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Ferramentas de vigilância baseadas em veículos

É melhor pensar no carro moderno como um computador sobre rodas que constantemente envia dados de diagnóstico para os servidores da montadora ou do revendedor. Ao entrar no carro, você encontrará dezenas de sensores: GPS, velocímetros, microfones com viva-voz, câmeras externas e até mesmo sensores menos óbvios (mas muito ativos) de pressão do pedal, pressão dos pneus, temperatura do motor e muito mais. Ainda que esses dados não sejam transmitidos à montadora em tempo real, eles são registrados na memória interna do carro e podem revelar uma grande quantidade de informações sobre as viagens, os hábitos e o entorno do motorista. Já explicamos como as montadoras coletam dados para uso comercial e para quem eles são vendidos (alerta de spoiler: as seguradoras são as maiores compradoras de telemetria), mas hoje mostraremos como os órgãos de segurança pública e as agências de inteligência utilizam essa mina de ouro.

Provas digitais

Os departamentos de polícia do mundo todo reconhecem o imenso valor dos dados armazenados nos veículos. Quando um carro ou o seu proprietário está envolvido em um crime, os investigadores fazem mais do que apenas verificar impressões digitais ou DNA. A tecnologia Car Intelligence (CARINT) permite que eles vasculhem todos os sistemas a bordo do carro, extraindo dados como:

  • Histórico de viagens fornecido pelo GPS
  • Registros de chamadas, atividade do player de mídia e comandos de voz
  • Listas de dispositivos pareados e de contatos sincronizados
  • Estatísticas de condução: quilometragem, modos de desempenho do motor e outros parâmetros técnicos

Há vários casos em que esses dados serviram como prova e desmentiram álibis. Em um caso ocorrido nos EUA, um comando de voz gravado representou a prova concreta de que a pessoa tida como suspeita era a autora do crime.

Com o aumento de carros conectados com SIM próprio e comunicação direta com a montadora, agentes de segurança pública não precisam mais de acesso físico ao veículo. Dados importantes, como o histórico de localização fornecido pelo GPS, podem ser obtidos diretamente dos servidores da montadora. Além disso, uma investigação conduzida pelo Senado dos EUA revelou que nove das 14 montadoras investigadas estavam fornecendo esses dados sem um mandado.

Os principais fornecedores de software de inteligência automotiva, como Ateros, Berla, TA9/Rayzone e Toka, vendem apenas para agências governamentais e policiais, por isso são pouco conhecidos pelo público.

Vigilância abrangente

Para rastrear pessoas, os dados extraídos do seu próprio veículo são cruzados com informações de outras fontes. Segundo vazamentos à imprensa, os principais produtos dessa categoria combinam dados do SIM do carro, registros de Bluetooth, imagens de câmeras de segurança de monitoramento urbano e informações disponibilizadas para venda por corretores de dados. Esse conjunto de dados híbrido simplifica o mapeamento abrangente dos movimentos e contatos de uma pessoa sob investigação. Jornalistas descobriram que algumas empresas permitem ativar remotamente microfones e câmeras do veículo sem que o proprietário descubra, permitindo a eles ouvir conversas em tempo real. No entanto, especialistas observam que, devido à diversidade de implementações técnicas em diferentes sistemas, invadir o sistema de um carro continua sendo uma tarefa difícil e sem garantia de sucesso. Muitas vezes, é mais simples correlacionar outros conjuntos de dados, mais acessíveis, para obter o mesmo resultado.

Ferramentas de espionagem nativas

Recursos como a ativação secreta de câmeras, microfones e outros sensores podem, em teoria, fazer parte das funcionalidades de fábrica de um veículo, em vez de serem resultado de uma invasão. Embora não tenhamos encontrado nenhuma prova pública de tais casos, sabe-se que os veículos fabricados na China estão sob crescente escrutínio em vários países. Eles foram banidos de instalações militares israelenses, com exceção de um único modelo da Chery, desde que seu sistema multimídia tenha sido removido. O Reino Unido e a Polônia também estabeleceram proibições semelhantes, sendo que os funcionários do Ministério da Defesa do Reino Unido são instruídos a não conectar o telefone de trabalho a carros fabricados na China. Na Alemanha, as análises de segurança de veículos chineses foram realizadas pelas agências especializadas BfV e ZITiS, mas as descobertas permanecem confidenciais.

Vigilância de baixo custo

Para rastrear um veículo, ou milhares deles, não é necessário invadir os sistemas a bordo nem acessar extensas redes de leitores de placas. Um estudo científico recente demonstrou que os sistemas de monitoramento da pressão dos pneus (TPMS), que à primeira vista parecem inocentes, fornecem dados suficientes para um rastreamento eficaz. Os dados desses sensores são transmitidos por rádio sem qualquer criptografia e incluem um ID exclusivo que facilita a identificação de um carro específico. Isso permite mais do que apenas confirmar o movimento do veículo; também pode ser usado para estimar o peso do motorista ou determinar se ele está viajando sozinho. Pode não parecer tão impressionante quanto acessar remotamente as câmeras de um carro, mas exige pouco investimento e funciona até em veículos mais antigos sem conexão com a Internet.

Como se proteger contra o rastreamento de veículos

Rastrear alguém pelo carro compromete a privacidade. No entanto, equilibrar a mitigação desse risco é difícil, pois muitas medidas são complexas e ineficazes, reduzindo a utilidade, a segurança e a conveniência dos veículos modernos. Assim, antes de tomar qualquer medida, você deve ponderá-la em relação ao seu perfil de risco pessoal.

Para reduzir o risco de vazamento de dados, verifique as configurações de privacidade no aplicativo do fabricante, no sistema multimídia do carro e no smartphone conectado. Um carro conectado pode transmitir para a nuvem dados sobre seu funcionamento: informações sobre viagens, localização, estilo de direção, condição do veículo e funcionamento de seus componentes. Alguns desses dados são necessários para navegação, diagnóstico e manutenção, mas nem todas as permissões são indispensáveis: revise as configurações e desative a transmissão de dados não relacionados às funções necessárias.

Tenha cuidado com as permissões de acesso ao microfone, à câmera, aos contatos, às mensagens e à geolocalização. Conecte ao carro apenas seus próprios dispositivos e não salve telefones de outras pessoas nem dispositivos Bluetooth desconhecidos no sistema. Ao sincronizar o smartphone, selecione apenas recursos dos quais precisa: chamadas, música e navegação, em vez de conceder acesso total a todos os dados do aparelho.

Não recorra a técnicos que ofereçam “desbloquear” o carro, reprogramar unidades de controle eletrônico ou instalar softwares para ampliar recursos, aumentar a potência ou interferir no funcionamento do carro. Esses softwares não foram testados pelo fabricante: eles podem agir de forma imprevisível, coletar e transmitir dados para agentes maliciosos, desativar recursos de segurança ou afetar sistemas críticos do veículo: incluindo direção, frenagem e funcionamento do motor.

Ao escolher um carro novo, pergunte na concessionária não apenas sobre a pontuação nos testes de segurança NCAP, potência do motor ou consumo de combustível, mas também sobre as tecnologias de cibersegurança utilizadas no veículo. Soluções como o Kaspersky Automotive Secure Gateway, que é baseado no KasperskyOS, fornecerão a proteção necessária para carros novos contra ameaças cibernéticas.

Que outras ameaças os carros conectados escondem? Leia mais em nossas publicações:

Quase metade de todas as senhas existentes podem ser quebradas em menos de um minuto | Blog oficial da Kaspersky

Todos os anos, centenas de milhões de senhas de usuários reais são vazadas na dark web. Analisamos 231 milhões de senhas exclusivas que foram vazadas na dark web entre 2023 e 2026, e as conclusões são sombrias: a grande maioria delas é extremamente fraca. Basta uma hora e alguns dólares no bolso para que um invasor quebre 60% dessas senhas. Além disso, a quebra de senhas vem crescendo a cada ano. No nosso estudo anterior, realizado em 2024, a porcentagem de senhas vulneráveis era menor.

Hoje, analisaremos o quanto as senhas comuns são seguras (spoiler: nem um pouco) e como você pode proteger seus dados e contas usando métodos mais robustos. Ao mesmo tempo, destacaremos os padrões mais comuns utilizados por usuários reais na criação das suas senhas.

Como as senhas são quebradas

Os métodos utilizados para armazenar e decifrar senhas já foram abordados em detalhes no nosso estudo anterior, mas faremos uma breve recapitulação dos pontos mais importantes.

Nos dias atuais, as senhas quase nunca são armazenadas em texto simples. Por exemplo, se você criar uma conta com a senha “Password123!”, o servidor não a armazenará desta forma. Em vez disso, a senha passa por um processo de hash usando algoritmos específicos, transformando-se em uma sequência de letras e números de comprimento fixo (um hash), que é o que realmente fica armazenado no servidor. O hash MD5 para “Password123!” se parece assim:

2c103f2c4ed1e59c0b4e2e01821770fa.

Cada vez que o usuário insere sua senha, ela é convertida em um hash e comparada com o hash que está armazenado no servidor; se eles corresponderem, a senha está correta. Se um invasor colocar as mãos nesse hash, ele precisará quebrá-lo para recuperar a senha original, em um processo conhecido como “quebra de senha”. Isso normalmente é feito usando GPUs próprias ou alugadas, e vários métodos podem ser empregados na execução:

  • Enumeração exaustiva (força bruta). O computador tenta todas as combinações possíveis de caracteres, calculando um hash para cada uma delas. Esse é o método mais fácil para quebrar senhas curtas ou compostas por um único conjunto de caracteres (como apenas dígitos).
  • Tabelas arco-íris. Esse método é um pesadelo para quem usa senhas simples. Trata-se basicamente de uma “lista telefônica” de hashes já quebrados por força bruta ou algoritmos inteligentes. Tudo o que um invasor precisa fazer é encontrar um hash correspondente e ver qual senha corresponde a ele.
  • Quebra inteligente. Esses algoritmos são treinados com base em bancos de dados de senhas vazadas. Eles entendem a frequência de diferentes combinações de caracteres e fazem as verificações das sequências mais prováveis para as menos comuns. Os algoritmos consideram palavras do dicionário e substituições de caracteres (a → @ ou s → $), bem como estruturas de senhas comuns, como “palavra do dicionário + número + caractere especial”, enquanto verificam hashes em relação às tabelas arco-íris. A combinação desses métodos acelera bastante o processo de quebra de senhas.

Além desses métodos, os invasores também conseguem interceptar senhas em texto simples. Existem várias maneiras de fazer isso: phishing (em que uma vítima é atraída para uma página da Web falsa e insere sua senha), keyloggers que detectam teclas pressionadas, malwares de roubo de dados, cavalos de Troia capazes de acessar documentos, cookies, dados da área de transferência e muito mais. Infelizmente, muitos usuários armazenam suas senhas em formato de texto simples em anotações, aplicativos de mensagens e documentos, ou as salvam em navegadores onde invasores podem extraí-las em segundos.

Todos os anos, detectamos cerca de cem milhões de vazamentos de senhas em formato de texto simples. Usamos esses bancos de dados para avisar os usuários do [placeholder KPM] caso seus dados tenham sido comprometidos. Eles nos perguntam com frequência se conhecemos suas senhas. E a resposta é: não. Já explicamos em linguagem não técnica como comparamos suas senhas com senhas vazadas sem precisar conhecê-las (nem as senhas armazenadas no [placeholder KPM] nem mesmo seus hashes saem do seu dispositivo) nas visões gerais da nossa tecnologia de análise de vazamentos e na arquitetura interna do nosso gerenciador de senhas. Dê uma olhada neles. Você ficará surpreso com a elegância do processo.

60% das senhas são quebradas em menos de uma hora

Adicionamos 38 milhões de senhas reais divulgadas por invasores em fóruns da dark web ao banco de dados do nosso estudo anterior e comparamos os resultados. O teste foi realizado usando uma única GPU RTX 5090 para senhas com hash gerado pelo algoritmo MD5. Os dados utilizados na análise foram obtidos do nosso serviço Digital Footprint Intelligence . Você pode consultar o algoritmo que usamos para avaliar a força das senhas em nosso artigo na Securelist.

Infelizmente, as senhas continuam fracas, e fica cada vez mais fácil e rápido quebrá-las. Hoje, 60% das senhas podem ser quebradas em menos de uma hora. Há dois anos, essa porcentagem era de 59%. Mas o fato mais alarmante é este: quase metade de todas as senhas (48%) são quebradas em menos de um minuto!

Tempo para decifrar Porcentagem de senhas que podiam ser quebradas neste período em 2024 Porcentagem de senhas que podiam ser quebradas neste período nos dias de hoje
Menos de um minuto 45% 48%
Menos de uma hora 59% (+14%) 60% (+12%)
Menos de 24 horas 67% (+8%) 68% (+ 8%)
Menos de um mês 73% (+6%) 74% (+6%)
Menos de um ano 77% (+4%) 77% (+3%)
Mais de um ano 23% 23%

Tempo para quebrar uma senha: dois anos atrás e hoje

Esse aumento na velocidade ocorreu devido aos processadores gráficos, que se tornam mais poderosos a cada ano. Enquanto uma RTX 4090 em 2024 atingia uma velocidade de 164 gigahashes (bilhões de hashes) por segundo em ataques de força bruta contra hashes MD5, a nova RTX 5090 aumentou essa taxa em 34%, chegando a 220 gigahashes por segundo.

E embora uma placa de vídeo de alta tecnologia como essa possa ser encontrada à venda no varejo por milhares de dólares, o preço não representa um grande empecilho: há muitos serviços em nuvem baratos que permitem alugar o poder de computação de uma GPU. Dependendo da configuração e do modelo, os custos de aluguel variam de alguns centavos a alguns dólares por hora. Como vimos, uma hora é tudo o que um invasor precisa para quebrar três de cada cinco senhas encontradas em um vazamento. Além disso, dependendo da escala da tarefa, é possível alugar dez ou até cem GPUs em vez de apenas uma…

É interessante notar que quebrar todas as senhas de um conjunto de dados leva quase o mesmo tempo que quebrar apenas uma. Durante cada iteração, depois que o invasor calcula um hash para uma combinação de caracteres específica, ele verifica se esse mesmo hash existe em algum lugar no conjunto de dados. Quanto maior é o conjunto, mais fácil é encontrar uma correspondência. Se uma correspondência for encontrada, a senha correspondente será marcada como “quebrada”, e o algoritmo seguirá para a próxima.

Quais senhas são vulneráveis?

A força de qualquer senha depende do seu comprimento, da variedade do conteúdo e da aleatoriedade desse conteúdo. As senhas criadas por humanos acabam sendo as menos seguras, já que, infelizmente, somos bastante previsíveis. As pessoas usam palavras do dicionário e combinações de caracteres que já foram dominadas pelos algoritmos inteligentes e evitam usar sequências longas e aleatórias de caracteres. Além disso, muitas não sabem que é possível detectar padrões em sequências que aparentam ser aleatórias. O curioso é que senhas geradas por IA ainda carregam traços de uma abordagem humana. Falamos sobre isso em outro post sobre como criar uma senha forte e memorável.

Quase metade de todas as senhas existentes podem ser quebradas em menos de um minuto

Porcentagem de senhas de diferentes comprimentos que podem ser quebradas em um determinado período

O comprimento de uma senha é o principal fator que afeta o tempo que ela leva para ser decifrada. Como você pode ver na tabela abaixo, leva menos de 24 horas para quebrar quase todas as senhas de oito caracteres.

Porcentagem de senhas de diferentes comprimentos que podem ser quebradas em um determinado períodoMas a previsibilidade de uma senha também importa. Você acha que sua senha se torna mais segura ao adicionar um número ou um caractere especial a uma palavra fácil de lembrar? A resposta é sim, mas nem tanto. Os padrões usados pelas pessoas para criar senhas são fáceis de prever e, às vezes, até divertidos, embora isso não tenha graça nenhuma.

O que aprendemos sobre padrões de senhas

Uma análise de mais de 200 milhões de senhas revelou padrões característicos que permitem que algoritmos inteligentes quebrem senhas com facilidade.

Escolha um número

Mais da metade de todas as senhas (53%) terminam com um ou mais dígitos, enquanto quase uma em cada seis (17%) começa com um número. Uma em cada oito (12%) contém sequências que parecem anos, variando de 1950 a 2030, e uma em cada 10 (10%) contém anos entre 1990 e 2026. É provável que isso aconteça porque as pessoas utilizam seu ano de nascimento (ou de alguém que elas conhecem), algum outro ano significativo ou o ano em que criaram a senha ou a conta. Curiosidade: a distribuição dessas datas sugere que os usuários mais ativos na Internet nasceram entre 2000 e 2012.

No entanto, entre todas as combinações numéricas, a mais popular é “1234”, como você já deve ter adivinhado. No geral, padrões com sequências de teclas do teclado (“qwerty”, “ytrewq” e similares) aparecem em 3% das senhas.

Caracteres especiais não são garantia de segurança

A maioria das políticas de senha nos últimos anos exige o uso de pelo menos um caractere especial. O vencedor absoluto desta categoria é o símbolo @: ele aparece em uma em cada 10 senhas. O ponto (.) aparece em segundo lugar, seguido do ponto de exclamação (!) em terceiro.

O amor governa o mundo… e o Skibidi Toilet também

Palavras carregadas de emoção costumam servir de base para senhas, e as positivas são as mais comuns. Alguns dos termos mais usados são “love” (“amor”), “angel” (“anjo”), “team” (“equipe”), “mate” (“amigo”), “life” (“vida”) e “star” (“estrela”). Dito isto, a negatividade também se faz presente, principalmente na forma de palavrões comuns em inglês.

É curioso notar que memes virais também são usados em senhas. Entre 2023 e 2026, o uso da palavra Skibidi aumentou 36 vezes! Naturalmente (veja o link se isso não parecer tão natural assim), a palavra “toilet” também ganhou popularidade, embora em menor escala.

Os usuários tendem a manter as senhas inalteradas por anos

Mais da metade das senhas (54%) que identificamos em vazamentos recentes já haviam aparecido antes. Uma das explicações para isso é a migração dos mesmos dados de um conjunto de dados para outro. No entanto, há uma explicação muito mais preocupante: muitos usuários usam a mesma senha durante anos.

A análise das datas encontradas nas senhas mostra que as combinações que contêm os anos de 2020 a 2024 permanecem populares. Parece que as pessoas adicionam o ano atual à senha quando a criam e depois esquecem dela por vários anos. Isso torna possível calcular a vida útil média de uma senha: de três a cinco anos.

Essa é uma tendência perigosa. Primeiro, porque os algoritmos inteligentes conseguem decifrar senhas muito mais complexas nesse período de tempo. E, em segundo lugar, quanto mais tempo sua senha permanecer inalterada, maior será a probabilidade de ela vazar, seja por meio de uma violação, infecção por malware ou ataque de phishing.

A situação fica ainda pior quando a mesma senha é usada em várias contas. Nesse caso, os invasores nem precisam quebrar nada: basta encontrar sua senha em um único vazamento e usá-la em outros sites.

Como proteger suas senhas e contas

Se, ao ler esta postagem, você percebeu que suas senhas podem ser facilmente quebradas, não entre em pânico. Fizemos uma lista de dicas simples, mas essenciais, para você seguir.

Use um gerenciador de senhas

As senhas mais fracas são as criadas por humanos. Criar e memorizar centenas de sequências aleatórias de 16 a 20 caracteres (já que cada site exige uma senha longa e exclusiva) é uma tarefa difícil e pouco realista.

É por isso que você deve delegar a geração e o armazenamento das suas senhas ao nosso gerenciador de senhas. Além de criar e armazenar senhas complexas e aleatórias em um formato criptografado, ele também as sincroniza em todos os seus dispositivos. Para descriptografar seu cofre, basta lembrar de uma senha principal que só você conhece: nosso guia sobre senhas mnemônicas pode ajudar com isso.

Não armazene senhas em formato de texto simples

Faça o que fizer, nunca anote senhas em arquivos, mensagens ou documentos. Esses recursos não contam com a criptografia robusta oferecida por um gerenciador de senhas. Além disso, esse tipo de anotação cai instantaneamente nas mãos de invasores caso você seja infectado por um cavalo de Troia ou um infostealer.

Não armazene senhas no navegador

Muitos usuários salvam suas senhas nos navegadores, especialmente porque eles oferecem essa opção automaticamente. Porém, estudos mostram que os malwares evoluíram para extrair essas senhas de todos os navegadores populares quase instantaneamente. O KPM pode ajudar você a importar senhas salvas do seu navegador favorito: basta seguir nosso guia simples de três etapas. Mais importante ainda, não se esqueça de limpar o gerenciador de senhas do navegador assim que a importação for concluída.

Prefira usar chaves de acesso

Sempre que possível, use chaves de acesso uma alternativa criptográfica às senhas. Nesta configuração, o serviço armazena uma chave pública, enquanto a chave privada permanece no seu dispositivo e nunca é transmitida. Durante o login, o dispositivo apenas assina uma solicitação única. Além disso, as chaves de acesso estão vinculadas a um domínio específico, o que significa que ataques de phishing com endereços falsificados não funcionarão. O KPM permite armazenar senhas e chaves de acesso, resolvendo o problema da sincronização entre diferentes ecossistemas, incluindo Windows, Android, macOS e iOS.

Configure a autenticação de dois fatores

Ative a autenticação de dois fatores sempre que possível. Mesmo que sua senha tenha sido comprometida, uma configuração de 2FA bem implementada torna extremamente difícil que um invasor acesse sua conta. Para garantir a máxima segurança, prefira aplicativos autenticadores a códigos únicos enviados via SMS. E sim, o KPM também é útil neste caso.

Pratique uma boa higiene digital

Lembre-se: armazenar suas senhas corretamente é apenas metade do caminho. É essencial seguir boas práticas de higiene digital: evite baixar arquivos não verificados, softwares piratas, cheats ou cracks e não clique em links suspeitos. O número de ataques com infostealers tem aumentado de forma consistente nos últimos anos, o que significa que você precisa de uma solução de segurança robusta para garantir proteção total. Recomendamos o Kaspersky Premium, pois ele protege todos os seus dispositivos contra cavalos de Troia, phishing e outras ameaças. Além disso, a assinatura inclui o nosso gerenciador de senhas.

Se você leva a sério a segurança das suas contas, confira nossas postagens sobre senhas, chaves de acesso e autenticação de dois fatores:

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