Em junho de 2026, descobrimos um malware incomum que tem como alvo… centrais multimídia automotivas baseadas em Android. Este é o primeiro caso documentado de malware distribuído para centrais multimídia automotivas por meio de um serviço de atualização automática de firmware. Já abordamos diversos incidentes de cibersegurança automotiva, mas, em geral, eles envolviam vazamentos de dados na infraestrutura digital das fabricantes ou testes conduzidos por pesquisadores de segurança.
No entanto, este caso envolve malware que cibercriminosos estão distribuindo ativamente. Os objetivos são cometer fraude publicitária e criar uma botnet de proxies formada por centrais multimídia automotivas infectadas. Neste artigo, explicamos o que é uma central multimídia automotiva, como os invasores infectam esses dispositivos e o que isso pode significar para os motoristas.
O que é uma central multimídia automotiva?
Primeiro, vamos esclarecer o que é exatamente uma central multimídia automotiva. O termo pode parecer técnico, mas, na realidade, a maioria dos motoristas interage com uma delas sempre que usa o carro. A central multimídia é o sistema de infoentretenimento do veículo, geralmente centrado em uma tela usada para controlar a navegação, a música e outras funções do veículo. Nos carros modernos, as centrais multimídia automotivas costumam estar conectadas à Internet.
As fabricantes usam frequentemente o Android nas centrais multimídia por sua praticidade, já que o sistema foi desenvolvido para atender a diferentes usos automotivos e oferece diversas vantagens:
muitas opções de personalização da interface;
facilidade para desenvolver aplicativos;
a possibilidade de adicionar aplicativos e componentes próprios ao sistema;
um grande ecossistema de aplicativos já existente.
No entanto, essas mesmas vantagens também criam riscos, pois os aplicativos podem ser maliciosos em vez de legítimos. E foi exatamente isso que aconteceu neste caso: usando um aplicativo malicioso, invasores incorporaram veículos a uma botnet. Veja como isso aconteceu…
Como os invasores infectam as centrais multimídia automotivas e qual malware utilizam?
Primeiro, é importante observar que esse malware não afeta todas as centrais multimídia automotivas, mas apenas aquelas que utilizam software desenvolvido pela empresa chinesa DoFun. A empresa desenvolve firmware, aplicativos e serviços de nuvem para sistemas de infoentretenimento automotivos baseados em Android e, de acordo com seu site, atende a mais de 30 milhões de proprietários de veículos em todo o mundo.
Para distribuir o malware para o sistema de infoentretenimento de um veículo, os invasores usam o TWCore, um aplicativo de sistema legítimo responsável pelas atualizações de software nas centrais multimídia automotivas da DoFun. Em condições normais, o TWCore obtém da nuvem da desenvolvedora informações sobre os arquivos que precisam ser baixados e instalados no dispositivo. Esses arquivos são, principalmente, atualizações de software já instalado na central multimídia, mas o mesmo mecanismo pode ser usado para instalar novos aplicativos. E é exatamente isso que os invasores exploram: eles usam o TWCore para instalar o JarService (um dropper de cavalo de Troia malicioso) nas centrais multimídia automotivas.
O JarService é essencialmente um aplicativo “vazio”. Ou seja, ele não tem uma interface de usuário e não tenta se passar por um serviço legítimo. A ausência de uma interface faz todo sentido neste caso: os invasores não precisam convencer o usuário a instalar o malware manualmente, e nenhuma interação do usuário é necessária.
O código do JarService contém, de forma criptografada, a carga útil da próxima etapa, além de informações sobre sua versão e ponto de entrada. A função do JarService é descriptografar esses dados e iniciar a próxima etapa da infecção: um módulo malicioso de download. Depois de iniciado, o módulo de download se conecta ao servidor de comando e controle (C2) dos invasores e envia informações sobre o malware instalado. Em resposta, o servidor fornece um link para a carga útil da próxima etapa. O módulo de download obtém essa carga útil, descriptografa-a e a executa.
Neste caso, o malware instala um tipo de malware conhecido como “clicker”, usado para aumentar fraudulentamente o número de impressões de anúncios. Depois de ser executado, o malware entra em contato regularmente com o servidor C2 e envia informações sobre o dispositivo infectado, incluindo seu modelo, resolução de tela, endereço MAC e detalhes da rede Wi-Fi conectada. Em troca, o malware pode receber vários comandos dos invasores. Por exemplo, ele pode fazer solicitações HTTP e abrir páginas da Web. Mas, mais importante ainda, pode baixar e executar código malicioso adicional no sistema de infoentretenimento do veículo comprometido.
Os invasores usam esse recurso para instalar um módulo malicioso chamado zhima, que adiciona a central multimídia infectada a uma botnet. A botnet resultante é usada para operar um serviço conhecido como proxy residencial, permitindo que os invasores direcionem seu tráfego por meio dos dispositivos infectados ao realizar ataques e outras atividades maliciosas.
Quem está por trás do malware e o que os invasores pretendem alcançar?
Os invasores infectam centrais multimídia automotivas com malware principalmente para expandir a botnet. Uma investigação realizada por especialistas da Kaspersky constatou que a operação está associada à plataforma maliciosa BADBOX e, mais especificamente, a um dos agentes de ameaça ligados a ela: o MoYu Group. Indícios no código do malware, juntamente com semelhanças em relação à infraestrutura anteriormente atribuída ao MoYu Group, apontam para o envolvimento do grupo. A própria BADBOX reúne uma série de atividades maliciosas voltadas à infecção de dispositivos Android e à exploração clandestina de seus recursos.
Os invasores, então, ganham dinheiro monetizando o acesso a recursos que pertencem a outras pessoas. Ao investigar a infraestrutura da botnet, nossos especialistas descobriram vínculos entre o MoYu Group e os serviços PXYEDGE e ProxyForU, que oferecem serviços de proxy residencial. Esses serviços permitem que clientes de todo o mundo direcionem seu tráfego de Internet por meio de dispositivos conectados à botnet e, assim, acessem a Internet usando os endereços IP desses dispositivos. Isso sugere que as centrais multimídia automotivas infectadas já podem estar sendo usadas como parte dessa infraestrutura.
Como o malware afeta os usuários?
Em primeiro lugar, o malware consome parte dos recursos computacionais da central multimídia automotiva. A carga adicional pode fazer com que o sistema de infoentretenimento do veículo fique mais lento ou menos estável. Ao mesmo tempo, é muito provável que a velocidade da conexão de Internet do dispositivo infectado também diminua, pois os invasores podem direcionar grandes volumes de tráfego por meio dele.
Também vale destacar que o malware não se limita a oferecer funcionalidade de proxy. Ele pode receber comandos dos invasores, além de baixar e executar código malicioso adicional. Como resultado, as consequências de uma infecção podem variar de acordo com a carga útil que os operadores da botnet decidirem instalar no dispositivo.
Conclusão
Este caso demonstra mais uma vez que ataques a todos os tipos de dispositivos conectados à Internet, de decodificadores de TV a sistemas de infoentretenimento automotivo, não são apenas uma possibilidade teórica, mas uma realidade concreta. Os invasores estão constantemente procurando novos dispositivos cujos recursos possam explorar para seus próprios fins. Por isso, a proteção contra malware é importante muito além de computadores e smartphones.
Nossos especialistas informaram a desenvolvedora sobre o esquema de distribuição do malware que identificaram, e ela corrigiu os problemas de segurança identificados.
Uma análise técnica completa do malware está disponível na Securelist.
Que outros métodos os invasores podem usar para comprometer um veículo e quais riscos eles representam para os motoristas? Leia mais em nossas publicações:
Netflix, Apple TV+, Disney+, Hulu, Amazon Prime, YouTube Premium… Hoje em dia, as famílias que seguem a lei costumam pagar, em média, de cinco a dez assinaturas apenas para assistir ao conteúdo que desejam, com gastos mensais facilmente ultrapassando a casa dos cem dólares. Não é surpresa, portanto, que as redes sociais e os marketplaces on-line estejam registrando um aumento na demanda por “caixas mágicas”. Surgidas no final de 2025, essas TV boxes Android prometem desbloquear milhares de canais e oferecer acesso gratuito a serviços de streaming mediante um único pagamento.
Os anúncios desses dispositivos estão inundando o TikTok e o Instagram: influenciadores sorridentes tiram os SuperBoxes da caixa, conectam-nos à TV e navegam por inúmeros canais. Parece a solução perfeita contra o alto preço das assinaturas, certo? Mas, na prática, essa é uma das formas mais fáceis de permitir a entrada de uma botnet na sua rede doméstica.
Um vídeo promocional no TikTok explicando como é ótimo quando tudo é grátis simplesmente cancelar todas as suas assinaturas
O que há de errado com essas TV boxes baratas?
Já surgiram vários relatos sobre TV boxes maliciosas, mas agora sua divulgação atingiu uma escala realmente alarmante.
No final de 2025, analistas examinaram vários modelos do SuperBox, um dispositivo popular disponível nas principais lojas de varejo e marketplaces on-line. As descobertas foram muito preocupantes: logo após serem ligados, os dispositivos começaram a enviar solicitações aos servidores do aplicativo de mensagens chinês Tencent QQ e ao serviço de proxy Grass, efetivamente disponibilizando a largura de banda da Internet do usuário para terceiros.
Dentro do firmware, os pesquisadores descobriram aplicativos completamente incomuns em um reprodutor de mídia: um scanner de rede, um analisador de tráfego e ferramentas de sequestro de DNS. Com isso, o dispositivo não apenas transmite conteúdo pirata, mas também vasculha a rede local em busca de outros alvos (incluindo interfaces industriais SCADA) e fica pronto para participar de ataques DDoS. Também foi descoberto que os SuperBoxes contêm pastas com o nome revelador “secondstage”, um forte indício de malware em vários estágios.
Mais recentemente, em abril de 2026, o podcast Darknet Diaries publicou uma entrevista com um pesquisador de segurança conhecido pelo pseudônimo D3ada55, que compartilhou diversos detalhes preocupantes sobre essas caixas, incluindo o fato de que elas ainda eram vendidas livremente em plataformas como Amazon, Walmart e Best Buy.
A evolução da infecção: do BADBOX ao Keenadu
O caso do SuperBox está longe de ser a única ocorrência em que os dispositivos Android foram transformados em nós de botnet ou vendidos com infecções de fábrica. Aqui estão os casos mais recentes:
BADBOX 2.0. Em julho de 2025, a Google processou os operadores de uma botnet que comprometeu mais de 10 milhões de dispositivos Android, principalmente TV boxes, tablets e projetores baratos que não tinham certificação do Google Play Protect. Conforme informamos anteriormente, o BADBOX 2.0 tem como alvo TV boxes e opera tanto como uma rede proxy quanto como uma plataforma de fraude publicitária.
Kimwolf. Em dezembro de 2025, a equipe do QiAnXin XLab descobriu uma botnet DDoS que havia sequestrado cerca de 1,8 milhão de dispositivos Android. O hardware infectado incluía modelos genéricos de fabricantes pouco conhecidos que usavam nomes chamativos como TV BOX, SuperBox, XBOX, SmartTV e outros. O alcance da infecção foi enorme, com dispositivos comprometidos distribuídos para o mundo todo. Os países mais atingidos foram o Brasil, Índia, Estados Unidos, Argentina, África do Sul, Filipinas e México.
Keenadu. Nossos especialistas descobriram esse malware à espreita no firmware de dispositivos novos em novembro de 2025, mas ele só chamou atenção depois de publicarmos um estudo sobre ele em fevereiro de 2026. O Keenadu se disfarça de componente legítimo do sistema, até mesmo entrando em aplicativos de desbloqueio facial e potencialmente concedendo aos invasores acesso a dados biométricos, informações bancárias e mensagens pessoais.
Todas essas histórias compartilham a mesma origem: o cavalo de Troia Triada, documentado pela primeira vez pelos nossos pesquisadores em 2016 e apelidado na época de “um dos cavalos de Troia móveis mais avançados”. Ao longo da última década, ele evoluiu de um malware comum para um backdoor modular integrado diretamente ao firmware durante a fabricação.
Como o esquema de infecção funciona
Os fabricantes de TV boxes baratas cortam gastos em tudo: certificação do Google Play Protect, auditorias de firmware e atualizações de segurança. Muitos desses dispositivos são executados no Android Open Source Project sem nenhuma garantia de segurança. Em algum lugar ao longo da cadeia de suprimentos, seja na fábrica, por meio de um intermediário ou em uma distribuidora, um backdoor é injetado na imagem do firmware. Nossos especialistas suspeitam que o próprio fabricante pode nem estar ciente do comprometimento.
A escala da infecção transforma milhões de caixas idênticas na base perfeita para uma botnet: cada dispositivo comprometido representa um endereço IP exclusivo que pode ser alugado para terceiros. Operadores de botnet, como o Kimwolf, lucram com isso não apenas por meio de ataques DDoS distribuídos, mas também revendendo a largura de banda de smart TVs e TV boxes infectadas.
O que isso significa para você
Uma TV box infectada fica na sala de estar, conectada ao Wi-Fi doméstico. Isso significa que ela pode detectar smartphones com aplicativos bancários, unidades de armazenamento conectadas à rede (NAS) com arquivos da família, câmeras IP, fechaduras inteligentes, computadores de trabalho e qualquer outro dispositivo conectado à sua rede Wi-Fi.
Com esse tipo de vetor de acesso inicial dentro da sua rede doméstica, um invasor pode interceptar tráfego não criptografado, falsificar solicitações de DNS, verificar portas e procurar vulnerabilidades em dispositivos vizinhos. Além disso, seu endereço IP pode ser usado para atividades fraudulentas. Como resultado, na melhor das hipóteses, seu IP acabará entrando em listas de bloqueio, e serviços legítimos começarão a barrar seu acesso por atividade suspeita; na pior, autoridades podem bater à sua porta.
Como identificar um gadget potencialmente perigoso
Você deve ficar alerta se um dispositivo:
For vendido sob uma marca sem nome ou genérica, como T95, X96Q, MX10, TV BOX, SuperBox ou similares
Promete acesso vitalício gratuito a serviços premium pagos mediante um único pagamento
Exige que você desative o Google Play Protect ou instale APKs de terceiros durante a configuração inicial
Não tem uma certificação do Play Protect
É promovido por meio de campanhas agressivas de spam nas redes sociais
Como evitar hospedar um nó de botnet
Compre TV boxes certificadas com Google Play Protect ou adquira dispositivos diretamente de operadoras de telecomunicações e provedores de Internet confiáveis.
Isole todos os dispositivos domésticos inteligentes. Configure uma rede Wi-Fi separada no roteador da sua casa para TV boxes, câmeras, alto-falantes inteligentes, aspiradores robóticos e dispositivos semelhantes, mantendo smartphones, unidades NAS e computadores na rede principal. Isso evita que o malware se espalhe para seus dispositivos mais importantes.
Atualize o firmware com frequência em todos os dispositivos, e não se esqueça do roteador, pois ele também representa um elo vulnerável na cadeia.
Remova todos os aplicativos da TV box Android que não foram instalados por você, especialmente lojas de aplicativos alternativas, “impulsionadores” de Wi-Fi e “limpadores de sistema”.
Monitore o tráfego da sua rede. Roteadores modernos e o Kaspersky Premium conseguem exibir os destinos de conexão de cada dispositivo. Conexões frequentes entre um reprodutor de mídia e servidores na China representam um forte sinal de alerta de segurança.
Instale o Kaspersky Premium em todos os seus dispositivos, pois ele protege contra cavalos de Troia e bloqueia páginas de phishing usadas para distribuir arquivos APK infectados.
Não desative o Google Play Protect e evite instalar APKs de fontes duvidosas, pois esse é o principal vetor de infecção usado para burlar a loja oficial de aplicativos.
Em caso de dúvida, devolva a TV box. Não vale a pena arriscar sua biometria, dados bancários ou a reputação do seu endereço IP por causa de um dispositivo de streaming barato.
Quer saber como proteger seus dispositivos domésticos inteligentes? Leia mais nas nossas postagens relacionadas:
The global financial sector is facing a sharp rise in Financial Services DDoS Attacks, with cybercriminals increasingly targeting banks, payment systems, and online financial platforms through larger, longer, and more attacks, according to new research from Akamai.
In its latest State of the Internet (SOTI) Security report titled AI-Empowered Botnets and API Visibility Gaps: Attack Trends in Financial Services, research warned that AI-powered botnets and politically motivated hacktivist groups are intensifying the cyber threat landscape for the banking and financial services industry.
Researchers found that Financial Services DDoS Attacks have become more persistent and operationally disruptive, particularly across Layers 3 and 4 web and API infrastructure.
Financial Services DDoS Attacks Top the Chart
According to the report, financial services organizations are now the most targeted industry for web and API distributed denial-of-service attacks.
Akamai revealed that the median duration of global Layers 3 and 4 Financial Services DDoS Attacks has increased by 738% since 2024. The company attributed the surge to AI-powered attack infrastructure and growing hacktivist activity, including campaigns linked to pro-Iran cyber groups.
Security researchers said attackers are increasingly focusing on:
Online banking systems
Real-time payment platforms
API infrastructure
Customer-facing financial applications
The report noted that while financial institutions continue expanding digital banking and payment services, the growing reliance on APIs and cloud-connected infrastructure has also expanded the attack surface available to threat actors.
API-Related Cyber Risks Emerging as Major Security Weakness
One of the strongest findings in the report involved API-related cyber risks.
According to reserach’s 2026 API Security Impact Study, 96% of financial service leaders surveyed reported at least one API security incident within the past year. That figure was the highest recorded among all industries included in the research.
The report also found that:
60% of all web attacks in 2025 targeted banking institutions
83% of attacks against API endpoints focused on financial organizations
Researchers warned that APIs are increasingly becoming high-value targets because they support critical services such as digital payments, account management, authentication systems, and mobile banking applications.
Steve Winterfeld, Advisory Chief Information Security Officer at Akamai, said APIs are now central to modern cyberattacks against financial institutions.
“Cybercriminals and hacktivists continue to escalate DDoS from nuisance attacks to a sustained siege encompassing both hacktivism and cybercrime, and financial services are in the crosshairs,” Winterfeld said.
He added that artificial intelligence is accelerating existing cybersecurity threats rather than replacing them.
AI Botnets Driving DDoS Campaigns
The report highlighted how AI-driven infrastructure is helping attackers automate and scale malicious operations more effectively.
Researchers observed a 147% surge in advanced bot activity during late 2025. In one case study referenced by Akamai, nearly 96% of all traffic reaching a targeted website was identified as malicious scraping bot activity.
The company warned that AI-powered botnets are making Financial Services DDoS Attacks more difficult to detect and mitigate because attackers can dynamically adapt attack patterns and traffic behavior.
These botnets are also being used to:
Cybersecurity experts have increasingly warned that AI-enabled automation allows threat actors to launch large-scale attacks with fewer technical resources.
Attack Patterns Differ Across Global Regions
Research also identified major regional differences in cyberattack patterns targeting financial institutions.
The report found:
Europe, the Middle East, and Africa accounted for 62% of Layers 3 and 4 DDoS attacks
Asia-Pacific experienced 52% of Layer 7 DDoS attacks
North America recorded the highest volume of web attacks at 44%
Researchers said these differences reflect varying attacker strategies, infrastructure deployment patterns, and regional cybersecurity maturity levels.
The report also revealed that nearly 80% of financial institutions experienced ransomware attacks during the past two years. However, fewer than half of surveyed organizations reported adopting advanced cybersecurity technologies capable of handling modern attack methods.
Growing Pressure on Financial Sector Cybersecurity
The latest findings add to growing concerns around operational resilience within the global financial industry.
As banks and financial institutions continue accelerating digital transformation initiatives, cybersecurity teams are being forced to defend increasingly complex environments that rely heavily on APIs, cloud platforms, automated infrastructure, and third-party integrations.
Research said organizations must improve visibility into APIs, strengthen DDoS mitigation strategies, and modernize threat detection capabilities to address the evolving threat landscape.
The SOTI report also includes guidance on DNS security, DDoS mitigation practices, AI architecture security considerations, and insights from financial sector cybersecurity experts, including contributions from the FS-ISAC.
China-sponsored threat groups like Salt Typhoon and Flax Typhoon are increasingly relying on multiple massive botnets comprising edge and IoT devices to run their cyber espionage and network intrusion campaigns, CISA and other security agencies say. The use of such "covert networks" makes it more difficult to detect and mitigate their campaigns.