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Como se proteger da espionagem por webcam: cinco passos simples

Hoje, pode parecer que há uma câmera nos observando em cada canto: na campainha com vídeo na entrada, na webcam de um notebook no escritório de casa, na babá eletrônica IP no quarto das crianças, na smart TV com câmera e microfone no quarto, no robô aspirador com câmera de navegação… Até um alimentador inteligente para gatos pode estar espionando você! E qualquer uma dessas câmeras pode facilmente se transformar em uma ferramenta de extorsão, chantagem ou curiosidade mal-intencionada.

Nem é preciso procurar muito para encontrar exemplos. Coreia do Sul, final de 2025: não foi apenas um dispositivo, mas 120.000 câmeras IP foram invadidas. Os criminosos vendiam, por assinatura em chats privados, imagens íntimas e gravações do cotidiano das pessoas.

Neste artigo, analisamos exatamente de onde vem a ameaça e apresentamos cinco regras que podem reduzir bastante as chances de você virar a estrela do show de um voyeur.

Casos reais de vigilância

Pornografia de hotel por assinatura

Infelizmente, relatos sobre câmeras em miniatura encontradas em quartos de hotel e apartamentos alugados se tornaram quase rotineiros. Tecnicamente, elas pertencem a uma categoria diferente de dispositivos: “câmeras espiãs” disfarçadas de tomadas, detectores de fumaça ou despertadores. Mais adiante, explicaremos como detectá-las.

Os criminosos não se limitam a publicar imagens de câmeras espiãs. Também fazem transmissões ao vivo. O acesso a vídeos íntimos, naturalmente, não é gratuito. Em algumas regiões, criminosos montaram uma infraestrutura em torno das câmeras espiãs: uns instalam os dispositivos, outros processam as imagens e outros vendem o acesso pela dark web ou por aplicativos de mensagens. Em geral, as vítimas descobrem que havia uma câmera oculta no quarto do hotel por acaso, depois de se depararem com vídeos de si mesmas em sites pornográficos.

Caça a motoristas

Outro vetor de ataque comum é a invasão de câmeras veiculares conectadas à Internet. Esses dispositivos são alvos atraentes para invasores: a segurança é fraca, e as imagens mostram claramente placas de veículos, sinalização viária e endereços em prédios. As gravações também contêm metadados detalhados, incluindo datas exatas, coordenadas de GPS e outras informações.

Isso pode permitir que criminosos identifiquem as rotas habituais da vítima, descubram onde o carro fica estacionado ou até escutem conversas com passageiros. As informações podem ser suficientes para uma vigilância completa, o roubo do veículo ou até chantagem, caso a câmera grave conversas e imagens dentro do carro.

Stalking

Nem todas as imagens roubadas de câmeras resultam de ataques de cibercriminosos profissionais em busca de lucro. Às vezes, stalkers invadem webcams para espionar pessoas específicas, muitas vezes alguém que conhecem. Por exemplo, em 2025 veio à tona um caso em que um homem vinha espionando colegas de trabalho havia anos por meio das câmeras IP instaladas nas casas delas. Todas as vítimas eram mulheres, e não faziam ideia de que estavam sendo observadas.

Em outro caso, um homem monitorava a ex-esposa e a filha por meio de um sistema de interfone e câmeras IP. Ele nem tentava esconder que espionava a própria família e chegou a enviar à filha capturas de tela da webcam. Como consequência, ela acabou tendo que se mudar.

Por que isso acontece?

Negligância com regras básicas de cibersegurança

Esse é provavelmente o principal motivo pelo qual câmeras IP são invadidas. A maioria dos usuários não altera senhas padrão de roteadores, dispositivos inteligentes e aplicativos conectados a eles. Essas senhas são praticamente de conhecimento público. Muitas vezes, são usadas combinações simples, como “admin/admin” ou “root/1234”, que todos conhecem ou que podem ser adivinhadas em segundos sem um algoritmo sofisticado. Foi exatamente isso que permitiu aos invasores comprometer 120.000 câmeras na Coreia do Sul.

Fabricantes de câmeras irresponsáveis

Embora os fabricantes garantam que os dados das câmeras sejam armazenados apenas localmente, na prática, costuma ser bem diferente. Por exemplo, em 2022, pesquisadores descobriram que uma linha popular de câmeras de vídeo enviava capturas de imagem ao servidor do fabricante sempre que uma pessoa aparecia no quadro. E mais: o acesso remoto às gravações de todas as câmeras ficava disponível por URLs previsíveis, o que tornava essas URLs relativamente fáceis de reproduzir ou adivinhar.

Ao mesmo tempo, a empresa afirmava que suas câmeras usavam criptografia de ponta a ponta, armazenavam gravações apenas no dispositivo e não enviavam dados a servidores externos. Por sinal, a suposta “criptografia segura” era implementada com uma chave fixa idêntica para todos os usuários. E a própria chave podia ser facilmente encontrada no código-fonte publicado pelo fabricante.

Em resumo, se um dispositivo tem lente e Wi-Fi, considere a possibilidade de que, mais cedo ou mais tarde, uma falha grave de segurança seja descoberta nele.

Mecanismos de busca para dispositivos vulneráveis estão se tornando cada vez mais populares

Para acessar uma câmera, muitas vezes o invasor só precisa saber o endereço IP dela e testar algumas senhas comuns. Existem mecanismos de busca que indexam dispositivos e suas portas abertas, em vez de sites: webcams, roteadores, controladores industriais, equipamentos médicos e muito mais.

Se uma câmera IP não exigir nome de usuário e senha ou estiver “protegida” pelas credenciais padrão “admin/admin”, ela pode ser facilmente descoberta e adicionada ao banco de dados de um serviço de OSINT. Jornalistas e pesquisadores já usaram esses serviços para encontrar câmeras acessíveis ao público em quartos de crianças, escritórios, salas cirúrgicas de hospitais, bancos e lojas.

Então, o que fazer?

O que é possível fazer em casa ou em um pequeno escritório sem uma equipe dedicada à segurança? Estas cinco recomendações simples podem ajudar.

1. Pesquise sobre o fabricante

Ao escolher um modelo de câmera IP, verifique se câmeras daquele fabricante já foram invadidas. Por exemplo, pesquise por “invasão de câmera IP nome do fabricante“. Depois, acesse a seção de Suporte do fabricante e confira a data da atualização de firmware mais recente para o modelo considerado e para modelos mais antigos.

Se o firmware não tiver sido atualizado nos últimos seis meses ou se as atualizações forem lançadas de forma irregular, considere escolher outro modelo. A maioria das câmeras usa versões embarcadas especializadas do Linux, e mais de 2.300 vulnerabilidades foram registradas no kernel do Linux nos primeiros seis meses de 2026. Sem atualizações regulares de firmware, é quase certo que, mais cedo ou mais tarde, as câmeras de um fabricante apresentarão uma falha de segurança.

Considere modelos de grandes fabricantes para evitar uma coleção inteira de vulnerabilidades com praticamente nenhuma chance de que elas sejam corrigidas. Câmeras baratas de empresas pouco conhecidas, com recursos limitados e proteção fraca, podem acabar saindo caras.

2. Desative recursos desnecessários

Quanto menos serviços de armazenamento em nuvem de terceiros estiverem envolvidos no sistema de vigilância, melhor. Ao escolher uma câmera, procure um slot para cartão microSD ou compatibilidade com dispositivo de armazenamento conectado à rede (NAS), para que todas as gravações possam ser armazenadas localmente.

O ideal é que a câmera consiga funcionar na rede local, sem transmitir dados para a nuvem ou para os servidores do fabricante, com visualização pela LAN ou por meio de uma conexão segura com a rede doméstica ou do escritório.

Ao comprar outros dispositivos para casa inteligente, avalie se você realmente precisa de uma câmera integrada à smart TV, caixa de som inteligente, robô aspirador ou alimentador automático para animais. Cada um desses dispositivos amplia a superfície de ataque em potencial.

Depois de comprar uma câmera IP, revise as configurações, geralmente disponíveis no aplicativo do fabricante ou pela interface Web da câmera, e desative tudo o que não for necessário.

  • Preste atenção aos recursos relacionados ao reconhecimento de pessoas, inteligência artificial, permissões do sistema, descoberta de outros dispositivos na rede e armazenamento em nuvem. Se você não usa um recurso, pode desativá-lo.
  • Nas configurações de rede, confirme que o UPnP (Universal Plug and Play) está desativado ou sequer disponível como opção. O UPnP pode permitir que a câmera se torne acessível a outros dispositivos pela Internet.
  • Verifique se o acesso P2P à webcam está desativado ou indisponível, para que a câmera não se conecte a servidores externos nem possa ser acessada pela Internet sem seu controle direto.
  • Crie o hábito de verificar quem está conectado à sua conta e quem ainda tem acesso às suas gravações. Se você concedeu acesso à webcam a um amigo para ficar de olho no seu cachorro durante uma viagem, lembre-se de revogar depois os acessos ou encerrar as sessões desnecessárias. E, se você terminou um relacionamento recentemente, verifique com atenção especial se a pessoa com quem se relacionava ainda tem acesso. Para saber mais, consulte Higiene digital após uma separação: o que verificar e desativar.

3. Altere as configurações padrão

As senhas padrão de fábrica são conhecidas pelos invasores há anos. Se você ainda não alterou o nome de usuário e a senha do roteador ou da câmera IP, um invasor pode conseguir acesso em questão de segundos.

  • Substitua o nome de usuário e a senha padrão de fábrica do roteador por credenciais exclusivas e longas. Isso pode ser feito pela interface Web do roteador. Explicamos abaixo como acessá-la. Para gerar e armazenar senhas fortes e exclusivas, recomendamos usar Kaspersky Password Manager.
  • Se a câmera estiver vinculada a uma conta em um site ou aplicativo, use também uma senha forte e ative a autenticação de dois fatores ou a autenticação por chave de acesso sempre que possível. Os tokens de 2FA e as chaves de acesso também podem ser armazenados no Kaspersky Password Manager e sincronizados em todos os seus dispositivos.
  • Atualize o firmware do roteador e da câmera IP para as versões mais recentes, mesmo que você tenha acabado de comprar os dispositivos, e crie o hábito de fazer atualizações regularmente. Campanhas de invasão de câmeras IP em grande escala muitas vezes exploram vulnerabilidades conhecidas há muito tempo, que só podem ser corrigidas com a instalação de atualizações.

4. Coloque todas as câmeras e dispositivos inteligentes em uma rede Wi-Fi separada

Recomendamos segmentar o Wi-Fi doméstico em sub-redes separadas. Você provavelmente já viu essa configuração em cafés, que costumam ter uma rede Wi-Fi para a equipe e outra para visitantes.

O ideal é colocar todas as câmeras IP e outros dispositivos de casa inteligente em uma rede Wi-Fi separada e totalmente isolada de notebooks, celulares e outros dispositivos de trabalho. Melhor ainda, as câmeras IP devem ficar isoladas de todos os demais dispositivos em uma rede Wi-Fi dedicada exclusivamente a elas.

A maioria dos roteadores modernos permite criar pelo menos duas redes Wi-Fi, uma rede principal e uma rede para visitantes. Modelos mais avançados podem oferecer ainda mais opções. Assim, mesmo que a câmera seja invadida, o invasor não conseguirá chegar aos outros dispositivos nem acessar arquivos confidenciais.

Como abrir a interface Web do roteador

  1. Digite o endereço IP do roteador na barra de endereços do navegador. Normalmente, ele está impresso em uma etiqueta na parte inferior do roteador. Entre os endereços IP comuns para roteadores domésticos estão 168.0.1, 192.168.1.1 e 10.0.0.1.
  2. Na página que abrir, faça login. A maioria dos roteadores tem um nome de usuário e uma senha padrão, que normalmente também estão impressos na mesma etiqueta. Alguns roteadores podem solicitar a criação de um nome de usuário e de uma senha. Recomendamos escolher uma senha forte e armazená-la no Kaspersky Password Manager. As senhas padrão de fábrica são conhecidas pelos invasores há muito tempo e, se você não alterar a senha do roteador, eles podem entrar facilmente na sua rede doméstica.
  3. Abra as configurações e procure seções relacionadas à segmentação da rede Wi-Fi ou à criação de sub-redes ou redes para visitantes.

Para obter instruções detalhadas de configuração, consulte o manual do roteador ou a seção de suporte do site do fabricante. Para mais dicas sobre como proteger sua casa inteligente, consulte nossa postagem Como proteger sua casa smart.

5. Aprenda a detectar câmeras ocultas, em casa e durante uma viagem

Nosso último conjunto de recomendações não trata da configuração da câmera em si, mas de boas práticas de segurança.

Crie o hábito de verificar a lista de clientes do roteador. Se você vir um dispositivo desconhecido com um nome estranho ou endereço MAC, investigue o que é e por que está conectado à sua rede doméstica. Nossa solução de segurança inclui um componente dedicado do Smart Home Monitor. Esse recurso pode alertar quando um novo dispositivo se conecta à rede doméstica com ou sem fio, fornecer recomendações simples para melhorar a segurança da rede e identificar senhas fracas do roteador e criptografia insegura.

Durante viagens, recomendamos verificar se há dispositivos de gravação ocultos em quartos de hotel e imóveis alugados:

  • inspecione locais que ofereçam um bom campo de visão do ambiente, como grades de ventilação, detectores de fumaça, tomadas e objetos decorativos;
  • no escuro, use o smartphone como detector óptico improvisado: ligue a lanterna e a câmera, examine lentamente o ambiente e procure reflexos característicos produzidos por lentes de câmeras;
  • use a câmera frontal para procurar fontes de luz infravermelha invisíveis ao olho humano. Isso pode ajudar a identificar a iluminação IR usada para “visão noturna”.

Para conhecer outros métodos práticos de encontrar câmeras espiãs, consulte nosso post Quatro maneiras de encontrar câmeras espiãs.

O que mais você deve saber sobre vigilância e câmeras:

Dysphoria Hijacks Routers, Gateways and IP Cameras to Build Massive IoT Botnet

The Dysphoria botnet has expanded into a major Internet of Things threat, with a new Shadowserver Special Report identifying approximately 296,000 compromised devices. The campaign targets exposed routers, gateways, IP cameras and other embedded Linux systems, converting poorly secured equipment into a distributed platform for DDoS attacks and increasingly, residential proxy and relay operations. Dysphoria’s […]

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TuxBot v3: The IoT Botnet Built With AI – Bugs, Disclaimers and All

TuxBot v3, an AI-built IoT botnet for 17 architectures, shipped with LLM bugs and safety disclaimers the developer never removed.

Palo Alto Networks’ Unit 42 identified a previously undocumented modular IoT botnet framework called TuxBot v3 Evolution, and it comes with an unusual detail: the developer used a large language model to write significant portions of the code, and the LLM’s safety disclaimer ended up in every compiled binary. Sixty-one C source files each carry an identical header warning that “this code is for educational and authorized security research only.” The developer shipped it without removing a single line.

“The malware authors leveraged an LLM to assist in their code development, yielding mixed results. While the AI complied with their request to generate botnet code, it included a safety disclaimer that the developer failed to remove before shipping.” reads the Unit 42’s report. “Although the LLM clearly aided in constructing the botnet, several functions in the analyzed samples failed to work correctly. While a manual code review could have easily resolved these errors, the authors neglected this step. “

The LLM’s raw chain-of-thought reasoning was also left verbatim in source file comments throughout the codebase, including gems like “// I created them so I should know?” and “// Wait, where is the command?”, an LLM narrating its own confusion to itself, preserved for posterity in a working botnet.

The framework is substantial. It cross-compiles a C-based bot agent for 17 architectures, including ARM, MIPS, PowerPC, RISC-V, and x86_64. It includes a Go-based command-and-control server with a DDoS-for-hire panel, a custom exploit virtual machine, Docker-based test infrastructure, and an automated build system.

The bot brute-forces Telnet access with 1,496 credential pairs and contains exploit code targeting more than 30 IoT device families.

“The TuxBot framework we recovered and analyzed is approximately 70% functional. The core infection flow (scanning, credential brute-forcing, persistence, primary C2 setup and DDoS execution) works.” continues the report. “The Telnet, SSH, HTTP and Android Debug Bridge (ADB) scanners all operate correctly. Furthermore, with its 1,496 credential pairs, the Telnet scanner remains a viable infection vector.”

The parts that don’t work trace almost entirely to bugs introduced by the LLM.

The most consequential LLM failure is in the C2 authentication module. The developer asked for Argon2id password hashing. The LLM couldn’t import the right library, fell back to SHA256 loops, but kept the Argon2id comments, constants, and output format, including a return value formatted as “$argon2id$v=19$…” that contains nothing of the sort.

“Despite its use of PKBDF2 for password hashing, the LLM formats the output to look like Argon2id anyway:

return fmt.Sprintf("$argon2id$v=19$m=%d,t=%d,p=%d$%s$%s", ...)

The LLM hallucinated that it implemented Argon2id but actually fell back to SHA256 loops while keeping the Argon2id comments, constants and output format.” states the report.

There’s also an XOR key mismatch that breaks the IRC fallback channel, four exploit payloads, and HTTP polling. The custom exploit VM never fires because the Go compiler writes the file magic as “TUXE” while the C runtime expects “EXPL.” Sixteen exploit functions are compiled as dead code that never get called. Seventy-eight attack vectors mapped to six handlers, all HTTP application-layer methods silently redirected to TCP SYN floods.

“During our research, we were able to fix these issues with a handful of LLM-assisted prompts. We reconstructed the correct table entries and fixed the IRC C2 channel with a few targeted prompts.” states Palo Alto Networks. “Given that the operator already has the source code and has been actively deploying binaries (six new samples in April 2026), we can reasonably assume that a version with some or all of these fixes already exists in the wild.”

Unit 42 found six new samples in internal telemetry in April 2026, compiled with GCC 14.2.0 production builds across multiple architectures. The C2 infrastructure at 209.182.237[.]133 has been active since at least March 2026.

The developer’s Git log leaked their workstation hostname pointing to an Iranian-hosted machine, and the parent domain digikalas[.]online resolves to Iran’s Arvan Cloud CDN. Shared dropper infrastructure at 185.10.68[.]127 on FlokiNET links TuxBot to Kaitori v3.9 and AISURU tooling, separate codebases that all converge on the same bulletproof host, placing the operator within the Keksec ecosystem.

The development timeline starts in January 2025 with the developer cloning the open-source MHDDoS DDoS toolkit from GitHub, with 254 automated benchmark reports generated in early January 2026 and the first VirusTotal submission appearing January 20. Somebody spent a year building this. The AI helped with most of it, introduced most of the bugs, and nobody caught them because the generated code reads cleanly on the surface.

“Shared infrastructure with Kaitori v3.9 and AISURU tooling places the TuxBot operator within the Keksec ecosystem. This group is known for running multiple IoT botnet variants in parallel. TuxBot appears to be another variant in that portfolio. It’s one that aims to go beyond the usual Mirai fork with its encrypted C2, its DGA and a modular exploit system, even though that system does not work yet in the version we recovered.” continues the report. “The broken features can be fixed. We demonstrated this during our analysis by reconstructing the IRC C2 channel and decrypting the mismatched table entries with a few targeted LLM prompts. “

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Pierluigi Paganini

(SecurityAffairs – hacking, TuxBot v3)

Residential Proxy Risks: Understanding Google’s Latest Action Against 2 Million Strong NetNut

Google announced that it helped take down NetNut, a 2 million strong malicious residential proxy network. The incident highlights the growing risks posed by residential proxy networks that quietly conscript consumer devices into services used by cybercriminals and nation-state actors alike.

The post Residential Proxy Risks: Understanding Google’s Latest Action Against 2 Million Strong NetNut appeared first on The Security Ledger with Paul F. Roberts.

Seven Bugs in FatFs Put IoT and Embedded Devices at Risk

runZero found 7 flaws in FatFs, a filesystem used in IoT and embedded devices. Bugs can cause memory corruption, crashes, or data leaks via crafted storage.

Cybersecurity firm runZero has disclosed seven vulnerabilities in FatFs, a compact open-source library that lets embedded devices read and write FAT and exFAT formatted storage, the same formats used on USB drives and SD cards. The severity ratings run from CVSS Medium to High.

This project revisited a 2017 security audit of the FatFs driver, where manual testing and fuzzing had only found minor issues. In March 2026, the team repeated the analysis using Visual Studio Code and GitHub Copilot in auto mode with simple prompts and no custom tooling. The results were unexpected: issues previously missed became easy to find. The AI helped generate fuzzing inputs automatically and even validated exploitability across different embedded environments, turning what was once a manual, time-consuming process into something far more automated and effective.

The flaws impact multiple platforms, including Espressif ESP-IDF, STMicroelectronics STM32Cube, Zephyr RTOS, MicroPython, ArduPilot, RT-Thread, Mbed, Samsung TizenRT, and SWUpdate. Downstream from those platforms sit consumer IoT devices, industrial controllers, drones, hardware crypto wallets, and more.

Most of the devices that bundle FatFs don’t have the memory protections that phones and desktops take for granted, such as ASLR.

“For the vendors who build on these platforms it’s simple: any physical access leads to a jailbreak, especially given the lack of address space layout randomization (ASLR) and memory protection. For everyone else, there are numerous devices where brief physical access by the general public should not lead to a full compromise.” states the report. “For example, security cameras with SDCard storage, voting machines with USB file readers, ATMs, and pretty much anything else that has a screen that you expect people to touch.”

A security camera with an SD card slot, a voting machine with a USB reader, an ATM, a public kiosk: none of these should hand over full control to whoever plugs in a drive, but on unpatched hardware running vulnerable FatFs code, that’s the exposure.

All seven bugs share the same trigger: a device reads a crafted storage volume or firmware image, FatFs mishandles the malformed data, and bad things follow. Two of the CVEs, CVE-2026-6682 and CVE-2026-6683, are also implicated in over-the-air firmware update processes, which extends the attack surface beyond physical media entirely.

Below are the details of the seven flaws:

  • CVE-2026-6682 (CVSS 7.6, High) – FAT32 integer overflow in mount_volume() can produce attacker-controlled file-size metadata. This may be trusted as a read length by downstream code, leading to heap or stack corruption and possible code execution.
  • CVE-2026-6687 (CVSS 7.6, High) – exFAT label-length stack overflow in f_getlabel() allows oversized writes into label buffers when the label field is not properly capped. This can lead to straightforward memory corruption in embedded firmware.
  • CVE-2026-6688 (CVSS 7.6, High) – long filename overflow in downstream callers where fno.fname exceeds fixed-size buffers. This often breaks in wrapper code using strcpy or sprintf and depends heavily on how firmware handles filenames.
  • CVE-2026-6685 (CVSS 6.1, Medium) – unsigned subtraction wrap in dirty-cache handling on fragmented volumes can corrupt memory or cause silent data corruption, which is especially dangerous in logging and control systems.
  • CVE-2026-6683 (CVSS 4.6, Medium) – exFAT divide-by-zero in sync/write paths triggered by crafted media leads to reliable crashes and potential device bricking in firmware update scenarios.
  • CVE-2026-6686 (CVSS 4.6, Medium) – uninitialized cluster exposure when extending files past EOF can leak stale data from previously deleted files, creating an information disclosure risk.
  • CVE-2026-6684 (CVSS 4.6, Medium) – GPT partition scan loop in pre-R0.16 versions can trigger unbounded scanning, causing boot-time denial of service. It is fixed upstream, but still present in older embedded deployments.

FatFs is maintained by one developer. runZero made repeated attempts to reach the maintainer and involved JPCERT/CC in the coordination process. Neither effort produced a response. For six of the seven CVEs, there is no upstream patch. The only fix available is the GPT scan issue addressed in R0.16, and even that requires downstream vendors to update their vendored copies.

That last detail is the crux of the problem.

“FatFs is one of those components. It’s compact, useful, and copied everywhere. That’s great for shipping products quickly, but less great when memory-safety issues show up in parser-adjacent code that happily ingests untrusted media.” continues the report. “This kind of component is even more challenging to deal with, from a disclosure-and-fix perspective, in that nearly everyone ends up making local, vendored modifications. So, an upstream patch must be validated pretty carefully before incorporating.”

Even when a fix does eventually appear, every vendor that’s diverged from upstream has to validate it against their own modifications before shipping it. The precedent from PixieFail, nine vulnerabilities in EDK II network boot code disclosed in 2024, is that this process takes years, not weeks, and FatFs has a weaker fix pipeline because there’s no responsive upstream at all.

runZero published proof-of-concept disk images, a test harness, and a working QEMU-based exploit demonstration in a companion repository at github.com/runZeroInc/vulns-2026-fatfs-chance. No attacks using these bugs had been reported as of the July 1 disclosure date.

What to do if you ship or run affected products?

If you build firmware that touches FAT or exFAT storage, the immediate work is: find your vendored copy of FatFs, audit the wrapper code around it, examine how your code handles filenames and file sizes, and plan for patching. Pay particular attention to any code that copies fno.fname into a fixed-size buffer. If you run affected devices rather than build them, treat physical ports and firmware update channels as attack surface: restrict who can plug in media, monitor for vendor security advisories, and apply firmware updates when vendors release them.

The broader point runZero makes is worth sitting with. Keeping these bugs quiet in 2026 would accomplish nothing, because the tooling that found them is now widely available. The right response to that reality is disclosure, coordination where possible, and publication to give defenders a head start.

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Pierluigi Paganini

(SecurityAffairs – hacking, FatFs)

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