveis para análise posterior. Os principais recursos são:
Flag
Função
-t / --target
Define o chat-alvo (título, descrição, membros, tipo, ID, hash de acesso)
-c / --comprehensive
Varredura completa: histórico de mensagens, reações, encaminhamentos, respostas
-f / --forward
Gera edgelist de conexões via encaminhamentos, compatível com Gephi
-m / --media
Arquiva todo o conteúdo de mídia do chat (uso combinado com -c)
-u / --user
Busca um usuário específico por ID ou @apelido
-l / --location
Localiza usuários e canais próximos a coordenadas informadas
-e / --export
Exporta todos os chats da conta em CSV
-r / --reply
Arquiva respostas e lista quem respondeu a cada mensagem
-tr / --translate
Tradução automática das mensagens coletadas
Como o Telegram organiza os chats (contexto necessário)
Para interpretar os resultados do Telepathy é preciso entender a estrutura do Telegram: Canais têm inscritos ilimitados e servem para transmissão de um administrador a um público; Megagrupos/Supergrupos comportam até 200.000 membros participantes; Gigagrupos ficam numa posição intermediária entre os dois modelos.
Instalação: dois caminhos, dois resultados diferentes
Antes de rodar qualquer comando em uma investigação real, vale entender que os dois caminhos de instalação documentados pelo próprio projeto não são equivalentes.
$ # Caminho 1 — via PyPI (recomendado pelo projeto)
pip3 install telepathy
$ # Caminho 2 — via código-fonte
git clone https://github.com/jordanwildon/Telepathy.git
cd Telepathy
pip install -r requirements.txt
Ponto de atenção — instalação via código-fonte quebrada. No branch padrão (main, commit f1a5b95), o arquivo src/telepathy/telepathy.py contém um erro de sintaxe (uma classe sem corpo indentado) que impede a importação do módulo principal. Ou seja: clonar o repositório e instalar via requirements.txt hoje resulta em um comando telepathy inutilizável. Além disso, as dependências divergem entre os dois caminhos — setup.py exige Telethon==1.25.2, enquanto requirements.txt pede telethon==1.36.0 — e há divergência até na própria versão declarada (2.3.4 no README, 2.3.2 em const.py).
Ponto de atenção — estado de manutenção do projeto. A última alteração funcional no toolkit foi em julho de 2024. Desde então, os únicos commits são manutenção de infraestrutura (stubs de workflow, atualização de dependência via Dependabot). Há 41 issues abertas, incluindo relatos de erro de instalação e execução de 2023 a 2025, sem resposta do mantenedor. Os endereços de contato citados no README, no setup.py e no banner de inicialização da CLI pertencem a um mantenedor anterior — mensagens enviadas a eles não chegam ao atual responsável pelo projeto (Al Baker, prose.ltd).
Na prática: a versão instalada via pip3 install telepathy corresponde ao pacote publicado em julho de 2024 e é anterior a todos os relatos de bug ainda em aberto — o que não significa isenção de falhas, apenas que ela não recebeu nenhuma das correções pendentes. Recomenda-se sempre testar em ambiente isolado (venv ou container) antes de qualquer uso em investigação real, e documentar a versão exata utilizada no seu relatório de cadeia de custódia.
Dicas extras de investigação
Duas técnicas complementares potencializam o uso do Telepathy em uma investigação defensiva:
Exiftool sobre a mídia arquivada — o Telegram atualmente não remove metadados de arquivos PDF, DOCX, XLSX, MP4 e MOV, que podem conter data/hora de criação, fuso horário e, em alguns casos, autoria.
Cruzamento de nomes de usuário com o Maigret — as listas de membros inferidas pelo Telepathy oferecem um ponto de partida para verificar reuso de nome de usuário em outras plataformas, sempre validando cada achado para evitar falsos positivos.
Boas práticas antes de usar o Telepathy numa investigação real
Rodar a instalação em ambiente isolado e documentar a versão exata utilizada
Restringir a coleta a chats públicos ou com link de acesso legítimo, nunca a conteúdo obtido por engenharia social
Registrar data, hora e método de coleta para preservar a cadeia de custódia da evidência digital
Verificar cada achado (usuário, metadado, encaminhamento) antes de incluí-lo em um relatório
Enquadrar toda a coleta dentro da LGPD, do Marco Civil da Internet e do CPP, com propósito investigativo legítimo e documentado
Aspectos éticos e legais
Ferramentas de arquivamento de chats em massa lidam com dados de terceiros, muitas vezes sensíveis. No contexto da investigação defensiva conduzida pela RDS Intelligence Group, o uso de toolkits como o Telepathy segue sempre o mesmo princípio: produção de conhecimento, inteligência e evidência digital de forma ética, restrita a fontes abertas e em estrita conformidade com a legislação brasileira — LGPD, Marco Civil da Internet e Código de Processo Penal.
Indicação da comunidade
Ferramentas gratuitas de inteligência para o Reddit
Assim como o Telepathy cobre o Telegram, a THINKPOL disponibiliza seis ferramentas OSINT gratuitas para o Reddit, sem cadastro, rodando sobre um arquivo com mais de 30 bilhões de posts e comentários — incluindo conteúdo já deletado.
O que é o Telepathy no contexto de OSINT para Telegram?
Um toolkit em Python para coletar e analisar chats públicos do Telegram: arquivamento de mensagens, listas de membros, mapeamento de encaminhamentos e busca de usuários por localização.
O Telepathy ainda está ativo e recebendo atualizações?
Não de forma ativa. A última alteração funcional foi em julho de 2024; desde então há apenas manutenção de infraestrutura, com 41 issues abertas sem resposta e a instalação via código-fonte quebrada no branch padrão.
É seguro instalar o Telepathy via pip hoje?
A instalação via pip traz a versão de julho de 2024, anterior aos relatos de erro mais recentes. Teste sempre em ambiente isolado antes de qualquer uso investigativo.
O uso do Telepathy é legal no Brasil?
Sim, quando restrito a dados públicos, com propósito legítimo e documentado, em conformidade com LGPD, Marco Civil da Internet e CPP.
Precisa de uma investigação profissional em Telegram ou outras redes?
Ferramentas como o Telepathy são um ponto de partida técnico — não substituem metodologia, validação e enquadramento legal de uma investigação conduzida por um especialista.
OSINT Militar: Inteligência de Fontes Abertas Aplicada a Conflitos | RDS @RDSWEB
RDS @RDSWEB // Análise de Dados de Fontes Abertas
OSINT MILITAR
O agente moderno de OSINT militar é o detetive digital dos campos de batalha contemporâneos. Ele transforma dados públicos dispersos em vantagem estratégica verificável, em tempo real.
Quero o ebook OSINT Militar
Acesso imediato via Hotmart · material digital · leitura em qualquer
OSINT Militar: Inteligência de Fontes Abertas Aplicada a Conflitos | RDS @RDSWEB
RDS @RDSWEB // Análise de Dados de Fontes Abertas
OSINT MILITAR
O agente moderno de OSINT militar é o detetive digital dos campos de batalha contemporâneos. Ele transforma dados públicos dispersos em vantagem estratégica verificável, em tempo real.
Acesso imediato via Hotmart · material digital · leitura em qualquer dispositivo
O que é OSINT militar, em linguagem direta
OSINT é a sigla para inteligência de fontes abertas: o processo disciplinado de coletar, verificar e correlacionar informação publicamente disponível até que ela se torne uma avaliação confiável o bastante para sustentar uma decisão. Não é "pesquisar no Google". É método, corroboração e registro.
Quando esse método é aplicado a cenários de conflito e defesa, ele recebe o nome de OSINT militar. O analista trabalha com vídeos publicados por civis e combatentes, imagens de satélite comerciais, registros públicos de navegação marítima e aérea, documentos oficiais, editais de compras e o rastro digital de unidades e fornecedores. A matéria-prima é aberta; o valor está no rigor com que ela é tratada.
Esse mesmo rigor é o que sustenta a inteligência cibernética e as boas práticas de cyber security no ambiente corporativo. Mudam os alvos, permanece a disciplina: verificar antes de afirmar, registrar a origem de cada peça, separar o que é fato do que é inferência e declarar o nível de confiança de cada conclusão.
O Front Digital
Caça rastros
Minera vídeos e publicações que saem direto da linha de frente — TikTok, Telegram e canais regionais — e os trata como evidência bruta a ser verificada, nunca como verdade pronta.
Fura bloqueios
Usa imagens de radar de abertura sintética (SAR) para enxergar através de nuvens, fumaça e escuridão, onde o satélite óptico simplesmente não entrega nada utilizável.
Crava coordenadas
Cruza o relevo, a linha do horizonte e elementos fixos do vídeo com modelos 3D e cartografia pública até fixar o ponto exato de captação da imagem.
Decifra o tempo
Calcula o comprimento e o ângulo das sombras para estimar a hora da gravação — a chamada chronolocation — e confrontar a cronologia oficial com a realidade registrada.
Auditoria da Guerra
Contabiliza perdas
Cataloga equipamentos e blindados destruídos a partir de evidência visual individualizada, produzindo uma auditoria de perdas independente dos comunicados das partes.
Rastreia fantasmas
Identifica embarcações que desligam o transponder AIS cruzando assinaturas de radar, padrões de rota e registros públicos de propriedade e bandeira.
Destrói fakes
Desmascara propaganda estatal, reciclagem de imagens antigas e mídia sintética gerada por inteligência artificial, com análise de proveniência e consistência.
Garante o anonimato
Opera em ambientes isolados, com identidades de pesquisa segregadas e higiene operacional rígida, para que o analista não vire o próximo alvo da coleta alheia.
Ponto de atenção. Nada aqui trata de obter acesso indevido a sistemas, interceptar comunicações ou burlar controles. Todo o conteúdo se apoia exclusivamente em dados públicos e em finalidade defensiva, analítica e educacional, em conformidade com a LGPD, o Marco Civil da Internet e o CPP. A fronteira entre inteligência lícita e ilícita é a origem do dado — e ela não se negocia.
O que você leva no ebook
Método de verificação em camadas — como transformar um vídeo anônimo em evidência corroborada, com escala de confiança declarada.
Geolocalização prática — leitura de terreno, elementos fixos, sombra, vegetação e infraestrutura para fixar coordenadas.
Leitura de imagens de satélite e SAR — o que cada sensor entrega, o que ele esconde e quando confiar no resultado.
Rastreamento marítimo e aéreo — sinais públicos, lacunas de transponder e correlação com registros abertos.
Detecção de desinformação e mídia sintética — checagem de proveniência, reciclagem de conteúdo e artefatos de geração por IA.
OPSEC do analista — ambiente isolado, segregação de identidades de pesquisa e redução da própria superfície de exposição.
Documentação e cadeia de custódia — como registrar a coleta de modo que a conclusão sobreviva a contestação.
Por que isso importa fora do campo de batalha
A mesma metodologia que audita um conflito protege uma organização. Empresas são alvo dos mesmos vetores: narrativa fabricada, identidade falsa, mídia sintética e exposição involuntária de informação.
CEO e Conselho
Risco reputacional, continuidade do negócio e governança sustentada em evidência, não em impressão.
CFO
Exposição financeira e custo real de incidente, dimensionados antes do prejuízo aparecer no balanço.
Jurídico e Compliance
Responsabilidade legal, conformidade com a LGPD e coleta lícita, defensável perante autoridade e regulador.
Auditoria e RH
Rastreabilidade da evidência e leitura de risco interno, incluindo ameaça vinda de dentro da própria estrutura.
Verificação em canal secundário, treinamento contra engenharia social, detecção baseada em comportamento, Zero Trust com MFA, monitoramento de inteligência de ameaças e plano de resposta a incidentes: é esse o conjunto que separa quem reage de quem antecipa.
Metodologia completa, aplicável a partir do primeiro capítulo.
É a aplicação da inteligência de fontes abertas a cenários de conflito e defesa: coletar, verificar e correlacionar dados públicos — vídeos, imagens de satélite comerciais, registros de navegação, publicações em redes sociais e documentos oficiais — para produzir avaliações verificáveis sobre movimentações, capacidades e narrativas, sem qualquer fonte classificada ou acesso não autorizado.
Qual a diferença entre OSINT, fontes abertas e inteligência cibernética?
Fontes abertas são os dados publicamente disponíveis. OSINT é o processo que os converte em inteligência, com verificação, corroboração e avaliação de confiança. Inteligência cibernética é a especialização desse processo para ameaças digitais, atores e infraestrutura, sustentando decisões de cyber security.
OSINT militar é legal no Brasil?
Sim, quando restrita a dados efetivamente públicos e conduzida em conformidade com a LGPD, o Marco Civil da Internet e o CPP. O que torna a atividade lícita é a origem aberta do dado, a finalidade legítima e a ausência de invasão, interceptação ou burla de controle de acesso.
Para quem serve o ebook OSINT Militar?
Analistas de inteligência e de cyber security, profissionais de defesa, pesquisadores, jornalistas investigativos, advogados que atuam com investigação defensiva e estudantes de OSINT que queiram uma metodologia estruturada de verificação — aplicável também ao ambiente corporativo.
Preciso de ferramentas pagas para aplicar OSINT militar?
Não. O peso do trabalho está no método: corroboração de múltiplas fontes, leitura de terreno, análise de sombras, comparação de imagens e disciplina de registro. Ferramenta paga acelera, mas não substitui raciocínio analítico nem cadeia de custódia.
Outros materiais do autor
Se o tema for investigação digital aplicada ao dia a dia corporativo e jurídico, estes complementam a leitura:
Rogério Souza — RDS @RDSWEB — analista de segurança da informação e especialista em OSINT, com mais de 20 anos de atuação em inteligência de ameaças cibernéticas, investigação defensiva, SOCMINT e forense digital. Levo clareza a cenários complexos: transformo dados públicos e digitais em inteligência acionável para apoiar conselheiros e CEOs na tomada de decisão. Atendimento 100% virtual, via WhatsApp e LinkedIn.
Cellebrite, UFED e perícia forense em celulares: o que realmente pode ser extraído? | OSINT Brasil
Guia Max Intel · Cyber Threat Intelligence
O conjunto de ferramentas forenses israelense usado pela polícia em todo o mundo — o que suas próprias matrizes de suporte vazadas dizem que ele pode e não pode fazer, por que a comparação entre BFU e AFU decide quase tudo e a única contramedida que supera todas as outras.
Por RDS @RDSWEB · Última atu
Cellebrite, UFED e perícia forense em celulares: o que realmente pode ser extraído? | OSINT Brasil
Guia Max Intel · Cyber Threat Intelligence
O conjunto de ferramentas forenses israelense usado pela polícia em todo o mundo — o que suas próprias matrizes de suporte vazadas dizem que ele pode e não pode fazer, por que a comparação entre BFU e AFU decide quase tudo e a única contramedida que supera todas as outras.
A Cellebrite é o kit de ferramentas de extração de dados de celulares mais amplamente utilizado pelas forças policiais. Quase tudo o que é publicado sobre ela é marketing do fornecedor ou especulação. Este material utiliza uma fonte melhor: as próprias matrizes de suporte internas da Cellebrite, vazadas três vezes entre abril de 2024 e outubro de 2025, nas quais a empresa informa a seus clientes exatamente onde suas ferramentas falham.
Por que isso importa para investigação defensiva: entender o que um kit de ferramentas forenses pode extrair de um dispositivo apreendido é alfabetização forense — o mesmo conhecimento que um advogado de defesa precisa para contestar a confiabilidade de uma extração em juízo.
BFU vs AFU: a distinção que decide tudo
Quase toda discussão sobre perícia forense em celulares é, na prática, uma discussão sobre o estado do aparelho. Um dispositivo apreendido se enquadra em uma de três categorias, e a diferença entre elas é muito maior do que a maioria imagina:
🔒 BFU — Antes do Primeiro Desbloqueio
Não foi desbloqueado desde que foi ligado. As chaves de criptografia de disco completo não estão na memória. Os dados estão realmente criptografados. Este é o estado desejado.
🔓 AFU — Após o Primeiro Desbloqueio
O aparelho foi desbloqueado ao menos uma vez desde a inicialização e, em seguida, bloqueado novamente. As chaves residem na RAM. A maioria dos telefones apreendidos está nesse estado.
👁️ Desbloqueado
Um perito examina o aparelho diretamente. É o caso forense mais simples, e nenhuma contramedida de software ajuda.
Por isso "desligar o aparelho" não é um conselho popular, mas é o mais eficaz: um telefone desligado está em estado BFU. Sem chaves na memória, toda a classe de técnicas de recuperação em AFU simplesmente não se aplica. Isso também desativa o desbloqueio biométrico, o que nos EUA tem peso legal — tribunais têm se mostrado mais dispostos a exigir reconhecimento facial ou impressão digital do que uma senha, embora essa área do direito varie por jurisdição.
Os fornecedores reagem exatamente nessa frente: o lançamento da Cellebrite para a primavera de 2026 anuncia suporte ao iOS 26.3 e ao iPhone 17, além de uma "Solução de Temporizador de Inatividade do iOS" voltada a preservar o acesso AFU apesar da reinicialização por inatividade da Apple.
O que dizem as matrizes vazadas
A Cellebrite não divulga suas capacidades — três vazamentos fizeram isso por ela. Em abril de 2024 surgiram as matrizes de suporte para iOS e Android; uma matriz adicional apareceu em fevereiro de 2025. Em outubro de 2025, uma fonte usando o pseudônimo rogueFed participou de uma reunião privada no Microsoft Teams entre a Cellebrite e potenciais compradores do setor público, capturou a tela da Matriz de Suporte de Acesso ao Sistema Operacional Android e a publicou nos fóruns do GrapheneOS — episódio noticiado pela 404 Media.
Alvo
BFU
AFU
Desbloqueado
Pixel 6/7/8/9 — Android puro
Algum acesso
Acesso
Acesso
Pixel 6a+ — GrapheneOS
Sem acesso
Sem acesso
Perda do suporte FFS (matriz out/2025)
Builds GrapheneOS anteriores a final de 2022
Parcial
Parcial
Parcial
Força bruta de senha
Não suportado — não é possível obter controle total
Cópia de eSIM (Pixel)
Não suportado — lacuna real com a adoção de eSIM
O Pixel 10 não aparece na lista vazada — a ausência não é evidência de proteção, apenas de um documento com data.
A empresa continuou em movimento: em 13 de agosto de 2026 a Cellebrite nomeou Shiven Ramji como CEO, sucedendo Thomas Hogan, e em 26 de agosto de 2026 lançou o C-TEK, um kit portátil de extração tática voltado às forças armadas.
Por que o GrapheneOS se apresenta de forma tão diferente?
Mesmo hardware, sistema operacional diferente, linha drasticamente distinta na própria tabela da Cellebrite. Os motivos não são glamorosos, mas generalizam bem:
Velocidade de aplicação de patches — o GrapheneOS corrigiu a CVE-2024-53197, parte de uma cadeia de exploração ativa da Cellebrite, antes do projeto original.
Proteção reforçada de USB — a maioria das extrações ocorre via USB, e o GrapheneOS restringe esse comportamento de forma mais agressiva quando bloqueado.
Reinicialização automática — um temporizador configurável retorna o aparelho ao estado BFU após ociosidade.
Redução da superfície de ataque — alocador de memória reforçado, isolamento mais rígido, menos caminhos de código expostos.
Ressalva honesta: isto é um retrato do momento, não uma garantia. A capacidade dos fornecedores muda a cada ciclo de atualização, para mais e para menos. Qualquer afirmação de que um telefone é "totalmente seguro" contra perícia forense deve ser vista com ceticismo.
Contramedidas, classificadas honestamente
Desligar o aparelho força o estado BFU, removendo as chaves da memória e desativando o desbloqueio biométrico. Gratuito, instantâneo e mais eficaz que tudo o que segue nesta lista.
Senha longa, não PIN — como a força bruta não pode ser executada segundo as matrizes vazadas, o comprimento da senha é o que separa um disco criptografado de um descriptografado.
Temporizadores de reinicialização automática — o GrapheneOS já vem com um; o iOS tem a reinicialização por inatividade. O Safeguard Mode da Cellebrite e o GrayKey Preserve da Magnet existem justamente para driblar isso.
Firmware reforçado — GrapheneOS em Pixel recente é a configuração que a própria matriz da Cellebrite lista como inacessível; o Modo de Bloqueio do iOS reduz a superfície de ataque em dispositivos Apple.
Ferramentas experimentais — projetos como o "lockup" (Android, código aberto) tentam detectar e burlar técnicas do UFED, mas o próprio autor os classifica como prova de conceito; trate como leitura, não como base de modelo de ameaça.
🛡️ Como se proteger — leitura corporativa e jurídica
Verificação por canal secundário para solicitações sensíveis
Treinamento contra phishing e engenharia social
EDR/XDR com detecção baseada em comportamento
Zero Trust e MFA obrigatório
Monitoramento contínuo de threat intelligence
Plano de resposta a incidentes testado
Perguntas frequentes
O que é Cellebrite?
É o kit de ferramentas de extração de dados de celulares mais usado por forças policiais no mundo, produzido por uma empresa israelense.
O que são BFU e AFU, e por que são mais importantes do que qualquer outra coisa?
BFU é o estado antes do primeiro desbloqueio, com as chaves fora da memória; AFU é o estado após o primeiro desbloqueio, com as chaves residentes na RAM e boa parte do sistema de arquivos acessível mesmo com a tela bloqueada.
O que as matrizes de suporte vazadas da Cellebrite realmente mostraram?
Amplo acesso a Pixels com Android padrão, nenhum acesso a Pixels bloqueados com GrapheneOS recente, e confirmação de que força bruta de senha e cópia de eSIM não são suportadas.
O GrapheneOS realmente impede a ação do Cellebrite?
As matrizes indicam resistência bem maior, mas nenhuma proteção é permanente — a capacidade dos fornecedores evolui a cada atualização.
Qual é a contramedida mais eficaz?
Desligar o aparelho, forçando o estado BFU e removendo as chaves de criptografia da memória.
O que é "lockup" e devo confiar nele?
É um aplicativo Android de código aberto que tenta detectar técnicas do UFED; o próprio autor o descreve como prova de conceito, não como proteção validada.
O Cellebrite é usado apenas pela polícia?
É voltado majoritariamente a forças policiais e órgãos de segurança pública, mas o mercado de perícia digital também inclui uso corporativo e de compliance.
É ilegal ler sobre esses assuntos?
Não. Compreender capacidades forenses publicamente documentadas é alfabetização em segurança digital e apoia tanto a defesa técnica quanto a atuação jurídica.
Centro de Pivô OSINT
Um seletor de entrada — todas as pesquisas relevantes de saída, preenchidas pré-fabricadas.
Pare de copiar e colar o mesmo valor entre ferramentas. Insira um e-mail, nome de usuário, telefone, domínio, IP ou nome uma única vez, e o hub o distribui para todas as 79 ferramentas Max Intel, abrindo cada uma relevante com o valor já preenchido, adicionando o dork de IA correspondente e sugerindo pivôs cruzados. Funciona inteiramente no navegador; nada é carregado.
Como funciona: digite um seletor e clique em "Pivotar". O hub detecta o tipo de identificador (ou você define o tipo manualmente) e exibe os próximos passos — as ferramentas que aceitam esse seletor (e-mail, nome de usuário, telefone, domínio, IP), cada uma já com o valor inserido e a pesquisa executada — além do dork de IA correspondente e das conexões cruzadas que investigadores experientes fazem instintivamente: a parte de um e-mail antes do @ costuma ser um nome de usuário reutilizável; a parte depois é um domínio que vale a pena investigar por si só.
Lembrete de OpSec: mudar de pivô rapidamente não é o mesmo que mudar de pivô com qualidade. Verifique cada descoberta com uma fonte independente antes de construir o próximo pivô sobre ela — o mesmo nome de usuário em duas plataformas não comprova que se trata da mesma pessoa até que outros indícios confirmem isso. Use essas ferramentas apenas em trabalhos autorizados e com fontes públicas.
Ferramentas e guias relacionados ao hub
Dorks de IA
Pesquisa reversa de e-mail
Pesquisa de nome de usuário
Domínio OSINT
Registrador de evidências
Guia de Segurança Operacional
🔎 Encontre uma pessoa
Busca de pessoas · e-mail reverso · telefone reverso · nome de usuário · mídias sociais · endereço/propriedade.
🌐 Investigue infraestrutura
Domínio OSINT · pesquisa/triagem de IP · scanner de violação de domínio · OSINT sem fio/RF · geolocalização · registros comerciais.
📚 Leia os guias
Referência de dorking do Google · guia OSINT para nomes de usuário · remover-se de sites de busca de pessoas · a OSINT é legal? · segurança operacional e atribuição gerenciada.
Perguntas frequentes sobre o hub
O que é o OSINT Pivot Hub?
Uma ferramenta gratuita baseada em navegador que recebe um único seletor — e-mail, nome de usuário, telefone, domínio, IP ou nome — e fornece links para todas as pesquisas relevantes do Max Intel já com o valor preenchido, além do dork de IA correspondente e de correspondências cruzadas sugeridas, eliminando a cópia e colagem manual entre ferramentas.
Meus dados são enviados para algum lugar?
Não. O hub funciona inteiramente no navegador e apenas monta links — nada é carregado, registrado ou armazenado, sem necessidade de cadastro. Clicar em um link de destino consulta o serviço de terceiros normalmente, como aconteceria usando a ferramenta diretamente.
O que é um pivô em uma investigação?
É a transição de uma informação para outra relacionada — de e-mails para contas, de nomes de usuário para plataformas, de domínio para infraestrutura. Boas investigações são uma cadeia de conexões verificadas; o hub agiliza a parte mecânica para que o investigador se concentre na tomada de decisão.
Fonte original desta seção: conteúdo baseado na página "OSINT Pivot Hub" de Ned Walsch, publicada em
maxintel.org — Max Intel, kit de ferramentas OSINT gratuito.
Relacionado
Guia Max Intel
Captadores IMSI e Stingrays
A outra metade da vigilância ao nível da rua.
Guia Max Intel
OSINT OpSec
Isolamento de dispositivos e compartimentação.
Guia Max Intel
Segurança do rebanho 2026
Vigilância ALPR — o equivalente do lado do veículo.
Guia Max Intel
A OSINT é legal?
Onde a pesquisa termina e os crimes começam.
Ferramenta Max Intel
Centro de Pivô OSINT
Um seletor de entrada, todas as pesquisas relevantes de saída.
Purple Teaming: Guia Fundamental para Segurança Colaborativa | RDS @RDSWEB
RDS Intelligence Group // Cyber Threat Intelligence
Purple Teaming: o ciclo onde ataque e defesa deixam de ser times separados
Um guia fundamental sobre a metodologia colaborativa que transforma exercícios isolados de Red Team e Blue Team em um único processo contínuo de detecção, resposta e maturidade de segurança.
Autor: Rogério Souza — RDS @RDSWEB
Áre
Purple Teaming: Guia Fundamental para Segurança Colaborativa | RDS @RDSWEB
RDS Intelligence Group // Cyber Threat Intelligence
Purple Teaming: o ciclo onde ataque e defesa deixam de ser times separados
Um guia fundamental sobre a metodologia colaborativa que transforma exercícios isolados de Red Team e Blue Team em um único processo contínuo de detecção, resposta e maturidade de segurança.
Purple Teaming é a prática de fazer com que os esforços ofensivos (Red Team) e defensivos (Blue Team) de uma organização operem lado a lado, em tempo real, com o objetivo explícito de melhorar a capacidade de detecção e resposta — e não apenas provar que uma invasão é possível.
Na prática tradicional, o Red Team simula um ataque de forma isolada, entrega um relatório semanas depois, e o Blue Team tenta reconstruir o que aconteceu a partir de logs incompletos. O conhecimento tático — quais técnicas funcionaram, quais foram detectadas, quais passaram despercebidas — se perde entre as duas equipes. Purple Teaming existe justamente para fechar essa lacuna.
O objetivo do Purple Team não é vencer um jogo de gato e rato. É garantir que cada técnica testada pelo ataque produza uma regra de detecção, um alerta ou um ajuste de controle no lado da defesa — antes que a sessão termine.
Formalizado por autores como Gemini/MITRE e popularizado por praticantes como Robert M. Lee, o conceito ganhou tração à medida que organizações perceberam que testes ofensivos sem retroalimentação imediata geram pouco ganho de maturidade real.
02 Red, Blue e Purple: onde cada um atua
Entender o papel de cada frente é o primeiro passo para orquestrá-las.
Dimensão
Red Team
Blue Team
Purple Team
Postura
Ofensiva — simula o adversário
Defensiva — monitora e responde
Colaborativa — orquestra os dois lados
Objetivo
Testar até onde um ataque avança sem ser detectado
Detectar, conter e responder a atividade maliciosa
Fechar o ciclo entre técnica testada e detecção validada
Ciclo de feedback
Diferido — relatório pós-engajamento
Reativo — depende de alertas existentes
Imediato — ajuste durante a própria sessão
Métrica típica
Objetivos alcançados sem detecção
Tempo médio de detecção (MTTD) e resposta (MTTR)
Cobertura de detecção por técnica MITRE ATT&CK
Purple Teaming não substitui Red Team nem Blue Team — ele é a camada de coordenação que garante que o trabalho de um se traduza em capacidade real do outro.
03 Por que essa colaboração importa
Reduz o tempo de detecção
Cada técnica simulada gera imediatamente uma regra de detecção testada e validada, em vez de esperar semanas por um relatório.
Elimina a "guerra de silos"
Red e Blue Team deixam de competir por quem "ganhou" o exercício e passam a compartilhar um objetivo comum: elevar a maturidade da organização.
Prioriza com base em risco real
Técnicas mapeadas ao MITRE ATT&CK e priorizadas por inteligência de ameaças relevante ao setor da organização, não por uma lista genérica.
Gera evidência para governança
Cada gap de detecção fechado vira dado auditável — relevante para Compliance, Auditoria e reporte ao Conselho.
04 O ciclo operacional de uma sessão Purple Team
Cinco fases, repetidas de forma iterativa dentro de uma mesma janela de trabalho.
01
Definição do escopo e da hipótese de ameaça
A sessão parte de inteligência real: um ator, uma campanha ou um conjunto de técnicas relevantes ao setor da organização — normalmente referenciadas por identificadores do MITRE ATT&CK.
02
Execução controlada da técnica (Red)
O Red Team executa a técnica em ambiente controlado, com o Blue Team ciente de que uma ação ocorrerá — a incerteza aqui não é "se", mas "quando e como" ela será detectada.
03
Observação e triagem (Blue)
O Blue Team acompanha telemetria, SIEM e EDR em tempo real, registrando se a técnica gerou alerta, foi observada manualmente ou passou despercebida.
04
Debrief conjunto e ajuste imediato
As duas equipes discutem o resultado na mesma sessão: por que a técnica foi ou não detectada, e qual regra, log ou controle precisa mudar agora.
05
Validação da correção
A técnica é reexecutada após o ajuste, confirmando que a lacuna foi de fato fechada antes de avançar para a próxima técnica do escopo.
O papel do MITRE ATT&CK
O framework ATT&CK funciona como a linguagem comum entre Red e Blue: cada técnica testada (ex.: T1059 — Command and Scripting Interpreter) tem um identificador único, o que permite mapear exatamente qual porcentagem da matriz de ameaças relevante já possui cobertura de detecção validada.
05 Frameworks e ferramentas de apoio
O ecossistema que sustenta sessões estruturadas e repetíveis.
MITRE ATT&CK — matriz de táticas e técnicas usada para escopar, priorizar e medir cobertura de detecção.
Atomic Red Team — biblioteca de testes atômicos mapeados ao ATT&CK, usada para reproduzir técnicas específicas de forma rápida e controlada.
MITRE Caldera — plataforma de emulação de adversário para automatizar cadeias de ataque em ambiente de laboratório.
SIEM / EDR / XDR — a instrumentação que o Blue Team observa durante a sessão; sua cobertura de log é o que realmente está sendo testado.
Detection-as-Code — regras de detecção versionadas como código, permitindo que o ajuste feito durante a sessão seja rastreável e revertível.
Threat Intelligence Platforms (TIP) — fonte da hipótese de ameaça: TTPs de atores relevantes ao setor, extraídas de CTI própria ou de terceiros.
06 Como medir sucesso
Purple Teaming só é valioso se gerar números que a organização acompanha ao longo do tempo.
Cobertura de detecção
% de técnicas do escopo ATT&CK com detecção validada e testada — não apenas "configurada".
MTTD / MTTR
Tempo médio até a técnica ser detectada e tempo médio até a resposta ser iniciada, comparados sessão a sessão.
Taxa de falso negativo
Técnicas que deveriam gerar alerta e não geraram — o indicador mais direto de lacuna real.
Tempo de fechamento de gap
Quanto tempo leva entre identificar uma lacuna de detecção e validar a correção — o núcleo do ciclo Purple.
07 Desafios comuns na implementação
Cultura de silos: Red e Blue Team historicamente competitivos resistem a compartilhar informação em tempo real; a mudança de mentalidade é o maior obstáculo, não a ferramenta.
Instrumentação insuficiente: sem visibilidade de log adequada, o Blue Team não tem como observar o que o Red Team está fazendo — Purple Teaming expõe rapidamente essas lacunas.
Falta de priorização por inteligência: testar técnicas aleatórias, sem ligação com ameaças reais ao setor, reduz o valor do exercício.
Ausência de rastreabilidade: ajustes feitos "na hora" sem documentação se perdem — cada gap fechado precisa virar evidência auditável.
08 Considerações finais
Purple Teaming não é uma certificação, um produto ou um time fixo no organograma. É um modelo operacional: a decisão deliberada de que ataque simulado e defesa monitorada compartilham o mesmo objetivo, no mesmo momento, com o mesmo conjunto de dados.
Organizações que adotam essa metodologia de forma consistente — e não como exercício pontual anual — tendem a reduzir de forma mensurável o tempo entre a introdução de uma nova técnica de ataque no cenário de ameaças e a capacidade real de detectá-la.
Precisa estruturar um programa de Purple Teaming?
Apoio advogados, empresas e áreas de compliance na estruturação de inteligência de ameaças, investigação defensiva e maturidade de segurança — 100% virtual.
Curso Completo Avançado de OSINT | RDS @RDSWEB
RDS @RDSWEB · OSINT Brasil
Existe sempre um rastro.
Mesmo quando alguém jura que não deixou nenhum. A pergunta nunca foi "será que dá pra achar" — é "você sabe procurar do jeito certo".
Você já ficou horas girando no Google, abrindo vinte abas, tentando montar uma história a partir de fragmentos soltos — um nome, uma foto, um perfil que parece ter sumido do nada?
É exatamente aí que a ma
Mesmo quando alguém jura que não deixou nenhum. A pergunta nunca foi "será que dá pra achar" — é "você sabe procurar do jeito certo".
Você já ficou horas girando no Google, abrindo vinte abas, tentando montar uma história a partir de fragmentos soltos — um nome, uma foto, um perfil que parece ter sumido do nada?
É exatamente aí que a maioria trava. Não por falta de esforço, mas por falta de método. Enquanto você busca no escuro, existem profissionais que seguem um caminho estruturado — e chegam à mesma resposta em horas, não em dias.
O Curso Completo Avançado de OSINT nasceu para fechar exatamente essa distância: entre quem "procura" e quem investiga.
O que muda quando você domina OSINT
💰
Financeiro
Pare de pagar terceiros por investigações que você mesmo pode conduzir — e comece a oferecer isso como serviço.
⏱️
Tempo
O que levaria dias de busca manual e desorganizada, você resolve com método em horas.
🛡️
Proteção
Entenda como você mesmo é rastreável, e blinde sua exposição digital antes que alguém explore isso contra você.
🔍
Identidades escondidas
Localize, confirme e vincule identidades digitais — mesmo quando a pessoa apaga, esconde ou finge não existir online.
📋
De suspeita a prova
Transforme dados soltos da internet em um dossiê estruturado e defensável — pronto para respaldar decisões jurídicas, corporativas ou pessoais.
🖥️
Ferramentas reais
As mesmas ferramentas que investigadores profissionais usam, com técnicas de coleta que economizam horas de trabalho manual.
🌐
Além do Google
Redes sociais, deep web e dark web — aprenda onde a informação real está escondida.
📍
Uma foto, um lugar
Geolocalização e análise de imagem aplicadas na prática, com casos reais.
⚙️
Automação
Scripts e automação para investigações mais rápidas e consistentes.
🎓
Casos reais, não teoria
Estudos de caso comentados para você aplicar imediatamente no seu contexto.
📦 Bônus inclusos
Checklists prontos de investigação
Modelos de relatório profissional
Materiais prontos para uso imediato
Daqui a um mês você pode continuar do mesmo jeito — buscando no escuro, torcendo pra achar. Ou pode ser a pessoa que sabe onde olhar, que monta o dossiê enquanto os outros ainda estão na primeira aba do Google.
O rastro já está lá. Falta só o método para encontrá-lo.
Acesso completo
10x de R$ 60,09 no cartão
Curso 100% em português · Acesso vitalício na Hotmart
RDS | Investigação Defensiva & Perícia OSINT — Rogério Souza (@RDSWEB)
RDS · @RDSWEB · Investigação Digital Defensiva
Prova digital que resiste ao contraditório.
"Quem não controla a informação, vira alvo dela." Investigação defensiva, OSINT, CTI e SOCMINT aplicados à defesa técnica — para advogados, departamentos jurídicos e compliance corporativo.
Falar no WhatsApp
Ver no LinkedIn
Perfil
Sobre Rogério
"Quem não controla a informação, vira alvo dela." Investigação defensiva, OSINT, CTI e SOCMINT aplicados à defesa técnica — para advogados, departamentos jurídicos e compliance corporativo.
Toda decisão estratégica nasce da mesma pergunta: quem sabe mais, decide primeiro. Rogério Souza atua na linha de frente da ciberinteligência, cibersegurança e contraespionagem, transformando dados dispersos em vantagem decisória para quem não pode se dar ao luxo de ser surpreendido.
Com especialização em Segurança da Informação pela ULT Grupo América, construiu sua trajetória em parceria com a MPSafe CyberSecurity & CounterEspionage e com atuação junto ao CIASC — Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina, somando-se a diversos cases de sucesso em investigação digital, due diligence e proteção de marca para clientes corporativos e jurídicos. Opera como Analista de Open Source Intelligence (OSINT) — planejando e conduzindo operações de coleta de informação, mitigação de risco e produção de inteligência estratégica nas frentes política, militar, econômico-financeira, criminal, social e de contrapropaganda. Para o C-level, isso se traduz em cenários antecipados antes de virarem crise, leitura profunda do ambiente competitivo e decisões blindadas por inteligência verificável — não por achismo.
Sua trajetória inclui vivência em cyber comando privado, com estágio internacional e participação em operações globais de caráter cibernético, antecipando e neutralizando anormalidades, crimes cibernéticos e ataques, com identificação de agentes e grupos. Atua na instrução de fontes abertas (OSINT) e, a convite, apoia ações de polícia e agências governamentais nacionais e internacionais — um nível de confiança que poucos profissionais do mercado carregam.
Faz parte do time de instrutores do Criminal Player, a maior comunidade de direito criminal do Brasil, formando advogados e profissionais do direito em investigação digital, prova técnica e metodologia OSINT aplicada ao processo penal. É autor de curso e apresentação técnica sobre Open Source Intelligence (OSINT), utilizada como material de referência para formação de investigadores e defensores técnicos.
Sua atuação é construída em rede: parcerias recorrentes com advogados criminalistas, peritos e demais profissionais de cybersecurity, CTI, InfoSec e SOCMINT para a resolução conjunta de casos complexos — combinando profundidade técnica investigativa com defensibilidade jurídica em cada entrega.
Tem experiência consolidada em compliance e mitigação de risco, apoiando empresas e escritórios na antecipação de exposições reputacionais, regulatórias e probatórias antes que se tornem contencioso. Atendimento 100% virtual, para todo o Brasil.
Atuação
Frentes de Investigação Defensiva
Processo Penal
Investigação defensiva
Coleta e análise técnica de provas favoráveis à defesa, com metodologia documentada e rastreável, pronta para o contraditório.
Perícia
Cadeia de custódia digital
Preservação e documentação de evidências digitais com integridade probatória, do primeiro contato ao laudo final.
Inteligência
OSINT, CTI & SOCMINT
Inteligência de fontes abertas, ciclo formal de inteligência e Diamond Model aplicados a investigações e due diligence.
Formação
Treinamento jurídico e institucional
Capacitação de advogados e forças de aplicação da lei em investigação digital, via Criminal Player e programas próprios.
Corporativo
Compliance & mitigação de risco
Due diligence, identificação de exposição digital e planos de mitigação antes da judicialização ou crise reputacional.
Colaboração
Rede multidisciplinar
Atuação conjunta com advogados, peritos e especialistas em cybersecurity/infosec para casos de alta complexidade.
Impacto Organizacional
Por que investigação defensiva importa para a empresa
CEO / BoardContinuidade e risco reputacional sob controle antes de virar manchete.
JurídicoProvas tecnicamente defensáveis e aderentes à LGPD.
ComplianceDue diligence e evidência estruturada para decisões regulatórias.
CFOExposição financeira mapeada antes da escalada do litígio.
AuditoriaRastreabilidade de evidências e cadeia de custódia documentada.
RHIdentificação de risco interno com abordagem discreta e legal.
Credenciais
Formação e Trajetória
› Especialização em Segurança da Informação — ULT Grupo América
› Ciberinteligência, Cibersegurança e Contraespionagem — em parceria com a MPSafe CyberSecurity & CounterEspionage
› Atuação junto ao CIASC — Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina
› Diversos cases de sucesso em investigação digital, due diligence e proteção de marca para clientes corporativos e jurídicos
› Instrutor de investigação digital — Criminal Player (maior comunidade de direito criminal do Brasil)
› Autor de curso e apresentação técnica sobre OSINT (RDSWEB)
› Estágio internacional em cyber comando privado e operações globais de inteligência proativa
› Rede de colaboração com advogados, peritos e especialistas em CTI/InfoSec/SOCMINT
Dúvidas
Perguntas Frequentes
O que é investigação defensiva?
É a coleta, análise e documentação técnica de provas digitais e de fontes abertas a favor da defesa em processos judiciais, administrativos ou de compliance, sempre observando cadeia de custódia e legalidade probatória.
Como o OSINT é usado como prova técnica em um processo?
Dados publicamente disponíveis são coletados, correlacionados e documentados com metodologia rastreável, permitindo que o laudo seja submetido ao contraditório e resista a questionamentos técnicos da parte contrária.
O atendimento é presencial?
Não. O atendimento é 100% virtual, para advogados, escritórios e empresas em todo o Brasil, via WhatsApp e videochamada.
OSINT — Inteligência de Fontes Abertas | Dossiê Traduzido
Documento traduzido & indexado — Não Classificado // Uso Irrestrito — E Veritate Potens
Fontes Abertas — Não Redigido
Inteligência de Fontes Abertas (OSINT)
Robert David Steele — Sumário Executivo & Doutrina
Tradução PT-BR
Indexação temática
+ Bloco de Metacognição
Índice da Trilha
Resumo Executivo
Introdução ao OSINT
As Quatro Definições
OSINT em Contexto
OSINT e Oper
OSINT — Inteligência de Fontes Abertas | Dossiê Traduzido
Documento traduzido & indexado — Não Classificado // Uso Irrestrito — E Veritate Potens
Fontes Abertas — Não Redigido
Inteligência de Fontes Abertas (OSINT)
Robert David Steele — Sumário Executivo & Doutrina
Tradução PT-BRIndexação temática+ Bloco de Metacognição
01 — Sumário Executivo
Definição, Escopo e Panorama Geral
OSINT é informação não classificada que foi deliberadamente descoberta, discriminada, destilada e disseminada a um público seleto para responder a uma pergunta específica. Ela oferece uma base robusta para as demais disciplinas de inteligência: quando aplicada de forma sistemática, reduz a pressão sobre os recursos de coleta classificada, já que limita os pedidos de informação apenas às perguntas que as fontes abertas não conseguem responder.
Fontes abertas não são domínio exclusivo das equipes de inteligência. Pelo contrário: a inteligência deve facilitar o acesso a essas fontes por toda a organização, concentrando-se em aplicar processos de inteligência comprovados à exploração desse material.
OSINT em operações conjuntas e de coalizão
Para a OTAN, o OSINT é peça central da visão de futuro da aliança: por se apoiar em fontes não classificadas, permite compartilhar produtos de inteligência confiáveis com parceiros fora da estrutura da OTAN — algo evidenciado pela experiência nos Bálcãs e pela crescente relevância de parcerias como a Parceria para a Paz.
Ofertas do setor privado
A internet tornou-se a arquitetura de comando, controle, comunicações e informação (C4I) padrão do mundo — com exceção, ironicamente, da maioria das forças armadas e serviços de inteligência. Ignorar esse fluxo é ignorar a maior fonte de dados emergente disponível. Ainda assim, toda informação obtida ali precisa ser avaliada quanto à origem, ao viés e à confiabilidade: a internet é uma porta de entrada excelente para fontes comerciais validadas, mas uma fonte primária arriscada por si só. E a visão de fontes abertas não deve se restringir ao digital — impressos, imagens físicas e outras fontes analógicas seguem relevantes.
O ciclo de inteligência de fontes abertas
Como as necessidades de informação variam conforme a missão, é impossível manter uma coleção de fontes abertas que atenda tudo instantaneamente. O foco deve estar em coletar fontes, não informação — conhecendo fontes relevantes e confiáveis, a equipe consegue direcionar energia analítica rapidamente conforme a necessidade da missão.
02 — Fundamentos
Introdução ao OSINT
OSINT não substitui satélites, espiões ou capacidades orgânicas de inteligência militar e civil. É, porém, uma base muito sólida para planejar e executar operações de coalizão em todo o espectro — da assistência humanitária à guerra total. Fornece percepções históricas e culturais estratégicas, informações operacionais sobre infraestrutura e condições atuais, e dados geoespaciais comerciais taticamente vitais que capacidades nacionais isoladas não oferecem.
O que diferencia o OSINT da pesquisa acadêmica, empresarial ou jornalística é a aplicação do processo consagrado da inteligência nacional a uma diversidade de fontes, com o objetivo de produzir inteligência sob medida para o comandante ou tomador de decisão.
Desde 2001, o governo sueco vem defendendo um conceito de compartilhamento de informação Multinacional, Multiagência, Multidisciplinar e Multidomínio (M4IS) — sinal de que o OSINT vem ganhando vida própria fora do governo, em paralelo a conceitos do setor privado como Inteligência Coletiva, "Smart Mobs" e "Wisdom of the Crowds".
03 — Vocabulário Técnico
As Quatro Categorias de Informação Aberta
OSD · Dado de Fonte Aberta
A matéria-prima bruta: impresso, transmissão, depoimento oral ou qualquer outra informação vinda diretamente da fonte primária — uma fotografia, uma gravação, uma imagem de satélite comercial, uma carta pessoal.
OSIF · Informação de Fonte Aberta
Dados organizados por um processo editorial que já aplica alguma filtragem, validação e apresentação. É a informação genérica amplamente disseminada: jornais, livros, transmissões, relatórios diários.
OSINT · Inteligência de Fontes Abertas
Informação deliberadamente descoberta, discriminada, destilada e disseminada a um público seleto — geralmente o comandante e sua equipe direta — para responder a uma pergunta específica. É o processo de inteligência aplicado à diversidade de fontes abertas.
OSINT-V · OSINT Validado
OSINT ao qual se pode atribuir um altíssimo grau de certeza — seja produzido por um analista com acesso a fontes classificadas, seja proveniente de uma fonte aberta tão confiável que sua validade não é questionável (ex.: imagens de mídia mostrando a chegada de uma aeronave a um aeroporto).
04 — Epistemologia da Disciplina
OSINT em Contexto: Quatro Perspectivas
O templo e a fundação — a Informação de Fonte Aberta (OSIF) é a terra sob o templo; o OSINT é a fundação; cada disciplina secreta é um pilar que sustenta o telhado, que é a análise de todas as fontes (all-source). O ex-vice-diretor de análise da CIA, John Gannon, chegou a declarar que a informação de fonte aberta hoje domina o universo do analista de inteligência.
A analogia do beisebol — se a inteligência fosse um jogo de beisebol, o serviço clandestino tentaria recrutar um jogador, a inteligência de sinais colocaria um grampo no vestiário adversário, a inteligência de imagens fotografaria o jogo a cada três dias. O OSINT diz à plateia inteira: quem pegar a bola ganha um prêmio em dinheiro. O OSINT muda as regras do jogo.
Disciplina subordinada e autônoma — o OSINT é, ao mesmo tempo, subordinado a cada disciplina classificada e uma disciplina "de todas as fontes" que pode se sustentar sozinha, combinando fontes humanas abertas, sinais abertos, imagens comerciais e análise pública.
Alcance sem paralelo — é a única disciplina capaz de acessar simultaneamente tudo o que se sabe, em todos os idiomas, ao longo do tempo, mobilizando conhecimento e mão de obra sem exigir credenciamento, e produzindo inteligência que pode ser compartilhada com qualquer pessoa.
05 — Doutrina Operacional
OSINT e Operações de Informação
As Operações de Informação (IO) reúnem a Manutenção da Paz Informacional e a Guerra de Informação. No nível estratégico, tratam de influenciar e comunicar-se com todas as partes — hostis, neutras e amigas — para obter vantagem nacional. Isso exige integrar o OSINT (compreender a realidade do adversário e a própria), os centros conjuntos de operações de informação e a comunicação estratégica.
No nível operacional e tático, isso se traduz em garantir a própria capacidade de ver, ouvir, saber, entender, decidir e agir sobre "toda informação, em todos os idiomas, o tempo todo", ao mesmo tempo em que se nega, distorce ou altera a capacidade informacional do adversário — um empreendimento complexo, cujos conceitos e doutrinas ainda estão longe de amadurecidos.
06 — Custo-Benefício
OSINT e Segurança Nacional
Há uma percepção comum equivocada de que a maior parte da "inteligência" vem obrigatoriamente de fontes secretas, caras e arriscadas. Segundo o autor, esse "culto ao segredo" nos colocou em desvantagem: nos EUA, cerca de US$ 50 bilhões por ano são gastos coletando os 5% de informação que é secreta, enquanto quase nada é investido nos 95% de informação — em todos os idiomas — relevante para praticamente todas as ameaças, exceto as mais sigilosas.
O autor cruza essa observação com o relatório A More Secure World: Our Shared Responsibility, estimando o quanto o OSINT é relevante para cada categoria de ameaça global:
Categoria de ameaça
Relevância do OSINT
Pobreza
99%
Doenças infecciosas
95%
Genocídio / atrocidades em larga escala
95%
Conflito interno / guerra civil
90%
Degradação ambiental
90%
Terrorismo
80%
Crime organizado transnacional
80%
Conflito interestatal
75%
Armas nucleares, radiológicas, químicas e biológicas
75%
A média estimada pelo autor — cerca de 82,5% — se aproxima da clássica regra "80-20". A conclusão é dura: qualquer nação que gasta 99,9% do orçamento de inteligência em segredos e menos de 0,5% em OSINT estaria, nas palavras do autor, "clinicamente insana" em suas prioridades.
"O perigo é que você vai se tornar como um idiota moral. Você ficará incapaz de aprender com a maioria das pessoas no mundo, não importa quanta experiência elas tenham em suas áreas — que pode ser muito maior que a sua."
— Daniel Ellsberg, em conversa com Henry Kissinger (citado pelo autor)
Para Steele, o OSINT — inteligência publicamente disseminada — é o melhor antídoto contra as patologias do poder executivo baseado no segredo.
07 — Governança da Inteligência
OSINT e a Base de Clientes Ignorada
A maior parte da inteligência nacional ou corporativa, argumenta o autor, serve apenas ao topo da hierarquia — "segredos para o presidente" ou para o CEO — deixando de fora agências, departamentos e a linha de frente. O autor propõe quatro perguntas como teste de honestidade para qualquer gestor de inteligência:
Pergunta ISegredos são a forma máxima de conhecimento, ou todas as fontes — incluindo as abertas — deveriam apoiar a decisão?
Pergunta IIA inteligência deve focar só nas ameaças mais graves, ou há valor em cobertura global mínima de todas as ameaças?
Pergunta IIIA inteligência deve servir apenas à liderança, ou também a quem está na linha de frente, lidando com o mundo real?
Pergunta IVA inteligência deve atender só à sede federal ou corporativa, ou também jurisdições locais e subsidiárias?
Todo cliente ignorado pelos "mandarins do sigilo" é, na visão do autor, um cliente em potencial do OSINT.
08 — Estrutura Organizacional
OSINT e os Níveis de Análise
A conclusão do autor é direta: o OSINT deve estar disponível em todos os níveis de qualquer organização — não apenas no topo. Trata-se de dar suporte à decisão para cada indivíduo, cada setor, cada elo da cadeia.
09 — Cooperação Multinacional
OSINT e Coalizões
Para o autor, é o conceito de coalizão militar que funciona como "espinha dorsal" para aproveitar a inteligência distribuída de todo o planeta — em parte porque as forças armadas costumam ser as organizações mais disciplinadas e estruturadas, tratando C4I como disciplina formal.
Nenhum país sozinho tem cidadãos suficientes com qualificações linguísticas e de área para cobrir tudo. A solução proposta é fornecer aos parceiros de coalizão meios para digitalizar, traduzir e analisar informação de interesse mútuo em uma plataforma compartilhada — o que o autor chama de Open Source Information System – External (OSIS-X): compartilhamento multilateral (M4IS), em contraste com o compartilhamento bilateral típico do mundo secreto.
10 — Dimensão Econômica
OSINT e "Salvar o Mundo"
Citando C. K. Prahalad e seu livro The Fortune at the Bottom of the Pyramid, o autor argumenta que o foco tradicional no bilhão de pessoas mais ricas do planeta (um mercado de US$ 1 trilhão/ano) ignora um mercado ainda maior: os cinco bilhões mais pobres, que — apesar da renda média baixíssima — somam cerca de US$ 4 trilhões/ano em potencial de mercado.
Nessa leitura, o OSINT aplicado "de baixo para cima", com dispositivos móveis de baixo custo em vez de laptops, pode ajudar a reduzir custos e doenças, melhorar a saúde e multiplicar receita na base da pirâmide — criando riqueza indígena sustentável.
11 — Visão Política
OSINT como Catalisador de Reforma
O autor desenha uma cadeia causal na qual uma prática mais robusta de inteligência coletiva entre o público poderia, em tese, encadear reformas mais amplas:
Reforma Eleitoral→Reforma de Governança→Governo de Coalizão→Reforma da Inteligência→Reforma de Segurança Nacional→Paz→Prosperidade
É uma tese normativa do autor — não uma constatação empírica — de que informação bem distribuída tende a substituir violência, capital, mão de obra, tempo e espaço, ecoando autores como Alvin e Heidi Toffler.
12 — Inventário de Fontes
Fontes Abertas de Informação
Mídia tradicional (jornais, rádio, TV)
Fontes comerciais on-line premium
Outras fontes comerciais on-line de nicho
"Literatura cinzenta" (material de tiragem limitada e disponibilidade local)
Especialistas humanos abertos (fontes não clandestinas)
Imagens comerciais e informação geoespacial
Internet e World Wide Web (incluindo e-mails e chamadas de voz)
Software de fonte aberta e ferramentas de exploração de dados
Padrões técnicos citados como habilitadores do M4IS
RDF — Resource Description Framework
OWL — Web Ontology Language
SOAP — Simple Object Access Protocol
OHS — Open Hypertext Document System
XML Geo — eXtended Markup Language Geospatial
O autor observa que, em 1986, o Escritório de Pesquisa Científica e de Armamentos da CIA já definia funções essenciais de computação para o analista: rastreamento de revisões, publicação eletrônica, produção multimídia, trabalho colaborativo, anotação e organização de ideias, argumentação estruturada, busca interativa, visualização em mapas, modelagem e simulação, agrupamento de dados, análise estatística de anomalias, detecção de tendências e alertas, digitalização de material impresso, tradução automática de idiomas, processamento de imagens e sinais, extração automatizada de dados e padronização de dados.
13 — Contratação
Serviços de Fontes Abertas
Incluem coleta, processamento (com tradução humano-máquina) e análise (incluindo padrões estatísticos). O autor recomenda avaliar a capacidade "de baixo para cima" — capacidades locais reais de coletar em todos os idiomas — em vez do modelo tradicional de repassar verbas a grandes contratantes que "fingem" entregar e retêm a maior parte do dinheiro.
Regra prática sugerida: um terço do orçamento para coleta bruta, um terço para tradução e análise automatizada por pequenas empresas especializadas, um terço para analistas internos e infraestrutura.
14 — Processo
O Ciclo de Inteligência de Fontes Abertas: os Quatro D's
D1 — DescobertaSaber quem sabe.
D2 — DiscriminaçãoSaber o que é o quê.
D3 — DestilaçãoSaber o que é relevante agora.
D4 — DisseminaçãoSaber quem é quem.
Etapas completas do ciclo: definição de requisitos → triagem prática → coleta (achar de graça, obter de graça, comprar barato, encomendar quando necessário) → processamento e exploração → análise e produção → segurança → disseminação e avaliação (retroalimentação).
O OSINT tem uma vantagem sobre as demais fontes: a exposição a milhões de pares de olhos. Como se diz no mundo do software livre — com olhos suficientes, nenhum "bug" é invisível.
Diferente de segredos (onde um segredo compartilhado é um segredo perdido), o OSINT é fortalecido pelo compartilhamento — validado, monetizado e expandido a cada nova troca.
15 — Doutrina de Campo
OSINT Aplicado e Tradecraft
"A inteligência precisa nos dizer, até o nível de personalidades e bairros individuais, 'quem', 'onde' e 'quanto' de 'o quê' é necessário — e se o que foi aplicado funcionou. Se não souber, precisa ter meios de obter e reportar a informação em até seis horas."
— General Al Gray, Comandante do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA
Modelos de tradecraft mencionados no documento original (detalhados no SOF OSINT Handbook):
Modelo de Análise de Fatores Expedicionários — distingue quatro níveis de conflito (estratégico, operacional, tático, técnico) e três domínios interativos (militar, civil, geográfico).
Modelo de Análise Revolucionária — distingue condições político-legais, socioeconômicas, ideológico-culturais, tecno-demográficas e físico-geográficas.
Tradecraft analítico — inspirado em Jack Davis: o propósito da análise é ajudar decisores-chave a tomar decisões inteligentes.
Redes sociais e redes de especialistas — o princípio dos "seis graus de separação" e a análise formal de citações ampliam a efetividade de qualquer analista.
Mapeamento de temas em jogo (inclusive antiamericanos) e teste de mensagens: a mensagem gera inteligência acionável de voluntários locais?
Análise de Alvos
Descrição detalhada, avaliação de vulnerabilidades, ambiente natural e humano, planejamento de rotas.
Análise de Terreno
Cartas de combate comerciais e russas, imagens comerciais, reconhecimento com veículos aéreos não tripulados.
Análise do Clima
Temperatura, visibilidade, horários do sol e da lua, vento, condições adversas.
17 — Conclusão, Parte I
Questões Financeiras
Trade-offs de financiamento
Para o autor, num mundo sem "gordura" sobrando — fim do petróleo barato, crise hídrica, doenças pandêmicas — qualquer gestor que não invista tempo e dinheiro em decisões informadas por OSINT estaria sendo negligente com sua própria organização.
Erros comuns de contratação
Ignorância generalizada sobre a diversidade e qualidade dos serviços de fontes abertas, especialmente os oferecidos por profissionais locais em seus próprios ambientes.
Contratar grandes empresas de defesa para projetos caros que entregam tecnologia que "não funciona" em vez de expertise de nicho.
Contratar sem um processo de definição de requisitos — o que encarece e atrasa o resultado.
Não prever a entrega em formato que permita disseminação fácil pela rede da organização.
Três métricas de retorno sobre investimento
Custo do sigilo — custos de transação mais altos, menos competição, desconexões operacionais.
Valor relativo — o OSINT já é "bom o suficiente" para permitir a decisão, aqui e agora?
Retorno do compartilhamento — compartilhar essa informação atrai mais informação útil e engaja outros interessados?
Modelo de triagem em três níveis
Até 15 minO próprio analista resolve on-line.
15–60 minEncaminha para a célula de OSINT dedicada.
+60 minTerceiriza para a fonte certa, ao melhor preço.
18 — Conclusão, Parte II
O Valor de Compartilhar
Inspirado em J. F. Rischard (High Noon: 20 Global Problems, 20 Years to Solve Them) e em Tom Atlee, fundador do Co-Intelligence Institute, o autor conclui que compartilhar é o que distingue o OSINT das disciplinas de coleta secreta: pode ser compartilhado sem restrição. Para ele, OSINT é democracia; OSINT é capitalismo moral.
19 — Leitura Crítica
Metacognição sobre o Assunto
Abaixo, uma reflexão analítica — não uma tradução do texto original, mas uma leitura de segunda ordem sobre os argumentos, pressupostos e limites do documento.
Qual é a estrutura do argumento?
O texto opera em três camadas encadeadas: (1) uma definição técnica de OSINT (as quatro categorias OSD/OSIF/OSINT/OSINT-V), (2) uma crítica institucional ao excesso de investimento em inteligência secreta, e (3) uma tese normativa mais ampla — de que informação aberta e bem distribuída é, em si, um vetor de paz, prosperidade e reforma democrática. As duas primeiras camadas são descritivas e razoavelmente consensuais na literatura de inteligência; a terceira é uma aposta filosófica do autor, não uma conclusão que decorra logicamente das duas primeiras.
Onde o argumento é mais forte
A distinção OSD → OSIF → OSINT → OSINT-V é genuinamente útil: ela evita o erro comum de tratar "qualquer dado público" como "inteligência pronta". A crítica ao desequilíbrio orçamentário entre coleta secreta e fontes abertas também é uma observação estruturalmente sólida e amplamente compartilhada por outros analistas: boa parte do valor de inteligência realmente vem de fontes públicas bem trianguladas, e negligenciá-las por fetiche do sigilo é um risco documentado (o caso do Iraque, citado no texto, é um exemplo real dessa falha).
Onde vale ceticismo
Os números apresentados — como "82,5% de relevância do OSINT" ou o custo de "US$ 50 bilhões/ano" — são descritos no próprio texto como estimativa informada do autor, não como dado auditado. Isso não os torna inúteis, mas eles funcionam melhor como argumento retórico do que como métrica replicável. Da mesma forma, a cadeia causal "Reforma Eleitoral → Paz → Prosperidade" é uma hipótese política otimista, não uma relação empiricamente demonstrada — vale lê-la como visão de mundo do autor, e não como consenso da área.
Tensão central da disciplina
O texto revela, sem resolver completamente, uma tensão que atravessa todo o campo de OSINT: quanto mais acessível e "democrática" uma fonte é, menor a garantia de sua confiabilidade — e quanto mais confiável (OSINT-V), maior a dependência de acesso privilegiado ou de cruzamento com inteligência classificada. Isso significa, na prática, que "fonte aberta" não é sinônimo de "fonte fácil ou neutra": o trabalho analítico de discriminação e verificação (o "D" de Discriminação no ciclo dos quatro D's) é onde reside o verdadeiro valor agregado — não na coleta em si, que hoje é abundante e barata.
Contexto histórico do texto
O documento reflete claramente o período pós-11 de setembro e pós-Iraque (2004–2006): a ênfase em coalizões, na crítica ao "culto do segredo" e nas menções à administração Bush-Cheney situam o texto como parte de um debate específico sobre a Reforma de Inteligência dos EUA daquela década. Isso não invalida os conceitos técnicos (que seguem amplamente usados até hoje em manuais de OSINT), mas explica por que a retórica política do texto é datada e carregada de contexto — algo a considerar ao aplicá-la a debates atuais.
Aplicabilidade prática, hoje
Duas décadas depois, o núcleo técnico do texto (ciclo de inteligência, categorias de dado, ênfase em "conhecer quem sabe" mais do que acumular dados) permanece válido e é a base de praticamente todo manual moderno de OSINT — inclusive os usados hoje em investigação jornalística, due diligence corporativo e investigação defensiva. Já as previsões específicas sobre tecnologia (padrões como SOAP/OWL, por exemplo) foram parcialmente superadas por ferramentas mais recentes de análise de dados e IA, o que é esperado em qualquer texto técnico de quase vinte anos.
20 — Fontes
Referências Citadas pelo Autor
ON INTELLIGENCE: Spies and Secrecy in an Open World (2000)
THE NEW CRAFT OF INTELLIGENCE (2002)
PEACEKEEPING INTELLIGENCE: Emerging Concepts for the Future (2004)
INFORMATION OPERATIONS: All Information, All Languages, All the Time (2006)
SOF OSINT Handbook (referência técnica complementar)
Como Recuperar Mensagens Apagadas no iPhone | RDS
RDS // Inteligência Digital
TUTORIAL — SEGURANÇA E RECUPERAÇÃO DE DADOS
Como Recuperar Conversas de Mensagens Apagadas no iPhone
Guia prático baseado nos procedimentos oficiais da Apple para recuperar mensagens de texto e conversas excluídas, com e sem backup.
Apagou uma conversa por engano? Antes de entrar em pânico, existe uma janela de recuperação real — mas ela é limitada pelo tempo e pela forma como
Como Recuperar Conversas de Mensagens Apagadas no iPhone
Guia prático baseado nos procedimentos oficiais da Apple para recuperar mensagens de texto e conversas excluídas, com e sem backup.
Apagou uma conversa por engano? Antes de entrar em pânico, existe uma janela de recuperação real — mas ela é limitada pelo tempo e pela forma como o seu iPhone sincroniza os dados. Este tutorial mostra o caminho oficial, na ordem certa.
Nota metodológica
Este conteúdo é uma adaptação e resumo em texto do procedimento oficial de suporte da Apple, não uma transcrição literal do vídeo referenciado — por respeito a direitos autorais, o material do vídeo não é reproduzido aqui.
Passo a passo de recuperação
Verifique a pasta "Mensagens Apagadas Recentemente"
A partir do iOS 16, o iPhone guarda as conversas excluídas por até 30 dias antes de apagá-las de vez. Abra o app Mensagens, toque em Editar (ou no ícone de filtros) no canto superior esquerdo e escolha Mostrar Apagadas Recentemente. Selecione a conversa e toque em Recuperar.
Ative o Modo Avião assim que perceber a perda
Desativar a internet imediatamente evita que o aparelho sincronize e sobrescreva dados que ainda possam estar recuperáveis, localmente ou via iCloud.
Confira se o Mensagens no iCloud está ativado
Vá em Ajustes > [seu nome] > iCloud > Ver Tudo > Mensagens. Se estiver ativo, as conversas sincronizam entre dispositivos em vez de ficarem apenas no backup tradicional. Verifique se algum outro aparelho ainda não sincronizou a exclusão.
Restaure a partir de um backup do iCloud
Se a mensagem já passou dos 30 dias, vá em Ajustes > Geral > Transferir ou Redefinir iPhone > Apagar Todo o Conteúdo e Ajustes. Na configuração inicial, escolha Restaurar do Backup do iCloud e selecione um backup anterior à exclusão.
Restaure a partir de um backup local (Finder/iTunes)
Conecte o iPhone ao computador, selecione o dispositivo e escolha Restaurar Backup, apontando para uma cópia feita antes da perda das mensagens.
Avalie ferramentas de recuperação de dados especializadas
Quando não há backup nem cópia na pasta de apagadas, softwares forenses de recuperação podem vasculhar o armazenamento do aparelho em busca de vestígios não sobrescritos. O sucesso não é garantido.
Atenção crítica
Restaurar um backup — do iCloud ou do computador — substitui os dados atuais do iPhone pelos dados daquele backup. Fotos, mensagens e configurações mais recentes que não estavam salvas na cópia serão perdidas. Avalie o custo-benefício antes de prosseguir.
Boa prática de blindagem digital
Mensagens envolvendo evidências, negociações ou conteúdo sensível devem ser preservadas com métodos formais de cadeia de custódia — capturas de tela isoladas não têm valor probatório robusto. Se o contexto envolver disputa, ameaça ou exposição indevida, a preservação técnica correta faz diferença no resultado.
RDS — Inteligência Digital & Investigação · @RDSWEB
GOMEZPSI
Trajetória
Atuação
Empresas & Advogados
Tribunal do Júri
Parceria OSINT
Contato
Falar agora
Dossiê profissional · fontes abertas
Felipe Gomez
Psicólogo Forense & Perito Judicial · CRP 06/87477
Assistência técnica em Psicologia Forense há 17 anos, com atuação em laudos, pareceres e avaliação psicológica para escritórios de advocacia, empresas e tribunais.
👨⚖️ Crim
Assistência técnica em Psicologia Forense há 17 anos, com atuação em laudos, pareceres e avaliação psicológica para escritórios de advocacia, empresas e tribunais.
GomezPsi
PSICOLOGIA FORENSE
CRP 06/87477
RIBEIRÃO PRETO · SP
17 anosAtuação Forense
USPMestrado · Ciências da Saúde
2016Fundação da GomezPsi
7,5K+Comunidade no Instagram
Linha do tempo
Trajetória profissional
Reconstruída a partir de fontes públicas: Cadastro Nacional de Peritos, Escavador, LinkedIn, Doctoralia e o site institucional da GomezPsi.
Formação
2005
Formação em Mitos e Símbolos
Capacitação pelo Centro de Formação e Assistência à Saúde (CEFAS), com atuação voluntária coordenando oficina de Capoeira em grupo de saúde mental.
2006
Graduação em Psicologia — PUC-Campinas
Formação de base e início da atuação como coordenador de clínica-escola, em estágio ligado a pesquisa de mestrado em enfermagem psiquiátrica.
Consolidação pericial
2009–2011
Perito habilitado — 3ª Vara de Família
Habilitação como perito judicial na Comarca de Ribeirão Preto e interior, atuando em avaliações psicológicas determinadas pelo juízo.
2010–2012
Gestor do Conselho Regional de Psicologia (Ribeirão Preto)
Atuação institucional junto ao CRP, aproximando prática clínica e representação de classe.
2011
Início da Assistência Técnica em Psicologia Forense
Passa a atuar como assistente técnico em parceria com escritórios de advocacia — origem do trabalho hoje descrito como "17 anos ajudando advogados em suas teses".
2015
Mestrado em Ciências da Saúde — USP Ribeirão Preto
Título na linha de Enfermagem Psiquiátrica, com pesquisa sobre a Capoeira Angola como oficina terapêutica em reabilitação psicossocial.
2016
Fundação da GomezPsi — Clínica e Consultoria
Estruturação formal da marca que hoje reúne atendimento clínico, atuação forense e cursos para psicólogos e advogados.
Docência e autoridade técnica
2017
Coordenador da Pós-Graduação em Psicologia Jurídica — IPEBJ
Professor convidado no Instituto Paulista de Estudos Bioéticos e Jurídicos, lecionando disciplinas como Psicologia Aplicada na Investigação Criminal, Autópsia Psicológica e Violência contra Vulneráveis.
2019
Nova habilitação pericial & Projeto Integrador CRP-SP
Retorno à condição de perito habilitado na 3ª Vara de Família e participação no grupo "Psicologia e Interfaces com a Justiça" do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo.
Atualidade
Hoje
Diretor da GomezPsi · Revisor do Brazilian Journal of Forensic Sciences
Cria o método e curso "Perito 10X" para psicólogos, oferece mentorias coletivas, consultoria para empresas sobre riscos psicossociais (NR-1) e mentorias voltadas a advogados que constroem teses com apoio técnico-pericial.
Áreas de atuação
Onde a perícia psicológica atua
Frentes descritas em fontes públicas (Cadastro Nacional de Peritos, IPEBJ, redes sociais oficiais).
👨⚖️
Criminal
Avaliação de imputabilidade, personalidade criminosa e autópsia psicológica — temas lecionados por ele no curso de Psicologia Jurídica do IPEBJ.
👨👩👧
Família
Perícias em varas de família: alienação parental, violência doméstica e disputas de guarda, área de origem da sua habilitação como perito.
📄
Cível
Avaliação psicológica independente e elaboração de laudos e pareceres para instruir processos e negociações extrajudiciais.
👷
Trabalho
Suporte técnico em demandas trabalhistas ligadas a saúde mental e assédio, dialogando com a nova exigência de gestão de riscos psicossociais.
Para quem contrata
Empresas, advogados e psicólogos
Três frentes de atuação declaradas nos perfis oficiais da GomezPsi.
Jurídico & Corporativo
Empresas · Adequação à NR-1
A atualização da NR-1 tornou obrigatória, a partir de 26/05/2026, a gestão de riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) de toda empresa com empregados CLT — abrindo espaço para consultoria técnica especializada.
Mapeamento de fatores de risco psicossocial
Suporte técnico para compliance e departamento jurídico
Mentorias para advogados que constroem teses periciais
Combo de capacitação em Perícia Psicológica Judicial + Assistência Técnica, com sessões de mentoria coletiva para quem quer atuar como perito ou assistente técnico.
Método próprio de construção de autoridade técnica
O que a perícia psicológica agrega ao Tribunal do Júri
Visão técnica geral sobre a contribuição da Psicologia Forense em processos julgados pelo Conselho de Sentença, com base nas competências formais registradas no Cadastro Nacional de Peritos e no currículo docente do profissional (Personalidade Criminosa, Autópsia Psicológica, Psicologia Aplicada à Investigação Criminal).
01
Avaliação técnica da imputabilidade
Laudos que analisam a capacidade de entendimento e autodeterminação do réu, subsidiando teses de defesa ou acusação com base científica.
02
Autópsia psicológica
Reconstrução do estado mental e histórico psicossocial da vítima ou do réu em casos de morte suspeita, tema formal de disciplina lecionada pelo profissional.
03
Contraditório técnico
Atuação como assistente técnico da defesa ou da acusação, contrapondo ou reforçando laudos oficiais perante o Conselho de Sentença.
04
Apoio na formulação de quesitos
Orientação ao advogado sobre quais perguntas técnicas direcionar ao perito oficial, fortalecendo a estratégia probatória do caso.
05
Linguagem técnica traduzida ao júri leigo
Pareceres redigidos para serem compreendidos por jurados sem formação técnica, aumentando a clareza da argumentação em plenário.
06
Credibilidade científica da tese
Fundamentação metodológica (avaliação psicológica, entrevista pericial, instrumentos validados) que reforça a solidez da argumentação apresentada.
Nota: os itens acima descrevem, de forma geral, o potencial de contribuição da Psicologia Forense em processos de Tribunal do Júri, com base na formação e nas disciplinas efetivamente lecionadas pelo profissional. Não foram localizados, em fontes abertas, registros de casos específicos de júri conduzidos por ele — para essa informação, recomenda-se consulta direta ao profissional ou às fontes processuais públicas (ex.: Escavador, jurisprudência de tribunais).
Parceria Técnica
Parceria Estratégica com Analista de OSINT em Investigação Defensiva
A avaliação psicológica forense ganha profundidade quando cruzada com inteligência de fontes abertas. A GomezPsi opera em parceria técnica com a RDS, especializada em OSINT aplicado à investigação defensiva, unindo avaliação comportamental e coleta ética de dados públicos para fortalecer teses periciais em casos criminais, cíveis e trabalhistas.
[ 01 ] Perfilamento comportamental com OSINT
Cruzamento de análise comportamental (psicologia forense) com dados de fontes abertas — redes sociais, registros públicos e histórico digital — para compor hipóteses investigativas, nunca provas definitivas.
[ 02 ] Coleta ética e rastreável
Uso exclusivo de fontes abertas e acessíveis ao público, com documentação de origem e método, respeitando a LGPD e os limites legais de cada caso.
[ 03 ] Triagem e validação cruzada
Confronto de múltiplas fontes concordantes antes de qualquer conclusão, reduzindo o risco de dados falsos, manipulados ou desatualizados.
[ 04 ] Suporte técnico ao Tribunal do Júri
Atuação conjunta — perícia psicológica e inteligência de fontes abertas — para subsidiar defesa ou acusação com material técnico consistente perante o Conselho de Sentença.
RDS
Cyber Intelligence & Investigação Digital · 100% virtual